Plante uma árvore! Faça o seu bairro, um bairro verde!

21 09 2008

 

 

 

 

A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro conscientiza sobre importância de plantar árvores nas ruas:

 

A Fundação Parques e Jardins vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da arborização urbana. O objetivo é oferecer informações sobre os benefícios produzidos pelas árvores para a qualidade de vida, como embelezamento paisagístico, diminuição da temperatura em áreas mais quentes e redução da poluição ambiental.

 

A iniciativa surgiu após a constatação do alto índice de rejeição ao plantio de árvores nas ruas, principalmente nas regiões Norte e Oeste. Por isso, o início da campanha será pelo bairro de Piedade, onde 15 agentes ambientais capacitados darão informações sobre as vantagens de ter as ruas arborizadas e vão incentivar os moradores a adotar a muda plantada na sua rua, se comprometendo a cuidar do seu desenvolvimento.

 

Está na hora de tomarmos todas estas iniciativas sob nossa próprias rédeas.  Afinal, somos nós, cidadãos, que nos beneficiamos com o plantio de árvores em todos os bairros.  A hora é agora!  Mova-se!

TORNE A SUA CIDADE MAIS VERDE!





O flamboyant da casa ao lado, poema de Ladyce West

21 09 2008

Para comemorar a chegada da Primavera!

 

Paisagem com flamboyant, 1955

Armando Viana, (RJ 1897- RJ 1992)

Óleo sobre tela

Coleção Particular

O Flamboyant da casa ao lado

Ladyce West

 –

Morreu o flamboyant da casa ao lado.

Foi-se o calor de verão da minha infância.

Apagaram-se suas flores alaranjadas,

Fogosos anúncios do início da estação.

Doente e velho, tombou calado e emagrecido.

Sóbrio e distinto, evaporou-se nos cupins.

Deixou em seu lugar espaço raro,

Um ar aberto, um nada enorme, que me espanta.

Um espaço devassado diariamente,

Onde antes, a sombra clara era presente.

O vácuo preencheu meu horizonte.

Galhos partidos, quebrados sobre a ponte.

O tronco doente jogado num instante.

Vergou molhado, encharcado pela chuva.

Mostrando a todos o que só a terra conhecia:

Suas raízes, engrossadas pelo tempo,

Eram agora desvendadas pelo vento.

Tombou sozinho com um único gemido

Doloroso, aceitando o seu destino.

Pernas pra cima em impudico descaso.

Meu companheiro de verões ardentes,

Guardião de minha infância e adolescência.

Exuberante, florescia ano após ano

Desabrochando incandescente em dezembro.

Entre nós havia um rio bem estreito,

Que nascia lá no alto da Rocinha,

Cascateava da nascente até a Gávea,

De onde então serpenteava rumo ao mar.

Era aqui, que deslizava sob as pontes

E atravessava minha rua de mansinho.

De um lado, o flamboyant enraizado;

Do outro, o edifício com meu ninho.

Crescemos juntos, eu e ele aqueles anos.

Nossa distância era pouca e amenizada,

Pois reservava uma flor para meu gozo,

Que escondida pelo batente da janela,

Aos poucos, foi-se chegando espevitada.

E me espreitava, esticando o seu florão.

Curiosa, assim passava os dias quentes.

A cada ano parecia mais chegada.

Era de casa.  Sem receio se hospedava.

Com jeitinho, batia na vidraça,

E enrubescendo se apoiava ao janelão.

Esta flama de verão me viu crescer,

Chorar amores, estudar, adormecer.

Custa-me vê-lo cair, velho soldado!

Quem irá agora anunciar-me o verão?

 

 

Dezembro 2006

 

© Ladyce West, 2006, Rio de Janeiro.





A baleia e suas pernas, novo passo para entender a evolução.

21 09 2008
Esqueleto da Baleia Georgiacetus

Esqueleto da Baleia Georgiacetus

 

Mark Uhen, paleontologista do Museu de História Natural, em Tuscaloosa, do estado de Alabama nos Estados Unidos encontrou evidência de que antigas espécies da baleia Georgiacetus nadavam usando duas pernas traseiras.  Como mostra a ilustração do Instituto Smithsonian.  Uhen começou analisando ossos fósseis encontrados por arqueólogos amadores.  As amostras que lhe trouxeram haviam sido encontradas nas margens de rios nos estados do Alabama e do Mississipi e eram de ossos da antiga baleia Georgiacetus cujo habitat havia sido próximo ao Golfo do México, há 40 milhões de anos, na época em que o estado americano da Flórida ainda estava quase totalmente submerso.  Estas baleias atingiam aproximadamente 4 metros de comprimento e tinham dentes muito pontiagudos.

 

Sabe-se que os ancestrais das baleias andavam sobre quatro pernas, assim como outros mamíferos e eram animais semi-aquáticos. Com o tempo eles vieram a ser animais aquáticos e as pernas da frente viraram nadadeiras, enquanto perderam as ancas e pernas de trás.  Os vertebrados conhecidos do homem hoje são capazes de nadar usando uma grande variedade de técnicas.  As mais conhecidas são: o pedalar com os quatro membros, pedalar só com os membros traseiros, ondular os quadris, ondular a cauda e oscilar com a cauda.  Tudo indica que estes novos fósseis possam explicar melhor a evolução da maneira de nadar das baleias.  

 

 

Ilustração de Mary Parrish

Ilustração de Mary Parrish

 

Este ainda é um dos grandes mistérios no estudo e na compreensão da anatomia e evolução do maior mamífero aquático.  Descobrir quando as baleias se transformaram para se adaptarem melhor à água está sempre presente nos estudos sobre evolução da vida no nosso planeta.  Muitas baleias de hoje ainda mostram traços de uma pélvis e há algumas baleias, que nascendo com algumas características recessivas, nascem com vestígios de pernas traseiras.  Com os estudos de Mark Uhen a baleia Georgiacetus parece ser um passo na evolução: mostra indício de ter nadado com a oscilação dos quadris.

Fontes: Newswise, Physorg








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