A dança dos colonos alemães, texto de Graça Aranha

10 05 2014

 

 

Kerb(fest..[1]Kerb, 1892

Pedro Weingärtner (Brasil, 1853 – 1929)

óleo sobre tela

Coleção Particular

 

 

Os dançantes continuavam no compasso marcial da polaca, executando variadas figuras, ora desenhando meias-luas, ora separando-se em alas, marchando frente a frente, ora fazendo evoluções de homens e mulheres, separados, para se reunirem depois de diferentes voltas. Os movimentos eram tardos e pesados; dentro de sapatos grossos e ferrados, batendo fortemente os pés no assoalho, arrastando-se com esforço, faziam um barulho seco, enorme, que dominava as vozes dos instrumentos. Quando a contradança parava, os pares voltavam-se num mesmo instante como por uma combinação mágica, e todos livres se moviam vagarosamente, procurando os bancos encostados às paredes das salas ou aos cantos das janelas. Muitos saíam até ao terreiro, para se refrescar; namorados passeavam ali no escuro, abraçados; velhos fumavam o seu cachimbo, resmungando conversas preguiçosas, até que de novo a música dava o sinal e todos voltavam à sala, em ordem, sem o menor embaraço, passando a dançar automaticamente, de charuto ou cachimbo ao queixo e chapéus na cabeça, enquanto as mulheres amarravam lenços ao pescoço, por causa do suor que lhes escorria da fronte.

 

Em: Canaã, Graça Aranha, 1902, em domínio público.

 

 

 





Quadrinha para o Dia das Mães

10 05 2014

 

 

Mãe  e filha, gatinhoIlustração, desconheço a autoria.

 

- “Não há mãe melhor que a minha”

diz a filha à mamãezinha.

E a mãe, sorrindo: – “Filhinha,

melhor que a tua era a minha”…

 

(Lia Pederneiras de Faria)





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

9 05 2014

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Ivan Freitas (1932-2006) Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, ose, 88x55Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, s.d.

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre eucatex, 88 x 55 cm





Quadrinha para o Dia das Mães

9 05 2014

 

 

mãe ninando o bebe. frederick richardson, 1975Ilustração de Frederick Richardson, 1975.

 

Tão pequenino e, no entanto,
traduz o amor mais profundo;
que nome existe, mais santo,
do que o teu, mãe, neste mundo?

(Cecília Cerqueira Cavalcanti)





Mariposa fantasma, soneto de Maria Thereza de Andrade Silva

8 05 2014

 

 

frank xavier leyendeckerIlustração de Frank Xavier Leyendecker.

 

Mariposa Fantasma

 

Maria Thereza de Andrade Silva

 

Veio da noite, em voo palpitante,

Perder-se na quietude desta sala.

Num bailado letal e delirante,

Cresta na luz as asas cor de opala.

 

Voa; já nada enxerga o olhar faiscante.

Ama a luz, e essa luz há de queimá-la.

E, enquanto houver calor, estranha amante,

É cega e embriagada está… Deixá-la!…

 

Mas brandamente a luz se extingue, e morre…

– Que novo ardor as asas lhe percorre,

Para que dance ainda, alucinada!

 

Deixá-la. É cega! Que lhe importa a chama?

Inda sente o calor perdido, e ama,

E voa em torno à lâmpada apagada!

 

Em: É primavera … escuta. de Maria Thereza de Andrade Silva, Rio de Janeiro:1949, p. 93





Quadrinha para o Dia das Mães

8 05 2014

 

 

mãe com criança, tombo, jardim, guarda-sol, ilust walter craneIlustração de Walter Crane.

 

Ó minha mãe! em meus cantos,
num grato e eterno estribilho,
bendigo a Deus que, entre tantos,
me escolheu para teu filho!

(J.G. de Araújo Jorge)





Palavras para lembrar — Hermann Hesse

7 05 2014

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O diário, 2007

LaShun Beal (EUA, 1962)

Litogravura, 40 x 53 cm

www.lashunbealfinearts.com

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“Sem palavras, sem escrita e sem livros não haveria história, não haveria o conceito de humanidade.”

-
Hermann Hesse








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