Lapinha, poema de Natal de Wilson W. Rodrigues

10 12 2009

LAPINHA

 

                                                                          Wilson W. Rodrigues

Cristo fugiu do presépio,

veio em meu sonho dormir.

Eu quis cantar de alegria

mas, contentei-me em sorrir.

—-

Se cantasse, acordaria

e talvez Cristo chorasse.

Era tão belo dormindo,

dei um beijo em sua face.

—–

—–

Nessa noite de Natal

Deus veio me visitar.

Estava triste, sozinho,

minha festa era sonhar.

—–

—–

Ai!  Sonho!  Presepe d’alma!

Ai!  Cristo – visita santa!

Dorme, meu Cristo menino,

minha tristeza  acalanta…

—–

—–

Em:  Bahia Flor: poemas, de Wilson W Rodrigues, Rio de Janeiro, Editora Publicitan: 1948

 

—–

Wilson Woodrow Rodrigues — poeta, folclorista, jornalista, professor e técnico de educação.  Nasceu em 6 de julho de 1916, na cidade de São Salvador, Bahia.  Filho do Cel. Julio Rodrigues de Sousa e de D. Josina Parente Rodrigues, família do Recôncavo Baiano.  Desde menino revelou vocação para a poesia, tendo publicado as suas primeiras composições em periódicos escolares.  Seu primeiro livro publicado teve as bençãos antecipadas do poeta Jorge de Lima.

Obras: 

 A caveirinha do preá,  Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Desnovelando, Arca ed., s/d, Rio de Janeiro

O galo da campina, Arca ed,: s/d, Rio de Janeiro

O pintainho, Arca ed.: s/d, Rio de Janeiro

Por que a onça ficou pintada, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A rãzinha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Três potes, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

O bicho-folha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

A carapuça vermelha, Arca ed:s/d, Rio de Janeiro

Bahia flor, 1948 (poesias)

Folclore Coreográfico do Brasil, 1953

Contos, s/d

Contos do Rei-sol, s/d

Contos dos caminhos, s/d

Pai João, 1952

Sombra de Deus

Pai João, 1952

Lendas do Brasil


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2 responses

18 01 2010
Alexandre

Olá. Sou neto do Wilson W. Rodrigues e tenho curiosidade em saber por onde andam os livros de meu avô, se em bibliotecas ou algo do gênero. Tenho a maior parte do que foi publicado dele, quem sabe eu não consigo digitalizar algo (pintainho, ratinho azul e muitos outros contos e poemas), mas sei que muita coisa, principalmente material inédito não publicado, ficou com meu tio e nunca tive notícia se foi pro lixo ou ainda é guardado por ele ou minhas primas, que moram em outro estado.

18 01 2010
peregrinacultural

Alexandre, não tenho respostas às suas perguntas. O que tenho, são alguns livros dele, e pequenas notas biográficas que fui colecionando ao longo do tempo. Seria de grande valia para a cultura brasileira de você conseguisse resgatar o que seu avô escreveu. As edições de seus livros eram pequenas, e ao que eu saiba a editora que ele criou praticamente só publicou suas obras. Eu adoraria poder ajudá-lo, mas acredito que isso tenha que primeiro ser resolvido dentro de sua própria família. Um grande abraço, Ladyce

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