Vozes da noite, poema para a infância de Armando Côrtes-Rodrigues

28 03 2011

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Vozes da noite

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                                           Armando Côrtes Rodrigues

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Vozes na Noite!  Quem fala

Com tanto ardor, tanto afã?

Falou o Grilo primeiro,

Logo depois foi a Rã.

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Pobre loucura dos homens

Quando julgam entendê-las…

Só eles pasmam os olhos

Neste encanto das estrelas…

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Lá no silêncio dos campos

Ou no mais ermo da serra,

Na voz das rãs dala a àgua,

Na voz dos grilos a Terra.

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Só eles cantam a vida

Com amor e singeleza,

Por ser descuidadaa, alegre;

Por ser simples, com beleza.

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Pudesse agora dizer-te,

Sem ser por palavras vãs,

O que diz a voz dos grilos,

O que diz a voz das rãs.

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Em: Poemas para a infância: antologia escolar, Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: s/d

Armando César Côrtes-Rodrigues (Portugal, 1891 — 1971 ) Escritor, poeta, dramaturgo, cronista e etnólogo açoriano que se distinguiu pelos seus estudos de etnografia e em particular pela publicação de um Cancioneiro Geral dos Açores e de um Adagiário Popular Açoriano, obras de grande rigor e qualidade.

Obra poética:

 Ode a Minerva:angra do heroísmo, 1922

Em Louvor da humildade: poemas da terra e dos pobres., 1924

Cântico das Fontes, 1934

Cantares da noite seguidos dos poemas de orpheu, 1942

Quatro poemas líricos, 1948

Horto fechado e outros poemas, 1953

Antologia de Poemas de Armando Côrtes-Rodrigues, 1956.


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Uma resposta

29 03 2011
julia

qe legal

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