Imagem de leitura — Helen Allingham

9 01 2011

Menina lendo, s/d

Helen Allingham (Inglaterra, 1848 – 1926)

Helen Allingham (née Helen Mary Elizabeth Paterson) (1848 –1926) nasceu em Derbshire, na Inglaterra.  Foi uma aquarelista e ilustradora da época Vitoriana.   Mostrou talento desde cedo, tendo nascido numa família de artistas plásticos: tanto sua avó Sarah Smith Herford, quanto sua tia Laura Herford haviam tido sucesso na pintura.  Helen Allingham entrou para o Royal College of Art – na seção feminina da escola – em 1867.  Ainda estudando começou a trabalhar como ilustradora e eventualmente deixou os estudos para se dedicar ás ilustrações em tempo integral.  Teve extraordinário sucesso nas ilustrações para livros de crianças e adultos.  Dedicou-se também à pintura de paisagens, de cenas rurais.





O galo, poesia infantil de Francisca Júlia

9 01 2011

Galo, ilustração de Artus Scheiner (1863-1938)

—-

—-

O galo 

—-

                                                                                                                                          Francisca Júlia

—–

—-

Passo lento, olhar profundo,

Valente, brioso e grave,

O galo é a mais linda ave

Dentre todas que há no mundo.

—-

Um pé adiante, outro atrás,

Bico aberto, o galo canta;

Tem a glória na garganta

E nas esporas que traz.

—–

O galo é sempre o primeiro

A anunciar a s auroras.

Repara bem: tem esporas

E é por isso cavaleiro.

—–

Coroa tem e de lei,

Coroa em forma de crista

Que ganhou numa conquista:

Por isso julga-se rei.

—–

Pendentes até o peito,

Vermelhas, grandes e belas,

Tem barbas que são barbelas

Que lhe dão muito respeito.

—–

Com que delicado amor

Ele defende e acarinha

Ora o pinto, ora a galinha

Com seu gesto protetor!

—-

De cabeça levantada,

Altivo sobre o poleiro,

Ele é o rei do galinheiro

E o cantor da madrugada.

—–

Vivem todos sob a lei

E ordens que o galo decreta:

Soldado, músico e poeta,

Pastor, cavaleiro e rei!

—-

 

—-

 

Francisca Júlia da Silva Munster (SP 1871 – SP 1920)  Poetisa brasileira.  Começou a  colaborar na imprensa paulistana e carioca aos 20 anos. Na revista  A Semana, alcança rápido prestígio literário.  Casou-se em 1909, recolhendo-se à vida particular e praticamente abandonando a atividade literária.

Obras:

1895 – Mármores

1899 – Livro da Infância

1903 – Esfinges

1908 – A Feitiçaria Sob o Ponto de Vista Científico (discurso)

1912 – Alma Infantil (com Júlio César da Silva)

1921 – Esfinges – 2º ed. (ampliada)








%d blogueiros gostam disto: