Curso: O Mercado da Arte

3 03 2015

 

Slide1

1ª Aula — uma vista de como o mercado da arte evoluiu, desde o tempo das oferendas nos templos ao sofisticado século XX.

2ª Aula — Uma explanação de como funciona o mercado nos dias atuais, a arte como commodity até 2012. Dados depois dessa data são escassos.

 
Ladyce West é uma historiadora da arte, formada pela Universidade de Maryland. Foi diretora de uma galeria de arte non-profit para artistas em ascendência até abrir sua própria galeria de arte e antiguidades, Gessner Art & Antiques, nos EUA, que manteve por 15 anos antes de retornar ao Brasil.





Palavras para lembrar — José Eduardo Agualusa

3 03 2015

 

 

 

Jenny Nyström, Dagmar vid bordetDagmar à mesa branca, 1924

Jenny Nyström (Suécia,1854-1946)

óleo sobre tela, 46 x 65 cm

 

“Os bons escritores são aqueles que conseguem colocar os leitores na pele do outro.”

 

José Eduardo Agualusa





Nossas cidades — Bananal

2 03 2015

 

 

ernesto quissak, bananalVista de Bananal, 1947

Ernesto Quissak (Brasil, 1891-1960)





Sinuosamente sedutor, resenha: “A linha da beleza”, de Alan Hollinghurst

2 03 2015

 

Beer-street-and-Gin-laneBeer Street, 1751

[Uma de um par: Gin Lane, 1751 é a outra gravura]

William Hogarth (Inglaterra, 1697-1764)

gravura

 

A Linha da beleza é uma linha curva, em forma de esse [S], ou de serpentina, batizada pelo pintor, escritor e poeta inglês William Hogarth, em seu livro teórico, Análise da Beleza, de 1753. Hogarth defendia que essa linha, que vai e volta, teria a capacidade de ativar a atenção do espectador, de mostrar vivacidade e movimento sedutores, inigualáveis, principalmente quando comparada à linha reta, ou às linhas paralelas e até mesmo às linhas cruzadas. Essas outras estariam associadas a objetos inanimados e à morte. Alan Hollinghurst menciona essa linha, no título, e mais tarde a meio caminho da narrativa: “O arco duplo era a ‘linha da beleza’ de Hogarth, a tremulação de um instinto, de duas compulsões mantidas em um movimento não desdobrado (190). O título emprestado de Hogarth explica a trajetória de vida do personagem principal. Como em uma peça teatral, o romance é divido em três atos: primeiro Nick Guest no início de sua estadia como convidado [guest] na casa de um membro do Parlamento inglês; depois seu desempenho pós-graduação em Oxford e primeiras aventuras amorosas; por último, o momento em que se desliga daquela mansão, quatro anos mais tarde. Esses três tempos, seguem o movimento sinuoso que Hogarth considerava atraente: começa de um ponto zero, ganha volume e consistência na segunda parte e se fecha à saída de Nick Guest do convívio da família politicamente poderosa, já em outro estágio de maturidade emocional.

Semelhante sinuosidade é demonstrada pelo próprio Nick Guest que desliza sedutoramente por entre personagens do livro aliciando membros da família com quem vive. Loquaz, ágil, habilidoso na maneira se colocar, de dar apoio quando necessário, preocupa-se em agradar para não perder privilégios, à procura sempre da palavra certa. A impetuosidade não é uma de suas características. Ele é calculista. Procura compreender qualquer situação para dela tirar maior proveito; é um mestre da esperteza social, ciente do efeito que seus gestos, palavras ou ações podem ter entre aqueles com quem se relaciona. É o exemplo da vivacidade, do movimento sedutor e da atitude cativante com o fim de obter conquistas de âmbito pessoal. É o personagem principal, não chega a ser um anti-herói, mas está longe de ser um homem de caráter exemplar ou um ser humano confiável e idôneo. No entanto, talvez por conhecer sua maneira singular de pensar e seus motivos, somos seduzidos a saber o que acontece com ele do início ao fim da leitura.

 

Sign-painter-Beer_StreetDETALHE, o pintor de letreiros, na gravura de Hogarth que abre esta postagem.

 

Esta é a história de Nick Guest, que ao terminar os estudos em Oxford e decidir fazer o doutoramento em literatura, dá início a uma nova fase em sua vida. Não só ele se debruçará sobre a obra de Henry James, mas irá explorar sua homossexualidade até então confinada a sonhos e devaneios. Ambicioso, Nick não perde oportunidade para parecer aquilo que não é: membro da elite social e financeira do país. Confiando na sua habilidade de conversar, no seu conhecimento de música e literatura, na disciplina de prestar atenção aos detalhes de luxo e de estilo, e na curiosidade de observar aqueles à sua volta, Nick consegue negociar uma estadia por tempo indeterminado, na residência de uma família rica e influente na política. Com o conhecimento de antiguidades adquirido através de seu pai, um comerciante no ramo, Nick julga de longe o valor dos objetos que encontra nas casas que frequenta e considera seus donos pelo que possuem. Por isso mesmo, não tem um debate emocional interno ou qualquer crise de consciência ao aceitar presentes finos e luxuosos por favores sexuais, agindo como qualquer amante em relações às escondidas. Também fica longe de se considerar em dívida de fidelidade para com os membros da família que o acolheu. Nick observa as pessoas como objetos, mesmo aqueles que diz amar. Há um distanciamento palpável entre o que diz sentir e o que faz. Dar-se, abrir-se ao outro sem restrições, não faz parte de seu caráter. Nick é egoísta e tem um único objetivo: ser bem sucedido no amor.

 

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Hollinghurst mostra seus personagens sem exageros, de maneira realista e usa a ironia sutil, como base sólida para a análise do que retrata. Mesmo assim, não se pode deixar de lembrar que se trata de uma sátira da vida na Grã-Bretanha, na década de 1980. A narrativa é de grande precisão e distanciamento. Cenas difíceis de sexo, de promiscuidade e traições, todas são narradas com rigor e clareza. O extenso uso de drogas é claramente delineado. A procura obsessiva e indiscriminada por amor e aceitação, feita através do sexo, é necessidade do personagem principal e parte de sua angústia e de sua carência. No entanto, tudo é retratado de maneira tão exata e rigorosa que nos distanciamos e não somos capazes de sentir nem compaixão, nem ojeriza. Nick Guest não é melhor nem pior do que aqueles que o cercam, mas não consegue se identificar com grupo nenhum. Tampouco com homens ou mulheres. “Agora talvez ele realmente pudesse ir lá para cima e gozar a liberdade de ser o convidado avulso. Não se encaixava em nenhum dos ambientes “(145). Mais do que um convidado, Nick é um intruso em qualquer ambiente que habite. Ele não se encontra em lugar nenhum. Ao visitar sua cidade natal, sente-se um forasteiro, na Londres a que anseia pertencer não tem a credibilidade de nascimento ou dinheiro para entrar. Talvez por isso mesmo suas relações amorosas mais significativas sejam com imigrantes estrangeiros. O primeiro, que lhe dá o fora quando descobre que ele não tem dinheiro. E o segundo para quem se transforma em amante teúdo e manteúdo. Nick poderia até ser um personagem merecedor da nossa simpatia e compreensão. Mas não há nesse romance nenhum personagem merecedor desses sentimentos. Todos, sem exceção, são desprezíveis.

 

Alan-HollinghurstAlan Hollinghurst

 

A narrativa de Alan Hollinghurst é extraordinária. Ímpar. Referências à obra de Henry James são numerosas com o propósito de ilustrar o assunto da tese de doutoramento de Nick Guest. Mas é evidente que a mágica narrativa de James tem influência neste romance, se não pelo estilo, pelo menos pela ambientação. Aqui, como em James, os personagens são caracterizados por seu comportamento de encontro às expectativas que se tem deles. Temos uma visão de um grupo social – a classe da alta burguesia inglesa – de seus amores ilícitos e da ruptura dos códigos sociais em exercício e até mesmo de sua moralidade. As preocupações de Nick Guest com sua posição social, a vida amorosa de seus pares, o desejo de ascensão social interpretadas por ele muitas vezes com ironia colocam este romance em contexto semelhante ao encontrado no teatro, nas comédias de costume. O tom é por vezes cômico, satírico, espirituoso, repleto de diálogos vivos e contemporâneos. Hollinghurst tem ciência da posição que assume na história da literatura inglesa. E mais, suas constantes referências a escritores assumidamente homossexuais ou aos que, hoje, consideramos como homossexuais revelam que ele sabe exatamente onde sua obra deve se inserir na linha histórica da literatura gay inglesa: Shakespeare, Oscar Wilde, E. M. Forster, Henry James são apenas alguns dos parâmetros entre os quais sua obra se encerra. Mas considerar essa obra primeiramente um romance gay é extremamente redutivo e um desserviço ao mundo literário. Em questão está um romance cujo personagem principal tem características e personalidade universais: gosto pela luxo, beleza, posição social. Ele é egoísta, sinuoso, traiçoeiro. Superficial. E ele também é gay. Fazer de A linha da beleza uma obra, sobretudo gay é contribuir para a perpetuação de um preconceito. Este é um romance, um drama universal, pronto para uma série televisiva daquelas em que os ingleses se esmeram.

 

Este livro foi recipiente do Prêmio Man-Booker em 2004, o maior prêmio de literatura para os países da Commonwealth.

 

NOTA, 2/3/2015 — Acabo de ser informada que, de fato, o romance resenhado acima tornou-se uma série televisiva da BBC2, levada ao ar em 2006, com Dan Stevens [conhecido no Brasil como Mathew Crawley, da série Downton Abbey] no papel principal de Nick Guest.

The_Line_of_Beauty_DVD





Parabéns, Rio de Janeiro, 450 anos! Hoje, pelos meus olhos

1 03 2015

 

Praia do LemePraia do Leme, Rio de Janeiro

 

Voltei ao Rio de Janeiro, minha cidade natal, em dezembro de 2002.  Nesses 12 anos tirei muitas fotos da minha cidade, sobretudo nos primeiros 7 anos quando morei em Copacabana e quando a novidade, o olhar do estrangeiro, ainda morava em mim.  Hoje posto algumas dessas fotos.  Não são fotos de uma profissional, mas são imagens que para mim conseguem dizer algo sobre a cidade e seu povo.

 

sol no arpoadorPraia do Arpoador.

 

???????????????????????????????Jardim da Casa de Rui Barbosa.

 

Digital StillCameraCentro Cultural do Banco do Brasil.

 

 

???????????????????????????????Feira de antiguidades, Praça Santos Dumont.

 

Catedral 2Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.

 

???????????????????????????????Paço Imperial, Centro, RJ.

 

copa da ColomboPraia de Copacabana, vista da Confeitaria Colombo no Forte de Copacabana.

 

pict1214Anoitecer em Copacabana.
massagemMassagem, Copacabana.

 

bancodereservaBanco de reservas, futebol de praia, Copacabana.

 

juras de amorLove is in the air, Copacabana.

 

canal da barraCanal de Marapendi, Barra da Tijuca.

 

Digital StillCameraAterro do Flamengo, enseada de Botafogo.

 

Jogo na praça Serzedelo CorreiaJoguinho de bairro, Praça Serzedelo Corrêa.

 

Digital StillCameraMonumento a Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro.

 

castelo de areiaCastelo de areia.

 

Digital StillCameraPraia de Botafogo.

 

jardim de alahJardim de Alah, Ipanema, com o Corcovado ao fundo.

 

flamb pedra gaveaLagoa Rodrigo de Freitas com a Pedra da Gávea ao fundo.

 

???????????????????????????????Lapa, Rio de Janeiro.

 

???????????????????????????????Alô!, Largo da Lapa, Rio de Janeiro.

 

Ernesto dentroErnesto, bar na Lapa.

 

canal do leblonAv. Visconde de Albuquerque [Canal do Leblon].

 

leblonDomingo de manhã no Leblon.

 

baleia 2Baleia no Leme.

 

Banco de jardim 2Praça do Lido, Copacabana.

 

???????????????????????????????Passeio Público, Rio de Janeiro.

 

praia vermelha de cimaPraia Vermelha.

 

Digital StillCameraCorcovado, visto da Praia Vermelha.

 

???????????????????????????????Tarde de inverno no centro do Rio de Janeiro.

 

hospital da ordem do carmoHospital da Ordem Terceira do Carmo, Centro.

 

Centro com arcos3Centro da cidade com Arcos da Lapa.

 

pict0312Salvamento na praia de Copacabana.

 

???????????????????Enseada de Botafogo, vista da murada da Urca, com o Corcovado ao fundo.

 

Digital StillCameraDia de Peixe, Baía de Guanabara.

 

Digital StillCameraSonhos profundos, Baía de Guanabara.

 

aviões 9aEsquadrilha da Fumaça em Copacabana.

 

???????????????????????????????Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

 

Tartarugas se esquentam ao sol no JBRJ, Foto Ladyce WestTartarugas ao sol, Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

 

???????????????????????????????Chorinho ao ar livre, Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

 

???????????????????????????????Praia Vermelha, com o Pão de Açúcar ao fundo.

 

???????????????????????????????Pavilhão de São Cristovão.

 

???????????????????????????????Cangas à venda na praia.
???????????????????????????????Exposição e venda de orquídeas no Jardim Botânico.

 

Parque Lage, 6Parque Lage, Rio de Janeiro.

 

Peixes, Mercado de Pescadores, Praia de Copacabana2Mercado dos pescadores, Posto 6.

 

???????????????????????????????Rua do Catete, Rio de Janeiro.

 

???????????????????????????????Cemitério de São João Batista.

 

???????????????????Hora do papo matinal.

 

???????????????????????????????Palácio Capanema, antigo Ministério da Educação.

 

???????????????????????????????Rua do Rosário.

 

sescEdifício SESC em Copacabana, projeto Oscar Niemeyer.
pescadoresaPescadores no Posto 6 de Copacabana.

 

DSC00113 asssinadaRio de Janeiro, visto de Niterói, Praia de Icaraí.




Flores para um sábado perfeito!

28 02 2015

 

 

Paulo Rossi Ozir, Vaso de Flores, Óleo sobre tela, 65 alt X 54 larg (cm), acie, 1923Vaso de flores, 1923

Paulo Rossi Osir (Brasil, 1890-1959)

óleo sobre tela,  65 x 54 cm





Arte estrangeira, escolha do mês: Claude Verlinde

28 02 2015

 

Le_Bourdon_4d416e8525009A abelha, 1978

[Série: A música]

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela, colada em madeira, 55 x 46 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Egalit___4d874237ac421Igualdade, 1989

[Da série: A revolução]

Claude Verlinde (França, 1987)

óleo sobre tela, colado em madeira, 60 x 73 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Le_Caf______Deux_4d875659ab322Café para dois, 1975

[Da série: O sonho]

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela, colado em madeira, 35 x 27 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Arlequin_4d4155510f711Arlequim, ou convite ao jogo do teatro, 1994

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 124 x 78 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

La_Gare_4d416eeabe8bcA estação de trens, 2004

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 91 x 103 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Le_Mythe_de_Sisy_4d41a0be23a70O mito de Sísifo, 2005

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 59 x  52 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Les_Marottes_24_4d87418618a95Ninharias de comediante, 1989

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 81 x 130 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Arbre_G__n__alog_4d4145d6c2865Árvore genealógica, 1980

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 55 x 46 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

La_Foule_4d42a46d5ad93As massas, 1988

Claude Verlinde (França, 1927)

óleo sobre tela colada em madeira, 92 x 65 cm

http://www.claude-verlinde.fr

 

 

Le_Narcissisme_4d4194017ca6fO narcisismo, 1990

Claude Verlinde (França 1927)

desenho

http://www.claude-verlinde.fr

 








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