As Florestas texto de Afonso Celso

9 02 2013

-

-

ANDERSON CONDE - manhã com neblina,2008, ost, 60x80.andersoncondecombrManhã com neblina, 2008

Anderson Conde (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

www.andersonconde.com.br

-

As Florestas

-

Afonso Celso

-

Não é monótona a selva brasileira. Cada árvore exibe fisionomia própria, extrema-se da vizinha; circunspectas ou graciosas, leves ou maciças, frágeis ou atléticas. Conforme reflexão de ilustre viajante, as matas brasileiras, tão compactas que se lhes poderia caminhar por cima, representam a democracia livre das plantas, democracia cuja existência consiste na luta incessante pela liberdade, pelo ar, pela luz. Preside a essa democracia perfeita igualdade. Não há família que monopolize uma zona com exclusão de outras famílias ou grupos. Espécies as mais diversas medram conjuntamente, fraternizam, enleiam-se. Daí a variedade na unidade, múltiplas e diversas manifestações do belo.

Notabiliza-se ainda a floresta brasileira pela ausência relativa de animais ferozes. É muito menos perigosa do que as da Índia. Habitam-na incalculáveis populações de mamíferos, abelhas, vagalumes, miríades de borboletas com asas de inefável colorido. Em lindas aves é a mais opulenta terra.

Garridos regatos deslizam por ela, derramando frescor. Cortam-na caudalosos rios, tão coalhados de plantas aquáticas que, apesar de profundos, não são navegáveis. O sol doura simplesmente o cimo das árvores. Não penetra através das grossas cortinas verdes senão de modo crepuscular, produzindo a grave penumbra das catedrais, ou  o lusco-fusco das grutas marinhas. Só em espaçadas clareiras, avistam-se nesgas de azul. Em geral, a luz soturna e misteriosa empresta às coisas feições sobrenaturais. O conjunto é sublime.

Todos os sentidos aí ficam extasiados. Gozam todos os nossos sentidos artísticos. Com efeito, deparam-se-nos na floresta brasileira primores de arquitetura, de pintura e, sobretudo, de divina poesia.

-

Em: Criança brasileira: quinto livro de leitura, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir:1949.

-

AAA

-

Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, titulado Conde de Afonso Celso pela Santa Sé, mais conhecido como Afonso Celso, (Brasil, MG, 1860 — RJ, 1938) professor, poeta, historiador e político brasileiro. É um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira 36.

Obras (lista parcial)

Prelúdios –  poesias, publicado aos quinze anos de idade (1876)

Devaneios (1877)

Telas sonantes (1879)

Um ponto de interrogação (1879)

Poenatos (1880)

Rimas de outrora (1891)

Vultos e fatos (1892)

O imperador no exílio (1893)

Minha filha (1893)

Lupe (1894)

Giovanina (1896)

Guerrilhas (1896)

Contraditas monárquicas (1896)

Poesias escolhidas (1898)

Oito anos de parlamento (1898)

Trovas de Espanha (1899)

Aventuras de Manuel João (1899)

Por que me ufano de meu país (1900)

Um invejado (1900)

Da imitação de Cristo (1903)

Biografia do Visconde de Ouro Preto (1905)

Lampejos Sacros (1915)

O assassinato do coronel Gentil de Castro (1928)

Segredo conjugal (1932)





O trigo, texto de Coelho Neto

11 12 2012

-

-

Armando Romanelli,Trigal, 1989, OST40 x 50

Trigal, 1989

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

-

O trigo

-

Coelho Neto

-

Por todo o vasto Éden espalhou-se, maravilhado e risonho, o olhar do primeiro homem.

Viu as florestas frondosas, em cujas franças rendilhadas esgarçava-se o nevoeiro da manhã; viu as campinas alegres pelas quais numerosos rebanhos se apraziam; viu os montes de encostas de veludo; viu os rios claros, largos, retorcidos em meandros, discorrendo por entre as margens de ervaçais floridos e acenoso arvoredo; viu as fontes borbulhando em bosques aceitosos.

Animais de várias espécies cruzavam-se pelos caminhos – leões de juba altiva, elefantes monstruosos, antílopes e corsas, leopardos e gazelas e aves de plumagem branca ou de penas variegadas junto a ribeiras tranqüilas, vogando em ínsula de flores, pousadas em ramos ou atravessando os ares, alegrando com o seu concerto o silêncio grandioso.

Os frutos ofertavam-se nos galhos, as flores desfaziam-se das pétalas recamando a alfombra e esparzindo o aroma dos ares.

O home, ainda incerto, ia e vinha, ora parando à beira das águas que o refletiam, ora chegando à ourela dos bosques, saindo às várzeas, mudo, em êxtase contemplativo.

Deus, que de longe o assistia com o seu olhar, achava-o perfeito, airoso e forte, digno de ser o senhor do mundo e de todas as criaturas.

O sol ardia estivo e, de toda terra exuberante, exalava-se um hausto cálido, uma respiração abrasada que amolecia e adormentava.

As folhagens encolhiam-se, murchando; as flores pendiam lânguidas nos caules; os animais refugiavam-se nos bosques ou penetravam as furnas tenebrosas; as próprias águas desciam lentas, com preguiça, sob a irradiação cáustica da luz que refulgia tremulamente no azul diáfano.

Deus errou em passos lentos pelas silenciosas veredas e toda pedra que seus pés tocavam fazia-se luminosa, com rebrilhos faiscantes e cores admiráveis.  Era aqui um seixo que se ensangüentava em rubi, ali um calhão esverdeando-se em esmeralda, outro tomava um colorido flavo ou roxo e, mirificamente, iam-se todos transformando e adquirindo cor, desde o tom lácteo da opala até o esplendor cerúleo da ametista, desde o límpido fulgir do diamante ao lampejo solar dos prazios amarelos. As areias faziam-se de ouro, rutilando, como haviam ficado mo leito do córrego em que o Senhor, depois de haver plasmado o homem com o barro sanguíneo, lavou e refrescou as mãos benéficas.

Foi-se o Criador encaminhando a um campo que ondulava e sussurrava às aragens e que era um trigal.

Nele entrando, sem que as pombas e as calhandras se assustassem, a frescura convidou-o ao repouso.

Deitou-se e os trigos fecharam-se suavemente formando um ninho aromal e sombrio onde o sono foi agradável.

Já as roxas nuvens anunciavam o crepúsculo quando, ao suave prelúdio dos rouxinóis, abriram-se os olhos divinos. Deus, que gozara a delícia do sono, ergueu-se. Então, mansamente, uma voz meiga elevou-se no campo louro.

– Senhor, que vos não pareça de vaidoso a minha requesta, não é por orgulho que vos falo, senão porque me sinto por demais miserando na grandeza de vossa criação. Fizestes a árvore sobranceira dando-lhe o tronco, dando-lhe os ramos, vestindo-as de folhas, cobrindo-a  de flores e ainda a carregais de frutos; as suas frondes altas topetam com as nuvens. Aos que não destes grandeza e força, ornaste com a raça mimosa da flor; só eu, pobre de mim! Fui esquecido por vós. Quando vos vi chegar para mim tive vexame de receber-vos, tão pobre sou! Trigo mísero.

Era o trigo que assim falava.

Parou o Senhor a escutá-lo e, compadecido das suas palavras, estendeu a mão abençoando-o:

Agasalhaste o meu sono com a pobreza, trigo tenro e frágil, deste-me generoso abrigo e resguardaste-me do sol. Não fique memória na terra de uma ingratidão d’Aquele que mais a detesta e, para que o exemplo sirva e aproveite, abençôo-te e amerceio-te com a força e com a Graça.

Fraco, darás o alimento essencial; mísero, encerrarás em ti o mistério divino. Será o pão e serás a hóstia e assim, com a tua franqueza, suplantarás a árvore mais vigorosa e com a tua humildade serás maior que o sol.

No teu seio desabrocharão as papoulas e, dentro em pouco, a flor virá anunciar-te a espiga e a espiga dará a farinha branca, que será força nos homens e sacrário da minha essência. Assim Deus, engrandecendo-os, responde à esmola dos pequeninos.

Disse, e, contente, mais com o que fizera ao trigo do que com a criação de todo o universo maravilhoso, ao clarear da lua, quando os rouxinóis cantavam, remontou ao céu entre os anjos que foram, em coros, pelos ares claros, apregoando a sua onipotência e a sua misericórdia.

-

Em: Coelho Neto e a ecologia no Brasil, 1898-1928, org. Eulálio de Oliveira Leandro, Imperatriz, MA, Editora Ética: 2002





Boas novas: Corujas Caburé-acanelado (Aegolius harrissii) descobertas em SP

1 11 2012

-

-

-

Um casal de corujas  caburé- acanelado, coruja rara de peito amarelado, — como esta da fotografia acima — foi registrado e monitorado por pesquisadores em duas fazendas da empresa Duratex, no município de Lençóis Paulista, no centro-oeste do Estado de São Paulo. As aves iniciavam o ciclo reprodutivo quando foram avistadas, no final de 2011. A espécie não era conhecida na região, segundo o pesquisador Flávio Ubaid, especialista em aves do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu. “Os registros mais próximos estão a mais de 150 km. Também realizamos novos registros na região de Franca e no sudoeste de Minas Gerais”, explicou.

Ele acredita que o registro preenche uma lacuna considerável na área de ocorrência do caburé. O achado levou Ubaid a publicar, em parceria com os pesquisadores Fábio Maffei, Guilherme Moya e Reginaldo Donatelli, artigo na revista The Bulletin of the British Ornithologists Club, conceituada publicação inglesa de ornitologia.

Caburé-acanelado é o nome popular da espécie Aegolius harrisii, uma ave de rapina da família dos estrigídeos, a mesma das corujas. A ave mede 20 cm de comprimento e habita bordas de matas. Embora existam diversos registros de sua presença em vários locais do Brasil, os hábitos dessa espécie são pouco conhecidos. Os pesquisadores vão retomar as observações ao casal na primeira semana de novembro, quando as aves reiniciam o ciclo de reprodução.

-

TERRA





Quadrinha da poluição

17 08 2012

-

Ilustração Chris Madden. [www.chrismadden.co.uk]

-

A casa alheia varrendo
antes de limpar a sua
- é o que o homem está fazendo,
tão preocupado com a Lua.

-

(Ney Damasceno)





Pensando o espaço urbano verde: Hotel Kandalama

12 07 2012

-

-

Hotel Kandalama, em Sri Lanka (antigo Ceilão em português).

-

Projetado pelo mais famoso arquiteto do país, Geoffrey Bawa, o edifício representou na época em que foi  construído, 1991-1994, sua maneira de balancear o mundo natural com a interferência humana de maneira harmoniosa, com grande sensibilidade.   O hotel não se distingue da natureza que o cerca.  Com paisagismo de Aitken Spende, o hotel consegue dar a impressão ao visitante que o edifício simplesmente é coberto pela extensão da vegetação à sua volta, sem ser ofuscado pela pedra Sigiriya Rock.  Ao contrário, o prédio  foi construído um pouco mais longe, abraçando a parte mais baixa de um morro, aos pés do qual é construído, como se fosse sua própria continuação.

-

Vista do Hotel Kandalama, do térreo.-

Vista dos caminhos e das trepadeiras.

-

A entrada do hotel fica num nível mais abaixo do que a construção propriamente dita.  E acesso ao edifício é feito através de um corredor que leva até o saguão principal.  A ideia por trás de toda a construção é oferecer uma varanda para a natureza que o cerca e não chamar atenção para a construção propriamente dita.

-

Vista do interior para fora.

-

O arquiteto convenceu seu cliente a escolher um local alternativo, cerca de 15 km ao sul do plano original sobre terreno rochoso. O que Geoffrey Bawa conseguiu prever: as características marcantes naturais, que eram um desafio do projeto acabaram por permitir que houvesse um menor impacto da construção no local.  Nenhuma máquina de terraplenagem foi utilizada, e as formações rochosas foram mantidas e utilizadas como  um elemento importante no projeto final.

-

Caminhos do Hotel Kandalama, com uso de pedra natural como elemento arquitetônico.

-

Outros elementos importantes do projeto incluem a sua localização, ao longo dos cumes existentes, de passarelas externas ao longo da face do penhasco e treliças de madeira com vegetação trepadeira. Esses elementos ajudam a emendar o edifício ao local, criando uma relação simbiótica de seu entorno com o prédio.  Desta maneira ele apaga a distinção entre o natural e o artificial. A localização, a ambiguidade espacial e articulação da fachada combinam para criar uma experiência única para quem ali se instala.

Os 28.110 m² de hotel foram construídos sobre palafitas para manter o fluxo de água da chuva natural.  O paisagismo foi restaurado até os alicerces da coluna, e 80 por cento dos telhados são plantados com horticultura indígena. O edifício foi planejado ao longo de um pano de fundo de uma formação de rocha para fornecer maior grau de resfriamento passivo, o que reduziu a carga de resfriamento global.

-

-

Toda a água é reciclada e reutilizada.  Ela vem de poços profundos do próprio local e é tratada, antes de circular no edifício. Depois passa por duas estações de tratamento e, em seguida, utilizada para o paisagismo. A água excedente é devolvida ao aquífero.  Todas as necessidades de água e esgoto do edifício são satisfeitas a partir de recursos locais, sem conexões com o serviço público.

-

-

Os telhados planos (inclinação de 1%) e as colunas verticais finas, combinadas com os telhados verdes e fachadas, dão sensação de autossuficiência e conforto para os visitantes.

-

-

A proximidade a um edifício que interfira pouco no meio ambiente em que está localizado ainda é mais acentuada pelo uso das árvore Gliricidia sepium nativas do local, de tamanho médio, chegam a  10 -12 metros de altura.  Elas produzem flores entre o rosa e o lilás dando cor a paisagem na época de inflorescência.

-

-





Romance das matas no Rio de Janeiro, poema de Celina Ferreira

11 07 2012

-

-

Morro do Borel, Rio de Janeiro, 1971

Armando Vianna ( Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 81 x 65 cm

-

Romance das matas no Rio de Janeiro

-

Celina Ferreira

-

-

Navios vão-se atracando,

chegam noturnos mineiros,

andarilhos vêm andando

e em cavalos, cavaleiros

trocando o sul e os cavalos,

as colheitas e o dinheiro

por uma braça de um rio

de inexistente janeiro.

-

As casas vertiniginosas

na floresta de cimento

sobem doidas, caprichosas,

arranhando o firmamento.

As ruas crescem, comprimem

o corpo azul do gigante

que se levanta irrascível,

touro raivoso e espumante.

-

Medrosos troncos se abraçam

na floresta verdadeira.

Cipós covardes se enlaçam

pelo corpo das palmeiras.

Tudo debalde. O homem lança

um olhar de certeira flecha,

dardo de fogo que alcança

o coração da floresta.

-

Ai soluço ressequido,

pranto escuro de carvão!

Ai fundo e negro suspiro

que se eleva na amplidão!

Línguas de um fogo faminto

estralam gula e paixão.

Ai! Das matas sobe um grito,

descem lavas de um vulcão.

-

Os homens plantam sementes

de fogo e míseras casas,

crivam duros alfinetes

na renda verde das matas.

Nas grimpas nuas, as chagas,

ontem, rubras de clarão,

hoje são tendas plantadas

entre reboco e carvão.

E a miséria fecundada

no gineceu das taperas

rebenta nas densas matas

uma estranha primavera.

-

-

Em: Poesia Cúmplice, Celina Ferreira, Rio de Janeiro, Livraria São José Ed.: 1959

-

-

Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.

Obras:

A princesa Flor-de-Lótus , 1958

Papagaio gaio: poeminhas, 1998

Obra poética:

Poesia de ninguém, 1954

Poesia cúmplice, 1959

Hoje poemas, 1967

Espelho convexo, 1973





Pensando o espaço urbano verde: escola de design arte e mídia em Cingapura

21 06 2012

-

-

Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

-

Um dos telhados verdes mais impressionantes é o da Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.  O edifício com uma forma orgânica não deixa que se perceba a altura de cinco andares do edifício.  A vegetação se mistura à paisagem.  Natureza e alta tecnologia se encontram para solucionar de maneira criativa o impacto do edifício na área à sua volta.

-

Outro ângulo do edifício da Escola de Design, Arte e Mídia da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura.

-

Não parece haver uma separação distinta entre o jardim e o edifício: formas e espaços são fluidos, e o jardim parece abraçar o imóvel, cuja fachada é inteiramente de vidro.  Esse telhado de vegetação permite temperaturas mais estáveis, tanto no inverno quanto no verão, evitando os extremos. A luz é abundante vindo através das  paredes de vidro que dão para a praça interna.  Dentro das salas ela é difusa e filtrada através da folhagem no entorno do prédio.

-

-

As paredes de vidro proporcionam uma troca visual entre o espaço interior e o exterior permitindo que os usuários experimentem simultaneamente o edifício, a paisagem à sua volta e a praça interior como espaços fluidos.

-

Vista da praça interior do edifício.

-

Os telhados verdes fazem as curvas do edifício se sobressaírem.   Além de estabilizarem a temperatura: isolando o edifício, resfriando o ar à sua volta e colhendo chuva para a irrigação dos jardins, eles servem também como espaços de encontro informais.

-

Os acabamentos são intencionalmente despojados para atuar como um pano de fundo para a arte, mídia e projetos de design. Paredes de concreto e colunas, cimento, areia, pisos, grades de madeira, tudo numa paleta neutra que ajuda a definir os espaços interiores que variam em forma e tamanho.

-

Tradução e adaptação do artigo em INHABITAT.





Pensando o espaço urbano verde: uma fazenda no telhado!

20 06 2012

-

O plantio no telhado, Brooklyn, NY.

-

Em março deste ano uma fazenda de 11.100 m² começou a ser construída no último piso  de um edifício no burgo de Brooklyn, na cidade de Nova York: Sunset Brooklyn Park.  Essa será a maior fazenda suspensa – no telhado – do mundo.  Trata-se de uma estufa hidropônica, projeto das companhias Bright Farms, e Salmar Properties L.L.C. Os planos são para a produção de 500.000 quilos de produtos locais por ano: tomates, alfaces, ervas e condimentos.

-

O edifício com as estufas hidropônicas projetadas.

-

A fazenda  ocupa o  último piso do Edifício Federal , rebatizado de Liberdade, que tem oito andares e um total de 123.000 m²  construídos. O design visionário faz parte do plano da administração Bloomberg para revitalizar a zona portuária-industrial de Brooklyn.

-

Plantas na parte da fazenda-telhado em estufas.

-

A fazenda-telhado vai ajudar a revitalizar o edifício e revolucionar a produção de produtos alimentícios local. Nela serão plantados o suficiente para satisfazer as necessidades de consumo de legumes frescos para aproximadamente 5.000 nova-iorquinos, além de criar empregos.

-

Fazenda-telhado em Brooklyn.

-

Também evitará que sete milhões e meio de litros de água da chuva de entrar no sistema de água da cidade sem ter trazido qualquer benefício ao publico em geral.  Ao eliminar a extensão e complexidade da cadeia de abastecimento produto, esta quinta vai crescer e produzir o que há de  mais fresco, mais saboroso e mais sustentável, para consumo local ao invés de trazer de outros locais do país produtos para o consumo diário.





Quadrinha do meio ambiente

15 06 2012

-

Chico Bento prepara a terra para plantar, ilustração Maurício Sousa.

Que o mister da agricultura
não traga, em nenhum momento,
mesmo gerando fartura,
selvagem desmatamento!

-

(Wanda de Paula Mourthé)





Pequenos gestos, novos hábitos e um mundo melhor para todos!

5 06 2012

-

-

-

-

Vamos nos mobilizar, trocar os nossos próprios hábitos para dar exemplo a quem ainda não faz:

LIXO é para A LATA DE LIXO!

Lixo é:

Ponta de cigarro,  aquela parte do cigarro que ninguém fuma, filtro, bituca.

Embalagens de papel, plástico, metal ou vidro, canudinhos, tampinhas

Papelzinho de bala, long-neck, latinha de refrigerante, de cerveja.

Copos de água e garrafas de plástico de água, refrigerante, suco.

Chiclete, papelzinho dado na rua com telefone de cartomante, de  compra de joias, de ouro, etc.

Tudo isso aí acima pertence à lata de lixo.

Carregue esses itens até a lata de lixo mais próxima.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 787 other followers

%d bloggers like this: