A uma bailarina
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Maria Thereza de Andrade Cunha
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Fecho os olhos e a vejo que, ondulante
Como um salgueiro ao vento, fina e leve,
Lá se vai! Deixa apenas, flutuante,
A lembrança de um véu de “tule” e neve…
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Demorou-se tão pouco! Um curto instante!
Um curto instante, tão fugaz, tão breve!
Quem sabe, além, num palco mais distante,
Outro poema de ritmos descreve?
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Mas fica eternamente nos meus sonhos;
Vejo-a de olhos brilhantes e risonhos
Que nas asas do vento a cena corta.
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Impalpável… Comparo-a à luz e à espuma,
E a julgo, vendo-a leve como pluma,
A alma, talvez, de uma falena morta!
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Em: É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949.
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Maria Thereza de Andrade Cunha (RJ, RJ, 1927) Professora, poeta e trovadora.







O livro “É primavera… escuta” é smplesmente belíssimo