-
-
Jantar em família, ilustração de Arthur Sarnoff.
-
A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.
-
(Eduardo A. O. Toledo)
-
-
-
A união se faz maior
em noite fria que tenha
uma família em redor
de um velho fogão de lenha.
-
(Eduardo A. O. Toledo)
-
Laços de família, s/d
Ruben Ubiera (República Dominicana, 1975)
acrílica sobre madeira
[tampas de caixas de charutos]
-
Um milhão de franceses compraram e leram, presume-se, Os olhos amarelos dos crocodilos de Katherine Pancol. Quando soube desses números pensei estarmos falando de um livro para adolescentes. Tamanha popularidade nos dias de hoje atribui-se com frequência a esses novos leitores. Mas nesse Carnaval arrisquei sua leitura, já que me veio recomendado por uma boa amiga. Que prazer!
Trata-se de um romance sobre gente comum, fazendo coisas comuns, tomando decisões nem sempre sábias, chegando a resultados surpreendentes. Essas páginas retratam uma família: uma família e seus correlatos. No centro da narrativa estão duas irmãs – Joséphine e Iris – que não poderiam ser mais opostas em temperamento, aparência física, posição social e interesses. Conhecemos seus filhos, seus pais, seus maridos, o padrasto e outros personagens que compõem esse cosmos urbano: amigos, amantes, namorados. É uma história contemporânea, com personagens que, se não conhecemos, poderíamos vir a conhecer, entre nossos amigos e familiares. São professores, advogados, comerciantes, adolescentes, cabeleireiros, vendedores, todos de maior ou menor sucesso profissional e, certamente, todos à procura do bem estar, da felicidade. Katherine Pancol consegue gerenciar um bom leque de personalidades, mostrando como se víssemos numa lâmina de microscópio, um retrato das fragilidades e solidez dos valores da classe média. Aqui, da classe média francesa, mas cujos objetivos, preocupações e limitações são típicas de qualquer lugar do mundo.
-
Mas não é só um retrato da classe média. Não. Nessa receita de sucesso há também alguns ingredientes quase fantásticos que nos lembram que uma boa história precisa de mocinhos e vilões, de traição e de amor. Se analisarmos alguns segmentos poderíamos traçar paralelos com muitos contos de fadas que povoaram nossa infância e que são apreciados até hoje por todos – veja-se o exemplo dos parques de diversões, onde Cinderela e Branca de Neve são sucesso absoluto. Não que Katherine Pancol esteja contando uma história da carochinha para adultos. Não, não é isso. Mas nesse romance há cobiça, afronta, roubo, más intenções, injúria tudo na dosagem certa para ser eventualmente corrigido e de extrema satisfação para o leitor.
No centro da história está Joséphine, a anti-heroína por excelência. Um patinho feio. Um rato de biblioteca. Explorada por todos. Reticente, compreensiva demais, apagada. Indecisa, altruísta, meditativa. Mas, por quem torcemos do início ao fim. Nossa Gata Borralheira tem uma paixão: a Idade Média, o século XII. Sonha com as heroínas da época, com as aventuras dos cavaleiros, com as Cruzadas, com os vilarejos do reino de Aquitânia. Sua paixão, sua fascinação intelectual, é desprezada por todos à sua volta. Incompreendida, ela quase passa a vida em brancas nuvens, soçobrando de porto em porto, das filhas ao marido, à mãe, à irmã. E no entanto, sabemos que, se há justiça nesse mundo, ela será vingada, assim como acontece com todas as heroínas dos contos clássicos do folclore europeu de onde vieram os contos de Grimm e Andersen.
-
Katherine Pancol
-
A história de Joséphine também dá grande satisfação ao leitor – e acredito que a maioria dos leitores desse romance sejam mulheres – porque é uma história, em que diferentemente dos contos de fadas, o poder transformador, o elemento que eventualmente altera a imagem que Joséphine tem de si mesma, não lhe vem através de fadas madrinhas, mas através de seu crescimento interno, crescimento emocional e descobertas sobre sua própria habilidade de controlar as vicissitudes, os obstáculos imprevisíveis que aparecem em seu caminho. À semelhança de muitos pequenos heróis, de muitos desportistas, políticos, pessoas que chegam a um lugar de prestígio, Joséphine terá que vencer seus próprios medos, seus próprios monstros, para se tornar a mulher cujo potencial antevemos, mas que seus pares não lhe creditam. Uma ótima narrativa, deliciosa mesmo, com um ritmo maravilhoso e algumas lições de vida. Não se pode esperar mais de um bom entretenimento; afinal um milhão de franceses não poderiam estar errados.
-
-
Carnaval, 1954
Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976 )
óleo sobre tela, 54 x 73 cm
-
À semelhança de anos anteriores voltamos a fazer uma pequena coletânea do Carnaval na ointura, este anos uma pequena seleção da festa vista pelos olhos de artistas brasileiros. Bom Carnaval a todos!
-
Meu frevo, 2009
Cristiane Campos (Brasil, 1961)
acrílica sobre tela, 100 x 80 cm
-
Aécio de Andrade (Brasil, 1935)
acrílica sobre tela, 30 x 40 cm
-
Antônio Gomide (Brasil, 1895-1965)
aquarela sobre papel, 17 x 12 cm
-
Carnaval, s/d
Bruno Lechowiski ( Polônia 1887-Brasil 1941)
óleo sobre tela, 57 x 46 cm
-
Carnaval, s/d
Gentil Correa (Brasil, 1935)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
-
Carnaval, s/d
Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)
Serigrafia, 40 x 60 cm
-
Sem título, 2008
Mário Gruber (Brasil 1927-2011)
Serigrafia, 70 x 100
-
Carnaval — as baianas, s/d
Sérgio Telles (Brasil, 1936)
óleo sobre madeira, 20 x 25 cm
-
Tobias Marcier (Brasil, 1942-1982)
Óleo sobre tela, 36 x 28 cm
-
-
Cartão de Natal alemão. Sem data.-
Cartão de Natal, americano, desenho de Michael Coulter.
-
Pintarroxo no galho, cartão de Natal.-
Chilreios de Natal, década de 1970 (EUA).-
Pintarroxo cantando, cartão de natal, ilustrado por M. Morris.-
Flamingos com trenó, Natal na Flórida, cartão postal de Natal.-
Duas meninas alimentam os passarinhos na neve, (França)O tema de alimentar animais e pássaros está associado à caridade, qualidade que deve fazer parte das celebrações do Natal e se encontra em diversos cartões e postais de Natal de quase todos os países europeus e naqueles como os EUA e Canadá que mantiveram as tradições europeias da estação.
-
Passarinhos se acomodam em galho sobre a neve (EUA).-
Pintarroxo em galho coberto de neve e trenó de Papai Noel voando no céu da noite de Natal (França).-
Casal de pombinhas, presente de Natal, em cesta florida com ninho, c. 1900.-
Pombinhas arrumam a guirlanda de Natal, cartão em relevo, c. 1900.-
Primeiro e único cisne da minha coleção, com poinsettias, D. McCorcle, 2010.-
A pombinha da paz no Natal (EUA)-
Passarinhos no peitoril da janela atraídos pelo calor do lar (Alemanha).-
Parece ser uma cena primaveril, mas é um cartão de Natal.
Pintarroxos em noite de luar (EUA).-
Um bando esvoaçante de pássaros, depois da nevasca natalina (EUA).-

-

-
Pinguins de Natal, (EUA).-
Pomba da paz (EUA).-
-
A casa das bicicletas no Bois de Boulougne, 1897-1900
Jean-Georges Béraud (França,1849-1936)
óleo sobre tela
Musée de l’ïle-de-France – Sceaux
-
Quando usamos as bicicletas raramente pensamos no papel importante que elas tiveram para a emancipação feminina. Fui lembrada desse fenômeno quando li, alguns dias atrás, o artigo na publicação da Universidade da Virginia, sobre estudos americanos: Xroads . Não se sabe ao certo a data da invenção da bicicleta; foi consequência natural de diversos experimentos com quadriciclos e triciclos que apareceram no início do século XIX. Só na última década do século, a bicicleta se tornou popular e de uma maneira inesperada alavancou o movimento pelos direitos da mulher.
-
Anúncio francês, 1900.-
A popularidade levou não só homens, mas muitas mulheres às aventuras do ciclismo, que dava uma grande liberdade de movimento. Era a habilidade das mulheres de se movimentarem por si mesmas, para novos lugares, novos espaços, sem a necessidade de acompanhantes. Essa autonomia assertiva trouxe como consequência um desequilíbrio nos papéis sociais. Até então, homens e mulheres tinham papeis circunscritos, rígidos. Mas as barreiras impostas a elas estavam caindo e os homens passaram a fortalecer o estereótipo de portadores de bravura e força. Como o ciclismo aparecia no horizonte como uma atividade física era natural que fosse adotado pelos homens como parte da constelação de esportes das quais faziam parte o futebol, baseball (nos Estados Unidos) e o críquete na Inglaterra, todos dominados pelo sexo masculino.
-
Cartão postal anunciando novas bicicletas, Boston, EUA.-
“Máquina da liberdade” [freedom machine] foi como Susan B. Anthony, a feminista americana que lutou pelos direitos da mulher, denominou a bicicleta. E dela é também , uma conhecida citação: a bicicleta, “fez mais pela emancipação da mulher do que qualquer outra coisa no mundo”. Inicialmente adotada pelas elites, logo os modelos de bicicletas apresentaram mais conforto, sendo adotadas pela classe média em geral na América do Norte e na Europa, em meados da década de 1890. Já na primeira década do século XX a bicicleta havia conquistado seu lugar como meio de transporte e também como forma de recreação. Clubes de ciclismo apareceram em todas as grandes cidades.
-
Mas antes dessa popularidade, não foram poucos os gritos de imoralidade, quando uma mulher andava de bicicleta. O que mais causava revolta nos homens era a adquirida habilidade de movimento para sexo feminino. Ajudadas pela produção em massa desse meio de transporte, que cada vez mais se mostrava seguro e prático as mulheres e a classe trabalhadora, ela não se privaram da liberdade adquirida e transformaram a bicicleta no símbolo da Nova Mulher. Essa Nova Mulher se desvencilhou das roupas restritivas de movimentos, do espartilho e das saias até o tornozelo, substituindo-as por calças. Bem comportadas, largas nos quadris, apertadas no joelho ou do joelho para baixo, mas calças; chamadas de roupas para ciclismo. Mesmo assim não foi fácil para mulheres andarem de bicicleta vestidas desta forma. Muitas foram ridicularizadas, multadas, até mesmo tratadas como mulheres vulgares, sem escrúpulos, como lembra muito bem o artigo.
-
Cartão postal, c. 1895.-
Apesar disso, as mulheres modernas, essas Novas Mulheres, não se deixaram vencer e enfrentaram os preconceitos. Elas viam o poder que as duas rodas lhes davam e previam um futuro mais equilibrado. Sabiam que eram vistas como um desafio aos preceitos da época que tratavam as mulheres como seres inferiores. Não foram poucos os homens que proclamaram que as bicicletas eram uma ameaça à ordem social e à estrutura familiar porque permitiam às mulheres viajar para mais longe do que estavam acostumadas, sem serem vigiadas por seus maridos, irmãos, pais, pelos homens que conheciam os perigos a que elas se expunham. Além, é claro, de permitir que uma jovem pudesse estar na companhia de companhia masculina sem alguém que a acompanhasse.
-
–
Em seguida, a lista do que fazer e não fazer na bicicletas. Texto de 1895 do New York World foi sindicalizado e a foto abaixo mostra o texto no jornal de Chicago. A lista e o artigo em que me baseio saíram no Brainpickings. Traduzi um grande número das regras mas houve umas três delas que têm expressões de época não encontradas nos meus dicionários. Divirtam-se.
——–
Não se amedronte.
Não desmaie na rua.
Não use um chapéu de homem.
Não use ligas apertadas.
Não se esqueça da bolsa de ferramentas.
Não se deixe levar sem tração é perigoso.
Não se vanglorie de longas viagens.
Não critique as “pernas” dos outros
Não use meias que chamem atenção.
Não recuse assistência quando subindo uma colina.
Não use roupas que não caibam bem em você.
Não use joias enquanto estiver na bicicleta.
Não entre em corridas.
Não use botas com cadarço.
Não imagine que todos estão a observando.
Não vá à igreja vestindo roupas de ciclismo.
Não use o chapéu de festa ao ar livre com suas calças.
Não conteste o fato de que bondes têm preferência.
Não coma goma de mascar. Exercite suas mandíbulas em casa.
Não use luvas brancas de couro. Seda é o costume.
Não pergunte, “O que você acha das minhas calças?”
Não use gíria de bicicleta, deixe isso para os rapazes.
Não saia à noite sem a companhia masculina.
Não saia sem agulha, linha e dedal.
Não tente combinar todos os itens de sua vestimenta.
Não deixe seus cabelo louro aparecer nas costas.
Não permita que o lindo cachorrinho a acompanhe.
Não acenda um fósforo no assento de suas calças.
Não converse sobre as calças com os homens que conhece.
Não apareça em public até que você saiba andar bem de bicicleta.
Não se canse, deixe que o ciclismo seja uma recreação e não um trabalho.
Não ignore as leis do trânsito porque você é uma mulher.
Não tente usar as roupas de seu irmão para saber como elas vestem.
Não grite se você der de cara com uma vaca. Se ela a vir primeiro, ela saira do caminho.
Não use tudo que é moderno porque você pode dirigir uma bicicleta.
Não imite a atitude de seu irmão se ele balança a bicicleta paralela ao chão.
Não tente um passeio longo se você não está confiante de que pode fazê-lo com facilidade.
Não dê a aparência de que você está procurando um recorde ou quebrar um recorde. Isso é competição.
Para mais informações visite o portal do Brainpickings, link acima.
-
-
Relatividade, 1953
M. C. Escher (Holanda, 1898-1972)
Litografia
-
Inicialmente pensei que a imagem mais apropriada para ilustrar o livro Serena de Ian McEwan fosse uma das paisagens de Estaque do pintor francês e fundador do cubismo, Georges Braque, tal como Viaduto de Estaque ilustrado abaixo. Nesta tela vemos uma paisagem com algumas casas rodeadas de vegetação e um viaduto romano ao fundo. Nós compreendemos a cena, e ainda a vemos mais completa, porque somos instruídos — através da criativa maneira de pintar desenvolvida pelos cubistas, inspirados por Cézanne – sobre as demais facetas da paisagem que revela diversos elementos vistos por diferentes ângulos, que não estariam dentro das nossas possibilidades entrever. Com o uso de múltiplas perspectivas Georges Braque neste caso permite que conheçamos “o outro lado da lua”, ou seja: os dois lados de um telhado que nossa visão não permitiria perceber, ou a fachada de uma casa, que ele levanta ligeiramente, por cima das casas na frente, para que vejamos a série de janelas paralelas corridas. Essa visão compreensiva, giroscópica, do tema, dos objetos ou pessoas retratadas, explorada pelos cubistas constitui em grande parte a maneira narrativa de Ian McEwan.-
-
Viaduto de Estaque, 1908
Georges Braque (França, 1882-1963)
óleo sobre tela, 72 x 59 cm
Museu de Arte Moderna, Centro Pompidou, Paris
-
Mas à medida que o texto avançou e certamente depois que cheguei ao fim do romance, a visão cubista, ainda que interessante, não me satisfez. Porque é um texto que se renova, que se reencontra e que recomeça. É um labirinto com alguns becos, algumas passagens em múltiplos níveis, com algumas realidades paralelas, como se estivéssemos num jogo digital e uma vez ou outra achássemos a porta que nos leva direto até o próximo nível, sem termos que lutar com o dragão ou algum inimigo inesperado. Esta é uma história que vai e volta e se aprofunda em diversos níveis sem que saibamos por que estamos sendo levados por aquele caminho e de repente, parecemos voltar ao ponto inicial como em um rondó musical ou em uma fita de Möebius. E foi pensando nela que acabei selecionando uma das muitas gravuras de M. C. Escher para dar o tom visual do que acontece com o leitor de Serena. Escolhi a gravura Relatividade, uma litografia cuja primeira tiragem foi feita em 1953, porque esse artista holandês é quem, nas artes plásticas, de meu conhecimento, melhor exemplifica a minha experiência ao terminar esse texto.
-
É a habilidade narrativa de McEwan que permite que se chegue ao final da trama capaz de entender os diversos níveis em que ela se desenvolve. E ser surpreendido. Totalmente surpreendido. Este é um romance, um thriller, que aparenta tratar de espionagem na década de 60 do século passado. Espionagem envolvendo o fabuloso serviço inglês MI5 já bastante caracterizado na literatura, no cinema e em programas televisivos pela sua invencibilidade. Não há nenhum James Bond, mesmo em se tratando de Londres, cidade onde Serena, que acabou de terminar o curso superior numa excelente universidade inglesa, arranja seu primeiro emprego. A jovem é a nossa porta de entrada para esta aventura literária que insiste em parecer simples e direta. Até que, em certo momento, temos a sensação de que talvez não estejamos lendo coma atenção necessária. No meu caso foi lá pela página 140, quando parei e voltei ao início. Mas tive relatos de outros leitores, talvez mais sensíveis, mais perceptíveis, que o fizeram umas 50 páginas antes. De qualquer modo, o leitor sente que há algo no ar mas não sabe onde, nem o quê, nem o porquê. E assim se desenrola a narrativa.
-
Ian McEwan
-
Mais do que um thriller, Serena é um livro sobre ficção. Sobre diversos níveis de ficção. Sobre a ficção que encontramos no dia a dia, na fabricação de quem somos, no contar e recontar de nossos movimentos de nossas ações. Temos a ficção de espiões e a ficção de quem escreve ficção. Este é um romance baseado no ato de simular, na habilidade do fingimento. Ian McEwan explora aqui a tênua linha que define realidade. Este romance é uma ode à imaginação. À nossa habilidade, à capacidade humana de iludir e de aceitar ser iludida. A narrativa é um quebra-cabeça, um Cubo de Rubik com faces de espelhos, onde tudo se encaixa, a qualquer momento em qualquer hora, porque tudo, absolutamente tudo não passa de ficção. Uma narrativa brilhante.
Minha objeção está na personagem que achei o menos crível dos elementos. Mas como acreditar em um personagem que nos ajuda a construir o ficcional? Como julgar aquele que nos faz crer e que nos ajuda a descrer. Este é o impasse a que chegamos. E a mensagem é simples: não creia, não acredite. Tudo não passa de ficção. Nem mesmo eu, nem você que me lê, nem Serena.
-
A todos os amigos da Peregrina, um muito obrigada pela amizade, pela assiduidade dos nossos encontros e o desejo de que tenham um Feliz Dia do Amigo! Sinto-me honrada com a sua amizade, com as suas visitas e com sua fidelidade! Meu carinho vai para todos!
-
-
-
Esse foi um número do programa de televisão You got talent [Você tem talento] na televisão ucraniana.
-
-
-
Stella Leonardos
-
-
– Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de framboesa!
– Que queres, lobo daninho?
– Acompanhar-te, beleza.
-
– Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de coral!
– Que queres, lobo daninho?
– Proteger-te de algum mal.
-
– Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor da alegria!
– Que queres, lobo daninho?
– Gozar tua companhia.
-
– Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de carmim!
– Que queres, lobo daninho?
– Guardar-te sempre pra mim.
-
-
Em: Fantoches, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956.