Encontradas 3 espécies consideradas extintas!

26 09 2010

Hyperolius sankuruensis.

Pesquisadores encontraram duas espécies de rãs da África e uma salamandra do México que se acreditavam extintas, informou nessa quarta-feira a Conservation International, organização de defesa da biodiversidade.

A descoberta foi realizada por pesquisadores enviados a locais isolados do planeta com o objetivo de determinar a situação de uma centena de espécies de anfíbios declaradas desaparecidas há dezenas de anos.

Chiropterotriton mosaueri.

Uma das três espécies encontradas é uma salamandra (Chiropterotriton mosaueri) que não se observava desde 1941. Vários indivíduos foram observados em uma gruta do Estado de Hidalgo, no México.

Outra descoberta ocorreu na Costa do Marfim, onde os pesquisadores encontraram uma pequena rã marrom (Hyperolius nimbae) que não era observada desde 1967.

Hyperolius nimbae.

A terceira espécie, uma rã marrom com manchas verdes, quase fluorescentes (Hyperolius sankuruensis), foi observada na República Democrática do Congo, algo que não ocorria há 30 anos.

Fontes: Terra, Science Compulenta





Cochilo Darwiniano: a teoria da evolução em Star Trek

26 09 2010

Nada como um fim de semana chuvoso, um excelente livro de umas 500 páginas – cuja leitura precisa de algumas pausas para não cansar.  E a minha mente vagueia pelo espaço…  Com essa combinação sempre acho a desculpa de “realmente não posso fazer mais nada” para flanar pelos locais mais extravagantes da rede com uma displicência convincente, uma pausa justificada como bem-merecida.   Hoje foi o dia de me perguntar sobre ficção científica e acabar num artigo delicioso na revista MAD SCIENCE, sobre que ficção científica mais se aproxima da realidade intelectual dos cientistas [ Six scientists tell us about the most accurate science fiction in their fields] e mais tarde na mesma revista um artigo também fascinante sobre os mais estranhos conceitos de evolução na ficção cientíca [The most ludicrous depictions of evolution in science fiction history] cujo primeiro parágrafo traduzo livremente, porque me levou a chorar de rir, depois que refleti sobre o assunto.

Há um monte de exemplos em Star Trek, sobre a duvidosa compreensão dos princípios básicos da biologia, da genética e da evolução.  Mas provavelmente o problema mais generalizado se apresenta na explicação de todos os híbridos alienígenas. Há o meio-vulcano: Spock;  a meia-Betazed: Deanna Troi;  a meia-Klingon: B’Elanna Torres … e isso é apenas a partir das principais castas. Quase toda espécie de humanóide alienígena foi capaz de cruzamento, e até mesmo os híbridos puderam se acasalar sem problemas, principalmente quando Worf e o meio-humano/ meio-Klingon K’Ehleyr se tornaram pais do filho Alexander, que era 75% Klingon. Nada disso deveria ser remotamente possível, e no mínimo todos os híbridos deveriam ter sido estéreis.

Claro, tecnicamente tudo isso tem mais a ver com genética do que com evolução.  O problema aparece mais claramente no episódio Da Próxima GeraçãoThe Chase“, que procurou explicar por que todos os diferentes alienígenas pareciam serem praticamente o mesmo (e, por extensão, porque é possível manter o cruzamento com tamanho sucesso). O episódio apresenta uma antiga raça de humanóides que foi extinta bilhões de anos atrás, mas não antes de semearem a galáxia inteira com seu DNA, fazendo com que todas as raças atuais — de seus descendentes– e, portanto, uns primos distantes de outros. Agora, poderia até explicar por que todas as espécies inteligentes são humanóides – embora deva ser salientado que, se os precursores tentavam orientar a evolução da Terra para a criação de uma raça semelhante a eles próprios, a sua intromissão foi incrivelmente sutil. Deveríamos imaginar, para início de conversa, que eles gerenciariam a evolução de tal maneira que não se perdesse tantos milhões de anos com dinossauros dominando do planeta.

Mesmo assim o problema dos híbridos não é resolvido.  A raça precursora explica que eles semearam os oceanos primordiais de mundos onde a vida estava apenas começando a emergir, o que significa que os seres humanos, Klingons, os Vulcanos, e todo o resto deles haviam tido caminhos totalmente separados até então,  já que eram organismos unicelulares. (E, a julgar pela explicação dos precursores, os cientistas só deram mesmo uns petelecos em  alguns genes das foromas nativas do planeta). Isso significaria que os seres humanos seriam muito mais relacionados aos cavalos, lagartos, formigas … e até  mesmo bananas seriam muito mais próximas geneticamente aos seres humanos do que os Vulcanos, e, no entanto, ainda estamos à espera de um meio-humano, banana-meia Sr. Spock.

Para outras considerações sobre a ciência da evolução em outras conhecidas ficções leia o artigo no link abaixo.

FONTE:  MAD SCIENCE





Aos chorões, poema de Augusto Meyer

26 09 2010

Vitórias Régias e chorões em lago, 1916

Claude Monet ( França, 1840-1926)

óleo sobre tela, 160 x 180 cm

Lycée Claude Monet, Paris

Aos Chorões

                        Augusto Meyer

Chorões da praia de Belas

Molhando as folhas no rio.,

sois pescadores de estrelas

ao crepúsculo tardio.

O mais velhinho, já torto

ao peso de tantas mágoas

lembra um pensamento absorto

debruçado sobre as águas.

Salgueiros trêmulos, belos,

meus camaradas tão bons,

diz o poeta, violoncelos

onde o vento acorda os sons.

Sois, à beira da enseada,

um bando de poetas boêmios,

e fitais na água espelhada

vossos companheiros gêmeos…

Mas se alguma brisa agita

a copa descabelada,

ondula, salta, palpita

vossa imagem assustada…

Augusto Meyer Júnior (Porto Alegre,1902 — Rio de Janeiro,1970) Pseudônimo: Guido Leal, Jornalista, ensaísta, poeta, memorialista e folclorista brasileiro. Em 1935 assumiu a direção da Biblioteca Pública de Porto Alegre. Em 1938, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a colaborar em jornais e revistas com poemas e ensaios críticos. Fez parte do Modernismo gaúcho, quando dá à poesia um toque regionalista. Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filologia.

Obras:

A Chave e a Máscara,  1964  

A Forma Secreta, 1965  

À Sombra da Estante, 1947  

Camões, o Bruxo e Outros Estudos, 1958  

Cancioneiro Gaúcho, 1952  

Coração Verde, 1926  

Duas Orações, 1928  

Gaúcho, História de uma Palavra, 1957  

Giraluz, 1928  

Guia do Folclore Gaúcho, 1951  

Ilusão Querida, 1923   

Le Bateau Ivre. Análise e Interpretação, 1955  

Literatura e Poesia, 1931  

Machado de Assis, 1935  

No Tempo da Flor, 1966  

Notas Camonianas, 1955  

Poemas de Bilu, 1929  

Poesias (1922-1955), 1957  

Preto e Branco, 1956  

Prosa dos Pagos, 1943  

Segredos da Infância, 1949  

Seleta em Prosa e Verso, 1973  

Sorriso Interior, 1930  

Últimos Poemas, 1955





Imagem de leitura — Corinne Hartley

26 09 2010

Tempo de descanso, s/d

Corinne Hartley ( EUA, contemporânea)

Óleo sobre tela

Corinne Hartley nasceu nos Estados Unidos e estudou no Chouinard Art Institute em Los Angeles  e depois na Pasadena School of Fine Arts.  Foi uma ilustradora de livros por 30 anos enquanto também mantinha  sua carreira artística.   Trabalha com aquarelas, óleos e esculturas em barro.





Fóssil de girassol sugere nascimento na América do Sul

26 09 2010

 

Girassol fossilizado,  Foto: Barreda, Revista Science.

Um fóssil muito bem preservado de uma flor de 45 milhões de anos atrás, parente ancestral do girassol e da margarida, foi encontrado na Argentina pela equipe de investigadores liderada Viviana Barreda, do Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadávia, de Buenos Aires.  A descoberta de uma flor fóssil encontrada em terreno fossilizado na região da Patagônia Argentina, da família de girassóis, margaridas e dentes de leão sugere que os girassóis possam ter florescido pela primeira vez na América do Sul.

 Fósseis da família Asteraceae, ou Aster, são difíceis de serem encontrados e a maioria é formada apenas por grãos de pólen. No entanto, esses cientistas argentinos encontraram um fóssil com duas inflorescências primitivas que apresentavam algumas características da família aster.  Os pesquisadores argentinos teorizam que uma reserva ancestral da família Asteraceae surgiu no super-continente Gondwana antes que fosse dividido nos atuais continentes que formam a América do Sul, a África, a Índia e a Austrália.

A botânica Liliana Katinas disse que pesquisadores vêm tentando determinar o lugar de origem dessa família. Um fóssil encontrado em 2002 na região da Patagônia argentina apontou para a possibilidade de que as flores tivessem evoluído primeiro na América do Sul. 

Se alguém fosse dizer onde está a origem dessa família, eu diria que está na América do Sul… na Patagônia“, disse Katinas. A cientista trabalha no Conselho Nacional para Pesquisa Científica e Técnica da Argentina e faz parte da equipe que vem estudando o fóssil nos últimos dois anos.  “Nós encontramos uma inflorescência cujo pólen – depois da análise de especialistas do grupo – está na base da árvore evolutiva. E onde encontramos ela? Encontramos na Patagônia, na América do Sul“, disse.

 —

Menina soprando um dente-de-leão. Fotografia, autor desconhecido.

As belas margaridas cultivadas, crisântemos e girassóis, assim como as alfaces, alcachofras, e o estragão estão entre a espécie que inclui também 23 mil outras espécies silvestres, compondo a família do girassol, também conhecida como Compositae ou Asteraceae.  Hoje, os membros da família são encontrados em todos os continentes exceto a Antártida, especialmente nas zonas temperadas ou mais elevadas dos trópicos.  Na época dessas plantas fossilizadas  a Patagônia provavelmente gozava de um clima ameno e úmido hospitaleiro para flores, permitindo a evolução de muitas variedades.

 “Finalmente, há claras evidências através de um grande fóssil da família do girassol, numa fase anterior à sua diversificação, exatamente onde tinha sido levantada a hipótese de sua origem“, disse o biólogo Tod Stuessy da Universidade da Áustria de Viena, em um comentário que acompanha o estudo.  “Mesmo que seja aceita a origem do girassol na América do Sul, ainda não está claro como a família rapidamente colonizou todo o planeta e adquiriu tremenda diversidade.”

 Agora o desafio é pesquisar como essa família de flores conseguiu se espalhar para o mundo todo, com exceção da Antártida.

FONTES: Wired , Terra








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