Brasil que lê: foto tirada em lugar público

17 12 2008

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Jardins do Palácio do Catete, Rio de Janeiro





Filho homem ou mulher?

17 12 2008

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Árvore de Jessé, antes de 1195

Desenho aquarelado

Manuscrito: Herrad Hohenburg Hortus Deliciarum

 

Depois de estudarem 927 famílias e suas árvores genealógicas, detalhando ao todo 556.387 pessoas da América do Norte e da Europa e levando a pesquisa histórica das famílias ao século XVI,  pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriram que os homens em geral têm mais filhos homens se tiveram mais irmãos do que irmãs.  E que terão mais filhas mulheres se tiveram mais irmãs do que irmãos.

 

O estudo dirigido pelo Dr Corry Gellatly mostrou que a mesma conexão entre sexos dos irmãos e dos filhos não se aplica às mulheres.  O gene específico que pode influenciar o sexo dos bebês ainda não foi identificado, mas um estudo de biologia evolucionária poderá esclarecer um mistério que escapa à nossa compreensão até hoje:  o grande número de nascimentos de bebês do sexo masculino logo depois da Segunda Guerra Mundial.

 

O estudo da Universidade de Newscatle mostrou que, através das árvores genealógicas das 927 famílias, há evidência de que as chances de uma pessoa ter um filho homem ou mulher estão programadas pela genética masculina.  

 

 

 

Para ver o artigo da BBC na íntegra, clique AQUI.

 

 





Descoberta: estátuas do reinado Cushe no Sudão, 300 AC

17 12 2008

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REUTERS/René-Pierre Dissaux/Section Française de la Direction des Antiquités du Soudan/Handout

Três estátuas em pedra datadas do período Meroe (450 a.C. e 300 d.C.) foram descobertas nos sítios arqueológicos do Sudão, na África.  As esculturas, que contêm inscrições da antiga escrita meroítica, são as mais completas já encontradas.  Até hoje só se encontrara fragmentos de peças desta época.  Todas as esculturas encontradas são de um carneiro que sabemos representava o deus Amun, considerado rei dos deuses egípcios e força criadora da vida.  A curiosidade sobre as estátuas descobertas desta vez é que todas têm inscrições muito antigas e difíceis de interpretar.

 

Meroe (ou Meroé) é o nome de uma antiga cidade na margem leste do rio Nilo, na Núbia.  Ficava na região do vale do rio Nilo que hoje é é ocupada pelo Egipto e pelo Sudão, aproximadamnete a  300 km NE de Cartum.  No século VII antes de Cristo, Cartum fora a capital do reino de Cushe por mais de mil anos, ( entre o século VII a.C. e o século IV da nossa era) sabendo-se ser uma das primeiras civilizações do vale do rio Nilo. Neste período os núbios  desenvolveram uma escrita própria, chamada pelos estudiosos de “escrita meroítica”. É a mais antiga língua escrita do Saara meridional.

 

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A importância das estátuas que foram descobertas há três semanas em el-Hassa, próximo às pirâmides de Meroe, é que suas inscrições estão gravadas numa língua mais antiga do que todas as inscrições que se conhece do Meroe.  Isto as torna de  difícil interpretação.  Mas demonstra uma maior coplexidade e antiguidade da língua, da qual sabemos muito pouco.  “É uma importante descoberta”, afirmou o pesquisador Vincent Rondot à BBC.   

 

Estas estátuas  ainda mostram pela primeira vez uma dedicação real com escrita completa.  Meroe, lembrou o arqueólogo Rondot: é uma das últimas línguas da antiguidade que ainda não entendemos completamente.  Nós conseguimos ler.  Não temos problemas pronunciando as letras, mas não conseguimos ainda entendê-la por completo.  Entendemos algumas palavras longas e os nomes das pessoas mencionadas.  No momento os especialistas estão se valendo de fragmentos encontrados anteriormente para poderem decifrar as novas legendas encontradas.

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REUTERS/René-Pierre Dissaux/Section Française de la Direction des Antiquités du Soudan/Handout

 

Estas escavações são financiadas pelo ministério de relações exteriores da França, e feitas pela seção Francesa do Departamento de Antiguidades do Sudão.   E estão também trazendo à tona informações sobre um rei muito mal conhecido — Amanakharequerem — e que é mencionado nas inscrições das estátuas dos cordeiros.

 

Antes destas descobertas, nós tínhamos só quatro documentos que mencionavam seu nome.  Não sabemos nem  onde ele foi enterrado.   Agora estamos começando a compreender sua importância no reino. – disse Rondot.

 

 

O Sudão tem mais pirâmides do que o Egito.  Mas pouca gente visita estas ruínas arqueológicas por causa dos conflitos internos no país que ocupam seus habitantes há quase 46 anos.   Esses conflitos armados internos fazem qualquer trabalho tanto arqueológico como de turismo, extremamente difícil.

 

 








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