Nossas cidades — Cidade de Goiás

21 07 2014

 

 

rua do hortoElder Rocha Lima rua do horto - TV - 40x40, cidade de goiasRua do Horto

Elder Rocha Lima (Brasil, 1928)

óleo sobre tela, 40 x 40 cm





Domingo, um passeio no campo!

20 07 2014

 

 

PARREIRAS, Antônio (1860 - 1937) Paisagem com lago, o.s.t. - 42 x 34 cm. Assinado e datado 1892Paisagem com lago, 1892

Antônio Parreiras (Brasil, 1860-1937)

óleo sobre tela,  42 x 34cm





Nossas cidades — São Lourenço

14 07 2014

 

 

Baptista Gariglio, Balneário de S. Lourenço, 2004,Aquarela, 18x27cm.Balneário de São Lourenço, 2004

Baptista Gariglio (Brasil, contemporâneo)

aquarela, 18 x 27 cm

 





Imagem de leitura — Arnaldo Sinatti

29 06 2014

 

 

ARNALDO SINATTI (1935). Leitura de Amor, ost, 41 x 27. Assinado no c.i.e. e no verso.Leitura de amor

Arnaldo Sinatti (Brasil, 1935-1999)

óleo sobre tela, 41 x 27 cm





Dia 14: “tudo que eu gostaria de ter dito”, desafio da escrita, #PHpoemaday

14 06 2014

 

 

Edmund Charles Tarbell, (EUA 1862-1938), Mary lendo, 1933, ost, 31x27Mary lendo, 1933

Edmond Charles Tarbell (EUA, 1862-1938)

óleo sobre tela, 31 x 27 cm

 

Tema: Tudo que eu gostaria de ter dito 

 

É tempo de recomeçar

 

 

Faz hoje um ano.
Só agora sei o que deveria ter dito.
Por que sempre se pensa melhor
Quando as emoções já se abrandaram?
De que adianta agora saber a resposta perfeita?
De que adianta escrever todas as razões,
As pontuações? As causas e condições?
Se o tempo já passou, se a vida já mudou,
e o passado não volta mais?
Visão perfeita é sempre a do espelho retrovisor,
mas não andamos para trás, a não ser na sexta dimensão.
Assim, escrevo aqui tudo o que deveria ter dito, há um ano,
Pego um fósforo e torno em cinzas a mágoa pelo que não fiz.
É tempo de recomeçar.

-
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014

 

 





Dia 12: inspirado em uma música, desafio da escrita, #PHpoemaday

12 06 2014

 

 

Cláudio Dantas ( Brasil, contemporâneo) Gerações, 2007, ost, 90x120Gerações, 2007

Cláudio Dantas (Brasil, 1959)

óleo sobre tela

 

Arpejo da memória

Há três semanas, passando por uma rua residencial, ouvi alguém ensaiando os acordes de Le Lac de Côme, no piano. E uma onda de memórias, muito antigas, de antes dos meus seis anos, borbulharam, trazendo com elas emoções há muito enterradas. Os arpejos desse noturno estão entre as minhas primeiras memórias musicais.

Sempre tivemos piano em casa, herdado de minha avó paterna. Por muito tempo ninguém tocava. Eu era muito pequena para aprender. Minha mãe havia estudado, mas não tinha jeito para a música. Só duas pessoas tocavam lá em casa: meu avô, que violonista e seresteiro na época de jovem boêmio, arriscava uma ou outra pequena melodia, e minha tia Yedda, que estudara piano quando adolescente, e tocava todo fim de semana quando nos visitava. Titia não dominava o instrumento. Sabia algumas músicas de cor. Depois do lanche sábados à tarde, quando ainda noivava meu futuro tio, minha tia se sentava ao piano e por um tempo dedicava-se a tocar o que sabia de memória. Danúbio azul, Pour Elise faziam parte de seu repertório, mas eu não gostava destas tanto quanto de Le Lac de Côme. Sua melodia é muito bonita, mas o que me fascinava era ver os acordes serem tocados em arpejo, com as mãos fazendo uma onda, o polegar tocando primeiro e o mindinho um segundo mais tarde… Aquele movimento, ondulante, me fascinava. E assim que meus pais conseguiram me colocar estudando piano, meu único objetivo era aprender a tocar aquela música. Nunca cheguei a contar para tia Yedda a influência que ela havia tido no meu aprendizado de música. Mas não importa, porque quando morreu, muitos anos depois ela já sabia que havia tido um grande impacto em minha vida, dessa vez, através das quartas-feiras de matinês no cinema do bairro.

Uma melodia é como perfume, intangível, mas cria raízes profundas na nossa memória.

-

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014





Dia 11: O sertão, desafio da escrita, #PHpoemaday

11 06 2014

 

 

ROSÂNGELA MARASSI - Ipê amarelo - Óleo sobre telaIpê amarelo

Rosângela Marassi (Brasil, contemporânea)

Óleo sobre tela

 

 

Os ipês no sertão

 

Não me venha falar de tristeza
quando fala do sertão do Cariri.
Se você diz que a paisagem é cinza
é porque não conhece o sertão
patriótico na paisagem:
alegre, em flor, verde e amarelo.
É porque nunca viu o sertão de setembro;
o sertão dos ipês de puro ouro
salpicando felicidade na estação que se inicia.
Esses ipês renovam as esperanças no futuro
e alimentam a chama do amor à terra.
Quando vir as cores do sertão florado
Entenderá porque a bandeira do país
tremula no horizonte, lembrando o Cariri.

 

© Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014





Dia 10: O mar, desafio da escrita, #PHpoemaday

10 06 2014

 

 

 

CAROL KOSSAK - Mar bravio - Óleo sobre tela - 38 x 46Mar bravio

Carol Kossak (Brasil, 1895-1976)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm

 

 

Tema: O mar

 

O que há de mais selvagem em minha vida

 

 

Respeito o mar, sua força, sua paixão.
É profundo, imoderado, impetuoso e potente.
Cruel, enérgico, aniquilador e intenso.
Mar sereno não existe. É uma máscara.
Por trás da superfície calma há uma pujança brutal.
Ele hipnotiza e seduz. Mas é um mau amante.
É agressivo, destruidor, cruel. Feroz.
É o que há de mais selvagem em minha vida.

-

Suas ondas acarinham a areia para seduzir.
Molhe os pés, que belos tornozelos”, parece dizer.
“Venho beijar-te; não me canso de beijar-te.”
E no descuido, genioso e irritadiço, encapelado e bravio
Ele te leva, te ingere, te traga.
Ele te engole, te sorve, te consome e devora.
O mar, imenso, azul, verde, cinzento, faminto, enigmático e feroz
É o que há de mais selvagem em minha vida.

-
©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2014.

 

 





Imagem de leitura — Aldo Bonadei

14 10 2010

A leitura, 1950

Aldo Bonadei ( Brasil, 1906-1974)

Óleo sobre tela, 73 x 54 cm

Aldo Cláudio Felipe Bonadei, (São Paulo, 1906 — São Paulo, 1974) pintor brasileiro, integrante do Grupo Santa Helena.  Além da pintura fez desenhos, gravuras e foi figurinista para teatro e cinema.  Também escreveu poesia. O artista teve importante atuação, entre os anos 1930 e 1940, na consolidação da arte moderna paulista e foi um dos pioneiros no desenvolvimento da arte abstrata no Brasil.  No fim da década de 50 atuou como figurinista na Companhia Nydia Lícia – Sérgio Cardoso e em dois filmes de Walter Hugo Khoury.





Fotografia de Inácio Moraes

6 08 2009

 

Imagem 266

©Inácio Moraes,2009

Fotógrafo: Inácio Moraes (RJ), fotógrafo e amigo. Atualmente trabalha como assistente de câmera em cinema e publicidade!








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