Flores para um sábado perfeito!

11 07 2020

 

 

Wilma Sedys, Vaso com flores, óleo sobre tela, 50 x 60 cmVaso com flores

Wilma Sedys (Brasil, 1934)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

10 07 2020

 

 

 

GOTUZZO, Leopoldo,Paisagem do Rio de Janeiro,ost, 1938 e sit. Rio inf. dir.,27 x 22 cmPaisagem do Rio de Janeiro, 1938

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983)

óleo sore tela, 27 x 22 cm





Retrato, poesia de Cecília Meireles

10 07 2020

 

 

 

George Henry, Escocia, 1848, o espelho de tartarugaO espelho de tartaruga, 1903

George Henry (Escócia, 1858 – 1943)

óleo

The Paisley Art Institute, Paisley, Escócia

 

 

Retrato

Cecília Meireles

 

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?

 

Em: Antologia Poética, Cecília Meireles. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001.





Os portugueses na época da colonização, Francisco Antonio Doria

9 07 2020

 

 

 

tumblr_a3488f721d0454090b7eefee465976f9_25304cc8_640Sala dos brasões, Palácio Nacional de Sintra

 

 

“As genealogias tradicionais portuguesas, todas dos séculos XIII e XIV, o Livro Velho de Linhagens, o Livro de Linhagens do Deão e o Nobiliário do conde d. Pedro, deduzem a origem da nobreza de Portugal a partir de meia dúzia de famílias, velhas então de dois ou trÇes séculos; as investigações, hoje em dia, de José Mattoso revelam, nos século X e XI, alguns poucos mais troncos familiares, de modo que podemos supor que a classe dominante de Portugal, no século XI, cristalizou-se em boa parte à volta de um grupo de não mais que cem indivíduos que viviam no antigo Condado Portucalense (ou junto às suas fronteiras), entre o Douro e o Minho, e sobretudo nos arredores do Porto.

Pulemos uns séculos. Thales de Azevedo estima em 1.200.000 indivíduos a população portuguesa em 1530, quando começam a exploração e colonização sistemáticas do Brasil. Destes, 20% eram judeus ou cristãos-novos, alguns provindos de Castela e da Andaluzia, expulsos em 1492 pelos reis católicos, mas o restante autóctones  (ou pelo menos residindo na região lusitana da península desde o tempo dos visigodos). A elite, no começo do século XVI, era pequena: qualitativamente, víamos no seu topo o rei e sua família imediata, os infantes; depois, a família real extensa, que incluía os duques de Bragança e de Vizeu,  bastardos reais, e mais a respectiva parentela. Seguiam-se uma dúzia de titulados, como os condes de Marialva, de Atouguia ou de Vila Real, e o barão de Alvito, e o resto da nobreza, sem título, até, na base deste grupo que formava a elite, as duas ordens de fidalgos da casa real (ordem que conferia nobreza hereditária), e os cavaleiros fidalgos, escudeiros fidalgos e moços de câmara da casa real (ordem que conferia apenas um foro pessoal, sem caráter hereditário). Se juntarmos a estes os grandes comerciantes de Lisboa e do Porto, e mais os letrados e bacharéis sem origem fidalga que serviam à máquina judiciária, e ainda alguns poucos funcionários administrativos, teremos que a classe dominante portuguesa, por volta de 1530, era constituída de 10.000 indivíduos.”

 

Em: Herdeiros do poder, Francisco Antonio Doria, e outros, Rio de Janeiro, Revan: 1994, pp 20-21





Em casa: Charles Louis Baugniet

9 07 2020

 

 

Charles_Baugniet17A carta

Charles Baugniet (Bélgica, 1814 -1886)

óleo

 





Imagem de leitura — Rowland Davidson

8 07 2020

 

 

Rowland Davidson (Irlanda, 1942) meninas lendo, acrilica sobre tela, 45 x 35 cmMeninas lendo

Rowland Davidson (Irlanda, 1942)

acrílica sobre tela, 45 x 35 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 07 2020

 

 

Ary de Queiroz Barros (Brasil, 1926) Natureza Morta com abóboras morangas, ostNatureza Morta com abóboras morangas

Ary de Queiroz Barros (Brasil, 1926)

óleo sobre tela





Rua do Gato-que-pesca, Paris, Yolanda Foldes

7 07 2020

 

 

plaque-de-rue-de-localisationPlaca da Rua do Gato-que-pesca, Paris

 

“Rua do Gato-que-pesca…rua curiosa que suscita o riso: dois passos bastam para a atravessar; para a percorrer, menos de trinta. Encontram-se, em Paris, destas espantosas ruelas de palmo e meio, não só nos bairros pobres, mas mesmo em pleno centro da cidade, muito próximo das artérias mais concorridas.

A rua do Gato-que-pesca, vai dar ao Sena, ligando o cais de Saint-Michel com a pequena mas animada rua Huchette.

Entrando no cais, vereis, à direita, as duas torres de Notre Dame, em frente a prefeitura da polícia, o que prova que a rua do Gato-que-pesca se encontra situada num bairro respeitável, mesmo no coração da grande cidade.

Numa rua com a largura inverossímil de dois passos, não se concebe, é claro, o problema da circulação nem o do pavimento. este consta, em suma, de umas seis a oito grandes pedras que vão de uma casa a outra. Nas duas extremidades da rua, colocaram duas barras de ferro para impedir a passagem de veículo, bastante estreito, para poder introduzir-se na ruela, mesmo que lhe tirem os varões de ferro.

De um lado e outro da rua uma fileira de quatro casas. Mas os prédios dos extremos têm a entrada no cais de Saint-Michel, por uma lado, e na rua Huchette, pelo outro, o que dá, no fim das contas, duas casas de cada lado… Qual a idade destas casas? Ninguém sabe. São casas sem idade, que tanto podem ter quinhentos como cinquenta anos. As entradas são inverossimelmente estreitas, extraordinariamente escuras. Escadas de madeira levam-nos de andar em andar, mergulhando, à medida que se sobe, numa treva cada vez mais densa. De espaço a espaço, na sombra opaca dos quatro andares de cada casa, advinha-se um patamar… Nas janelas, festivamente, cordas de roupa branca secam ao sol e ao vento.”

 

Em: A Rua do Gato-que-pesca, Yolanda Foldes, tradução de Francisco Quintal, Lisboa, Renascença:s/d [1959]. 2ª edição, páginas 15-6

 

A Rua do Gato-que-pesca recebeu o Grande Prêmio Internacional do Romance do Pinter Publishing Ltd (Londres). em 1936.





Mulher e pintora: Edith Mitchill Prellwitz

7 07 2020

 

 

Prellwitz-Early_Morning_StrollPasseio matutino, 1900

Edith Mitchill Prellwitz (EUA, 1865 – 1944)

óleo sobre tela, 76 x 63 cm





As nuvens e o sol, poesia de Anastácio Luiz de Bonsucesso

6 07 2020

 

 

Chuva arco-íris tondo

 

As nuvens e o sol

Anastácio Luiz de Bonsucesso

Fábula

 

O dia era fulgente, o sol brilhava,

Em vívido esplendor;

De repente mil nuvens se aglomeram,

O sol perde o fulgor.

 

E as nuvens encobrem

Do sol os lindos raios,

As terras se cobrem

De turvos desmaios;

Ninguém se conduz

Nas trevas sem luz.

 

Do sol de seu posto

Tais coisas bem via;

Das nuvens no rosto

Com força batia;

A tanto calor

Desfez-se o vapor.

 

Perdidas nos ares

As nuvens passaram,

Das zonas polares

Que rumo levaram?

Não viram o sol

O novo arrebol.

 

MORALIDADE

 

Luz um talento, os tolos anuviam

Os fogos da razão;

A luta é transitória — os zoilos morrem.

O gênio brilha então.

 

Em: Poetas cariocas em 400 anos, ed. Frederico Trotta, Rio de Jnaeiro, Editora Vecchi: 1965, pp 157-158

 

Anastácio Luiz de Bonsucesso (1833-1899) Poeta carioca, fabulista, médico, jornalista, professor, teatrólogo, membro da Sociedade Propagadora das Belas Artes e da Academia Filosófica.

Obras:

Fábulas, 1854

Maroquinhas do Apito, comédia em versos

Versos de Cisnato Lúzio

Quatro Vultos, 1867,

 

 

 

 

 








%d blogueiros gostam disto: