Eu, pintor: Joaquin Sorolla

13 05 2021

Autorretrato, 1909

Joaquin Sorolla (Espanha, 1863 – 9123)

óleo sobre tela, 46 x 21 cm





Palavras para lembrar: Clarice Lispector

12 05 2021

Leitura no jardim

Béla Balla (Romênia, 1882 – 1965)

 

 
“Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas…”

 

Clarice Lispector





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

12 05 2021

Manga e Bananas, 1989

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

óleo sobre tela, 82 X 100 cm





Imagem de leitura — Lilla Cabot Perry

11 05 2021

O livro de figuras

Lilla Cabot Perry (EUA, 1848 – 1933)

óleo sobre eucatex, 77 x 101 cm





Soneto, Augusto Frederico Schmidt

10 05 2021

Paisagem com flamboyant, sd

Levino Fanzeres (Brasil, 1884 -1956)

óleo sobre tela, 73 x 117cm

 

Soneto

 

Augusto Frederico Schmidt

 

A árvore cresceu, sorriu em flores, e um dia,

Enfim, os frutos bons amanheceram.

Nos longos ramos, fortes, carinhosos,

Os pássaros construíram débeis ninhos.

 

Era uma grande árvore copada!

Aos duros ventos que do mar nasciam,

Aos ventos loucos que em tropel chegavam,

Sabia resistir serena e forte,

 

Era uma grande árvores serena,

Contente de viver, braços abertos

Para o afago da brisa e para o orvalho.

 

— Pranto que a noite, triste, em despedida,

Nas suas verdes folhas derramava.

Era uma grande árvore tranquila!

 

Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 28-9.





Em casa: Duncan Grant

9 05 2021

Ateliê do artista em Charleston, 1967

Duncan Grant (GB, 1885-1978)

óleo sobre tela colada em placa, 80 x 59 cm

Metropolitan Museum, Nova York





Dia das mães com arte brasileira, II

9 05 2021

Maternidade, década de 50

Cicero Dias  (Brasil, 1907- 2003)

óleo sobre tela, 92 x 73 cm

Em postagens passadas no Dia das Mães, fiz, como faço hoje, um apanhado de pinturas representando mães, por artistas brasileiros.  Grande parte da iconografia da maternidade na arte brasileira se concentra na representação de mães sofridas, depauperadas pela pobreza, fome e exaustão.  É natural que o artista brasileiro esteja preocupado em representar essas mães esquecidas pela sociedade.  No entanto, neste domingo de Dia das Mães, ainda sob efeito da pandemia, vou me concentrar nas representações da maternidade, mais doces, menos pesadas.  Menos sofridas, mas tão mães quanto outras.  Precisamos de alguns momentos de sossego, alguns segundos para respirar e nos acalmar.  Tirem bom proveito. Feliz Dia das Mães!

Maternidade

Aurélio D’Alincourt (Brasil, 1919 – 1990)

óleo sobre madeira, 48 x 55 cm

Mãe com filho

Walderedo de Oliveira (Brasil, 1955)

óleo sobre tela

 

Mulher e criança, 1973

Humberto da Costa (Brasil, 1941)

óleo sobre tela, 55 x 46 cm

Maternidade

Aloísio Lucas de Oliveira (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 73 x 60cm

Mãe,1969

Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925 -2019)

Óleo sobre tela, 73 x 53 cm

Mater, 1992

Sérgio Martinolli (Itália, ativo no Brasil, 1938)

óleo sobre eucatex, 55 x 60 cm

Maternidade,1992

Otávio Gomes Giannini (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Maternidade

Alberto Emílio Naddeo (Brasil, 1900 – 1956)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm





Trova para o Dia das Mães

8 05 2021

Jovem mãe cosendo, 1900

Mary Cassatt (EUA, 1844-1926)

óleo sobre tela, 92 x 73 cm

METROPOLITAN, Nova York

 

 

Há rosas na primavera,

no estio, no outono, no inverno;

mas não há rosas mais lindas

que as rosas do amor materno!

 

(Antonieta Borges Alves)





Flores para um sábado perfeito!

8 05 2021

Jarro com flores, 1994

Petrúcio Amorim (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 40 x 60 cm





O brejo, texto de José Américo de Almeida

7 05 2021

Paisagem

Victorina Sagboni (Brasil, 1932-2009)

óleo sobre tela

O brejo

“As pererecas, umas hóspedas invisíveis, anunciavam a mudança do tempo com um canto rascante como um rilhar de dentes.

Passado o verão, a serra transformara-se num chamariz de nuvens saturadas.  As primeiras águas eram violentas e o céu a bombardeava.

Pegava a chover; semanas e semanas pluviosas empapavam o sítio. Um chuvão, cada pé-d’água e fazer um mar no baixio.

A tanajura enfiava-se no chão e o embuá, doente de andar com suas mil pernas, enroscava-se.

Sericóias cantadeiras e araquães amantes da umidade festejavam o dilúvio.

A saparia enchia a noite  com a sua cantiga interminável, entoando as canções do charco, na sua riqueza de ritmos, desde a bigorna do caldeireiro até a arraia-miúda dos tocadores de flautim. Bastava um aguaceiro para animar a folia , vingando a mudez dos peixes.

O caçote, um sapo escuro e esguio, gritava na goela da cobra-preta que, em vez de silvar, coaxava.

A frente da casa espelhava de poças, onde lavandeiras familiares tomavam seu banho, aos casais , com gritinhos amorosos.

Outra pancada d’água e ressoava um canto festivo.  A cachoeira, a gorjear, alegrava os dias e as noites com sua música fluida.

Os meninos pulavam debaixo das biqueiras.

Vinha mais inverno e a terra deixava de ser terra; mal comparando, virava um mar de lama.

A enxurrada corria até os altos e os caminhos eram cortados de atoleiros. Só o jumento tinha uma ciência: farejava o tremendal e, se havia risco, empacava.

Tanta mosca que escurecia tudo. Os animais peludos ficavam em carne viva comidos por essa caterva.

Aí, ninguém aguentava. Com um tempo semelhante tínhamos que levantar acampamento.”

Em: Memórias: antes que me esqueça, José Américo de Almeida, Rio de Janeiro, Francisco Alves: 1976, pp. 37-38








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