Göbekli Tepe, Turquia
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A minha geração estudou história sob a influência do arqueólogo V. Gordon Childe, responsável pela teoria da Revolução Neolítica, que explicava que a civilização, como a conhecemos, havia sido consequência da agricultura. De bandos de nômades havíamos passado a uma vida mais sedentária, reunida à volta de vilarejos e cidades, cultivando trigo, cevada e domesticando animais. A razão para o aparecimento de aglomerados urbanos era simples: precisávamos tocar as quintas, as plantações, e garantir comida o ano inteiro. Os ajuntamentos facilitavam a defesa dos interesses grupais: garantir que as colheitas não fossem parar em mãos inimigas ou roubadas por bandos famintos, ainda nômades, que cruzavam a terra.
Parte do estabelecimento dos seres humanos em cidades e aldeias justificaria assim o aparecimento da hierarquia de comando, de principados, reinos, de classes sociais dominantes e da religião organizada. Essa visão antropológica do nosso desenvolvimento era abrangente o suficiente para que não a questionássemos. Além disso ela explicava muito do que não conseguíamos explicar de qualquer outra forma. Foi só na década de 1990, com as primeiras descobertas arqueológicas em Göbekli Tepe, na Turquia, que evidências de uma outra possibilidade começaram a surgir. E vieram tão numerosas e de tantas formas diferentes, que a necessidade de revermos de maneira drástica o que imaginávamos ser o desenvolvimento dos seres humanos no Neolítico se fez necessário. A revista The National Geographic Magazine deste mês foca nas conseqüências das descobertas de Göbekli Tepe: a organização religiosa dos seres humanos talvez não tenha vindo como consequência da Revolução Neolítica, mas ao contrário: a necessidade de uma religião organizada pode ter dado origem à agricultura.
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Stonehenge, Inglaterra
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É uma reviravolta inesperada e fascinante.
Até evidência em contrário, o aparecimento da religião organizada entre os homens aconteceu na Turquia, em Göbekli Tepe, mais ou menos há 11.000 anos atrás. As fundações desse templo religioso no topo de uma montanha, a 15 km de Şanlıurfa, no Sudeste da Turquia, são incontestáveis. Haveria outros templos mais antigos? Não sabemos. Por ora, a civilização começou aí. Göbekli Tepe é um templo extraordinário. Ou melhor, uma série de templos dos quais muito pouco está escavado. Inicialmente havia sido comparado a Stonehenge, na Inglaterra, por causa de seu desenho quase circular de pedras variadas. Mas a semelhança com o sítio na Inglaterra para na forma circular. Göbekli Tepe foi construído muitos milênios antes de Stonehenge [que foi construído por volta de 2.500 anos aC, ou seja há 4.500 atrás]. Além disso, o complexo arqueológico turco é mais sofisticado. Suas pedras gigantescas são cortadas com precisão e apresentam baixo-relevos de animais variados: cobras, raposas, escorpiões, javalis e bandos de gazelas. Construído uns há 11.600 anos, e 7.000 anos antes das pirâmides do Egito, Göbekli Tepe prima por maior sofisticação na construção do que se imaginava para a época, quando comparamos este a outros sítios posteriores. Hoje, é considerado o primeiro grande monumento arquitetônico da humanidade.
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Ilustração de bandos de nômades, como seriam os homens do neolítico.
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Como então Göbekli Tepe se encaixa na chamada Revolução do Neolítico, proposta por Childe? Não se encaixa. Aquela época importante quando a agricultura tomou conta da nossa vida no planeta, aqueles milênios em que as culturas nômades dedicadas à caça e pesca passaram a plantar e cultivar os animais, não parece se refletir no primeiro grande templo da humanidade. E isso é só uma das partes desse quebra-cabeças.
Mas o que foi achado em Göbekli Tepe para nos fazer questionar o que parecia certo e lógico? Localizado na maior colina em toda área, por quilômetros e quilômetros, esse templo consiste de 20 câmaras no subsolo que têm um grande número de pedras de calcário em forma de T. Muitas dessas pedras e pilares foram decorados com o desenho de animais do campo, em relevo, cinzelados. As pilastras estão organizadas em círculos de pedras, — quatro foram escavados até agora. Cada círculo tem não mais do que 30 m de diâmetro. As pedras que os formam são de aproximadamente 6 metros de altura, pesando entre 12 a 18 toneladas.
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Göbekli Tepe, Pedra do sol [nome dado pelos arqueólogos para distinguí-la de outras pedras].
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No entanto, não há vestígios de habitação permanente de seres humanos no local. Nem mesmo rastros deixados por acampamentos de longa duração, já que nessa época não existiam ainda vilarejos, nem cidades, nem aglomerados humanos de maior complexidade. Os seres humanos eram nômades, sobrevivendo da caça e pesca e de colheita de frutos da natureza. Então como construir um monumento desse porte, se era preciso um grande número de pessoas, organizadas, que exercessem diferentes tarefas? As pedras da construção de Göbekli Tepe são encaixadas precisamente, têm formas específicas e eram transportadas de longe, para este local pesando em média 15-16 toneladas cada. Só isso exigiria uma organização muito mais complexa do que creditamos nossos antepassados de poderem ter exercido, porque tudo isso foi feito numa época em que os seres humanos não conheciam a escrita, o metal, a cerâmica ou a roda.
O que causaria esse grande esforço para se construir um templo, num lugar de tão difícil acesso? O que havia levado esses povos a construir algo tão ambicioso? E mais estranho ainda: a enterrá-lo propositadamente depois de algum tempo e abrir um outro templo circular um pouco mais adiante, e ao fim de um determinado tempo, enterrá-lo e assim por diante? Acredita-se haver uns 20 a 40 templos circulares em volta de Göbekli Tepe. Como o arqueólogo responsável Klaus Schmidt do Instituto de Arqueologia da Alemanha imagina: “bandos de caçadores teriam se juntado no local esporadicamente, através das décadas de construção, vivendo em tendas feitas de peles de animais e caçando os animais locais para alimento”.
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Göbekli Tepe, vista de cima.
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Os pilares, as colunas de pedra, foram colocados em círculos, num desenho comum a todos. São pedras de calcário, como grandes colunas, ou grandes Ts. No meio de cada círculo dois pilares. As pedras podem ou não ser decoradas com animais estilizados, grande parte deles animais perigosos: escorpiões armados para o ataque, javalis agressivos, leões ferozes. Não se sabe ainda a razão, mas após uma ou duas décadas, essas construções eram regularmente enterradas, com todos os pilares sob terra, e novos círculos eram construídos dentro do círculo que foi enterrado, com novas pedras. Às vezes até um terceiro círculo era organizado. Aí então o grupo todo era enterrado, e um novo círculo, mais adiante era construído. O local foi construído e reconstruído com círculos de pedras por séculos e séculos. E ainda mais intrigante: a medida que os séculos passavam as construções ficaram cada vez piores. As pedras menos decoradas, com corte mais rústico, e tudo organizado de uma maneira menos cuidadosa. Ao longo dos séculos o povo que construiu esses templos se tornou cada vez menos apto a fazê-lo. Os esforços de construção pararam finalmente por volta do ano 8.200 aC.
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Göbekli Tepe
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Porque nenhuma habitação foi encontrada, o templo parece ter sido construído com um único objetivo: um centro cerimonial. Os ossos achados nos canteiros arqueológicos, que mostram o que era consumido durante a construção desses círculos, são ossos de gazelas e outros animais caçados muito longe dali e mandados para o local para servirem de alimento. Não havia nenhuma fonte de água natural no lugar. Evidentemente havia necessidade de uma boa organização para que essa construção fosse feita e, no entanto, não foram achados ainda quaisquer vestígios de alguma estrutura social com mandantes e mandados. Quem organizava essas centenas de pessoas necessárias para cinzelar, erguer e arranjar as pedras necessárias? Klaus Schmidt lembra de maneira bastante enfática o que é tão intrigante: “Descobrir que povos de caçadores, pescadores e apanhadores de frutos foram capazes de construir Göbekli Tepe é como descobrir que alguém havia construído um avião 747 com um estilete”. E no entanto, lá está, o templo fora do contexto temporal a que lhe atribuímos.
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Câmara em Göbekli Tepe.
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Mesmo que V. Gordon Childe tivesse sido abrangente demais nas suas teorias sobre a Revolução Neolítica, é preciso não descartarmos o fato de que foi a agricultura que nos permitiu viver agrupados em aglomerados, aldeias, cidades, reinos. Com a agricultura também conseguimos prolongar as nossas vidas e chegar a um grande crescimento populacional. E poder plantar para colher não é um passo pequeno de desenvolvimento. Mesmo que os homens neolíticos conseguissem proteger um pedacinho de terra em que o trigo ou cevada selvagens estivessem crescendo, suas sementes quando maduras se comportavam de maneira diferente das sementes dos grãos domesticados. Isso só foi conseguido milhares de anos mais tarde. Os grãos das espécies selvagens se soltam da planta e caem no chão tornando uma tarefa quase impossível coletá-los no ponto preciso de amadurecimento. Em termos de genética, a verdadeira agricultura de grãos só se deu quando uma área bastante grande de terreno pode ser dedicada ao cultivo de plantas que já haviam sofrido alguma mutação, deixando que os grãos maduros permanecessem nas plantas para a colheita.
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Agricultura demanda organização, perseverança, disciplina e estratégias de longo prazo com relação ao retorno sobre o investimento do trabalho. Como é um passo complexo aconteceu através de milhares de anos, quando povos nômades co-existiram com os sedentários. Para que se tenha sucesso na agricultura é necessário defender o investimento contra a invasão territorial de animais e de outros seres humanos. O trabalho se torna cooperativo e relativamente complexo, envolvendo um grupo social que exige uma estratificação, uma hierarquia social. Era muito maior o trabalho envolvido no cultivo de qualquer grão e na domesticação de animais do que simplesmente colher, caçar e pescar. No entanto, o sedentarismo prevaleceu. Mas por que? As vantagens são: pode-se plantar mais do que se consome; pode-se estocar comida para o período de inverno; pode-se trocar o excedente de um alimento de um grupo pelo excedente de alimentos de um outro grupo. Mais pessoas comem. O grupo, permanecendo num único lugar pode viver de maneira mais confortável, sem ter que carregar tudo o que lhe pertence. Pode ter abrigo permanente contra as intempéries climáticas.
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Mas nem tudo são flores. Quando se fez a troca de uma vida de caça, pesca e colheita para uma agrícola, sedentária, o esqueleto humano mudou. Temporariamente os homens ficaram menores, porque a dieta a que eles estavam acostumados, rica em proteína, também mudou. Além do que, os animais domesticados também tiveram mudanças radicais sendo menos musculosos, oferecendo menos carne a ser degustada. Mas, mesmo assim, insistiu-se na agricultura. Por que? É uma daquelas perguntas que ainda não pode ser bem respondida. Há muitas teorias, entre elas a da extinção de animais selvagens pela caça generalizada, pressões populacionais…
Sabemos que a agricultura começou no que chamamos de Crescente Fértil: uma região de clima temperado, do Oriente Médio irrigada pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo. Uma área muito fértil, que é o lugar de nascença da história, da nossa história, da história da humanidade. Foi aí que mais ou menos a 14.000 anos aC os homens começavam a ter algum controle sobre a natureza, antes mesmo de conseguirem plantar para comer, antes mesmo de terem domínio sobre plantas e a domesticação de animais. Foi aí que o mundo despertou. Dá-se o nome de Crescente Fértil porque essa área, em que diversos povos chegam à agricultura, se desenhada sobre um mapa do mundo, formaria um arco, um crescente, sobre os atuais países: Egito, Israel, Cisjordânia, Líbano, partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, da Turquia e do Irã. É daí, nessa região, nas colinas suaves de Anatolia, que nasce a agricultura e consequentemente a civilização. A uns poucos passos de Göbekli Tepe.
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Localização de Göbekli Tepe, na região mais ao norte do Crescente Fértil.
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É a proximidade entre o templo de Göbekli Tepe com primeiro cultivo proposital da agricultura que deixa alada a imaginação dos historiadores. O que fez a população de Göbekli Tepe se organizar para construir um templo antes de mesmo de se organizar para a agricultura? Obviamente havia uma necessidade emocional, interna, uma necessidade comum aos homens, de reverenciar um deus ou muitos, de idolatrar as forças que os governavam, para cultuar os favores: da caça e pesca abundantes, do renascimento constante de frutos e folhas. Com a consciência de sua insignificância, de sua pequenez frente à natureza que os dominava, instalou-se a precisão de um culto, dedicado a um ou mais seres, algo que aliviasse a angústia da incerteza da vida.
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Área onde foram encontradas aldeias natufianas, desaparecidas por volta de 10.000 aC.
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Antropólogos há muito assumem que a religião organizada surgiu como maneira de resolver problemas entre grupos à proporção que os nômades tiveram que conviver com outros grupos, quando todos se tornavam vizinhos sedentários, usufruindo das mesmas fontes de água limpa, de campos adjacentes, transformados em pequenos fazendeiros, responsáveis pela alimentação de seu grupo tribal. Vilarejos surgiram, imaginava-se, da necessidade de estruturar as ações comuns que melhoravam a vida do individuo: enterro dos mortos; abrigo à prova de animais para os membros do grupo, o uso de plantas medicinais, e assim por diante. E assumiu-se que só quando um uma visão de ordem celestial comum a um grande grupo apareceu, aí sim, vieram os templos, nas aldeias e nos vilarejos, um sistema religioso capaz de unir esses novos grupos. Mesmo assim, já havia alguns indícios, raros é verdade, de que talvez essa ordem não estivesse correta: há resquícios de aldeias datando de 13.000 anos aC , chamadas de Aldeias Natufianas [do período neolítico] que surgiram no Oriente médio, particularmente nas áreas que hoje cobrem os estados de Israel e Palestina, Líbano, Jordão e oeste da Síria. Os habitantes dessas aldeias, que viviam em lugar permanente, não eram agricultores, eram colhedores de sementes, de trigo, cevada e centeio, assim como caçadores de gazelas. Como o professor Ofer Bar-Yosef, da Universidade de Harvard apontou, a descoberta dessas aldeias foi “um grande sinal de aviso que deveríamos mudar nossas idéias”. Mas essas aldeias neolíticas começaram a desaparecer por volta de 10.200 aC, quando houve uma pequena idade do gelo, com a queda da temperatura local por mais ou menos 11º centígrados. As aldeias Natufianas certamente sugerem que a organização em aldeias veio anterior à agricultura.
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Beidha, aldeia netufiana, no sul do Jordão, perto de Petra.
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À medida que Karl Schmidt organiza e reflete sobre suas escavações em Göbekli Tepe também imagina as causas do aparecimento da agricultura antes mesmo da residência sedentária dos povos nômades. Talvez o templo tivesse sido construído por tribos das áreas ao entorno, num raio de 150 km, que tiveram como objetivo se agruparem, trazerem presentes e dádivas aos deuses, ou a um sacerdote. Certamente haveria alguma ordem social, que nos escapa hoje, que seria responsável pela construção do local e também pela organização dos fiéis. Haveria rituais, cantos, tambores, festas. E com o passar do tempo, da própria necessidade de alimentar os visitantes, agrupados ali para as cerimônias, houvesse aparecido a necessidade de garantir uma certa quantidade de comida. Teria nascido dessa maneira a agricultura nesse canto da Anatolia, sul da Turquia, com o cultivo mais intenso dos melhores grãos? Além das primeiras evidências de domesticação de plantas virem de Nevalı Çori, a 30 km de Göbekli Tepe, há muitos outros indícios deste início de tentaivas agrícolas, na mesma região. Os porcos domesticados pelo homem primeiro aparecem em Cayounu, a 100 km de Göbekli Tepe; gado bovino, caprino e ovino foram domesticados pela primeira vez no leste da Turquia. Todas as sementes de trigo existentes hoje no mundo inteiro são descendentes do einkorn kernel [Triticum boeoticum] cuja evidencia de DNA sugere ter sido domesticado próximo a Karaca Dağ , no sudeste da Turquia.
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A visão que temos hoje da região é muito diferente daquela de então. O deserto do Curdistão era, naquela época, um lugar fértil, coberto de vegetação. Os relevos de todo tipo de animal nas pedras no templo atestam sobre esta abundância. Tudo indica que foi o homem, justamente através da agricultura do período neolítico que levou à desertificação: árvores derrubadas, o solo escorrendo com as chuvas, a terra exposta, sem plantio. Tudo o que mantinha verde esse grande oásis à beira de uma região de equilíbrio delicado, foi modificado e acabou sendo devastado. Teria sido esta a primeira grande perda ecológica que tivemos?
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O Jardim do Éden, 1612
Jan Brueghel ( Holanda, 1568-1625)
óleo sobre placa de cobre, 50 x 80 cm
Galeria Doria-Pamphili, Roma
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São os contrastes entre esta visão paradisíaca da região — quando Göbekli Tepe foi construído, época em que grupos nômades se saciavam com o que apanhavam na natureza – e a introdução da agricultura na área, com a devastação do meio ambiente em seguida, que têm levado alguns historiadores a se perguntarem se não seria justamente sobre esses eventos, a descrição da Expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden no Paraíso e sua subseqüente punição: serem obrigados a colher o fruto de seu trabalho, como descrito no primeiro livro do Gênese da Bíblia. Adão, o caçador, foi levada a arar o solo de onde havia vindo.
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Adão e Eva depois da Queda, 1818
Johann Anton Ramboux (Alemanha, 1790-1866)
óleo sobre tela, 115 x 139 cm
Museu Wallraf-Richatz, Colônia
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Que muitos dos relatos bíblicos vez por outra parecem ser comprovados, é fato. Uma das publicações mais populares de meados do século passado, que comparava textos bíblicos às descobertas arqueológicas é o clássico E a Bíblia tinha razão, de 1955, do escritor alemão Werner Keller, um grande best-seller universal. Muitos outros estudos desde então já apontaram diversas vezes para a área do Curdistão na Turquia como a provável localização do Éden: a oeste da Assíria, exatamente onde se encontra Göbekli Tepe. Além disso, o Jardim do Éden bíblico está situado entre quatro rios incluindo o Tigre e o Eufrates. Tom Knox, autor do romance de suspense The Genesis Secret, [Harper Collins: 2009] aponta para seus leitores outros detalhes interessantes, entre eles, textos sírios, escritos na antiguidade, onde há a menção da Casa do Éden [Beth Eden], como um reino pequenino, localizado a 75 km de Göbekli Tepe. Outras referências sobre a localização de um possível lugar chamado Éden [que na língua da Suméria significa “planalto” ] auxilia na localização do paraíso justamente no planalto de Haran.
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Angelus, 1857-59
Jean- François Millet (França, 1814-1875)
Óleo sobre tela, 55x 66 cm
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Quando juntamos essas referências, vem a vontade de dizer que as construções encontradas no sítio arqueológico de Göbekli Tepe, poderiam apontar para um templo localizado dentro do Jardim do Éden. Mas ainda é muita especulação. No entanto o que sabemos é que o local foi considerado santo há muitos e muitos milênios. Inspirou o ser humano à introspecção, ao sagrado, à aceitação do divino em suas vidas. Templo foi, sem dúvida. Por si só expressa a necessidade humana de ir ao encontro de um poder maior, de reconhecer suas próprias limitações e de apelar aos poderes que têm controle sobre nós. Göbekli Tepe mostra que a necessidade de se agradecer dádivas, de se admitir o que é santo, de se confirmar em grupo a união com o Criador é inerente ao homem e como tal mais antiga do que imaginávamos. Parece apontar, de fato, para o local do nascimento da religião.
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Esta postagem foi um sumário das idéias demonstradas nos seguintes artigos:
The Birth of Religion, de Charles C. Mann, The National Geographic Magazine
Göbekli Tepe, em Ancient Wisdom
Do these mysterious stones mark the site of the Garden of Eden? de Tom Knox, The Daily Mail
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E auxílio dos seguintes blogs: Hubpages; Essay Web; Hubpages (2); Paleo Playbook, Mr.Guerriero















Ao serem expulsos do Jardim do Éden, Adão e Eva ficaram impedidos de retornarem a ele, pois poderiam comer do fruto da árvore da vida e adquirirem a vida eterna. Quem sabe essa descoberta nos revelará a árvore da vida.
Quem sabe? Isso mesmo, é esperar para ver o que acontece quando o resto do terreno e todos os círculos forem escavados.
Primeiro, só sobra o que resiste, no caso pedras. Quem garante ou não uma cidade de barracos de madeira e palha ao redor? Isso não deixaria rastros. Mas e quanto a perfeição dos cortes e as figuras de animais desconhecidos da região? Já aos bíblicos fica a lembrança: segundo as “sagradas escrituras” o mundo tem cerca de 5700 anos. Como pode construções anteriores ao próprio mundo? Muito a conhecer, ou não?
E aqui no Brasil só se pensa em plantar cana, o que causa num primeiro momento a extinção de plantas e animais e num segundo momento a desertificação do terreno. Quem sabe no futuro quando tudo isto aqui for um deserto alguém achará algumas ruínas no grande deserto chamado Brasil e irá comparar a Gobleki Tepe onde não existe mais nada a não ser deserto e algumas ruínas.
O matéria remete o leitor a uma época enigmática na história da humanidade, onde gravuras em baixo relevo e pedras pesando toneladas aparecem milimetricamente cortadas, surgindo como uma obra de engenharia no período em que o homem era apenas um caçador-coletor. Quem conhece as Crônicas da Terra, do historiador (autoridade em cuneiforme) Zecharia Sitchin, vê com outros olhos o que a arqueologia tem trazido a luz. Confirmada a datação, Göbekli Tepe se encaixa na tese do historiador, podendo ser Templo e Observatório Astronômico ao mesmo tempo, segundo ele, os sumérios (4.000 a.C) atribuiam todo seu conhecimento aos anunnaki, que vieram de um planeta chamado Nibiru, que fez o abismo descer lá por 11.000 a.C., cuja tradução significa um degelo brusco que ocorreu na Antártida no fim da última era glacial, causado por uma das passagens de Nibiru, ocasionando ondas com mais de 50 metros de altura que varreram a Terra. Evento citado também na Epopéia de Gilgamesh (rei de Uruk), onde Utnapisthin (Ziusudra) é avisado por Enki-Ea que o ensinou a construir uma embarcação onde salvaria animais e familiares. Esta história tem paralalelo com a versão bíblica do dilúvio, sendo na versão de Sitchin, Enki-Ea (deus de Eridu), o pai de Noé, que após as águas baixarem começou a repovoar a Terra que teve surtos de desenvolvimento a cada 3600 anos (órbita de Nibiru), o que explica o declino de Göbekli Tepe lá por 8000 a.C. alavancando outro local mais abaixo ainda não descoberto, até desembocar nos sumérios. O formato de um T das pedras também é entendido como sendo um dos simbolos de Nibiru, o planeta da travessia. Mesmo estranha, a tese explica os mistérios que envolvem a humanidade, foi Enki quem construiu Stonehenge.
Júlio Dalcin
Parnamirim/RN
A mitologia vira realidade no sitchin.com
Correção: revendo datas, verifiquei que não existe outro local onde houvesse tido um surto de desenvolvimento a ser descoberto, com o declínio de Göbekli Tepe, o próximo surto de desenvolvimento foi mais abaixo, na Suméria, impulsionado pela primeira visita de Anu, o governante de Nibiru, após o Dilúvio.
Júlio, obrigada pela correção. Um abraço, Ladyce
mas voce olha somente para o oriente e sobre tiwanaku puma punku sao cidades muito mais antigas que isto aprox 17000 anos e aqui nas americas
Rone, obrigada pela leitura do artigo no blog.
Você está se confundido quanto as cidades que mencionou. Na verdade não há lugar nas Américas — conhecido — tão antigo quanto os sítios arqueológicos na Turquia.
Tiwanaku, ou Tihuanaco data de no máximo 1.500 anos antes de Cristo ou seja, 3.500 anos atrás. Mas o seu período de maior produção realmente começou por volta do ano 200 da nossa era, ou seja 1800 atrás.
Puma Punku tem realmente construções em pedras que lembram as de Göbekli Tepe, mas há diversas teorias sobre sua verdadeira idade. Não acredite em tudo que você venha a ler na internet pois há muito pseudo-arqueólogo tentando demonstrar idade e maneiras de construir, que inda não foram provadas cientificamente. Além do que a idade máxiam atribuida a Pumapunku é de 15.000 anos, ou seja 2.000 anos a menos que os sítios arqueológicos em questão.
Obrigada pela visita, um abraço, Ladyce
em Urantia, Globekli tepe seria o 2° jardim do eden, sendo quu por perto, deve haver outro no caso Vimoni çoci, o 1° jardim foi construido numa ilha que ficava no golfo persico, esse é o segundo jardim…. quanto ao sumeritas, não sei, pois depois da morte do Adão, diversos povos ocuparam o templo, cada povo com suas ideologias, ou seja, gobekli tepe seria um palco para varias “apresentações” criados por diversos povos que ali passaram
Interessantíssimo! Obrigada pela contribuição. Ladyce
Excelente! Grato pela súmula!
Obrigada Paulo, volte sempre!
Assiti á documentário detalhado sobre Göbleki Tepe e pude constatar que a lavra e colocação das pedras utilizadas nas construções beiram a impossibilidade mesmo hoje, claro, se utilizarmos apenas os recursos que julgamos disporem os humanos da época.
Poderíamos chamar o local de Stonehenge Refinado, mas esta palavra denota algo como cultura superior, conhecimento superior, e o local é milênios mais antigo que Stonehenge, ou seja, um enorme paradoxo.
Quanto a existência de algo semelhante nas Américas; Acredito que até possa ter havido, mas não teríamos como saber, já que o clima desta parte do mundo não permitiria a sobrevivência de tais estruturas por períodos tão longos de tempo.
Oi, Jeferson, obrigada pela visita e pela contribuição. Você tem razão o clima tropical colabora para uma detetriorização mais veloz. É concordo com você que poderáimos até ver algo semelhante nas Américas. Hoje, acredita-se que o desenvolvimento da civilização deve ter aparecido em diversos lugares ao mesmo tempo. Um grande abraço, e volte sempre. Ladyce
Tomei conhecimento sobre Gobekli Tepe este mês e pesquisando sobre o Assunto fui inspirado a escrever um Artigo dando minha interpretação Bíblica;
O Artigo está postado no meu Site cujo endereço eletrônico segue abaixo:
http://www.assuntospolemicosdabiblia.com/artigos/gobekli-tepe-e-o-jardim-do-eden/
Seu Onir, após responder esse artigo pesquisei mais na net e não demorei muito lhe encontro aqui. Vejo que não es o único com idéias fantasiosas para explicar o assunto. O interessante é que nenhum dos que pensam assim, o senhor está incluso, tem respaldo bíblico ou arqueológico para isso.
Quanto ao aspecto da visão espiritual existem três tipos: os que não enxergam; os que vêem; e os que não querem enxergar.
Fique na Paz de Jesus
Onir
se adão e eva não foram seres de outro planeta para povoar a terra e desenvolve-la geneticamente, …então o que fez caim quando foi expulso do paraíso e ninguem podia lhes fazer mal, na BÍBLIA diz que ele casou com uma mulher de uma tribo , fundou uma cidade. prá quem? prás formigas?………..
Chegará o dia em que as “autoridades ” da arqueologia que teimam em ignorar as maiores descobertas arqueológicas serão caladas para sempre.A descoberta de Gobekli Tepe foi mais uma lição para eles, que, não podendo contestar o óbvio, se remetem ao silêncio.
A nossa verdadeira história é mais fantástica do que alguém poderia supôr, descobertas como Glozel, as piramides submersas em Cuba, as piramides da Bósnia, a coleção de Klaus Donna, com esqueletos de Nephilim com 7 metros de altura, artefactos com 17000 anos absolutamente incriveis, que desafiam todas as leis fisicas.
A existência humana é como tudo o resto no universo: ciclica, estando deste modo, sujeita a uma evolução histórica não ascendente.
os Cientistas tentam explicar a evolução e os cristãos a fé. Todos com seus ponto de vista sem encontrar um ponto de fuzão. Parece q esquecem q a terra é um pontinho perdido no meio do espaço e que existe muito a ser descoberto. Pesquisando descobri q estruturas megaliticas tmbm foram encontradas submersas na costa do japão com +ou – a mesma idade. Vi num documentário q foi encontrada numa pedra com milhões de anos uma ferramenta parecida com uma “marreta”. O Vaticano mudou de conversa e disse q sim; q pode ter vida em outros planetas. Acho q Deus nos reserva muitas outras surpresas num futuro muito próximo.
Quanto a achados arqueológicos que retrocedem a milhares ou milhões de anos, não tem nada a ver com extraterrestres, bem como a esqueletos que ultrapassem a normalidade humana;
Precisa ficar entendido que existiram dois “Éden”;
O Éden de Lúcifer há milhões de anos, e o Éden de Adão há milhares de anos, cujos Períodos foram encobertos pelo transcendentalismo que os envolve;
Tudo isso eu explico no meu Site em Livro e Artigos;
Onir