Mistérios do mundo científico ainda por resolver: onde está o resto do universo?

31 03 2009

lhc-acelerador-de-particulasLHC acelerador de partículas.

 

 

 

Em fevereiro deste ano, (19-2-09), o TIMES ON LINE, [Grã-Bretanha] publicou uma matéria de Michael Brooks que li com atenção e que, volte e meia, retorna aos meus pensamentos.  Diga-se de passagem, foi uma matéria publicada na parte de entretenimento, mas nem por isso deixa de nos fazer pensar.  Trata-se de 13 mistérios do mundo científico ainda por resolver, de autoria de Michael Brooks.   Como é um artigo grande, vou abordá-lo em 13 capítulos, por 13 dias consecutivos.  A minha intenção é fazer com que pensemos no assunto e aumentar o interesse pelos estudos científicos entre os jovens.

 

 

Mistério n°1:

 

Está faltando:  A MAIOR PARTE DO UNIVERSO!

 

A verdade é que nós até hoje só conseguimos dar conta de 4% do cosmos.   Surpreso?  Pense: nossa grande esperança, com o LHC – Large Hadron Collider [Grande colisor de hadrões] — que é o maior acelerador de partículas do mundo, e também a maior máquina do planeta, com um perímetro de 27Km de extensão e com um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior — é criar algumas partículas chamadas pelos físicos de “matéria escura“.  Acredita-se de 25 % do universo seja feito de matéria escura.  

 

Inicialmente deu-se o nome de matéria escura ao que unia todas as galáxias juntas.  Se não houvesse esta matéria escura, baseado no que conhecemos, a tendência das galáxias seria de se expandirem, e não permanecerem como membros de um sistema organizado.  É preciso que haja algo que as mantenha juntas.  Na falta de melhores explicações há muitas décadas deu-se o nome a esta “substância” de matéria escura.  

 

Mas lá pelos anos 90 d0 século passado, apareceu o conceito da energia escura, que misteriosamente parece mexer com espaço e tempo.  Este novo conceito  apareceu com a descoberta de que não só o universo está se expandindo, mas que está se expandindo numa velocidade cada vez maior.  A natureza desta energia escura é assunto de muita especulação.  Sabemos que é uma força homogênea e não muito densa.  E acredita-se que deva ter pressão negativa.  Energia escura é a forma mais popular de se explicar a expansão do universo que começou nos últimos 5 bilhões de anos.  

 

 

 

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Estimativa da distribuição de matéria escura que compõem 22% da massa do universo e da energia escura que compõem 74%, com os corpos “normais”  perfazendo apenas 4% da massa do universo.





Ser feliz é …

28 03 2009

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Minha sombra, poema para crianças, Jorge de Lima

28 03 2009

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Ironia é minha sombra*, 2006

Mark Kostabi (EUA, 1960)

Óleo sobre tela

*

Em inglês este título faz um trocadilho entre “passar a ferro” e “ironia”, palavras que soam quase iguais.

 

 

 

 

 

 

Minha sombra

 

Jorge de Lima

 

 

De manhã a minha sombra

com meu papagaio e o meu macaco

começam a me arremedar.

E quando eu saio

a minha sombra vai comigo

fazendo o que eu faço

seguindo os meus passos.

 

 

Depois é meio-dia.

E a minha sombra fica do tamaninho

de quando eu era menino.

Depois é tardinha.

E a minha sombra tão comprida

brinca de pernas de pau.

 

 

Minha sombra eu só queria

ter o humor que você tem,

ter a sua meninice,

ser igualzinho a você.

 

 

E de noite quando escrevo,

fazer como você faz,

como eu fazia em criança:

Minha sombra

você põe a sua mão

por baixo da minha mão,

vai cobrindo o rascunho dos meus poemas

sem saber ler e escrever.

 

 

 

Em: Antologia Poética para a infância e a juventude, de Henriqueta Lisboa, Rio de Janeiro, INL:1961.

 

 

 

 

 

            Jorge Mateus de Lima (União dos Palmares, AL, 23 de abril de 1893Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro.

Obras:

 

Poesia:

 

XIV Alexandrinos (1914)

O Mundo do Menino Impossível (1925)

Poemas (1927)

Novos Poemas (1929)

O acendedor de lampiões (1932)

Tempo e Eternidade (1935)

A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)

Poemas Negros (1947)

Livro de Sonetos (1949)

Obra Poética (1950)

Invenção de Orfeu (1952)

 

Romance:

 

O anjo (1934)

Calunga (1935)

A mulher obscura (1939)

Guerra dentro do beco (1950)

 

Você encontra outro poema de Jorge de Lima neste blog em:  Poema de Natal 





Rádio paulista sucesso na CNN

28 03 2009

radio-westinghouse

 

RadarCultura é um projeto experimental da Fundação Padre Anchieta para promover a participação do público na programação áudio-visual, iniciado em dezembro de 2007. RadarCultura  não é só um programa de rádio, AM, diário, de 3 horas, transmitido de São Paulo para todo o Brasil.  É mais que isso, porque por trás dele está o maior arquivo de música brasileira no país, com mais de 15.000 itens pertencentes à fundação.   Apoiado por um portal na Web onde os membros são convidados a criar listas de reprodução, a votar e sugerir músicas para serem apresentadas no ar, e pela TV Cultura,  o RadarCultura tem em seu planejamento o objetivo de fundir a sua rádio, televisão e programas da Web em uma única plataforma interativa, em tempo real.

 

Tal como muitos outros sites de música online, o RadarCultura está sempre procurando novas músicas e novos talentos; mas o seu foco principal é preservar a memória dos brasileiros, a memória musical,  graças a um repertório clássico, que também inclui entre outras, canções esquecidas ou desconhecidas.  Por isso o esforço para que as pessoas achassem fácil navegar pela coleção da fundação e sugerir a programação foi essencial para o sucesso do projeto.  Como o portal indica “ O RadarCultura é um espaço aberto e gratuito na internet para as pessoas produzirem colaborativamente o conteúdo de uma emissora de rádio”.

 

Para saber muito mais, se cadastrar e participar do RadarCultura, clique AQUI.

 

Para ler o artigo da CNN, clique AQUI.





Devonthink, um programa para ajudar a escrever

27 03 2009

escritor

Peninha, Ilustração Walt Disney.

Hoje em dia há uma proliferação de softwares feitos para ajudar a organizar nossos pensamentos antes de nos sentarmos ao computador para escrever.

 

Steven Johnson no último número da revista Prospect, diz que estes programas o têm ajudado bastante a escrever seus artigos sobre tecnologia.  Ele acredita que ao invés de combatermos este tipo de software, deveríamos aprender a abraçá-lo, já que ele ajuda a quem vai escrever a tecer múltiplas disciplinas.

 

Ele lembra que há tipos de escrita que dependem de informações muito díspares como por exemplo uma de suas criações que relacionava simultaneamente “a vida das formigas, cérebros, cidades e software”.  Em casos como este programas que ajudam a achar similaridades entre vários pedaços de texto tornaram-se essenciais para melhor manejo de muita informação.

 

Em seu último livro, O mapa fantasma, onde ele narra a história de Londres  através do surto de cólera na Broad Street em 1854, Steven Johnson usou e gostou muito do software Devonthink, porque com o uso desta ferramenta ele pode projetar os capítulos do livro e ter uma idéia clara do desenvolvimento do argumento que usaria e como ele se desenvolveria através dos capítulos programados.

 

Devonthink é  um programa gerenciador de dados no qual você pode copiar qualquer coisa a partir de PDFs, de trechos de texto, páginas da Web e imagens. Há muitos outros programas semelhantes, entre eles Evernote, Nota Bene, e também o Microsoft OneNote.   Mas Devonthink tem algo mais interessante: uma fórmula matemática que detecta relacionamentos entre os vários pedaços de texto.  O programa pode selecionar entre as palavras que você escreve e as de  outra pessoa que você recolheu em pesquisa e sugere passagens relacionadas a partir da sua compilação de dados.

 

Não conheço o programa, mas fiquei curiosa.  Acho que vou experimentá-lo.  

 

 

Para o artigo total, clique AQUI.





Brasil que lê — foto tirada em lugar público

27 03 2009

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Café da manhã com leitura.  Copacabana, RJ.





Estudando para o vestibular de literatura

26 03 2009

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Gostar de ler e dominar as leituras obrigatórias propostas pela universidade em que pretende fazer vestibular pode não ser o suficiente para o candidato conquistar uma boa nota nas provas de literatura.  Além de conhecer enredos e personagens, também é preciso ficar atento à história da produção literária e às características dos autores e movimentos mais relevantes, que normalmente são tema de questões nas provas das principais universidades.

 

Entre os temas estudados em literatura no Brasil, pelos menos cinco têm presença quase certa nos testes (veja abaixo) e merecem uma atenção especial nos estudos, segundo o professor Vanderlei Vicente, dos cursos Unificado e PV Sinos.

 

O professor lembra que o aluno pode se valer de resumos de obras literárias, desde que obtidos em livros ou sites de confiança. Também aconselha a leitura de livros (ou sínteses) que não figuram entre as leituras obrigatórias. “É comum a presença de questões que exigem o conhecimento de um resumo básico de inúmeros romances“, afirma.

 

Outra sugestão de Vicente é anotar elementos marcantes ao ler uma obra, como passagens (“fulano disse isso sobre tal acontecimento“), atos (“fulano fez isso quando soube daquilo“), espaço (“tal fato aconteceu em determinado lugar“) e contexto histórico-social (“tal revolução acontece paralelamente aos fatos narrados”).

 

Isso dá trabalho, mas ajuda o vestibulando a não esquecer passagens marcantes que, caso não sejam anotadas e retomadas, podem cair no esquecimento“, lembra o professor. Cinco temas que não podem faltar na prova de literatura:

 

Romantismo:

Vale a pena lembrar as diferentes possibilidades que a poesia romântica apresenta, partindo da temática indianista (Gonçalves Dias), passando pelo tédio (Álvares de Azevedo), indo às questões sociais, como a escravidão (Castro Alves).

 

Machado de Assis:

Não esqueça que as obras de maior destaque do autor surgem a partir da década de 1880, momento em que ele aprofunda a análise psicológica de seus personagens e apresenta inovações estruturais (Memórias Póstumas de Brás Cubas é o melhor exemplo) tanto nos romances como nos contos.

 

Pré-Modernismo:

Vários autores do início do século XX não se enquadravam nas escolas vigentes, sendo chamados de “pré-modernos” (termo surgido bem mais tarde para defini-los). Deste momento, é preciso uma atenção especial às obras de Lima Barreto, Monteiro Lobato e Euclides da Cunha.

 

Romance de 30:

Fique atento ao fato de que a literatura dessa época apresenta uma visão voltada para as questões sociais; tendo destaque as obras de Graciliano Ramos (principalmente com os romances São Bernardo e Vidas Secas) e Jorge Amado (que tem romances marcantes, como Terras do Sem Fim e Dona Flor e Seus Dois Maridos).

 

Poesia Moderna:

Tenha em mente os principais temas explorados e tente analisar previamente alguns poemas cruciais de poetas como Carlos Drummond de Andrade (Poema de sete faces e Áporo, por exemplo), Vinicius de Moraes (Soneto de Fidelidade e Soneto de Separação) e Manuel Bandeira (Pneumotórax e Vou-me Embora pra Pasárgada).

 

 

Fonte: Portal Terra








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