PHYLO o novo jogo científico online

30 11 2010

 

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Um novo jogo online utiliza o poder de computação de cérebros ociosos para ajudar a decifrar as origens das doenças genéticas.   O jogo, chamado de Phylo,  se apóia nos ombros de outros gigantes da ciência tais como o jogo de enovelamento de proteínas Foldit e o de identificação de objetos celestes Galaxy Zoo. Cada projeto tira proveito do talento humano  de reconhecimento de padrões,coisa que  os computadores são notoriamente conhecidos por não o fazerem bem. 

Há algumas tarefas que os seres humanos fazem melhor do que computadores, como resolver quebra-cabeças“, disse o especialista em bioinformática Jerome Waldispuhl da McGill University, um dos líderes do projeto Phylo. O jogo foi lançado oficialmente no dia 29 de novembro.

Os jogadores de Phylo movem quadrados coloridos representando os quatro nucleotídeos do DNA para encontrar o melhor alinhamento entre os trechos do DNA de duas espécies diferentes. Essas seções específicas de DNA, chamadas de regiões promotoras,  determinam quais partes do genoma seguem como  traços no organismo, quer sejam olhos azuis ou doença cardíaca.   Vendo onde a linha de genes se iguala entre espécies pode ajudar biólogos a identificarem fontes de distúrbios genéticos.

Se alguma região é mantida em todas as espécies após o alinhamento,  provavelmente foi conservada por algum motivo muito específico“, disse Waldispuhl.  “Nós deveremos ser capazes de poder ter melhor compreensão das razões pelas quais uma mutação potencialmente criará uma doença, ou porque essa doença aparece.”

Diferente dos jogos Foldit ou Galaxy Zoo, a ciência no Phylo está muito bem escondida. Parece um jogo, um quebra-cabeças abstrato, com formas coloridas e música de jazz. “Isso foi proposital”, disse Waldispuhl.

Nós não queremos p jogo restrito apenas a pessoas interessadas em ciência”, disse ele. “Os geeks de ciência não precisam de muito para se convencerem a jogar um jogo que ajuda a levar avante a investigação”, disse ele.  Os desenvolvedores do Phylo querem atrair para o jogo pessoas que estariam jogando Farmville.

Se não for divertido, as pessoas não irão jogá-lo“, disse Waldispuhl.  “Queríamos uma boa troca entre o que é divertido, e a informação interessante na ciência … de modo que quando nós fornecemos o jogo na web, as pessoas não vão pensar sobre o problema biológico, mas apenas em se divertir e se entreter.”

A equipe espera fazer versões do jogo para celulares inteligentes e pads e, eventualmente, para incorporá-lo em sites de redes sociais como o Facebook.  O jogo já tem a sua própria página no Facebook, onde você pode deixar um comentário.   “A única maneira de torná-lo melhor para a comunidade é para liberá-lo para a comunidade, e abrir aos comentários de todo o mundo“, disse Waldispuhl.

FONTE: Wired





10 hábitos simples para ajudar o planeta

30 11 2010

 

1. — Tem um carro? Cuide dele – e faça a manutenção do veículo. Um motor mal cuidado pode consumir 50% a mais de combustível, além de produzir 50% mais dióxido de carbono (CO2).

2. — Olho no pneu. Faça a calibragem a cada duas semanas pelo menos.

3. — Prefira veículos movidos a álcool ou os biocombustíveis. O álcool é uma fonte de energia renovável, ao contrário da gasolina, do diesel ou do gás.

4. — Em casa, substitua o ar-condicionado pelo ventilador.

5. — Não deixe muitos eletrodomésticos ligados ao mesmo tempo, principalmente se tiver mais de um para funções semelhantes, como geladeira e freezer.

6. — Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, que consomem cerca de três vezes menos energia e ainda podem durar até dez vezes mais. Ajuda também na redução da conta de luz.

7. — Não deixe luzes ou equipamentos ligados. Configure o computador, por exemplo, para que desligue seu monitor quando estiver em espera.

8. — Evite imprimir ou utilizar papel. Dê preferência ao e-mail e sempre que possível use papel reciclado. Separe papéis e papelão para reciclagem quando for descartá-los.

9. — Separe os materiais recicláveis, pois isso, alem de  reduzir a exploração de matéria-prima bruta, dispensa os gastos de energia e combustíveis fósseis no processo de fabricação e transporte.

10. — As árvores são importantes porque ajudam a absorver o CO2 da atmosfera, além de proporcionar sombra e amenizar a temperatura. Se plantadas perto de residências, por exemplo, elas ajudam a controlar o calor, que reduz o uso de condicionadores de ar ou ventiladores. Portanto, plante árvores!

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FONTE: Terra, meio ambiente





Cidadezinha cheia de graça, soneto — de Mário Quintana – uso escolar

29 11 2010

Casario, 1943

Milton da Costa ( Brasil 1915 – 1988)

óleo sobre madeira, 32 x 41 cm

Coleção Particular

Cidadezinha cheia de graça

                                                 Mário Quintana

Cidadezinha cheia de graça…

Tão pequenina que até causa dó!

Com seus burricos a pastar na praça…

Sua igrejinha de uma torre só.

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Nuvens que venham, nuvens e asas,

Não param nunca, nem um segundo…

E fica a torre sobre as velhas casas,

Fica cismando como é vasto o mundo!…

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Eu que de longe venho perdido,

Sem pouso fixo ( que triste sina!)

Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!

Cidadezinha… Tão pequenina

Que toda cabe num só olhar…

Em: Mário Quintana, Prosa e verso – série paradidática — Porto Alegre, Editora Globo: 1978

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Mário de Miranda Quintana – (RS 1906 – RS 1994) poeta, tradutor e jornalista.

Obras:

– A Rua dos Cata-ventos (1940)

– Canções (1946)

– Sapato Florido (1948)

– O Batalhão de Letras (1948)

– O Aprendiz de Feiticeiro (1950)

– Espelho Mágico (1951)

– Inéditos e Esparsos (1953)

– Poesias (1962)

– Antologia Poética (1966)

– Pé de Pilão (1968) – literatura infanto-juvenil

– Caderno H (1973)

– Apontamentos de História Sobrenatural (1976)

– Quintanares (1976) – edição especial para a MPM Propaganda.

– A Vaca e o Hipogrifo (1977)

– Prosa e Verso (1978)

– Na Volta da Esquina (1979)

– Esconderijos do Tempo (1980)

– Nova Antologia Poética (1981)

– Mario Quintana (1982)

– Lili Inventa o Mundo (1983)

– Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)

– Nariz de Vidro (1984)

– O Sapato Amarelo (1984) – literatura infanto-juvenil

– Primavera cruza o rio (1985)

– Oitenta anos de poesia (1986)

– Baú de espantos ((1986)

– Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)

– Preparativos de Viagem (1987)

– Porta Giratória (1988)

– A Cor do Invisível (1989)

– Antologia poética de Mario Quintana (1989)

– Velório sem Defunto (1990)

– A Rua dos Cata-ventos (1992) – reedição para os 50 anos da 1a. publicação.

– Sapato Furado (1994)

– Mario Quintana – Poesia completa (2005)





Edward B. Gordon, explica seu processo. Veja o vídeo

26 11 2010




Imagem de leitura — Edward B. Gordon

26 11 2010

Sem título, 2010

Edward B. Gordon ( Alemanha, 1966)

Óleo sobre madeira, 15 x 15 cm

www.gordon.de

Edward B. Gordon, nasceu em Hanover, na Alemanha em 1966 e hoje mantém duas residências: Berlin e Dublin.  Estudou teatro em Londres.  Nessa época também se dedicou à cenografia optando, mais tarde, pela pintura.    Em 2006, abriu um blog, em que pintava um pequeno quadro por dia, e o postava no blog.  Hoje são mais de 1450 quadros.  Seu estilo é bastante realista e ele trabalha muito bem as cenas do dia a dia.  Vale a pena visitar seu blog e seu site.

www.gordon.de





O mundo dos livros mágicos de Sue Blackwell

24 11 2010

As doze princesas dançarinas, 2007

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

Recentemente para mudar de residência com um tanto de agilidade tive a difícil tarefa de selecionar entre os livros  que tenho aqueles que queria manter comigo e outros para me desfazer.  Uma seleção difícil que precisava ser feita.  Numa cidade como o Rio de Janeiro onde se tem cada vez menos espaço para morar, e numa família como a nossa em que cada vez temos mais livros para ler, há de chegar a hora em que uma decisão radical se faz necessária.  Foram-se muitos e muitos livros.  Calculamos que nos desfizemos de uns 1200 exemplares: livros lidos, que jamais iríamos reler.  Livros que marcaram nossas vidas, mas que ficaram para trás assim como os nossos “eus” daquelas épocas.  A vida mudou e eles ficaram nas estantes como marcos nos lembrando daqueles de outros tempos enquanto colecionavam poeira, que nos dava alergia.

O livro ilustrado de pássaros,  2008

Sue Blackwell ( Inlagterra, 1975)

Escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

 Para quem gosta de livros, é difícil peregrinar pelos sebos oferecendo seus valiosos amigos e descobrir que a maioria dos sebos não tem o menor interesse em livros que foram publicados aos milhares, há três ou quatro décadas.  Os livros mais recentes até que eles levaram, mas os mais antigos, de “autores menores” ou cobrindo assuntos de interesse muito específico, ficaram conosco mesmo, para nos desfazermos como pudéssemos.  E como grande parte era em língua estrangeira, então o valor descia a ZERO.  Muitos livros de bolso em inglês, francês e alemão foram mandados para reciclagem de papel, vendidos a peso pelo catador mais próximo.  

Alice e a festa do chá maluco, 2007

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

Escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

Com essa experiência ainda recente, qual não é o meu prazer de ver o trabalho de Sue Blackwell, esta semana. Ela consegue dar a livros antigos, que não teriam nenhuma outra utilidade, desprezados pelos sebos, uma nova versão que é absolutamente SENSACIONAL.  Observem comigo.

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De Nárnia, 2009

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

Acredito que a minha primeira reação de encantamento tenha sido um eco, digamos assim, dos livrinhos para crianças cujos personagens ou cenas se levantam das páginas, quando passamos de uma página para outra.  É um outro mundo encantador que toma forma e nos ensina sem palavras que os personagens de uma trama podem existir em um outra dimensão. 

O navio do Capitão Gancho em Peter Pan, 2007

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

Escultura em papel

 www.sublackwell.co.uk

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A própria escolha dos temas dessas esculturas, que refletem os textos das quais são extraídas, vindas em sua grande maioria de livros infanto-juvenis, de  muitas histórias para crianças, nos levam a essa comparação com os livros de crianças muito pequenas, cujos personagens se levantam com o passar das páginas.  

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Pássaros, animais e peixes, 2007

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

Escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

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Sue Blackwell se diz  inspirada sobretudo na arte oriental do origami.  E seus trabalhos refletem um ambiente poético cuja delicadeza certamente remonta à sensibilidade oriental.

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Esperança, 2009

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

Escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

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A mim, seus trabalhos têm afinidade ainda que remota com os romances de colagem feitos por Max Ernst da década de 30 do século passado.  A delicadeza do encontro de imagem e texto no trabalho de Sue Blackwell pode com certeza ser comparada à delicadeza do encontro de imagens explorado no trabalho de Ernst.

Flores nativas, 2006

Sue Blackwell ( Inglaterra, 1975)

Escultura em papel

www.sublackwell.co.uk

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É sem dúvida um trabalhho extremamente minucioso e que dá asas à imaginação de quem o encontra.  O poder dessa emoção transmitida pelas construções da artista já foi explorado — de maneira bem positiva — pelo mundo da propaganda e do marketing.  Abaixo um dos exemplos do trabalho com este fim.

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Que todos os nossos anúncios, que todas as nossas propagandas, tenham tanta poesia em suas mensagens.

Abaixo um vídeo para mostrar como a artista chega às esculturas que vemos.

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Novidade natalina: o lápis bem apontado

23 11 2010

 

Jovem apontando um lápis, 1737

Jean Baptiste Simeon Chardin (França, 1699-1779)

Museu do Louvre, Paris

Na época do Natal todo tipo de “novidade” parece exercer uma fascinação desmedida no público consumista.  Há de se marcar certas décadas passadas justamente por esses objetos de fascinação momentânea.  Uma busca por esses objetos na internet traz à tona: o anel que muda de cor com a suas emoções; o galinho que muda de cor prevendo chuva ou sol; o animal de estimação Chia, que se torna coberto de brotinhos de plantas verdes, a medida que se molha o bibelô; o abajur que acende quando se bate palmas, e o item que não poderia faltar em qualquer lar: a pedra de estimação.

Tudo indica que David Reese de Nova York, pensou profundamente em como arrecadar um dinheirinho extra, além do que ganha como cartunista, oferecendo, ao público em geral, um lápis bem apontado por USD$ 15.00  — quinze dólares.  Com essa quantia você recebe em casa – pelo correio – não só o lápis nº 2 que você comprou, como também as raspas de madeira que ele retirou do lápis, embaladas num saquinho plástico  à parte.  Você pode se quiser mandar o seu próprio lápis de estimação e pelo mesmo preço ele lhe mandará de volta o seu lápis bem apontado.  Mas não há desconto nesse caso.  Se você estiver realmente carente de bons lápis bem apontados, por USD $ 50,00 David mandará para você 12 lápis apontados. 

Por que mesmo que eu não tive e$$a idéia?

FONTE:  WIRED








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