As letras, poema de Fagundes Varela

12 06 2009

arvore romance donald margarida

Romance de Margarida e Donald, ilustração de Walt Disney.

 

AS LETRAS

                                       Fagundes Varella

Na tênue casca de verde arbusto

            Gravei teu nome, depois parti;

Foram-se os anos, foram-se os meses,

            Foram-se os dias, acho-me aqui.

Mas ai!  o arbusto se fez tão alto,

            Teu nome erguendo, que mais não vi!

E nessas letras que aos céus subiam,

            — Meus belos sonhos de amor perdi.

Fagundes Varella 

Luiz Nicolau Fagundes Varella, (RJ 1841 – RJ 1871) poeta; um dos patronos na Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Noturnas – 1861

Ruínas da Glória, 1861

Pendão Auri-verde – poemas patrióticos, acerca da Questão Christie.

Vozes da América – 1864

Cantos e Fantasias – 1865

Cantos Meridionais – 1869

Cantos do Ermo e da Cidade – 1869

Anchieta ou O Evangelho nas Selvas – 1875 (publicação póstuma)

Cantos Religiosos – 1878 (publicação póstuma)

Diário de Lázaro – 1880 (publicação póstuma)





12 de junho, Dia dos Namorados!

12 06 2009

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No RJ, talvez a mais bela biblioteca no mundo!

12 06 2009

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Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.

 

Seria redundante dizer que gosto de bibliotecas, e não me encabulo de visitá-las quando viajo pelo mundo.  Bibliotecas assim como igrejas, museus e palácios podem dizer muito a respeito do lugar em que estamos.

Tenho, é verdade, uma outra razão para gostar de bibliotecas:  foi na Biblioteca do Congresso em Washington DC que conheci meu marido.  Assim, sempre olho com carinho para esses salões de leitura.

Qual não foi a minha surpresa, e orgulho também,  ao  descobrir que o Real Gabinete Português de Leitura, aqui no centro da minha cidade natal,  está entre as bibliotecas selecionadas pelo blog Curious Expeditions como uma das mais belas bibliotecas do mundo, se não a mais bela, de acordo com o texto.  O blog selecionou as mais belas bibliotecas e mostrou  uma senhora coleção de fotografias desses lugares espalhados pelo mundo.  Julgando pelas imagens que vi, teria sido realmente difícil dizer qual a mais sedutora…  mas eles elegeram a biblioteca situada no Centro Antigo da cidade do Rio de Janeiro: Real Gabinete Português de Leitura — a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal.

Convido a todos vocês que gostam de livros e de bibliotecas para darem um pulinho neste endereço sedutor:  Curious Expeditions

NOTA:  é irônico que os portugueses, que por três séculos proibiram a imprensa e bibliotecas no Brasil,  enquanto dispunham de grandes e belos exemplos em casa, são os autores justamente desse exemplo de biblioteca, no Rio de Janeiro, que ainda foi considerada mais bonita do que as existentes em Portugal!   Aliás, Portugal aparece na lista com muito mais do que o Real Gabinete Português de Leitura, pois  sabiam, e provavelmente ainda sabem, construir belas bibliotecas.  Uma das mais belas bibliotecas que já visitei foi a da Universidade de Coimbra.  Mas quase tudo em Coimbra, nos anos que morei lá, teve um toque de mágica.  É um lugar encantador!

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SERVIÇO:

REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA
Rua Luís de Camões, 30 
Centro
Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20051-020
Telefone: (+ 55 21) 2221-3138
Tel/Fax:   (+ 55 21) 2221-2960
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.




Papel, Kindle, Audio ou Iphone, qual melhor?

12 06 2009

LittleDorrit_pkg

Da mesma maneira que discos de cera, de plástico, longplays e cassetes desapareceram em função dos CDs e MP3, estamos no processo de dizer adeus aos meios tradicionais de conhecermos um romance ou autor.  Ann Kirschner é a autora de um interessante artigo, Lendo Dickens de 4 maneiras diferentes [Reading Dickens Four Ways: how ‘Little Dorrit’ fares in multiple text formats] na revista americana The Chronicle of Higher Education.  Nele ela compara quatro diferentes maneiras de acessar livros.   Quatro meios com os quais podemos nos familiarizar com os textos encontrados nas páginas de um romance.  Usando como teste o livro de Charles Dickens,  A Pequena Dorrit, lido pelos quatro processos — livro de capa mole, Kindle, livro em áudio e iPhone — mas revezando de um método para o outro, ao longo do texto, ela faz interessantes observações sobre a viabilidade e portabilidade dos métodos e chega a uma conclusão inesperada.  Se você está pensando que a revolução a caminho foi criada pelo Kindle…  Engana-se.  Ela se surpreendeu e também nos surpreendeu com a descoberta de que a grande competição para o livro texto, com páginas entre duas capas espessas, a competição para o livro de papel, para a leitura como a entendemos hoje, vem do iPhone.  Para Ann Kirschner a portabilidade, facilidade de gerenciamento do texto e de leitura e principalmente porque ela podia estar junto do texto a qualquer momento, sem precisar de nenhum aparato ou peso maior do que carregava todos os dias, falaram mais alto do que qualquer outra característica.  Apesar de no Brasil algumas destas formas de leitura ainda não estarem bem divulgadas,  a opinião de quem experimentou deve nos alertar e evitar que gastemos dinheiro extra em geringonças eletrônicas que talvez provem não ser tão maravilhosas quanto o antecipado.

 

Fonte:  The Chronicle of Higher Education





Boas maneiras XVI

12 06 2009

falar alto

Não fale alto na rua… não!

Mostre que tem educação!








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