Nossas cidades — Rio Pardo

31 03 2014

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Nathaniel Guimaraes,velhacasa,1978,aquar,23x30,AdoMalagoli,POAVelha casa em Rio Pardo, 1978

Nathaniel Guimarães (Brasil, contemporâneo)

aquarela, 23 x 30cm

Museu Ado Malagoli, Porto Alegre





Palavras para lembrar — Elie Wiesel

31 03 2014

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Antonio Vidal RollandJovem lendo

Antonio Vidal Rolland (Espanha, 1889-1970)

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“Há uma diferença entre um livro de duzentas páginas desde o início e um livro de duzentas páginas que são o resultado de um original de oitocentas páginas. As seiscentas estão lá. Só que você não as vê.”

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Elie Wiesel





Soneto de Bernardino Lopes do livro Cromos (1881)

31 03 2014

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ANITA MALFATTI (1889 - 1964),O Samba, 1940,ost, 39x49cmO Samba, 1940

Anita Malfatti (Brasil, 1889-1964)

óleo sobre tela, 39 x 49 cm

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XXII

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Bernardino Lopes

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Homens e moças, crianças,

Todos vêm fora, ao terreiro.

Um deles, chamando às danças,

Põe-se a rufar no pandeiro…

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Principia a cantarola…

Um camponês de unha adunca

Ponteia alegre a viola.

Faz um luar como nunca!

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Salta um rapaz no fadinho;

Uma mulher, de corpinho,

Vem requebrando de lá;

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E a meninada bizarra

Faz uma grande algazarra

Brincando de tempo-será*.

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* O negrito é do texto original.

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Em: Cromos, Bernardino Lopes, 1881

Abaixo a  brincadeira tempo-será.-

Tempo será — brincadeira de pique. As crianças escolhem um pegador. Ele e as outras crianças então recitam o seguinte:

Pegador — Tempo será.
Crianças — De cericecó.
P — Laranja da China.
C — Pimenta em pó.
P — Pinto que pia?
C — Pi-pi-ri-pi.
P — Galo que canta.
C — Cocorocó
P — Quem é o durão?
C — Só eu só.
P — Olha que lhe pego.
C — Não é capaz.
P — Olha que lhe pego.
C — Se for capaz…

Todos fogem do pegador. O primeiro que for pego será o pegador seguinte.

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Imagem de leitura — Mig Quinet

30 03 2014

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Mig Quinet (Bélgica1906-2001) A leitora, 1942, ost, 39 x 43cmA leitora, 1942

Mig Quinet (Bélgica, 1906-2001)

óleo sobre tela, 29 x 42 cm

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Mig Quinet — Nasceu em Ransart em junho de 1906. Cursou a Academia de Belas Artes de Bruxelas. Trabalhou no serviço cultural do Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas de 1928 a 1931. Reuniu-se depois ao grupo fauvista de Brabant. Interessada em avant-garde, fez a sua primeira exposição individual em 1938. Foi uma dos fundadores da Jeune Peinture Belge (1945-1948), ela aparece em quase todos os eventos e defende ao lado de Anne Bonnet, a presença das mulheres na arte deste grupo de inovadores. Defende firmemente também a agressão cromática e simplificação das formas. No início da década de 1950, sua pintura passa para uma abstração geométrica (1949-1957) e depois lírica (1957-1963) com um frescor cheio de espontaneidade e uma paleta de cores brilhantes. Voltou mais tarde à arte figurativa. Mig Quinet é considerada uma das mais originais coloristas da arte belga. Faleceu em Watermael-Boitsfort em Maio de 2001 .





Domingo, um passeio no campo!

30 03 2014

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JURANDIR PAES LEME (1896-1953)Fundo de quintal,1939,ost,33 X 41Fundo de quintal, 1939

Jurandir Paes Leme (Brasil, 1896-1953)

óleo sobre tela, 33 x 41 cm





Flores para um sábado perfeito!

29 03 2014

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Orlando Teruz,Mesa na primavera  OSM,63 x 95  ACID e verso12.000Mesa na primavera, s/d

Orlando Teruz (Brasil, 1902-1984)

óleo sobre tela, 63 x 95 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

28 03 2014

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ÍCERO DIAS (1908 - 2003) - Pão de Açúcar - Rio de Janeiro, o.s.t. - 100 x 81Pão de açúcar, s.d.

Cícero Dias (Brasil, 1908-2003)

óleo sobre tela, 100 x 81 cm





Imagem de leitura — Lucien Jonas

28 03 2014

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???????????????????????????????Saint Énogat, meus filhos, 1922

Lucien Jonas (França, 1880-1947)

óleo sobre tela, 60 x 81cm

Museu dos anos 30, Paris





No cinema, um romance epistolar indiano que encanta: “The Lunchbox”

27 03 2014

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Christine Comyn -- contemplaçãoContemplação

Christine Comyn (Bélgica, 1957)

Aquarela sobre papel

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Em 2008 quando terminei a leitura de A Trégua de Mário Benedetti sabia que havia lido um romance que me afetara profundamente. Mas não tinha imaginado que de quando em quando, me lembraria dessa obra pequenina e potente do escritor uruguaio.  Hoje, passados seis anos, sua presença ainda se faz sentir.  Sábado, quando saí do cinema depois de ver o filme indiano The Lunchbox, quase imediatamente me lembrei dos pequeninos capítulos, quase parágrafos únicos, verdadeiras pedras preciosas de sutileza, que compõem  A Trégua, fazendo do romance a joia rara que me encantou.

Há inúmeros paralelos entre o filme indiano e o romance uruguaio. Ambos são brilhantes. São sutis nas emoções que revelam. E tratam de ritos de passagem.  Em geral usamos esse termo para descrever a literatura centrada em um adolescente que por uma determinada aventura se torna adulto, como no livro de J. D. Salinger, O apanhador no campo de centeio. Mas aqui trata-se de homens adultos à beira da aposentadoria, que por motivos diversos se encontram em situações semelhantes, capazes, talvez, de reencontrar o gosto pela vida. Em ambas as obras, mesmo que por diferentes meios, a sutileza dos sentimentos é tocante.

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Em meio a pilhas de papéis nas mesas dos escritórios, vivendo em um estado quase mecânico, em total solidão, os personagens principais do livro e do filme passam pela vida quase desapercebidos, resignados, incapazes de reivindicar uma existência melhor.  Competentes, mas com suas vidas sem brilho.  E eis que por uma pequena intervenção do destino um raio de luz passa por uma porta entreaberta trazendo a possibilidade de outra vida.  Talvez.  A narrativa em ambos os casos é por meio de elipses, no texto são as entradas no diário de Martín Santomé; no filme são os recados deixados por Irrfan Khan no papel de Saajan Fernandez. Irmãos na delicadeza dos sentimentos, na sutileza da narrativa essas duas obras primas dificilmente são esquecidas.

No filme a extraordinária interpretação de Irrfan Khan, que preenche o seu papel com uma simples mudança no olhar precisa ser ressaltada. E a beleza de Nimrat Kaur, um boa atriz com certeza, não pode ser ignorada. Um belíssimo filme,  poesia em imagens.  Se tiver a oportunidade, não perca.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

26 03 2014

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CLODOMIRO AMAZONAS - (1893 - 1953)- Natureza morta - ost - 40 x 50 - cse - 1938Natureza morta, 1938

Clodomiro Amazonas (Brasil, 1893-1953)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm








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