A leitura como solução para os problemas nas escolas

27 05 2009

lendo 67 avelino guedes

Menino lendo, ilustração Avelino Guedes.

 Há uma semana mais ou menos, o Ministério da Educação deu mostras de tentar valorizar a leitura no ensino médio, depois das grandes mudanças propostas que deverão ser implementadas ainda neste governo.  Para manter a boa vontade e não duvidar da seriedade do programa eu gostaria de poder evitar dizer que os especialistas do Ministério da Educação parecem estar anunciando que descobriram a pólvora quando se pronunciam como a Sra. Maria Eveline Villar Queiroz, coordenadora geral do ensino médio no ministério, desta maneira: “A leitura dá autonomia no aprendizado, na escola, na universidade e no mundo do trabalho”.  Mas, é verdade.  Sinto um cheirinho de pólvora no ar.  Todos nós que conhecemos o valor da educação, já havíamos cansado de anunciar esta solução.  No entanto o óbvio volta a ser desfraldado como uma nova descoberta…  Mas, vou deixar a crítica de lado, cruzar os meus dedos, bater na madeira,  e mandar vibrações positivas para que, de fato, este programa seja levado a sério.  De acordo com Maria Eveline, colocar a leitura no centro do currículo tem o objetivo de preparar o cidadão para a vida.  

 Infelizmente, acho que estamos esperando mais do que poderá ser feito.  Há um toque de grandiosidade, uma nesguinha megalomaníaca governamental.  Porque o programa não vem sozinho.   Ele será também responsável por solucionar outros problemas que afligem os nossos adolescentes: do abandono escolar à gravidez de adolescentes.   E quando a gente começa a esperar muita coisa de uma solução facílima e óbvia, é  porque todas as nossas idéias já se esgotaram e sabemos que há muito mais a ser corrigido do que o aparente.  Em suma: temos um cobertor curto para muito frio.  

 O  programa também quer oferecer uma escola mais atrativa para o aluno e, assim, reduzir os índices de abandono.  Entre as inovações que o MEC sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.

 

 

lendo viagens - zé carioca

Nestor e Zé Carioca, ilustração Walt Disney.

 Espero que todos envolvidos nesse trabalho tenham tido um curso de noções básicas de contabilidade para que saibam direitinho de onde estará vindo o dinheiro para tanto.  Espero que tenham feito uma correção nos salários dos professores, pois são muito mal pagos e para exigir dedicação exclusiva o MEC terá que mudar a escala salarial de maneira substantiva.  Mais professores serão necessários para uma nova carga horária de âmbito nacional, assim como os gastos extras com livros, merenda escolar e tudo o  mais que estes programas irão necessitar.  Longe de mim, torcer contra.  Esse não é o caso.  Mas recentemente um jornal local, mostrou fotos de escolas no interior de estados diversos, do nordeste ao norte, centro-oeste e outras regiões com escolas abandonadas e salas de aula cheias de goteiras por falta de verbas e de manutenção.   Que esse não seja o futuro desse programa. 

 Tenho sempre um pé atrás com programas federais que surgem como soluções miraculosas dezoito meses antes das eleições para um novo governo.  Quem acredita, como eu, que a educação é a única coisa que irá nos salvar de um futuro de servidão à China e à Índia, tem esperanças de que pelo menos AGORA o governo esteja sério.  Mas esperanças são sopros vazios principalmente quando baseadas em promessas eleitorais, e tudo indica, no momento, que estamos num processo de sedução: a oferta de um futuro brilhante pelo menos até as próximas eleições. 

 Comentários sobre um artigo do portal UOL.





Animais sabem a diferença entre certo e errado

27 05 2009

macaquinhos com bananas MW Editora & IlustraçõesMacaquinhos: MW Editora & Ilustrações

 

Novas pesquisas demonstram que os animais tem um sentido do que é certo ou errado.   Muitas espécies, dos ratos aos lobos, demonstram serem portadores de emoções bastante complexas.   Até recentemente pensava-se que só o homem pudesse tê-las, no entanto, o Professor Marc Bekoff, da Universidade de Colorado em Boulder, acredita que estas emoções estão impressas nos cérebros dos mamíferos.

 

Um dos exemplos citados por ele é o de lobos maiores e mais fortes que suprimem sua força quando estão brincando com lobos mais fracos e menores, mostrando que aceitam pequenas mordidas, mesmo que não sejam fortes.    Por sua vez, os chimpanzés também

Mostram emoções complexas, principalmente em relação aqueles que se desviam do código de conduta do grupo.  Neste grupo de primatas, os animais com deficiências ou mais fracos, também são tratados de maneira diferenciada, sem violência.

 

lobo e ratinho

 

Golfinhos e baleias são conhecidos por sua capacidade de empatia, atribuído à células fusiformes que estes mamíferos têm em comum com os seres humanos.  Experimentos com ratos mostram que eles preferem não comer, se acreditam que sua escolha pela alimentação venha a causar a um outro ratos alguma dor.  Por outro lado, camundongos reagem mais fortemente a dor quando vêem outro companheiro sofrendo de dor.

 

A crença de que só os seres humanos desfrutam da noção de moral é um pressuposto muito comum, no entanto, estudos e pesquisas mais recentes sugerem que este talvez não seja o caso.   É verdade que cada espécie parece ter um código moral específico e diferente entre as espécies.  Mas eles existem para cada uma delas.   Mais estudos serão necessários para termos certeza dos detalhes do comportamento analisado, mas tudo indica que a pesquisa de Berkoff  venha a ser provada correta.  Muitos relatos de comportamento animal, como golfinhos que ajudam seres humanos a escapar de perigosos predadores no mar; ou de elefantes que fazem o mesmo, na selva, já demonstram que existe mais do que um simples comportamento selvagem sem códigos de ética estabelecidos como se acreditou até os dias de hoje.

 

Baseado no artigo de Richard Grey para o jornal britânico The Telegraph.

FONTE:  The Telegraph  — 





Quadrinha infantil, bandeira brasileira, Moyses Augusto Torres

27 05 2009

bandeirabrasil-de-madeira-reciclada-olavo-campos-sp

Bandeira brasileira, s/d

Olavo Campos

Madeira reciclada

  

 

 

 

Ao vento, assim, desfraldada,

numa data alvissareira,

lembra a Pátria idolatrada

 — a Bandeira Brasileira.

 

(Moyses Augusto Torres)

 








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