Girafa — Poesia infantil de Leonel Neves

24 11 2008

girafa1

 

 

GIRAFA  

 

Leonel Neves

 

 

Tenho pena da girafa

de pescoço grandalhão:

– Como é que a pobre se abafa,

tendo uma constipação?

 

Coitadinha da Girafa!

 

Quando eu me constipo, posso

arranjar um cachecol.

Mas com aquele pescoço…

Safa!

Pobre da Girafa!

– Vou oferecer-lhe um lençol.

 

 

 

Em: Bichos de trazer para casa: poemas para crianças, Livros Horizonte: 1981, 3ª ed.

 

Carlos Duarte Leonel Neves nasceu em Faro, Portugal, em 1921. Publicou o seu primeiro livro de poesia Janela Aberta, em 1940, mas é somente a partir de 1975 que escreve para crianças.

 





Brasil que lê: foto tirada em lugar público

24 11 2008

dsc05170No Metrô do Rio de Janeiro: até em pé se lê!!!





Os melhores filmes para mulheres de Oprah

24 11 2008

 

Walt Disney

Ilustração: Walt Disney

 

A revista Oprah selecionou o que acredita serem os melhores 20 filmes para mulheres.  Aqui está a lista dos 10 primeiros filmes.  Diga-me se você concorda

 

 

1 – Marocco (1930)  No Brasil: Marrocos

 

Amy Jolly (Marlene Dietrich) é uma cantora de boate que ruma de navio para o Marrocos. Durante a viagem ela conhece o rico e sofisticado Monsieur La Bessiere (Adolphe Menjou), que lhe oferece “ajuda” neste país estranho. Logo que chegam ao Marrocos Amy arruma trabalho como cantora em um café, onde se mistura à elite com oficiais e soldados da Legião Estrangeira da França. Marlene Dietrich seduz homens e mulheres com sua apresentação na boate Mogador.  E também quando se deixa levar pela paixão pelo legionário estrangeiro representado por Gary Cooper.  Direção:  Josef von Sternberg, com Gary Cooper, Marlene Dietrich, Adolphe Menjou

 

 

2 —  Camille (1936)  No Brasil: A dama das camélias

 

Inspirado em história de Alexandre Dumas Filho  foi sucesso numa adaptação teatral. Greta Garbo é a escolha ideal para a cortesã mais famosa do mundo, uma mulher arrebatadora, que sacrifica tudo por amor.  Este filme deu à Greta Garbo indicação ao Oscar de Atriz e prêmio de Melhor Atriz pelos Críticos de Nova York. Direção: George Cukor, com Greta Garbo, Robert Taylor, Lionel Barrymore, Elizabeth Allan.

 

 

3 – Notorious (1946) No Brasil: Interlúdio

 

Alfred Hitchcock dirige Ingrid Bergman nesta história passada no Rio de Janeiro:  Ingrid Bergman e Cary Grant,  representam o casal impossibilitado de se apaixonar.  Ela é filha de um espião alemão preso pelo governo dos EUA e, para evitar a morte do pai, é obrigada a ajudar o governo americano a prender inimigos mais importantes. Ele é um agente do governo que vai comandar a operação, monitorando para que tudo saia nos mais perfeitos moldes planejados.  Direção: Alfred Hitchcock, com Cary Grant,  Ingrid Bergman, Alicia Huberman, Claude Rains.

 

 

4 – The French Lieutenant’s Woman (1981)  No Brasil:  A mulher do tenente francês

 

Baseado no romance de John Fowles, com roteiro de Harold Pinter (indicado para o Oscar por este trabalho).  Retrata a história passada na Inglaterra vitoriana, quando um aristocrata decide deixar a noiva de família nobre  para ficar com uma jovem discriminada pela sociedade. No presente, a mesma história é interpretada no cinema por dois atores que vivem um romance proibido fora das telas. Indicado para seis categorias do Oscar, incluindo melhor filme e atriz (a terceira indicação de Meryl Streep).  Direção: Karel Reisz, com Meryl Streep, Jeremy Irons, Hilton McRae, Emily Morgan.

 

 

5 – The English Patient (1996)  No Brasil:  O Paciente inglês

 

Baseado no romance de Michael Ondaatje com o mesmo título.  Durante a Segunda Guerra Mundial, uma enfermeira cuida de um homem vitimado por terríveis queimaduras. Em seu leito de morte, ele relembra seu passado e um tórrido romance que teve com uma mulher casada. Direção de Anthony Minghella, com Ralph Fiennes, Kristin Scott Thomas, Juliette Binoche e Willem Dafoe.  Vencedor de 9 Oscars.

 

 

6 – The Women (1939)  No Brasil:  As mulheres

 

Comédia de costumes escrita por Clare Boothe Luce.  A ação se passa nos glamorosos apartamentos da alta sociedade de Manhattan.  O filme mostra um enfoque ácido das vidas de esposas ricas e poderosas.  Durante todo o filme não aparece um único homem, embora sejam muitos citados, e o tema central seja os relacionamentos das mulheres com eles. Este detalhe foi de tamanha importância, que mesmo nos quadros dos cenários ou nos porta-retratos somente figuras femininas estão representadas – até mesmo os diversos animais de estimação que apareceram eram fêmeas. A única exceção é um pôster de um touro. Filmado em preto e branco, na abertura apresenta um desfile de modas filmado em technicolor.  Direção de George Cuckor, com Norma Shearer, Joan Crawford, Rosalind Russell, Mary Boland, Paulette Goddard.

 

 

7 – Julia (1977)  No Brasil: Júlia

 

Baseado nas memórias da escritora Lillian Hellman.  Duas amigas de infância têm seus destinos completamente mudados com a vinda da Segunda Guerra Mundial e com a ascensão do nazismo. Julia, que vive na Europa, pede para sua amiga Lillian, que se tornara uma escritora famosa, que contrabandeie dinheiro para as vítimas do nazismo.  Direção de Fred Zinnemann, com Jane Fonda e Vanessa Redgrave, Jason Robards, Maximillian Schell.  Vanessa Redgrave e Jason Robards ganharam, cada qual, o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

 

 

8 – Desperate Seeking Susan (1985) No Brasil: Procura-se Susan desesperadamente

 

Roberta uma dona de casa entediada de Nova Jersey, ocupa seus dias lendo os classificados pessoais e acompanhando pelo jornal um romance entre “Jim” e “Susan”, uma misteriosa personagem que parece levar o tipo de vida liberada com a qual Roberta só pode sonhar. Até que um dia, ela aparece em um encontro do casal na cidade de Nova Iorque… E após uma pancada na cabeça, um ataque de amnésia transforma Roberta em Susan, e conduz a loucos caminhos de intriga, risos e romance.  Direção de Susan Seidelman, com Mark Blum, Rosanna Arquette, Aidan Quinn, Madonna.

 

 

 

9 – The thruth about cats and dogs (1996) No Brasil:  Feito cães e gatos

 

Uma veterinária trabalha como apresentadora em um programa de perguntas no rádio, onde fala sobre os cuidados que se deve ter com os animais de estimação e também responde dúvidas dos ouvintes. Bem-sucedida profissionalmente mas frustrada quanto à sua vida amorosa, é surpreendida quando um agradecido ouvinte  deseja retribuir pessoalmente os conselhos ditos de uma forma fina e bem-humorada.  Quando ele pergunta como ela é, com medo de ser rejeitada, ela descreve sua vizinha, uma desajeitada modelo,  mas alta, loura e vistosa. Sem intenção de aparecer neste encontro, acaba entrando em ação quando a situação foge de controle e se complica, tanto para ela como para sua amiga.  Direção de Michael Lehmann, com Jeneane Garofalo, Ben Chaplin, Uma Thurman, Jamie Foxx.

 

 

10 – Romy and Michelle’s high school reunion (1997) No Brasil: Romy e Michelle

 

Romy e Michele sofreram um bocado na escola nas mãos do coleguinhas. Uma década depois de se formarem, as amigas resolvem ir à festa de 10 anos aparentando ser aquilo que não são para não passarem maus bocados de novo. Direção de David Mirkin, com Mira Sorvino, Lisa Kudrow, Janeane Garofalo, Alan Cumming.

 

 

Hoje o blog Batata Transgênica traz também a lista dos melhores filmes de mulherzinha.  Dê uma checada lá. 





10 horas de sono e nada menos!

24 11 2008
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Ilustração Maurício de Sousa

 

No dia 19 de novembro a Medical News Today publicou um artigo sobre estudos feitos na Universidade de Montréal que indicam que entre as idade de 6 meses e seis anos, 90% das crianças têm problemas ao dormir.  Entre eles, os mais comuns são pesadelos, ranger de dentes e xixi na cama.  Para a maioria dessas crianças esses problemas são passageiros.  Mas 30 % dessas crianças tem dificuldades de dormir por mais de 6 horas consecutivas: ou porque elas não conseguem ficar sonolentas ou simplesmente porque não conseguem dormir por longos períodos.  

 

Apesar de já se saber que há efeitos comprovados entre a falta de horas de sono e dificuldade no aprendizado, não se havia associado a falta de sono ao sobrepeso nas crianças.  Mas os pesquisadores da Universidade de Montréal sob a direção de Jacques Montplaisir, diretor do Departamento de Psiquiatria e diretor do Centro de Desordens do Sono no Hospital Sacré-Coeur descobriram que 26% das crianças que dormem menos de 10 horas por noite entre as idades de 2,5 a 6 anos, estão com sobrepeso.

 

O relacionamento entre o sono e o peso poderia ser explicado pela mudança hormonal causada pela falta de sono.  Quando a gente dorme pouco, nosso estômago produz mais do hormônio que incentiva o apetite”, explica Montplaisir, “ e nós também produzimos menos do hormônio cuja função é reduzir a quantidade de comida que precisamos ingerir”.

 

O mais frustrante da pesquisa é que uma soneca de tarde, não compensa pela falta de sono.  Este mesmo estudo concluiu também que a falta de sono pode levar à hiperatividade.  Montplaisir explica que nos adultos a falta de sono à noite faz, no dia seguinte, a pessoa se sentir sonolenta.  Mas na criança acontece o oposto: cria uma excitação.  22% das crianças que dormiam menos do que 10 horas por noite na idade de 2,5 anos mostraram-se crianças hiperativas aos 6 anos.

 

Montplaisir sugere que esses problemas sejam tratados assim que aparecerem, para que não tragam problemas maiores quando essas crianças se tornarem adultos com desordens de sono.  

 

Lembrete:  10 horas de sono para crianças.

 

Para um dos artigos sobre o assunto em inglês, clique AQUI.





Evitando acidentes V

24 11 2008

 

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Lugar de remédio é guardado

Longe de criança, bem trancado.





Seis graus e as soluções alternativas

24 11 2008

solucao-alternativa

A primavera no Rio de Janeiro anda fria, enquanto o inverno, de inverno só teve mesmo o nome.  Mas, novembro está bem mais frio do que o normal.  Em Curitiba o tempo também anda estranho.  Por todo Brasil parece que as estações decidiram mudar de estilo e até de temperatura e região.  Hoje na última semana de novembro nevou na Austrália.  Nevou muito.  E a Austrália assim como o Brasil está a um mês de o que deveria ser um quente verão. 

 

Todas estas notícias me lembraram Mark Lynas, autor do livro Seis graus, [Jorge Zahar: 2008] que se você ainda não leu, deve fazê-lo o quanto antes.  À medida que o efeito de estufa aumenta ano após ano, os cientistas alertam: a temperatura global pode aumentar 6 ° Celsius ao longo do próximo século.  Isso causaria mudanças radicais no nosso planeta.   Seis graus é um livro alarmante, que modificará a maneira como você vê e faz as coisas no seu dia a dia.  Lyman tenta responder a perguntas que ocorrem a todos nós que pensamos sobre o meio ambiente, mas que não levamos os nossos estudos ao ponto que o autor leva:  o que irá acontecer, à medida que o mundo for aquecendo?  O que sucederá às nossas costas, às nossas cidades, às nossas florestas, aos nossos rios, aos nossos campos de cultivo e às nossas montanhas?

 

Mesmo que a emissão de gases que provocam o efeito de estufa parasse imediatamente, as concentrações que já estão na atmosfera provocariam uma subida global de 0,5 ou mesmo 1º C.

 

Mas e se a temperatura global aumentasse mais 1ºC?    Tudo indica que essas mudanças não seriam graduais. Os glaciares da Groenlândia e muitas das pequenas ilhas mais a sul desapareceriam.

 

Se a temperatura subisse 3º C, o Ártico deixaria de ter gelo no verão.  A floresta tropical da Amazônia secaria e condições atmosféricas extremas seriam uma norma.

 

Com uma subida de 4ºC, o nível dos oceanos aumentaria drasticamente. Seguido de mudanças climáticas desastrosas se a temperatura global subisse mais um grau: regiões que conhecemos som clima temperado seriam inabitáveis.

 

O sexto grau traz um cenário de juízo final, com oceanos devastados e  desertos  crescendo em área.

 

Lynas é um autor britânico, jornalista e ativista ambiental que se interessa pelas mudanças climáticas. É licenciado em História e Política pela Universidade de Edimburgo. Nasceu em 1973 e mora em Oxford, na Inglaterra. Ele foi o vencedor do principal prêmio para livros de ciência, da Royal Society de Londres.  sugere seis estratégias para conter o aquecimento global.

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Em julho deste ano a revista Época publicou uma entrevista com o autor, sob o título Deixe de voar de avião, que reproduzo em parte aqui onde sugere seis estratégias para conter o aquecimento global, que você, eu, qualquer um pode começar a fazer hoje.

 

 

 

O que acontecerá no Brasil se a temperatura subir em média 10° centígrados?

 

Lynas:  Uma coisa que já ocorreu foi o surgimento de ciclones extratropicais. O primeiro foi o furacão Catarina, que atingiu o sul do Brasil em 2004. Mas a principal questão para vocês é o futuro da Amazônia.  Se a temperatura subir 20°c, é provável que a floresta desapareça, destruindo o maior reservatório de biodiversidade do planeta.  Projeções sugerem que o centro do Brasil se tornará uma savana seca ou até um deserto, com temperaturas muito altas e pouca chuva. As conseqüências serão globais. A Amazônia funciona como uma bomba d’água gigante e influencia o clima de todo o planeta. Na eventualidade de um aquecimento extremo, o que é hoje o centro da bacia amazônica será engolido pelas águas do atlântico, assim como uma língua de terra que vai do sul do Brasil até o pantanal.

 

O que, qualquer pessoa deve fazer para combater as mudanças climáticas?

 

 Lynas: A primeira é deixar de voar nas férias, por causa da enorme contribuição da aviação civil aos gases do efeito estufa. Eu já deixei de fazer isso há dez anos. [Lymas investigou e constatou que nos últimos 13 anos os aviões dobraram a emissão de gases com efeito de estufa.]

A segunda medida é, em viagens de negócios, sempre que possível ir de trem ou de ônibus.

A terceira medida é abandonar o carro e andar ou usar o transporte público.

A quarta, nos países frios, é reduzir o aquecimento das casas.

A quinta atitude: só usar eletricidade produzida por fontes renováveis, como a hidrelétrica, a solar e a dos ventos.

A sexta e última medida é convencer os membros de sua comunidade a fazer o mesmo e eleger políticos que defendam essas políticas. É a medida mais importante de todas.

 

 

Seis graus é um relato de um possível futuro da nossa civilização se o atual ritmo do aquecimento global persistir.   Não é uma obra de ficção científica nem sensacionalista. Os seis graus do título referem-se à possibilidade assustadora de as temperaturas médias subirem cerca de seis graus nos próximos cem anos. Os contrastes ambientais serão desmedidos: haverá, por um lado, rios dez vezes maiores que o Amazonas, mas, por outro, mais de metade da população mundial sofrerá os efeitos da seca.

 

No entanto, apesar de uma visão quase apocalíptica, Lynas termina com a apresentação de diversas estratégias que permitem contornar o problema do aquecimento global. Com: 1) um pouco de antevisão 2) alguma estratégia e 3) sorte poderemos pelos menos deter o rumo catastrófico pelo qual nos temos deixado levar. Mas esta é a hora de agir.

 

Para um resumo em inglês:  THE GUARDIAN

 








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