História, poema para a infância de Álvaro Moreyra

2 08 2010

 

Cartaz do 1º centenário da Independência do Brasil.

História

                                                                      Álvaro Moreyra

Dom Pedro Primeiro

chegou de viagem

e trouxe o Brasil.

Foi lá no Ipiranga,

Foi lá em São Paulo,

que ele gritou, ( Deus!)

que tudo era nosso,

que tinha de ser

Brasil brasileiro!

Brasil enfeitado

de verde e amarelo,

no campo, no mato,

no rio, no mar,

e lá na montanha!

Brasil namorado

chamando outras raças

para amart e criar

a raça mais linda

de todo esse mundo!…

Em: Poesia brasileira para a infância, Cassiano Nunes e Mário da Silva Brito, São Paulo, Saraiva: 1968

 

Álvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreira da Silva, ou simplesmente Álvaro Moreyra (Porto Alegre, 23 de novembro de 1888 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1964) completou o curso de ciências e letras (1907). Em 1908, iniciou-se no jornalismo, participando da vida literária. No Rio de Janeiro (1910), entregou-se ao jornalismo na redação do “Fon-Fon“, a revista que atuava no Simbolismo. Diplomou-se em direito (1912). No terreno propriamente teatral, fundou, junto com Eugênia Moreira, o “Teatro de Brinquedo”. Membro da ABL, contista, poeta, teatrólogo, comentarista de rádio, jornalista.

NOTA: Modificou voluntariamente o longo nome de família para Álvaro Moreyra, com y, para que esta letra “representasse as supressões” destes nomes.

Obras :

A Boneca Vestida de Arlequim,  1927  

A Cidade mulher , 1923  

A Dama de Espadas , 1945  

A Lenda das Rosas, 1916  

Adão, Eva e Outros Membros da Família, 1929  

As Amargas, Não , 1954  

Casa Desmoronada , 1909  

Cada um carrega o seu deserto, 1994

Circo , 1929  

Cocaína, 1924  

De Volta da U.R.S.S. , 1937  

Degenerada,  1909  

Elegia da bruma , 1910  

Família Difini – 100 Brasil, 1988

Havia uma Oliveira no Jardim, 1958  

Legenda da luz e da vida, 1911  

Lenda das rosas, 1916

O Brasil Continua, 1933  

O Crime de Silvestre Bonnard , 1963  

O Outro lado da vida , 1921  

Os Dias nos Olhos , 1955  

Os Moedeiros Falsos , 1939  

Porta Aberta , 1944  

Semeadores de Gloria; Memorias de  1939  

Tempo Perdido , 1936  

Um Sorriso para Tudo,  1915





German Lorca: não perca, está na hora de ver o seu trabalho!

2 08 2010

 

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German Lorca, Pernas, São Paulo, 1970.

Na quarta-feira passada fiz questão de ir ver no Centro Cultural da Caixa Econômica do Rio de Janeiro, as fotografias de German Lorca, cuja exposição, que abriu no dia 20 de julho e permanece  no local até o dia 29 de agosto, mostra 57 de suas fotos, que cobrem um período de 60 anos dedicados à fotografia de 1949 a 2009.

É fascinante poder observar o trabalho de um profissional por 60 anos consecutivos.  Ver suas preocupações técnicas e temáticas.   German Lorca, que nasceu na cidade de São Paulo em 1922 – parece ter de fato respirado desde cedo e o espírito da arte moderna  – pois fez diversos experimentos com suas imagens bem além daquilo que fotógrafos da época ambicionavam.   Diz o curador da exposição, Eder Chiodetto que “ Sua obra pode ser vista como um elo preciso entre o ideário modernista e a arte contemporânea brasileira”.  E é de fato essa a sensação que se tem. 

German Lorca, Menino correndo, 1960.

Mas o artista atrás da câmera se mostra ainda mais enigmático quando em 2005 mostra um lado poético, quase romântico de seu trabalho, uma foto com a delicadeza de uma imagem oriental, ambientada na sombra de um eclipse:   Eclipse, no céu nublado de São Paulo  E, no entanto, bem no espírito brincalhão da arte surrealista ou dada do início do século XX,  esta foto apresenta aquela contradição entre o título e a imagem tão ao gosto de um dos  grandes surrealistas, o belga René Magritte. 

Eclípse em céu nublado, São Paulo, 2005.

 

Pela riqueza das imagens, pelo processo de experimentação, pelo testemunho de uma época, certamente, vale a pena sair do conforto de sua casa, sair da frente do seu computador e ver de perto, a olho nu, o trabalho deste grande fotógrafo brasileiro.  Não perca.

SERVIÇO

 

“GERMAN LORCA: OLHAR IMAGINÁRIO”

 Caixa Cultural Rio de Janeiro

20 de julho a 29 de agosto de 2010

Av. Almirante Barroso, 25, Rio de Janeiro-RJ

Perto do Metrô Estação Carioca

De terça a sábado, das 10h às 22h — Domingo, das 10h às 21h

Grátis

Inf. (21) 2544-4080.








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