Uma sugestão para desenvolver a imaginação das crianças

28 12 2010
Gangorra, Ilustração de Jennie Harbour.

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Em setembro de 2010 o jornal The New York Times  publicou na sua página OP-Chart um artigo de David Rockwell, sobre um Parque Infantil para a Imaginação, criado na região de Lower Manhattan, em Nova York,  por sua própria firma de arquitetura e design, Rockwell Group.  Nesse pequeno artigo David Rockwell lembra que a solução que ele deu ao projeto de um pequeno parque de diversões que levasse as crianças a desenvolverem a imaginação não é necessariamente a  única possível.  Que certamente haveria muitas outras formas de se solucionar a questão de um parque de diversões  de baixo custo, de fácil manuseio e que levasse os guris a brincarem e explorarem possibilidades, enquanto estivessem por lá.  Esse Parque da Imaginação foi criado com o auxílio do Departamento de Parques de Nova York e da ONG Kaboom.  Requer um espaço mínimo de 9 m² ou seja um espaço de nada mais do que 3m x3m, como vemos nas especificações abaixo e nele há todo tipo de peça solta,  mais ou menos padrão, peças que se encaixam, que podem ser modificadas,  acopladas, separadas, moldadas, alinhadas, agrupadas, alargadas e assim por diante para preencher as necessidades imaginativas das crianças que interagem com essas peças.  è uma espécie de combinação de brinquedos “achados” com blocos de construção.  Um verdadeiro tesouro de formas, cores e pesos para uma composição lúdica.

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Ilustrações Jamie Akers/Rockwell Group.

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Na época em que li o artigo, gostei demais da idéia, mas outros interesses levaram a minha atenção em outra direção.   Agora, no fim de ano, limpando minhas pastas de referências, voltei a pensar nesse Parque da Imaginação, principalmente quando estamos em processo de recuperação de áreas residenciais no Rio de Janeiro, agora, que estamos no processo de reassumir a responsabilidade do terreno público, como no Complexo do Alemão, onde as poucas áreas de lazer existentes haviam sido dominadas pelo tráfico de drogas.  Projetos semelhantes a esse descrito no artigo do jornal e mais coerentes com a realidade local poderiam muito bem fazer parte do programa de recuperação do terreno das comunidades carentes, oferecendo a estas crianças, mais do que a obesidade da falta de exercícios que o confinamento em casa oferece, mais do que os campinhos de futebol – que não é a solução para todas as crianças.   Ofereceria sim uma alavanca para que cada criança pudesse explorar recôncavos ainda desconhecidos de suas imaginações.   Nos Estados Unidos, na cidade de Nova York, sem contar com o preço do terreno, esse Parque da Imaginação custa à cidade próximo de USD$ 10.000,00 – dez mil dólares.  O que no câmbio de hoje seria próximo a R$ 17.000,00 – dezessete mil reais.  Um custo benefício – sem não houver desvio ou corrupção – pra lá de MUITO BOM!    Fica aqui a sugestão.


Ações

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2 responses

28 12 2010
Romulo Moraes

Muito interessante!

28 12 2010
peregrinacultural

Mas não é? Tão simples e eficiente… Vale a pena darmos tratos à bola para uma solução semelhante.

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