Imagem de leitura — Samuel John Peploe

29 04 2011

Menino lendo, 1921

Samuel John Peploe (Escócia 1871-1935)

Óleo sobre tela

Royal Scottish Academy

Samuel John Peploe (Escócia, 1871 – 1935) pintor pós-impressionista conhecido por suas naturezas mortas.  Foi membro do grupo Scottish Colourists [ Coloristas escoceses] ao lado de John Duncan Fergusson, Francis Cadell e Leslie Hunter.  Estudou na Academia Real da Escócia de 1893 1 1894 e depois inscreveu-se na Académie Julian e também na Académie Colarossi, ambas em Paris.   Em 1910 mudou-se para Paris, quando se dedicou principalmente às paisagens e naturezas mortas.    Morreu em Edimburgo, onde nasceu em 1935.





Minha Profissão: Eduardo Bernsmüller, engenheiro eletricista

28 04 2011

Eduardo Bernsmüller

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Esta é a oitava entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

Eduardo Bernsmüller, engenheiro elétrico

Perfil

Nasci em SP mas me criei no RGS, onde fiz faculdade (Engenharia Elétrica na UFRGS). Trabalhei em 3 empresas gaúchas e desde 2005 me mudei para o RJ onde atuei por 5 anos numa empresa da área de defesa, antes de ingressar no serviço público. Mais especificamente atuo com programação de microcontroladores.  A foto é de um sistema de mira para canhão naval.

Que tipo de trabalho você faz?
Pesquisa e desenvolvimento de sistemas eletrônicos para a Marinha brasileira. Principalmente projeto e programação de circuitos microcontrolados.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?
Trabalho num dos campos da minha formação.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?
Poderia ter cursado disciplinas mais específicas que foram oferecidas durante a graduação.

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Sistema de mira para canhão naval


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O que você faz para continuar a se atualizar?
Para atuar com as novas tecnologias, pode-se realizar cursos (quando há oferta no país) ou deve-se estudar por conta própria, que é o que normalmente acontece.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
Inglês, muito.

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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?
Selecionar profissões dentro das áreas das quais tem mais afinidade com as disciplinas do colégio. Depois tentar se imaginar atuando em cada uma dessas profissões, levando sempre em conta que há mercados saturados e outros mais promissores. Pegar conselhos com os pais, mas não escolher uma profissão só para agradá-los.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?
Página do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRGS: http://www.ufrgs.br/delet/





Imagem de leitura — Cláudio Bravo

25 04 2011

Sem título

Cláudio Bravo (Chile, 1936)

Óleo sobre tela

Cláudio Bravo nasceu em Valparaiso, Chile em 1936. Estudou no colégio Santo Inácio em Santiago.  Estudou arte sob a direção de Miguel Venegas Cifuentes e fez sua primeira exposição individual quando tinha 17 anos.  Emigrou primeiro para a Espanha, onde ganhou fama com retratista.  Mais tarde mudou-se para Tangier, no Marrocos, onde mora até hoje.   É um pintor realista, hiper-realista como se autodenomina, cujas naturezas mortas com freqüência são confundidas com fotografias de tão perfeitas suas pinceladas e seu conhecimento da luz.  É também um retratista extraordinário.  Talvez um dos pintores chilenos melhor conhecidos no exterior.





Quadrinha para o Dia das Mães

24 04 2011
Ilustração, mãe e filho, Frederick Richardson, 1975.

Tudo o que fui e que sou

devo ao seu zelo e carinho.

— Mãezinha, você plantou

roseiras no meu caminho!

( Pedro Peixoto de Aguiar)





Meu blog tornou-se neutro na pegada carbônica! E o seu?

24 04 2011

Hoje, minha contribuição ao meio ambiente foi tornar este blog neutro na sua pegada carbônica.  O processo é simples e vou explicá-lo aqui.

1) Você faz uma postagem sobre o assunto como estou fazendo aqui.

2) Adicione o botão MY BLOG IS CARBON NEUTRAL no texto como faço abaixo ou, preferencialmente,  ao lado, junto com outros links como também  farei assim que acabar de postar este texto.

3) Mande um email com o link para essa postagem para:  CO2-neutral@kaufda.de

4) Eles plantam uma árvore pelo seu blog em Plumas National Forest no norte da Califórnia.  Depois de replantarem esse parque, o replantio passará para outras localidades — veja no portal.

Plantam uma árvore para cada endereço eletrônico que usar esse link com o botão MY BLOG IS CARBON NEUTRAL.

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Faça isso e neutralize a pegada carbônica do seu blog pelos próximos 50 anos!




História, mistério e aventura: O último cabalista de Lisboa, de Richard Zimler

24 04 2011

Leitura ritual em sinagoga, iluminura, manuscrito em Emília, na Itália.

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Raramente no grupo de leitura a que pertenço nos dedicamos a livros lançados há muito tempo, porque nem sempre é fácil para os membros conseguirem comprar volumes esgotados.  Mesmo sabendo que o livro é muito bom temos o cuidado de verificar se está disponível nas livrarias antes de o recomendarmos.  Isso nos faz ler principalmente os mais recentes lançamentos.  Foi, portanto com prazer que verificamos que a editora Best Bolso [Grupo Editorial Record] havia lançado O último cabalista de Lisboa, de Richard Zimler, originalmente publicado no Brasil em 1997 e que havia sido muito bem recomendado por amigos leitores.

Valeu à pena seguirmos essa indicação.  O romance de mistério e também histórico passado em Lisboa, em 1506, se concentra num assassinato que acontece ao mesmo tempo em que no centro da capital portuguesa aproximadamente 2000 judeus e cristãos novos são exterminados em praça pública, sacrificados vivos numa grande fogueira.  É na semana dessa horrível, desmesurada ,matança, fato histórico comprovado, instigada pelos Dominicanos, que se passa o assassinato que Berequias Zarco investiga. A vítima era Abraão, seu tio e mentor no estudo da Cabala.

O romance começa com um aceno, uma referência, às tradições românticas do século XIX, quando um autor, antes de desfiar a sua narrativa, a enquadra como vinda da descoberta de um manuscrito recém-encontrado.  Os escritores Bram Stoker (irlandês) e Nathaniel Hawthorne (EUA) são apenas dois nomes que vêm à mente quando penso nesse tipo de gancho na narrativa. Tratando-se de O último cabalista de Lisboa essa introdução é de grande efeito, porque sabemos que as histórias que conhecemos do período da Inquisição em Portugal na época de D. Manoel, O Venturoso,  são escassas e tendenciosas.  Grande parte dos manuscritos – judaicos ou não – que faziam parte da biblioteca de mais de 70.000 volumes da Coroa Portuguesa, desapareceu no terremoto de 1755.  Assim, a suposta descoberta de um manuscrito em Constantinopla, dá, desde o início da narrativa, um cunho de verdade, como um crédito para aliviar a nossa descrença.

É bom afirmar desde logo que este não é um romance religioso.  É principalmente uma história de mistério, de resolução de um crime, que acontece numa semana de grande inquietação social nas comunidades não-cristãs:  judaica e muçulmana, na Lisboa de 1506.  As referências à Cabala – estudo da natureza do que é divino – não são mais do que um pano de fundo, uma ferramenta de uso dramático, que ajuda a apresentar ao leitor, através de liberais pinceladas culturais, alguns aspectos do dia a dia da Alfama moura e judia.  A Cabala permeia o texto através de citações filosóficas de fácil compreensão, tais como “os livros são feitos por letras mágicas”, entre outras.   Torna-se evidente, logo após as primeiras 50 páginas que a intenção de Richard Zimler (um judeu americano naturalizado português que reside na cidade do Porto) é a de escrever um livro de suspense que absorva o leitor de tal maneira que não possa deixá-lo de lado.  E isso ele consegue facilmente.  Também é sua intenção, acredito, manter a memória viva de todos os sacrifícios pelos quais o povo judeu passou.  Mas seu retrato da brutalidade da época, das maneiras rudes da população, dos medos, das doenças, da peste, das crendices, do sexo, tudo que ele descreve, nos leva, a nós também, que não somos judeus, a querermos manter a memória viva dessa e de outras épocas — sobreviventes que somos todos nós dos augúrios do passado — para que chacinas, preconceitos, extermínios não se repitam nunca mais.  Nem pelas nossas mãos, nem pelas de outrem.

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Richard Zimler

O último cabalista de Lisboa apresenta uma história sobre anti-semitismo e os judeus em Portugal.  Somos levados a considerar, mais uma vez, as conseqüências de uma nobreza associada por baixo dos panos ao financiamento dos empréstimos judeus, e acima da mesa à uma religião cega, dominada pelo medo e mantenedora da  ignorância do povo.  Lembramos com esse romance do fiasco das conversões forçadas e das reações às doenças da época.  Temos que confrontar os hábitos porcos, insalubres, violentos e amorais da era das grandes descobertas lusitanas.  E de sobra somos apresentados aos valores das reais e das falsas amizades.  Tudo isso num ritmo frenético, de grande suspense.  Que mais se pode pedir de um romance de mistério?  Leitura gostosa, com passagens violentas, mas de grande lucidez e magia.





Imagem de leitura — Bairam Salamov

20 04 2011

Menina lendo, s/d

Bairam Salomov (Belorússia, 1965)

Óleo, 100 x 100 cm

http://bairam-salamov.narod.ru

Bairam Salomov nasceu na República do Azerbaijão, no subúrbio de Hohmug, Shecki, em 1965.  Estudou na Escola Estadual de Arte do Azerbaijão em Baku.  Emigrou para a Rússia em 1990, onde vive, em Togliatti.    

http://bairam-salamov.narod.ru








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