A uma bailarina, soneto de Maria Thereza de Andrade Cunha

10 02 2010

 
A uma bailarina

                                          Maria Thereza de Andrade Cunha

Fecho os olhos e a vejo que, ondulante

Como um salgueiro ao vento, fina e leve,

Lá se vai!  Deixa apenas, flutuante,

A lembrança de um véu de “tule” e neve…

Demorou-se tão pouco!   Um curto instante!

Um curto instante, tão fugaz, tão breve!

Quem sabe, além, num palco mais distante,

Outro poema de ritmos descreve?

Mas fica eternamente nos meus sonhos;

Vejo-a de olhos brilhantes e risonhos

Que nas asas do vento a cena corta.

Impalpável… Comparo-a à luz e à espuma,

E a julgo, vendo-a leve como pluma,

A alma, talvez, de uma falena morta!

Em: É primavera… escuta., Maria Thereza de Andrade Cunha, Rio de Janeiro, 1949.

 

 Maria Thereza de Andrade Cunha (RJ, RJ, 1927) Professora, poeta e trovadora.


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Uma resposta

28 04 2013
Jussara Soares

O livro “É primavera… escuta” é smplesmente belíssimo

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