À minha mãe, poesia de Maria Pagano de Botana

29 04 2010
Mãe e filho, gravura do século XVIII.

À minha mãe

 –

                                                                      Maria Pagano de Botana

 –

O que mais do que tudo em ti me encanta,

É ver que em ti mais que a beleza existe

Essa doce bondade, pura e santa,

Que em proteger-me contra o mal insiste.

Sinto, quando a tristeza me quebranta,

E a dor me vem ferir de espinho em riste,

Que a tua voz, dentro em minh’alma canta

E o meu olhar se torna menos triste.

Glória a ti, pelo espírito sereno,

Que os meus lábios, docemente, afastas

Da vida rude o trágico veneno…

Ó alma pura, feita de ais e preces,

Que, em tuas horas límpidas e castas,

Minhas horas amargas adormeces!

 

Maria Pagano de Botana  ( Pederneiras, SP, 1909)  [ Baronesa de Santa Inês] Poeta, cronista, professora, jornalista .  Pseudônimos:  Marlon, Maria do Rosário.

Obras:

Do sonho à realidade, crônicas, 1945

Canteiro humilde, pensamentos, 1948

Amor fonte de vida, poesia, 1950

Luzes e imagens, 1972, biografia romanceada


Ações

Informação

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

Você está comentando usando sua conta WordPress.com. Sair / Mudar )

Imagem do Twitter

Você está comentando usando sua conta Twitter. Sair / Mudar )

Foto do Facebook

Você está comentando usando sua conta Facebook. Sair / Mudar )

Conectando a %s




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 835 outros seguidores

%d bloggers like this: