Criatividade e humor na Copa do Mundo — vídeo do jornal inglês The Guardian

16 06 2010




Inos Corradin, arte brasileira, nossa homenagem à Copa do Mundo

16 06 2010

Jogador de futebol

Inos Corradin ( Itália, 1929, radicado no Brasil)

gravura, 50 x 38 cm





Imagem de leitura — Yuri Bogatyrenko

16 06 2010

Estudo da esposa do artista lendo, 1959

Yuri Bogatyrenko ( Ucrânia, 1932)

Aquarela sobre papel, 21 x 29 cm

Yuri Kirilovich Bogatyrenko ( Ylovaisk, Ucrânia, 1932),  Acabou seus estudos em filme em 1957, formando-se pela Instituto de Cinema de Moscou onde foi aluno de F. Bogorodski e de Y. Pimenov.  Trabalhou como designer de produção em filmes no Studio de Cinema Odessa onde participou de muitos produções cinematográficas de sucesso na antiga União Soviética.





De onde vieram os vampiros que nos fascinam na literatura?

16 06 2010

O vampiro, 1897

Philip Burne-Jones ( Inglaterra, 1861-1926)

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Um artigo publicado na Chronicle of Higher Education, sob o título de All the Dead are Vampires [Todos os mortos são vampiros], aguçou a minha curiosidade, porque afinal não se consegue ir a uma livraria nos dias de hoje, sem encontramos dezenas de títulos com vampiros.  Eles estão na moda.  Convidado no ano passado para editar uma antologia de histórias de vampiros, Michael Sims,  um escritor americano e editor do livro Dracula´s Guest: A Connoisser’s Collection of Victiorian Vampire Stories, [ Convidado de Drácula: uma coleção dos que conhecem as histórias de vampiro da época vitoriana] desenvolveu uma interessante e pequena história do tema vampiros na literatura cujos pontos mais relevantes passo aqui para o blog.

Michael Sims voltou até o século XVIII para começar a entender como essa mitologia moderna floresceu durante o século romântico e na era vitoriana.  Mas chegou a conclusão de que as histórias de vampiros como as conhecemos hoje nasceu no início do século XIX. Descobriu que elas aparecem na confluência do contos rurais folclóricos sobrepostos à decadência urbana.  São histórias como as de Byron e Polidori que, dando uma nova cara, um novo lustre,  às superstições camponesas,  exploraram  as primeira versões do que conhecemos hoje como histórias macabras de vampiros.  No fundo, estava o medo da morte, dos enterros enganosos de pessoas ainda vivas e a memória coletiva de corpos em decomposição, uma memória horripilante, bem mais comum durante a idade média e a Renascença, quando epidemias devastavam populações inteiras nas cidades.  Outras visões de corpos desenterrados foram certamente auxiliadas por enchentes, terremotos e demais desastres naturais que traziam à tona corpos nos mais diferentes estados de decomposição, conseqüência de cemitérios superlotados e de enterros impróprios, túmulos sem grande profundidade ou até mesmo empilhamento de defuntos e locais mais remotos. 

Curiosamente, de acordo com Michael Sims, acreditava-se que as pessoas viravam vampiros quando morriam sem credo religioso, quando o morto levara, a vida desdenhando da Igreja e de seus rituais.  Pior ainda eram as pessoas que haviam sido excomungadas e que não puderam ser enterradas num cemitério que levasse a benção da Igreja.  Como descobriu lendo O mundo fantasma de Augustin Calmet, publicado em 1746, era praxe acreditar que o corpo de um herético não se decompunha, que, muito pelo contrário, um herético vagava  na Terra, profanando as leis de Deus.   Essa crença encontra reforço no estudo de Marie-Hélène Huet que resume assim a aparecimento dos vampiros:  “Todos os mortos são vampiros, envenenam o ar, o sangue, a vida dos vivos, contaminando  seu corpo e sua alma, roubando-lhes a sua sanidade mental.”   Mas os criminosos, especialmente os assassinos, também poderiam ser amaldiçoados desta forma, como eram aqueles que cometiam o suicídio.  Outros que se tornavam vampiros eram as vítimas de assassinos, os que morriam em campo de batalha, os   afogados;  a primeira pessoa a cair em uma epidemia, hereges, feiticeiros, alcoólicos, pessoas mal-humoradas, mulheres de reputação duvidosa, pessoas que falam para si mesmos e os ruivos. 

Agora esta última classificação me afeta.  Nasci ruiva, de cabelos bem vermelhos.  Eles caíram e me tornei loura-escura?  Será que conta?  Uhm,  estou sentindo os meus caninos crescerem…

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