João Bolinha virou gente: Apresentação – Vicente Guimarães

8 07 2008

 

 

João Bolina não quer estudar  -- Ilustração de Rodolfo

João Bolinha não quer estudar -- Ilustração de Rodolfo

APRESENTAÇÃO

 

Sabem quem eu sou?  João Bolinha,

Boneco desengonçado;

Com quem brincar eu não tinha.

Pois vivia desprezado.

 

Entre a turma tagarela

Era um boneco prudente;

Um dia, que coisa bela!

Com a luz do sol, virei gente.

 

De boneco de bolinha

Passei a ser um menino,

Mudou-se toda, todinha

A rota do meu destino.

 

Terei lucrado ou perdido?

Não posso lhe responder:

Depois de o livro ter lido,

Tudo você vai saber.

 

Que lhe sirva de lição

Esta simples vida minha;

Eis o que, de coração,

Lhe deseja o João Bolinha.

 

 

João Bolinha virou gente, Vicente Guimarães (Vovô Felício), Editora Minerva: s/d,  Rio de Janeiro, página 5.

 

 

 

 

 

 

 

Ilustração:  Rodolfo, Rio de Janeiro

 

Vicente de Paulo Guimarães ( MG 1906-1981) Poeta, contista, biógrafo, jornalista, autor de Literatura Infanto-Juvenil (1979), funcionário público, educador, membro da Academia Brasileira de Literatura (1980), prêmio Monteiro Lobato -ABL (1977).

 

 


Ações

Information

38 responses

12 10 2008
Rosana Ferreira

Ganhei esse livro na década de 80 em São Luís/ MA. Ele fez parte de toda a minha infância, até hoje tenho saudades de João Bolinha, pois suas aventuras povoaram o meu mundo. Onde posso comprar esse livro?
Rosana Ferreira
Macaé/RJ

10 07 2011
Vicente Guimarães Jr.

Prezada Rosana:
Posso oferecer o livro gratuitamente, pelo prazer de verificar que até hoje há pessôas que se lembram de meu pai. Possuo 2 cópias do “João Bolinha Virou Gente” e, se for de sua conveniencia, pode se comunicar comigo em: Tel: (51) 3226-5480 ou Rua Riachuelo, 740, apt.1, Porto Alegre – CEP: 90010.272 ou-se estiver no Rio- em (21) 8652-6722
Um abraço do
Vicente (de Paulo Guimarães Junior)

13 09 2011
mário augusto

Meu nome e Mário Augusto e tenho dois filhos, Daniel de 27 e João Gabriel de 7 anos, sempre falo para eles das aventuras que fizeram parte da minha infância e o João Bolinha sempre fez parte disso, sempre procurei em sebos por este livro e não encontrei gostaria de obtê-lo, por que não fazem outra tiragem?
um grande abraço,
Mário Augusto

14 09 2011
peregrinacultural

Mário não sei bem a razão desse livro não ser reedititado. Você está entre muitos que gostariam de ter acesso a esse livro. O meu exemplar eu o consegui, por incrível que pareça, num bazar da paróquia perto da minha casa. Um bazar onde raramente eles vendem livros, porque não têm compradores. Já pensou?

A família do Vicente Guimarães, como você pode atestar está interessada e orgulhosa da lembrança de tantos de nós desses livros. Dê uma olhadinha nas respostas dadas a outra pessoas aqui mesmo. Deve haver a questão de direitos autorais… Não sei… Continue procurando… você encontrará. Um grande abraço, Ladyce

5 10 2011
Vanessa Carlos

Caro Vicente
Não sei se vc ainda possue um exemplar desse livro, mas gostaria muito de conseguir um. Há uns 3 anos, logo que minha filha de 11 anos ficou apaixonada por livros, eu venho procurando em todas as bibliotecas, sebos, sebos virtuais, e não encontro. Falei muito do livro pra ela, pois ele fez parte da minha infância, assim como de muitos “jovens” com mais de 30 como eu!!!! Você acredita que cheguei a procurar na biblioteca da escola onde estudei no “primário” e de onde emprestei o livro….mas infelizmente ele não existe mais. Se puder me dizer onde posso encontrar, ficarei muito grata. Meu e-mail é : nessa.c.oliveira@gmail.com. Aguardo resposta!

Vanessa Carlos

23 02 2012
ELIANE GOIS

OI JR ,VICENTE GUIMARÃES ESTA VIVO NAS NOSSAS MEMORIAS E NAS MEMORIAS DAS CRIANÇAS AQUI NO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL SEBASTIAO BATISTA LAGO ,AQUI EM NOVA SERRANA-MG RUA PIAUI Nº1000 BAIRRO PLANALTO,FONE 3732263287 CUJO O EMAIL cmeisbl@hotmail.com SOB A DIREÇÃO DE ELIANE GOIS,CONTAR E RECONTAR HISTORIA FAZ PARTE DA EDUCAÇÃO INFANTIL,DRAMATIZAR E FAZER O JOÃO BOLINHA COM A ARGILA,PAPEL CREPOM ,OFICINA DE BONECOS E CIA TEATRO TIA SUZANA .JR SEU AVÓ DEIXOU REGISTRADO HISTORIAS E CABE A TODOS NOS EDUCADORES DIVULGA-LAS,PRINCIPALMENTE AQUELA QUE JOAO BOLINHA FICAVA DEPENDURADO NA JANELA E O GATO SENTIU CIUMES….

29 03 2012
Rodrigo Guimarães Pena

Olá Vicente,

sou seu primo(segundo grau) de Belo Horizonte.

Conheci Tio Vicente quando tinha 12 anos(decada de 60). Ele foi a nossa casa no bairro Sion, acompanhado de Tia Miretta. Que simpatia.
Estive uma ou duas vezes em sua casa, em Botafogo(se não me engano) quando adolescente (16/17 anos), acompanhando minha mãe. Miretinha me siceronava, mostrando Copacabana e Ipanema.
Tinha quase todos os livros dele. De “João Bolinha” ao “Anel de Vidro”. Presentes preciosos que me faziam companhia nas tardes chuvosas. Pessoa bonissima, risonho, meigo.
Hoje convivo, algumas vezes, com Marly, na Academia Familiar João Guimarães Rosa.
Tenho muitas saudades deles.
Faço coro com os demais ao pedir que se reedite todos os livros dele.
Um abraço a todos aí.
Rodrigo Guimarães Pena

4 07 2012
rosanaferreira@ibest.com.br

Você não tem ideia da emoção que estou sentindo em saber que MEU Vovô Felicio é Real. Sei bem que o Grande Autor de João Bolinha não mais está conosco, mas ele se eternizou em Vovô Felicio. E eu, apesar das minhas 4 decadas de vida, vou amá-lo para sempre.

Meu endereço é: Rua Valparaíso,16- sala 201
Cavaleiros
Macaé- RJ
CEP.: 27920-140

26 08 2014
Lígia Rachel

Sou professora de matemática na E. E. Mestre Candinho em Cordisburgo/MG.
João Bolinha é nosso Mascote!
Lígia Rachel
ligiacordis@yahoo.com.br

12 10 2008
peregrinacultural

Rosana:

Eu diria para você dar uma olhadinha no site da estante virtual. [ http://www.estantevirtual.com.br ] tem os livros de mais ou menos 700 sebos no Brasil. Esta seria a sugetsão com maior possibilidades. Muito obrigada pela visita.

25 10 2009
Vânia Marques

Na realidade não é um comentário, e sim um pedido.

Declamava qdo aluna do curso “ginasial”, a poesia cujo título era A morte da águia, lembro-me que o autor era Vicente Guimarães, ou Vicente Guimaraes Jr., esqueci algumas estrófes e peço ajuda no sentido de localizar o poema.
Atenciosamente, Vânia

26 10 2009
peregrinacultural

Vânia, acredito que o poema a que você se refere seja de Luís Guimarães. Vou colocá-lo aqui e depois postá-lo também.

A morte da águia

Luís Guimarães

A bordo vinha uma águia. Era um presente
Que um potentado, — um certo rei do Oriente,
Mandava a outro: — um mimo soberano.
Era uma águia real. Entre a sombria
Grade da jaula o seu olhar luzia,
Profundo e triste como o olhar humano.

Aos balanços do barco ela curvava
Ao níveo colo a fronte que cismava…
E enquanto as ondas túrbidas gemiam,
Ao som do vento – em fúnebres lamentos
Ela pensava nos longínquos ventos
Que do Himalaia os píncaros varriam.

Fora uma infame e traiçoeira bala,
Que, do régio fuzil negra vassala,
Invisível – uma asa lhe partira:
Cheia de luz, tranqüila, majestosa,
Dobrando a fronde branca e poderosa,
Aos pés de um rei a águia real caíra.

Os bonzos vis, proféticos doutores,
Sondando-lhe a ferida e as cruas dores,
Que um venenoso bálsamo tentava
Apaziguar em vão, — diziam rindo:
“Não há no mundo exemplar mais lindo:
Vale um império!” – E a águia agonizava.

Um dia, enfim, o animal valente
Resistindo aos martírios, — largamente
Respirou a amplidão. A asa possante
Abrir tentou de novo. Aberta estava
A jaula colossal que o esperava:
Forçoso era partir. Desde este instante,

A águia sombria e muda e pensativa,
Solene mártir, vítima cativa,
Terror dos vis e símbolo dos bravos,
Pediu a morte a Deus, — pediu-a ansiosa
Longe, porém, da corte vergonhosa
Desse covarde e baixo rei de escravos.

Pediu a morte a Deus, o cataclismo,
As convulsões elétricas do abismo,
As batalhas finais! Morrer num grito
Vibrante, imenso, heróico, soberano,
E fremente rolar no azul do Oceano,
Como um titã caído do infinito.

Morrer livre, cercada de vitórias,
Com suas asas – pavilhão de glórias –
Inundadas da luz que o Sol espalha:
Ter o fundo do mar por catacumba,
As orações do vento que retumba,
E as cambraias da espuma por mortalha.

Entanto, melancólica, tristonha,
Como um gigante mórbido que sonha,
Fitava, às vezes, o revolto oceano,
Com esse olhar nublado e delirante,
Com que saudava a César triunfante
O moribundo gladiador romano.

O comandante – urso do mar bondoso —
Disse um dia ao escravo rancoroso,
Ao carcereiro estúpido e inclemente:
“Leve-a ao convés. Verá que esse desmaio
Basta para apagá-lo um brando raio
Do largo Sol no rúbido oriente.”

Subiu então a jaula ao tombadilho:
Do nato dia ao purpurino brilho
Salpicava de luz o céu nevado…
E a águia elevando a pálpebra dormente
Abriu as asas ao clarão nascente
Como as hastes de leque iluminado.

O mar gemia, lôbrego e espumante,
Açoitando o navio; — além – distante,
Nas vaporosas bordas do horizonte,
As matutinas névoas que ondulavam,
Em suas várias curvas figuravam
Os largos flancos triunfais de um monte.

“Abre-lhe a porta da prisão,” ( ridente
O comandante disse ) “Esta corrente
Para conter-lhe o vôo é mais que forte!
Voar! pobre infeliz! causa piedade!
Dê-lhe um momento de ar e liberdade!
Único meio de a salvar da morte.”

Quando a porta se abriu, — como uma tromba,
Como o invencível furacão que arromba
Da tempestade as negras barricadas,
A águia lançou por terra o escravo pasmo,
E desprendendo um grito de sarcasmo,
Moveu as longas asas espalmadas.

Pairou sobre o navio — imensa e bela –
Como uma branca, uma isolada vela
A demandar um livre e novo mundo;
Crescia o Sol nas nuvens refulgentes,
E como um turbilhão de águias frementes,
Zunia o vento na amplidão, – profundo.

Ela lutou, ansiosa! Atra agonia
Sufocava-a. O escravo lhe estendia
Os miseráveis e covardes braços;
Nu o oceano ao longe cintilava
E a rainha do ar, em vão, buscava
Onde pousar os grandes membros lassos.

Sobre o barco pairou ainda, — e alçando,
Alçando mais os vôos, e afogando
Na luz do Sol a fronte alvinitente,
Ébria de espaço, ébria de liberdade,
Como um astro que cai da imensidade,
Afundou-se nas ondas de repente.

Luís Caetano Pereira Guimarães Júnior (RJ 1847 – Lisboa 1898), advogado, jornalista, ministro, diplomata, poeta, romancista, teatrólogo. Estudou no Colégio Calógeras em Petrópolis e cursou as faculdades de Direito de São Paulo e do Recife. Colaborador dos periódicos A reforma, A república, O correio paulistano, Imprensa Acadêmica de São Paulo, Gazeta de Notícias. Membro da Academia Brasileira de Letras, membro da Academia de Belas Artes do Chile, membro da Academia do Quiriti em Roma, membro da Arcádia Romana, membro da Sociedade de Geografia Italiana, oficial da Ordem da Rosa, oficial da Ordem de Cristo e da Ordem de São Tiago, cavaleiro da Ordem Romana do Sepulcro e da Ordem de São Gregório Magno.

Obra:

A Alma do outro mundo, 1913
A Carlos Gomes, 1870
A entrada no céu, 1882
A família Agulha, 1870
A morte, 1882
André Vidal, séc. XIX
As Jóias indiscretas, séc. XIX
As Quedas fatais, séc. XIX
Ave Estela, 1865
Contos sem pretensão, 1872
Corimbos, 1866
Ernesto Couto, 1872
Filigranas, 1872
Lírica, 1880
Lírio Branco, 1862
Mater dolorosa, 1880
Monte Alverne, séc. XIX
Noturnos, 1872
O Caminho mais curto, séc. XIX
Os Amores que passam, séc. XIX
Pedro Américo, 1871
Um Pequeno demônio, séc. XIX
Uma Cena contemporânea, 1862
Valentina, séc. XIX

26 10 2009
A morte da águia, poema de Luís Guimarães Júnior « Peregrinacultural’s Weblog

[...] postagem de um poema de Vicente Guimarães neste blogue, João Bolinha virou gente, lembrou à leitora Vânia um poema que ela precisou decorar para a escola, chamava-se A morte da [...]

19 03 2010
Beatriz

Que lindo encontrar este trechinho do João Bolinha aqui. Eu ganhei este livro quando era criança e acabei nao guardando. Sinto saudade de reler a estoria e é tao dificil encontra-lo em bom estado. Obrigada. Beatriz

19 08 2010
Marcela

Olá,

Tenho um amigo que na infância, teve aula com uma professora que leu para sua turma metade do livro “João Bolinha virou gente”….o coitado diz que até hoje pensa no João Bolinha e gostaria de saber como esta história acaba.
Alguém sabe onde posso encontrar este livro para que ele possa lê-lo? Pode ser na net msm.

Abraço.

10 07 2011
Vicente Guimarães Jr.

Prezada Marcela:
Sou filho de Vicente Guimarães e possuo exemplares do “João Bolinha Virou Gente”. Favor ler minhas respostas à Angela Sampaio e/ou à Rosana Ferreira
Um abraço do
Vicente (de Paulo Guimarães Junior)

26 05 2012
Alberto Mesaque

Olá Vicente! Me chamo Alberto e minha mãe conta muitas histórias de seu pai. Inclusive, relata que, quando estudava na Escola Estadual José Heilbuth em BH, participou de um concurso de redação e ganhou um livro do Vôvô Felício e teria seu texto publicado em uma outra obra. Ela perdeu o livro e o contato com o querido vôvô. Por acaso sabe dizer se essa informação é real? Agradeço! Abs! albertomesaque@yahoo.com.br

6 09 2010
Silvânia

Sou professora e necessito urgentemente de encontrar o livro de Vicente Guimarães “João Bolinha virou gente…” Tenho procurado em minha cidade (João Monlevade) e não o encontro. Como conseguir? Preciso desenvolver com meus alunos um trabalho literario e o escolhi. Ajudem-me, por favor!Obrigada.

19 09 2010
Fabio França
10 07 2011
Vicente Guimarães Jr.

Prezada Silvânia:
Favor ler minha resposta à Angela Sampaio e/ou à Rosana Ferreira e se comunicar comigo.
Abraço de
Vicente (de Paulo Guimarães Junior)

10 07 2011
peregrinacultural

Vicente,

Agradeço muito a sua generosa oferta aos leitores desse blog. E tenha certeza de que a obra de seu pai não será esquecida. Como você pode notar ela ainda trafega na imaginação de todos que a conheceram. O propósito inicial desse blog sempre foi o de preservar e lembrar aos nossos leitores alguns aspectos da cultura brasileira que de vez em quando caem em desuso ou esquecimento temporário. Acredito mesmo essa ser uma das funções dada internet. Fico-lhe muito grata pela generosa partcipação, um grande abraço e boa mudança, Ladyce

19 03 2011
ANGELA SAMPAIO

Nossa! João Bolinha tb foi o personagem da minha infância!
Queria ser neta do Vovô Felício!
Gostaria de recuperar algumas das revistas do Sezinho.

10 07 2011
Vicente Guimarães Jr.

Prezada Angela:
Sou filho de Vicente Guimarães e possuo alguns números do antigo “Sesinho”. Também tenho edição do livro “João Bolinha Virou Gente”.
Gostaria, modestamente, de oferecer alguma dessas matérias, já que você é admiradora da obra dele. Se for de sua conveniência, procure-me em;
Tel; (51) 3226-5480 ou Em Rua Riachuelo, 740, apt.1, Porto Alegre, Rs
CEP: 90010.272
– ou, se estiver no Rio, em (21) 8652-6722, para onde estou voltando de mudança.
Abraço do
Vicente (de Paulo Guimarães Junior)

15 09 2011
valeria pacheco

Trabalho na Escola Municipal VICENTE GUIMARAES,gostaria de saber onde encontro o livro JOAO BOLINHA VIROU GENTE ,pois o exemplar que temos encontra-se faltando paginas.e este ano nossa escola completa 25anos.

15 09 2011
peregrinacultural

Valéria, dê uma olhadinha nas outras respostas desta postagem. Há familiares de Vicente Guimarães que se prontificaram numa outra ocasião a preencher essa lacuna. Boa sorte, Ladyce

21 09 2011
valeria pacheco

onde encontro o livro AS CHAVES DO REINO do autor A. J . CRONIM?

9 12 2011
byanca julia

gostaria muito de ganhar um livro joao bolinha virou gente mas nao sei aonde compra lo…

30 01 2012
Mucio Alves de Santana

Também li alguns livros de Vicente Guimarãoes. Li João Bolinha virou gente e a coleção Vovô Felício. Foi uma indicação da professora de português da minha irmã mais velha. Essa professora,uma freira, ensinava no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Palmares-PE e, sem dúvidas, iluminou uma geração de crianças nos idos de 1970 . Os livros de Vicente Guimarães estavam na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, em Palmares-PE. O que me encantou nesses livros foram as informações sobre vultos históricos, invenções e descobertas. Tudo descrito numa linguagem simplesmente maravilhosa. No final da década de 90, procurei por esses livros para meu filho, na época pequeno, em livrarias e sebos de Recife durante muito tempo e nunca os encontrei. Hoje tive vontade de encontrá-los novamente. Tenho uma filha de 10 anos que gosta muito de ler. Estou tentando fazer uma coleção de Monteiro Lobato para ela, o que não é fácil pois as livrarias estão cheias daquelas traduções de livros de origem americana, de valor duvidoso. Mas, o que eu gostaria mesmo era de adquirir os livros de Vicente Guimarães, especialmente a Coleção Vovô Felício, pois, pelo sentimento e lembranças que tenho são de uma leitura mais prazerosa que qualquer livro infantil, suplantando até mesmo o grande Monteiro Lobato.
Mucio Alves de Santana, 52 anos, Palmarense (PE), residente em Aracaju (SE)

30 01 2012
peregrinacultural

Olá, Múcio,

Você assim como outros leitores desse blog mostra vontade de poder ter os livros do Vovô Felício e/ou Vicente Guimarães para seu filho. Sinceramente não sei que obstáculo existe para que se faça uma outra tiragem dessas coleções. Tudo indica que ainda estejam com os direitos autorais com a família, ou seja, ela ainda não caíram em domínio público. Não conheço os detalhes desse problema, mas infelizmnete ele rouba todas as gerações posteriores aos anos 70 de ótimo textos que muito ensinam e atraem as crianças para a leitura. FIca aqui a sugestão para as editoras e para a família que se faça uma outra edição. Um grande abraço, Ladyce

8 02 2012
Jane Queiroz

Eu também tenho muita vontade de reler esse livro. Ganhei aianda bem criança, quando nem sabia ler. Depois tive muitas oportunidades de ler e reler. O tempo passou e ele se foi, mas as lembranças ficaram. Gostaria muito de compartilhá-lo com meu filhos e meu neto. Todos iriam amar, pois sempre conto pra eles o que lembro do João Bolinha.

8 02 2012
peregrinacultural

Jane, contnuo perplexa ao ver que não há re-edições desse livro. Uma pena! Um grande abraço, Ladyce

20 06 2012
Selma Regina

Ola Vicente…estava lendo os comentarios e gostaria muito de poder ter novamente um exemplar do livro Joao Bolinha virou gente…que saudades, ja pesquisei na internet e não consigo encontrar…se voce puder me ajudar agradeço muito…Selma

20 06 2012
peregrinacultural

Selma Regina, muito obrigada pela visita ao blog. Vicente Guimarães faleceu em 1981. Sua família gentilmente disponibilizou há uns anos os exemplares que tinha das obras de João Bolinha, mas não acredito que haja mais. Infelizmente a obra está esgotada e ainda não sabemos de nenhuma editora com planos de re-editá-la. Fica aqui a nossa sugestão de continuar a procurar nos sebos da cidade. Um grande abraço e volte sempre,

4 07 2012
rosanaferreira@ibest.com.br

Gostaria que as editoras deste país trouxessem de volta, não nossa infância passada (esta esta bem viva dentro de cada um de nós pela presença de nosso eterno Vovô Felício), mas a infância perdida.
Isso se faz resgatando as obras do nosso Vovô Felicio e de muitos outros que enriqueceram nossa infância.

15 11 2012
cicero

Ola pessoal tambem sinto muitas saudades desta coleção e gostaria muito de poder ler novamente aquelas maravilhosas historias de nossa infancia
QuEM PUDER ME DAR UMA DICA DE ONDE CONSEGUI-LA,FICARIA ETERNAMENTE GRATO
Cicero

25 03 2014
Rosana Ferreira

Que bom! Que bom! Que bom! Ai como estou contente…
De fato ganhei o exemplar de João Bolinha que Vicente Guimarães Júnior havia me prometido. O mesmo já passou pelas mãos de todos da família. Eu vou ficar eternamente grata a Vicente Júnior por trazer MEU Vovô Felício de volta.

6 06 2014
Halinny Kuster

Olá! Ganhei este livro em 1988, aos 8 anos… Eu o guardei por toda a minha vida, até cometer o erro de emprestá-lo a uma amiga do curso de letras para que ela apresentasse um trabalho de literatura infantil… ela o guardou e a mãe o jogou fora… nunca mais eu pude encontrá-lo… Gostaria muito de adquirir outro, porque amo de paixão a história do João Bolinha… se alguém souber, por favor, envie-me um e-mail: hkuster.es@gmail.com. Obrigada!!

8 06 2014
peregrinacultural

A única coisa que consigo imaginar para lhe responder é que você mantenha vigia na Estante Virtual [www.estantevirtual.com.br] que é um site com um número enorme de sebos do Brasil inteiro. Boa sorte.

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