Imagem de leitura — Di Cavalcanti

4 10 2014

 

 

Di cavalcanti, auto-retrato lendoAuto-retrato lendo [Pascal], 1970

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela





Dia das Mães com arte brasileira!

11 05 2014

 

 

Di Cavalcanti, Maternidade,ost, (década de 1950)65,5 x 50 cmMaternidade, década de 1950

Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela, 65 x50 cm

 

Manabu-Mabe-MaternidadeManabu Mabe – Maternidade – 100 x 73 cmMaternidade, s/d

Manabu Mabe (Japão 1924-Brasil 1999)

óleo sobre tela, 100 x 73 cm

 

icaMater, 1985

Sérgio Martinolli (Itália, 1938, radicado no Brasil)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

 

Orlando teruz. maternidadeMaternidade

Orlando Teruz (Brasil, 1902 – 1984)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

 

José Pancetti, (1902-1954)Maternidade, 1954,  Campinas, ostMaternidade, 1954

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela

 

Lazar Segall, Maternidade, 1922, aquarela sobre papel e grafiteMaternidade, 1922

Lasar Segall (Lituânia, 1891- Brasil, 1957)

aquarela e grafite sobre papel

 

CARMO SOÁ (1962)Proteção,2009,ost, 56 x 46cmProteção, 2009

Carmo Soá (Brasil, 1962)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

 

Haydea Santiago Folguedos na Varanda OSM, ACID,1946 21x15 R$980 Victor BragaFolguedos na varanda, 1946

Haydéa Santiago (Brasil, 1896-1980)

óleo sobre tela, 21 x 15 cm

 

Eliseu Visconti, boa-noiteBoa noite, 1910

Eliseu Visconti (Itália 1866-Brasil 1944)

óleo sobre tela, 62 x 76 cm

Coleção Particular

 

Reynaldo Fonseca (1925)Maternidade Gravura 39-300 65 x 50 cm. BaseMaternidade

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)

Gravura, 65 x 50 cm





Numas palhinhas deitado, poesia de João Saraiva

24 12 2010

di_cavalcanti__natal_1969_oleo_sobre_tela_1288898415-edit

 

Natal, década  1960-70

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela

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Numas palhinhas deitado

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                              João Saraiva

—–

Numas palhinhas deitado,

abrindo os olhos à luz,

loiro, gordinho, rosado,

nasce o Menino Jesus.

—–

Uma vaquinha bafeja

seu lindo corpo divino,

de mansinho, que a não veja

e não se assuste o Menino.

—–

Meia-noite. Canta o galo.

Por essa Judéia além

dormem os que hão de matá-lo

quando for homem também.

—–

E, pensativa, a Mãe Pura

ouve, fitando Jesus,

os rouxinóis na espessura

de um cedro que há de ser cruz!…

—-

—–

Extraído de “O Natal na Poesia”, artigo de Dom Marcos Barbosa publicado no Jornal do Brasil de 24/12/81

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—-

João Baptista Pinto Saraiva (1866-1948), pseudôniomo: Belonaria, poeta português, nascido na cidade do Porto.

Obras:

Serenatas: primeiros versos, poesia, 1886

Sátiras, poesia, 1905

Líricas e sátiras, poesia, 1916

Máscaras: tríptico em versos, poesia, 1925

O grêmio literário: figuras e episódios de outros tempos, prosa, 1934

Sinfaníadas, poesia, 1938





Porque é Carnaval…

24 02 2009

di-cavalcanti-carnaval-1968

Carnaval, 1968

Emiliano Di Cavalcanti ( RJ 1897 – RJ 1976)

Óleo sobre tela

 

 

 

 

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DI CAVALCANTI

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo (Rio de Janeiro RJ 1897 – idem 1976). Pintor, ilustrador, caricaturista, desenhista, gravador, muralista. Inicia a carreira artística em 1908. Em 1914 publica seu primeiro trabalho como caricaturista na Revista Fon-Fon. Em 1917, muda-se para São Paulo, freqüenta aulas de direito no Largo São Francisco e o ateliê do pintor impressionista Georg Elpons (1865-1939). Realiza a primeira individual de caricaturas na livraria O Livro. A partir de 1918, integra o grupo de artistas e intelectuais de São Paulo com Oswald de Andrade (1890-1954) e Mário de Andrade (1893-1945), Guilherme de Almeida (1890-1969) , entre outros. Trabalha como diretor artístico da revista Panóplia, em 1918, em São Paulo, e ilustra a revista Guanabara, em 1920, sob o pseudônimo Urbano. Em 1921 ilustra A Balada do Enforcado, de Oscar Wilde (1854-1900), e publica, em São Paulo, o álbum Fantoches da Meia-Noite. É um dos idealizadores e organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, autor do material gráfico da exposição. Muda-se para a Europa como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, estabelece ateliê em Montparnasse e freqüenta a Academia Ranson, onde conhece artistas e intelectuais. Retorna ao Rio de Janeiro em 1925 e em 1928 filia-se ao Partido Comunista do Brasil – PCB. No ano seguinte, faz a decoração do foyer do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Em 1931 participa do Salão Revolucionário e funda em São Paulo, em 1932, com Flávio de Carvalho (1899-1973), Antonio Gomide (1895-1967) e Carlos Prado (1908-1992), o Clube dos Artistas Modernos, CAM. Na Revolução Constitucionalista fica preso por três meses como getulista. Em 1933, casa-se com a pintora Noemia (1912-1992), sua aluna. Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época. Em Paris, em 1938, trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retorna ao Brasil em 1940; publica poemas na Antologia de Poetas Brasileiros, organizada por Manuel Bandeira (1884-1968). Publica o livro de memórias Viagem da Minha Vida: memórias em três volumes (V.1 – Testamento da Alvorada, V.2 – O Sol e as Estrelas e V.3 – Retrato de Meus Amigos e … dos Outros) editado pela Editora Civilização Brasileira. Premiado em 1971 pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte – ABCA. Em 1972 publica o álbum 7 Xilogravuras de Emiliano Di Cavalcanti, pela Editora Onile, e recebe o Prêmio Moinho Santista. Em Salvador, recebe o título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia – UFBA, em 1973

 





Sinfonia Cotidiana — poema de J. G. de Araújo Jorge

30 11 2008

menina-com-gato-e-piano-1965di-cavalcanti-ost-62x51-col-part

Menina com gato e piano, 1967

Di Cavalcanti (Brasil 1897 – 1976)

óleo sobre tela  62 x 51 cm

Coleção Particular

 

 

Sinfonia Cotidiana

 

 

A manhã surge

aos sons do Concerto n.° 1 de Grieg

no rádio madrugador do meu vizinho.

 

A tarde chega

acompanhada pelo Prelúdio n.° 24 de Chopin,

num piano sem lugar.

 

A madrugada se embala

com a música do mar.

 

 

J. G. de Araújo Jorge

 

 

Em: A outra face, Editora Vecchi:1957, Rio de Janeiro

 

 

José Guilherme de Araújo Jorge (AC 1914 – RJ 1987), conhecido como J. G. de Araújo Jorge, foi um poeta e político brasileiro.

 

 

 

 

Obras:

 

 

Meu Céu Interior, 1934 

Bazar De Ritmos, 1935 

Cântico Do Homem Prisioneiro, 1934

Amo!, 1938

Eterno Motivo, 1943

O Canto Da  Terra, 1947

Estrela Da Terra, 1947

Festa de Imagens, 1948

A Outra Face, 1949

Harpa Submersa, 1952

A Sós. . ., 1958

Concerto A 4 Mãos, 1959

Espera.. ., 1960

De Mãos Dadas, 1961

Canto A Friburgo, 1961

Cantiga Do Só, 1964

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

Quatro Damas, 1965

Mensagem, 1966 

Cantigas De Menino Grande. 100 Trovas, 1964

Trevos De Quatro Versos . Trovas, 1964

O Poder Da Flor, 1969

Um Besouro Contra A Vidraça  PROSA, 1942

 Com Letra Minúscula- PROSA, 1961

 

 

 

 

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.

 

 

Edvard Hagerup Grieg (Noruega 1843 – 1907) compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfónica Holberg, o concerto para piano e a Suíte Peer Gynt.

 

 

Frédéric Chopin (Polônia 1810 — 1849) foi um pianista grande músico e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.





Canção de Gonçalves Crespo, no dia da consciência negra

20 11 2008

mulata_di_cavalcanti

Mulata, s/d

Di Cavalcanti (Brasil, 1897-1976)

Óleo sobre tela.

 

 

 

 

 

CANÇÃO 

 

                               Gonçalves Crespo

 

                                                            A Bernardino Machado

 

 

                              I

 

Mostraram-me um dia na roça dançando

Mestiça formosa de olhar azougado,

Co’um lenço de cores nos seios cruzado,

Nos lobos de orelha pingentes de prata.

               Que viva mulata!

                Por ela o feitor

Diziam que andava perdido de amor.

 

 

                             II

 

De entorno dez léguas da vasta fazenda

A vê-la corriam gentis amadores,

E aos ditos galantes de finos amores,

Abrindo seus lábios de viva escarlata,

                 Sorria a mulata,

                 Por quem o feitor

Nutria quimeras e sonhos de amor.

 

 

                           III

 

Um pobre mascate, que em noites de lua

Cantava modinhas, lunduns magoados,

Amando a faceira dos olhos rasgados,

Ousou confessar-lhe com voz timorata…

                 Amaste-o, mulata!

                 E o triste feitor

Chorava na sombra perdido de amor.

 

 

                           IV

 

Um  dia encontraram na escura senzala

O catre da bela mucamba vazio;

Embalde recortam pirogas o rio,

Embalde a procuram nas sombras da mata.

                 Fugira a mulata,

                 Por quem o feitor

Se foi definhando, perdido de amor.  

 

 

 

 

Em: Obras Completas, Gonçalves Crespo, Livros de Portugal, s/d, Rio de Janeiro.

 

 

 

 

goncalves-crespo

 

 

 

 

 

António Cândido Gonçalves Crespo (Rio de Janeiro, 1846 — Lisboa, 1883), jurista e poeta, membro das tertúlias intelectuais portuguesas do último quartel do século XIX. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo colaborado em diversos periódicos, entre os quais O Ocidente e a Folha, o jornal de que era director João Penha, o poeta que introduziu em Portugal o Parnasianismo.  Foi casado com a poetisa Maria Amália Vaz de Carvalho.

 

 

 

 

 

dicavalcantiEmiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1897 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1976) foi um pintor, ilustrador e caricaturista brasileiro.








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