11 de junho, Dia da Marinha

11 06 2009

cisne branco

Navio Veleiro Cisne Branco.

 

Aproveito o Dia da Marinha — 11 de Junho, dia da Batalha de Riachuelo — para colocar aqui neste blog a letra de um dos mais belos hinos brasileiros.   Não há ocasião melhor para nos lembrarmos desta bela combinação de letra e música.

 

Cisne Branco  —    (Hino da Marinha de Guerra do Brasil)

 

Letra: Antonino M. do Espírito Santo

Música: Benedito X. de Macedo

 

 

Qual cisne branco que em noite de lua

Vai deslizando no lago azul

O meu navio também flutua

Nos verdes mares de norte a sul

 

Linda galera que em noite apagada

Vai navegando no mar imenso

Nos traz saudades da terra amada

Da Pátria minha em que tanto penso

 

Quanta alegria nos traz a volta

À nossa pátria do coração

Estava cumprida a nossa derrota

Temos cumprido nossa missão

 

Linda galera que em noite apagada

Vai navegando no mar imenso

Nos traz saudades da terra amada

Da Pátria minha em que tanto penso

 

Qual linda garça

Que aí vai cruzando os ares

Vai navegando sob um belo céu de anil

Minha galera também vai cortando os mares

Os verdes mares, os mares verdes do Brasil

 

Quanta alegria nos traz a volta

À nossa pátria do coração

Estava cumprida a nossa derrota

Temos cumprido nossa missão

 

Linda galera que em noite apagada

Vai navegando no mar imenso

Nos traz saudades da terra amada

Da Pátria minha em que tanto penso.





11 de junho: Batalha Naval de Riachuelo

11 06 2009

Batalha_riachuelo_victor_meirelles, Museu Histórico Nacional

 

Batalha do Riachuelo,  1872

Victor Meirelles ( SC, 1832- RJ, 1903)

Óleo sobre tela – Monumental: 400 cm x 800 cm

Museu Histórico Nacional,  Rio de Janeiro

 

—–

 

Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de Junho de 1865 às margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina.  Considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1865).

Victor Meirelles; ou Victor Meireles; ou Vitor Meirelles, ou ainda Vitor Meireles

 

Victor Meirelles de Lima (Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis SC 1832 – Rio de Janeiro RJ 1903). Pintor, desenhista, professor. Inicia seus estudos artísticos por volta de 1838, com o engenheiro argentino Marciano Moreno. No ano de 1847, muda-se para o Rio de Janeiro e se matricula na Academia Imperial de Belas Artes –  onde, em 1849, inicia o curso de pintura histórica. Em 1852 ganha o prêmio de viagem ao exterior e no ano seguinte segue para a Itália.  Em Roma freqüenta, em 1854, as aulas de Tommaso Minardi (1787 – 1871) e, posteriormente de Nicola Consoni (1814 – 1884), com quem realiza uma série de estudos com modelo vivo. Com a prorrogação da pensão que lhe fora concedida continua sua formação estudando em Paris onde, em 1857, matricula-se na École Superiéure des Beaux-Arts [Escola Superior de Belas Artes], freqüentando as aulas de Leon Cogniet (1794-1880) e, em seguida, recebendo orientações de seu discípulo Andrea Gastaldi (1810-1889). Durante o período em que permanece no exterior corresponde-se com Porto Alegre (1806 – 1879). Retorna ao Brasil em 1861 e, um ano depois, é nomeado professor de pintura histórica da Aiba. Entre os anos de 1869 e 1872 executa duas grandes telas, Passagem do Humaitá e Batalha de Riachuelo. Em 1879 participa da Exposição Geral de Belas Artes, expondo a Batalha dos Guararapes ao lado da Batalha do Avaí de Pedro Américo (1843 – 1905). A apresentação das duas obras gera grande polêmica e um intenso debate no meio artístico. A partir de 1886 passa a se dedicar à execução de panoramas. Entre eles destacam-se: o Panorama Circular da Cidade do Rio de Janeiro, feito na Bélgica, juntamente com Henri Langerock (1830 – 1915) e Entrada da Esquadra Legal no Porto do Rio de Janeiro em 1894, produzida nesse mesmo ano.





Depois dos équidnas, vejamos o ornitorrinco (platipus)…

11 06 2009

platypus8Desenho ilustrativo de um ornitorrinco.

 

Não há nada igual. Quando exemplares do ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus), também chamado por alguns de platipus,  foram enviados da Austrália para a Inglaterra, em 1798, causaram tamanho espanto que os cientistas britânicos consideraram se tratar de uma farsa.   Não é para menos, pois o estranho animal desfila uma lista de características inusitadas. Para começar, é um mamífero que põe ovos. Apesar de pôr ovos em vez de dar à luz filhotes vivos, o ornitorrinco é um mamífero. A fêmea alimenta os filhotes com seu leite, como os outros mamíferos, mas há uma diferença importante em relação aos mamíferos placentários: as fêmeas deste animal não têm mamilos e suas crias sugam o leite materno através dos poros existentes em meio a pelagem da barriga.

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Austrália e Ilha da Tasmânia, onde podemos encotrar os ornitorrincos.

Este curioso animal combina um couro espesso e macio que cobre todo o seu corpo protegendo-o debaixo de águas geladas.   Seu bico não é ósseo, mas coberto por uma membrana sensível.  Além disso tem um sistema sensorial usado para buscar alimentos na água.  O bico fica onde na maioria dos outros mamíferos estão o nariz e os beiços.  Com este bico o ornitorrinco, que é carnívoro, apanha no fundo dos riachos, moluscos, vermes de girinos, crustáceos, peixinhos e alguns insetos aquáticos, que são seu principal alimento. Ele usa o bico como uma ferramenta para procurar na lama sua comida. As placas córneas das maxilas são usadas para mastigar e como no pato, eles não têm dentes. Mas quando as crias dos ornitorrincos estão dentro de um ovo, possuem um dente na ponta do bico chamado dente do ovo. Com ele podem perfurar a casca do ovo. Pouco tempo depois do nascimento este dente cai.

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Seus pés, tanto os dianteiros como os traseiros têm garras. A fêmea usa as garras para cavar, na margem de um rio ou outro curso de água, um longo túnel – que às vezes chega a 1,80 m de comprimento, onde constrói o ninho. Põe de um a três ovos, de dois a 2,5 cm de comprimento. Os ovos são moles, de casca coriácea, como os das cobras e tartarugas. Quando os ovos se abrem, a fêmea usa a cauda para manter os filhotes junto ao seu corpo e, então, amamentá-los. Ela amamenta os filhotes durante quatro meses.  Neste período eles crescem bastante.  Nascem com menos de 2,5 cm e chegam a 30 cm de comprimento antes de serem desmamados. Os filhotes não têm pêlos quando nascem e permanecem no ninho durante vários meses.

platypus3

 

O ornitorrinco macho tem uma garra oca, ou esporão, em cada pata posterior. Os esporões são ligados a glândulas de veneno, que disparam para afugentar predadores ou competidores. O ornitorrinco arranha e envenena seus inimigos com esses esporões.

Membranas crescem entre os dedos das quatro patas do ornitorrinco. As membranas das patas dianteiras crescem muito além dos dedos, como espessas abas de pele. Os pés palmados e a cauda fazem do ornitorrinco um bom nadador e mergulhador, capaz de ficar debaixo da água por cinco minutos. Dentro da água seus olhos e ouvidos se fecham.  Quando necessita usar as garras dianteiras para cavar, o ornitorrinco dobra para trás as abas da membrana, para deixar os dedos mais livres.   Um animal adulto chega a ter 60 cm de comprimento, incluindo a cauda de cerca de 15 cm. A cauda, em forma de remo, ajuda o animal a nadar.

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Tudo isso tem aguçado, desde o século XVIII, o interesse da ciência por este  representante da ordem dos monotrematas. Estudos sobre o genoma do ornitorrinco, o estranho animal com pele, pêlos, bico de pato, rabo de castor e patas com membranas, apontaram que o animal é, ao mesmo tempo, um réptil, um pássaro e um mamífero. Agora, um grupo internacional acaba de dar a mais valiosa contribuição ao conhecimento do ornitorrinco, com o seqüenciamento de seu genoma.

Publicada na edição de 8 de maio da revista Nature, a análise revela que as características únicas do animal não se resumem ao seu exterior, mas são também destacadas geneticamente. A seqüência foi comparada com as do homem, camundongo, cão, gambá, frango e lagarto.

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Os pesquisadores descobriram que o genoma do ornitorrinco tem aproximadamente o mesmo número de genes que codificam proteínas que o genoma dos demais mamíferos – cerca de 18,5 mil. Ele também compartilha mais de 80% de seus genes com outros mamíferos cujos genomas foram seqüenciados.

Bico de pato à parte, os cientistas verificaram no genoma do animal, além de detalhes de mamíferos, características comuns aos répteis. A principal foi a presença de genes associados à fertilização de ovos. Outra é a presença de poucos receptores olfativos, diferente dos demais mamíferos.

O grupo também descobriu que o veneno produzido pelo animal deriva de duplicações em determinados genes durante a evolução, que foram herdados de ancestrais répteis.

À primeira vista, o ornitorrinco aparenta ser resultado de um acidente evolucionário. Mas, independentemente de sua aparência estranha, a seqüência de seu genoma é muito valiosa para compreender como os processos biológicos fundamentais dos mamíferos evoluíram. Comparações de seu genoma com os de outros mamíferos levarão a novas descobertas a respeito da história, estrutura e funcionamento do nosso próprio genoma“, disse Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, nos Estados Unidos, que financiou parte do estudo.

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Com o seqüenciamento, poderemos identificar quais genes foram conservados, quais foram perdidos e quais se transformaram durante a evolução dos mamíferos“, disse Richard Wilson, da Escola de Medicina da Universidade Washington, um dos autores da pesquisa.

 

O artigo Genome analysis of the platypus reveals unique signatures of evolution, de Wesley Warren e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com  Este artigo foi baseado em grande parte na tradução do artigo da revista Nature divulgada pela agência da FAPESP.

Platypus_by_Lewin

Desenho de Lewin.

NOME CIENTÍFICO: Ornithorhynchus anatinus

NOME EM INGLÊS: Duck-Billed Platypus – The platypus

FILO: Chordata

CLASSE: Mammalia

ORDEM: Monotremata

FAMILIA: Ornithorhynchidae

CARACTERÍRSTICAS:

Comprimento do macho: 40cm, mais 13 cm de cauda.

Esporões nas patas traseiras.

Período de incubação: 10 dias

Ovos: 2 ou 3 de cada vez

Maturidade: 1 ano

Tempo de Vida: 15 anos

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Quadrinha sobre Ecologia, uso escolar

11 06 2009

floresta diminuindo

Papa-capim e um amigo, ilustração: Maurício de Sousa

 

Vêm das fábricas descendo

impurezas em excesso.

A Natureza morrendo…

Chamam a isto progresso?

 

(Luiz Evandro Innocêncio)





Équidna: um parente do ornitorrinco (platipus)

11 06 2009

echidna Équidna de nariz longo. Foto: The New York Times

 

Muse Opiang levou muitos anos de estudo para conseguir testemunhar os hábitos de um dos menos conhecidos mamíferos da terra, o équidna de nariz-longo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné. Ele próprio, um especialista trabalhando em seu doutorado na Universidade da Tasmânia, iniciou estes estudos sobre o elusivo mamífero patrocinado pela Wildlife Conservation Society e o Museu do Bronx.  Mas hoje, ele está patrocinado pelo Instituto de Pesquisas Biológicas da Papua-Nova-Guiné, que ele mesmo fundou no curso dos anos de pesquisa que dedicou ao équidna de nariz longo.

 Os équidnas são mamíferos monotremas [mamíferos que pões ovos], e são animais representativos de uma linha de transição entre répteis e mamíferos.  São compostos de tantos elementos que pertencem a diferentes grupos que lembram e são parentes dos ornitorrincos ou platipus, outro animal monotrema.   Eles põem ovos cujo aparência exterior é de couro, como acontece com os  répteis.  Mas também desenvolvem uma maneira de aleitar seus pequenos, através da pele da barriga,  pois não apresentam nenhuma teta.  É como se suassem o leite materno que alimenta a cria. 

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Muse Opiang segura um Équina de nariz longo, foto: The New York Times.

São também animais que vivem muito tempo.  Uma das fêmeas que está sendo observada pelos pesquisadores, tem aproximadamente 45 anos e ainda é fértil.  São animais muito pacíficos.  Noturnos.  Alimentam-se de invertebrados.  E têm um cérebro de dar inveja!  Grande!  Como o usam?  Não sabemos.  Os équidnas de bico-curto, mais abundantes na Austrália e por isso mesmo melhor estudados,  são capazes de variar sua temperatura corporal  entre os meses frios e quentes,  como se tivessem uma maneira de controlar seu metabolismo como numa hibernação.  

 

Para maiores detalhes leia a fonte:  The New York Times








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