O galo, poesia de Mauro Mota, uso escolar.

2 07 2010

Johann Leonhard Frisch, Galo, 1763, reproduzido em cartão postal.

 

O Galo

—-

                                             Mauro Mota

—–

É a noite negra e é o galo rubro,

da madrugada o industrial.

É a noite negra sobre o mundo

e o galo rubro no quintal.

A noite desce, o galo sobre,

plumas de fogo e de metal,

desfecha golpe sobre golpe

na treva unidimensional.

Afia os esporões e o bico,

canta o seu canto auroreal.

O galo inflama-se e fabrica

a madrugada no quintal.

—-

Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Editora Leitura: 1968, Rio de Janeiro

 

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

Obras:

Elegias (1952)

A tecelã (1956)

Os epitáfios (1959)

Capitão de Fandango (1960, crônica)

O galo e o cata-vento, (1962)

Canto ao meio (1964)

O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)

Poemas inéditos (1970)

Itinerário (1975)

Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)

Pernambucânia dois (1980)

Mauro Mota, poesia (2001)

Antologia poética, 1968

Antologia em verso e prosa, 1982.


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