O Patinho, poema infantil: Francisca Júlia

18 07 2008

 

O PATINHO

 

 

O pintainho do pato,

galante, amarelo e novo,

mal saiu da casca do ovo,

busca as águas do regato.

 

Todo ele, tão lindo e louro,

enquanto nas águas bóia,

tem a graça de uma jóia

feita em ouro.

 

 

 

Francisca Júlia

 

 

Francisca Júlia da Silva Munster (SP 1871 – SP 1920)  Poetisa brasileira.

 

 

 

Obras:

 

 

1895 – Mármores

1899 – Livro da Infância

1903 – Esfinges

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)

 


Ações

Information

4 responses

10 08 2009
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Francisca Julia da Sliva Münster; mostra que a alma feminina antecede a da Poeta ao escrever poemas para as crianças. Sem dúvida, Francisca me surpreende sempre!

10 08 2009
peregrinacultural

É verdade que a sensibilidade de Francisca Júlia sempre surpreende. Gosto muito de ir atrás dessas primeiras poesias ou das primeiras histórias que foram craidas por brasileiros para brasileiros. Um grande abraço e muito obrigada pela leitura, Ladyce

7 03 2012
Fabiano Donato Leite, Professor

É fantástico ver o empenho com que Francisca Júlia desenha ludicamente a imagem do patinho. Melhor será ainda o dia em que a obra desta poetisa única e levíssima puder se tornar conhecida de todas as pessoas no Brasil e no mundo. Como é que pode haver no Brasil editores tão desinteressados pela boa poesia? Onde estão as pessoas que não reeditam toda a obra de nossa mestra Francisca Júlia?
Obrigado pela oportunidade de ler o texto.
Fabiano Donato Leite
Gurupi – Tocantins

7 03 2012
peregrinacultural

Professor Fabiano, são inúmeras as perguntas que faço a mim mesma a respeito das re-edições brasileiras. A obra de Francisca Júlia está em domínio público. Por isso mesmo suas poesias deveriam estar ao alcance de qualquer um. Reconheço a sua frustração, é minha também. Há um outro caso mais recente, das obras infantis de Vicente Guimarães. São inúmeros os pedidos que recebo, desde que publiquei o poema de abertura do livro do João Bolinha, de pessoas querendo comprar esse lvro, para poderem ler para seus filhos ou netos. A família já disponibilizou alguns volumes, mas a demanda é maior do que a oferta. Onde estão os editores? É incompreensível. Obrigada por levantar esta questão mais uma vez. Muito obrigada, Ladyce

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