Novíssimo dinossauro, saurópode, vegetariano e chutador!

25 02 2011

Desenho de como seria um brontomerus mcintoshi.

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Cientistas britânicos e americanos anunciaram terem descoberto uma nova espécie de dinossauro – batizada de Brontomerus mcintoshi. O nome, do grego “bronto”, que significa trovão e “merós”, que significa coxa, é uma homenagem às suas pernas traseiras, capazes de disparar poderosos chutes.  A nova espécie, é um saurópode – a família de dinossauros famosa pela sua grande cauda e longo pescoço. Os ossos apesar de bastante fragmentados estão em número suficiente para que os cientistas pudessem  concluir que estas criaturas possuíam grandes e poderosas pernas. “Se os predadores viessem atrás,ele  seria capaz de colocá-los fora do caminho”, refere Mike Taylor, da College London University.

A ossada — ombros, bacia, costelas e vértebra —  foi encontrada em Utah em 1994.  Estava numa pedreira e  tinha sido vandalizada por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinha valor comercial.  O que restou foi,  depois, transportado para um museu, “onde ficou por cinco a dez anos até que alguns colegas e eu resolvemos analisá-la“, contou Mike Taylor.  Entre os fósseis restantes estava um íleo de grandes dimensões, maior do que os encontrados em outros dinossauros  semelhante, um fato importante, porque o quadril é uma grande área para fixação dos músculos.

Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, na Grã-Bretanha, decidiu examiná-los mais detalhadamente.

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Cientistas examinam os fósseis do Brontomerus mcintoshi.

O tamanho e a forma dos ossos da bacia permitiram a reconstituição de um novo espécime de saurópode, uma subordem dos dinossauros. Os ossos excepcionalmente grandes possibilitariam que o animal tivesse músculos particularmente poderosos, provavelmente os mais poderosos entre os saurópodes – herbívoros quadrúpedes que estão entre os maiores animais que já viveram na Terra. Diplodocus e Brachiosaurus são alguns exemplos de saurópodes.   Mike Taylor disse que os ossos gigantescos levaram-no  a deduzir  que Brontomerus  teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes poderosos e que é provável que originalmente  esses coices tenham sido usados para disputar a atenção de fêmeas, evoluindo,  ao longo de milhares de anos,  para uma estratégia de defesa.  “O chute era utilizado, provavelmente, durante uma disputa entre dois machos por uma fêmea, mas com toda essa mecânica, seria impossível não crer que ele se utilizasse também do golpe para se defender de um predador“, explicou Taylor.

Os fragmentos encontrados levaram à reconstituição de uma carcaça de um adulto – provavelmente uma fêmea – e de um jovem, possivelmente sua cria. A mãe teria pesado cerca de seis toneladas, medido 14 metros de comprimento e uma altura equivalente a de um elefante grande.  Já o filhote, pesaria por volta de 200 kg, teria uma altura de um pônei, medindo aproximadamente cinco metros de comprimento.

Esse musculoso dinossauro vivia como seus pares saurópodes em um território seco e acidentado, onde suas coxas fortes teriam propulsão “como a de um carro 4×4“, segundo Matt Wedel, um membro da equipe, da Universidade de Pomona, na Califórnia.  O Brontomerus mcintoshi teria existido há 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo.  

A omoplata do Brontomerus possui saliências anormais que provavelmente marcam os limites de músculos, sugerindo que possuía músculos do antebraço também poderosos”, explicou Matt Wedel, da Western University of Health Sciences em Pomona, California.  E completou:  “Como o saurópode foi o dinossauro mais abundante durante o período Jurássico e o mais raro durante o início do Cretáceo, há muito que havia a percepção de que os saurópodes haviam sido bem sucedidos no Jurássico para depois serem substituidos pelos Hadrossaurídeos e dinossauros com chifres no Cretáceo.  Nos últimos 20 anos, no entanto, estamos descobrindo mais saurópodes do período inicial do Cretáceo, e a nossa percepção esta mudando. Parece agora que os saurópodes podem ter sido tão diversos como o foram no período Jurássico, mas menos abundantes e assim mais difíceis de encontrar.

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FONTES:  National GeographicA críticaNaturlink, Terra.


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10 responses

25 02 2011
Abel

É uma pena eu ter limitações para compreender como ossos podem se conservar por apenas 110 milhões de anos… Alguns até falam que o estudo é feito sobre ossos que se transformaram em rochas de cálcio como calcário e semelhantes. Mas será que poderíamos contruir com elas, estruturas robustas e confiáveis que durem ao menos 1 milhão de anos? Porque consideramos tão provável que as datações de milhões de anos sejam a única resposta correta? Será que ainda se usa o método de datação do carbono-14 que está sujeito a falhas de interpretação? Não seria útil usar outros métodos que corrigem a datação para épocas mais próximas, visto que se encontra sangue observável em alguns fósseis? Se ainda não deu tempo de hemácias se decomporem, alguns dinossauros não viveram em tempos de poucos milhares de anos? Se as pessoas encontram pinturas rupestres de dinossauros, o que isso quer dizer? Por que são necessários milhões e milhões de anos? Para se justificar a evolução e seleção natural como única explicação para a vida? Por quê? Perguntas…

26 02 2011
peregrinacultural

Abel, realmente ainda se usa o carvão 14, além da posição no solo desses ossos, considerando-se as diversas camadas de solo depositadas através dos milênios. Quanto a pinturas rupestres: não há pinturas rupestres com desenhos de dinossauros, porque o homem não foi contemporâneo dos dinossauros. As pinturas rupestres evidenciam bisões, grandes touros e mamutes, mas nenhum tipo de dinossauro. Mas eu não sou a melhor pessoa para responder a essas questões, não tenho o conhecimento científico suficiente para poder lhe dar explicações satisfatórias.

26 02 2011
Abel

Até onde fomos ensinados nas escolas, o homem não conviveu com dinossauros, mas vejamos:
1- registros de pinturas (Peru, povos Incas +- 1400d.C.):

2- Figura rupestre de um pteranodonte (EUA, Utah, Cavernas de Thompson) http://3.bp.blogspot.com/_M0EkQPGRonw/TRJQWfPg-RI/AAAAAAAAAKc/gmF2yeVIZhU/s1600/1pteranodonte.jpg
3- Esculturas (México – de 800a.C. a 800d.C)

Existe uma proposta científica de que a coluna geológica (“camadas diferentes de solo” com diferentes sedimentos) é melhor interpretada como sendo um sistema classificatório e não cronológico. Dr. Leonard R. Brand, prof. de paleontologia e biologia, também fez um experimento que reproduziu a formação destas camadas, depositando animais mortos de diferentes espécies, ao mesmo tempo, e verificou que alguns ficavam em camadas superiores e outros em inferiores de acordo com a densidade dos corpos, o que coincidia com características específicas do tipo de espécie.

As imagens eu peguei deste site:
http://criacao-especial.blogspot.com/2010/12/os-dinossauros-e-o-homem_22.html
Este link e diversas fontes também narram a pesca de um plesiossauro no Japão. Enfim… precisaremos atualizar os livros de ciência porque muitas perguntas continuam. Obrigado pela resposta, embora ela tenha sido um pouco retórica.
Abraços! Excelente final de semana!

16 03 2011
peregrinacultural

Abel, desculpe-me a demora em responder ao seu comentário. Fui atrás de pesquisas científicas que pudessem corroborar as idéias expostas por Sabrina Sukerth, da Igreja Batista Ebenézer, de São José dos Campos e francamente não achei nada. O que ela mostra como evidência, os desenhos e pinturas são animais fantásticos presentes em quase todas as culturas antigas, e até em algumas contemporâneas. Animais tais como um dragão que cospe fogo, que sabemos não existir, mas que era até mesmo desenhado e acreditado vivo, como mostram muitos dos manuscritos medievais, inclusive alguns documentos religiosos da vida de santos, tais como a vida de São Jorge. Outro animal fantástico mais recente é o monstro de Lock Ness. Que muitos acreditam terem visto e não se conseguiu ainda detectar, na Escócia. Na minha opinião eles estão na mesma categoria com os gnomos, elves, saci e demais espíritos da floresta. Essas teorias fantásticas baseadas em desenhos antigos são uma excelente demonstração de duas coisas importantíssimas: a nossa preocupação com as questões sobre quem somos? de onde viemos? e para onde vamos? que preenchem a imaginação humana desde de que vivíamos nas cavernas , e também são um testemunho à grande capacidade da nossa imaginação.
Um grande abraço, Ladyce

24 10 2012
Ana

Infelizmente… Ladyce, dragões que cospem fogo são dinossauros, recentemente se descobriu que alguns deles, principalmente os plessiosauros(marinhos), bufafam chamas, e ar quente… O que bate com relatos de dragões marinhos que cospiam fogo…

24 10 2012
peregrinacultural

É verdade!

19 03 2011
joao vitor carvalho constantin

os dinos viveram com os homens??

19 03 2011
peregrinacultural

Não, João Vitor, eles viveram muito antes dos homens existirem na Terra.

5 09 2011
Sabrina Sukerth

Bom… como bem citado a resposta acima, essas evidência demonstradas nas culturas antigas trazem figuras de dinossauros de diversas maneiras. Porém, uma informação que se pode considerar é que somente em em 1838, William Parker Foulke encontrou o primeiro (quase) completo resto de fóssil de dinossauro em Nova Jersey, E.U.A.
Essa informação leva-nos a pensar a seguinte questão: se só conseguimos “montar” o primeiro fóssil de dinossauro completo a menos de 2 séculos atrás, como esse povos antigos teriam tantas informações a respeito desses animais?
Se nós com todo a tecnologia que temos disponível temos dificuldade em saber realmente como eram esses animais, como ter tantas informações relevantes sem um período de convivência?
Pensemos nisso…
Gostaria de deixar o novo link que expõe pequena parte do ponto de vista criacionista sobre os dinossauros e o homem.

http://sabrinasukerthcriacionismo.blogspot.com/2010/12/os-dinossauros-e-o-homem_22.html

Sabrina Sukerth

24 10 2012
abelmon

Até onde não existe imaginação na “ciência”? Quando um biólogo descobre uma ossada de dinossauro (ou um réptil), ele tenta reconstruir a espécie através de desenhos detalhados da pele do animal, sua carapaça e outras características, mesmo sem conseguir recuperar tais informações através de uma análise de DNA, pois não existe tecnologia para isto atualmente. Por isto, parte desta reconstituição é feita através da imaginação humana (sem embasamento científico) e outra parte por observação da ossada e comparação com animais existentes… Até quando estaremos acostumados com as respostas que os livros didáticos nos dão sem revisá-las… Por hora, fica evidente a probabilidade de que “lendas” de dragão tenham algo de verdadeiro e que o homem conviveu com dinossauros (répteis).
Abraços.
PS: deixo de fora deste pensamento a (im)possibilidade de dragão na lua rs

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