Imagem de leitura — Alexander Zerdini-Kruse

30 09 2010

No quintal em Fire Island, 1964

Alexander Zerdini-Kruse ( EUA,  1888-1972)

Óleo sobre madeira, 50 x 40 cm

Alexander Zerdini Kruse  nasceu  em Nova York em 1888, onde estudou com John Sloan, Robert Henri e George Luks.  Trabalhou em sua cidade natal por toda sua vida.  Foi lá que também se tornou um crítico de arte para o jornal The Brooklin Eagle.   Mais tarde escrevia uma coluna para o New York Post, titulada Arte com a minúsculo.   Exerceu a profissão de professor no Brooklin College, no Riverside Museum.   Foi um pintor de todos os gêneros, retratista, artista gráfico, gravurista e litógrafo.  Faleceu na Califórnia em 1972.





Vulcão na fronteira Argentina e Chile em erupção

30 09 2010

Imagem registrada por um satélite da Nasa – a agência espacial americana – no dia 21 e divulgada nesta segunda-feira mostra a erupção do vulcão Planchon-Peteroa, na fronteira de Chile e Argentina.   A fotografia mostra uma nuvem escura de cinzas saindo da montanha que entrou em erupção no dia 6 – processo que se intensificou no dia 18. A maior parte das cinzas vai para o sudoeste da Argentina.

O Planchon-Peteroa é um complexo vulcânico ao longo da fronteira Chile-Argentina, com várias caldeiras que se sobrepõem.  Sua atividade começou no Pleistoceno, quando se formaram duas colunas Azufre e Planchón.   Cerca de 11.500 anos atrás, grande parte da Azufre e parte da Planchón tiveram um colapso, formando  uma enorme avalanche no Rio Teno, cujo material viajou 95 km para chegar ao vale central do Chile.  O mais novo vulcão, Volcán Peteroa, consiste de aberturas espalhadas entre Azufre e Planchón.  O Peteroa tem estado ativo na nossa era com uma pequena cratera fumegante.  As erupções do complexo Planchón-Peteroa foram predominantemente explosivas, mas lava só apareceu em 1837 e 1937.

Relatórios do Chile indicam que,  a atividade do Planchón-Pteroa está aumentando e o vulcão está se tornando mais explosivo.  No dia 4 de setembro um avião da Força Aérea argentina encontrou “uma coluna de gás e cinzas alcançando até dois quilômetros de altitude” e também registrou uma área afetada pela queda de cinzas em uma área de 120 quilômetros quadrados em torno do vulcão.

FONTES: Terra e The Volcanism Blog





A presidência letrada: o que lêem os presidentes?

29 09 2010
Presidente dos Estados Unidos Barack Obama

Recentemente no jornal carioca O GLOBO os atuais candidatos à Presidência da República responderam a perguntas sobre os livros que haviam lido e que mais os marcaram.  As respostas foram tão variadas quanto os candidatos, mas havia uma tendência a citação dos clássicos, literários ou políticos, de Proust a Machado de Marx a Nietzche, como se uma leitura mais atual, até mesmo sobre a nossa história não pudesse ser mencionada sem aprovação dos partidos.  É claro que este tipo de pergunta é considerada de somenos importância no nosso país. Basta examinarmos aqueles a quem elegemos.  Pena! 

 Lendo um artigo de Tevi Troy de11 de setembro na National Review intulado Freedom Frenzy: A Look at Presidential Reading Lists  What they say about our presidents, and us.[ Frenesi de Liberdade:  Um olhar nas listas de leitura presidenciais: o que elas falam  sobre os nossos presidentes, e a nosso respeito] podemos perceber entre outros aspectos, as grandes diferenças não só de educação mas culturais entre os dois países gigantes da América do Norte e da América do Sul.  

 Não vou fazer aqui uma comparação entre os presidentes do Brasil e o dos EUA.  Seria extremamente injusto para conosco.  Vou simplesmente relacionar a lista de leitura de Barack Obama e as consequências de suas escolhas no mercado americano, que se preocupa em seguir o que qualquer presidente lê e principalmente este presidente.  

Enquanto passava duas semanas de férias no refúgio presidencial de verão em Martha’s Vineyard, o presidente americano decidiu comprar e ler o mais recente romance de Jonathan Frazen,  Freedom [ Liberdade].  Algumas semanas depois, o jornal The New York Times mencionou em três lugares diferentes este fato, o que indica, como Tevi Troy mostra,  que os americanos estão sempre querendo saber o que seu presidente está lendo e que há uma grande atração, uma mística sobre o assunto.  E é claro que quando um presidente americano lê um livro, é muito bom para as vendas desse livro.  Vejamos:

 —

No dia 8 de março, o Barack Obama mencionou que estava lendo o livro lançado em 1986, de Edmund Morris, The Rise of Theodore Roosevelt . – uma biografia do vigésimo sexto presidente dos Estados Unidos,[1901 a 1909]. Imediatamente as vendas desse volume, originalmente publicado 24 anos antes, subiram para 7.000 volumes. 

 

—-

As vendas do livro de Richard Price, Lush Life  [ no Brasil, Vida Vadia, Cia das Letras: 2009] dobraram em tamanho por várias semanas depois que  a Casa Branca colocou esse título de um romance passado em Nova York nos dias de hoje,  numa lista de leitura de Obama.

 —

Outra obra da mesma lista, Kent Haruf , Plainsong ,publicada em 2000 vendeu 5.000 cópias mais que o normal em 2010.

 Como Tevi Troy menciona não é só este presidente,  Barack Obama,  que eleva as vendas de livros que a população americana descobre estarem sendo lidos por seus presidentes.  O mesmo interesse ocorre e ocorreu com outros presidentes. 

 É  fascinante —  não é mesmo? – ver um presidente de um país desenvolvido dando-se ao trabalho de ler, não só “os clássicos” mas o que está sendo publicado.  Tão, mas tão longe da nossa realidade que chego a suspirar.  Que tempos melhores nos afaguem.

———-

A lista completa dos livros que Barack Obama levou para ler nas suas 2 semanas de descanso em Martha’s Vineyard:

The Way Home de George Pelecanos ~ suspense em Washington. D.C.

Vida Vadia,  Richard Price ~ romance que se passa no Lower East Side, em Nova York.

Hot, Flat & Crowded,  Thomas Friedman ~ sobre os benefícios para a América com  a proteção ao meio ambiente. 

John Adams, David McCullough ~ biografia do segundo presidente dos EUA.

Plainsong, Kent Harul ~ romance sobre 8 personagens diferentes vivendo em Colorado.





Dinossauros com muitos chifres!

28 09 2010

Caçadores de fósseis descobriram fósseis de dois diferentes dinossauros com chifres.  Um  que pode ser o animal com o maior número de chifres, do nosso planeta.  “Chifres por todos os lados!” É assim que os pesquisadores descreveram as duas novas espécies de dinossauros que descobriram: Utahceratops gettyi e Kosmoceratops richardson.    Ambos foram descobertos no Grand Staircase-Escalante, uma espécie de parque nacional ao sul do Estado americano de Utah e anunciados em 22 de setembro. Os animais encontrados eram parentes do famoso tricerátopo, ou triceratops, comedor de plantas famoso nos filmes sobre dinossauro.

Os chifres preenchiam toda a face dos gigantes, um sobre o nariz, um no topo de cada olho, um sobre cada osso da bochecha, e mais dez sobre cabeça.  Esse dinossauro teria vivido há 76 milhões em um pântano quente e úmido onde hoje é o sul do Estado americano de Utah e ostentava 15 chifres na cabeça.

O kosmocerátops, que tinha nada mais nada menos do que 15 chifres tinha um crânio de 2 m e atingia 5 m do focinho ao rabo. Além disso, cientistas do Museu de História Natural de Utah acreditam que o animal pesaria cerca de 2,5 toneladas.   Os chifres preenchiam toda a face dos gigantes, um sobre o nariz, um no topo de cada olho, um sobre cada osso da bochecha, e mais dez sobre cabeça.  Esse dinossauro teria vivido há 76 milhões em um pântano quente e úmido onde hoje é o sul do Estado americano de Utah. 

O fóssil do Kosmoceratops richardsoni// Foto: Scott Sampson, Universidade de Utah

—-

Existem muitas teorias sobre a utilidade dos chifres na região da “franja” de dinossauros como o tricerátops, hoje a mais aceita é de que tinham finalidade sexual (para atrair uma parceira) e de luta contra membros da mesma espécie. Apesar disso, as fêmeas também tinha a “franja”, o que, segundo os cientistas, servia para espantar os predadores.

Os pesquisadores descobriram dois crânios da nova espécie em uma área de difícil acesso do Estado e tiveram que retirá-los de lá em um helicóptero. Outro “primo” do tricerátops foi descoberto pelos cientistas na mesma região. Ele recebeu o nome de utahcerátops e era maior que o kosmoceratops, mas bem menos chamativo.

Raymond Bernor, paleontólogo da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF) está empolgado com a descoberta. “Primeiro, pesquisadores encontraram duas novas e emocionates espécies de dinossauro. Segundo, a pesquisa ajudou a avançarmos no entendimento da geografia biológica das comunidades de dinossauros do oeste da América do Norte que aparentemente incluíam populações do norte e sul. E terceiro, a descoberta inspirou futuras descobertas no parque, que agora tornou-se uma das mais importantes reservas paleontológicas do mundo“.

Ao todo, são conhecidas entre 800 e 850 espécies de dinossauro, mas acredita-se que na época Mesozoica este número ficasse na casa dos milhares.

Fonte: BBC, Revista Galileu.





Filhotes Fofos: Binturong

28 09 2010

Foto: AFP

O zoológico Tierpark, em Berlim, apresentou dois filhotinhos de binturong nascidos no dia 17 de julho. Segundo o estabelecimento, são um macho e uma fêmea e foram nomeados de Morotai e Patani.

O binturong tem cerca de 1 m de comprimento e usa sua cauda comprida e enrolada para subir em árvores.  E está classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), na  Lista Vermelha, como um animal “vulnerável” à extinção.

De acordo com a IUCN, é natural do  Butão, Brunei, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Nepal, Filipinas, Tailândia e Vietnã. Nos últimos 30 anos a população desses animais caiu em 30% por causa de destruição e degradação de habitat e tráfico de animais entre outros problemas.

Fonte: Terra





Aprender uma língua estrangeira, quanto antes, MELHOR!

28 09 2010

Antes do banho do bebê, 1880

Mary Cassatt (EUA 1844-1926), 

Óleo sobre tela,  100 x 66cm

Los Angeles County Museum, EUA

Uma segunda língua é melhor aprendida quando ainda se é bem criança.  Este e o resultado da pesquisa feita por  Eloísa Lima, mestre em neurolinguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que  investigou o aprendizado de 32 bebês de 2 a 5 meses e verificou que a partir dos 2 meses e 20 dias a criança é capaz de identificar sons de vogais e entender as fronteiras das palavras:  onde começam e terminam as diferentes palavras nas frases.

Inteligência já existe no momento da pré fala, a criança não fala, mas pensa antes do primeiro ano de vida”, diz.

Para a pesquisadora, até os sete anos de vida é a melhor fase para aprender outro idioma. O ideal seria antes dos 3 anos. “A aquisição de um língua não esta ligada à fala, mas às emoções e ao raciocínio“. Ela acrescenta, “Não é impossível que um adulto aprenda, mas torna-se mais difícil, a exigência é maior“.

A criança é considerada madura para a linguagem perto dos sete anos. Depois, para aprender uma outra língua, as pessoas precisam fazer associações com sons, palavras e outras coisas de sua língua materna. Daí vem o sotaque e a dificuldade em aprender.

Nota baseada no artigo de Denise Dalla Colletta da Revista Galileu.





É hora do chá, poesia infantil de Helena Pinto Vieira

28 09 2010
Ilustração, Corinne Malvern.

—-

É hora do chá

                                    Helena Pinto Vieira

— Que fazes, Ritinha,

assim tão brejeira?

— Eu sirvo um bom chá,

que fiz na chaleira,

às minhas bonecas,

pois é brincadeira.

Em: O mundo da criança, vol. I, Rio de Janeiro, Delta: 1975








%d blogueiros gostam disto: