Imagem de leitura — Nathalie Boissonnault

8 06 2011

Et si c’est vrai… [título do livro aberto], s/d

Nathalie Boissonnault ( Canadá, 1968)

acrílica sobre tela, 92x92cm

www.boissonnault.com

Nathalie Boissonnault (Québec, Canadá, 1968) Interessou-se pelas artes visuais desde criança.  Inscreveu-se no primeiro curso de pintura aos 11 anos, quando pintou sua primeira tela. Artista gráfica por formação, ela é logo seduzida pela pintura.  Sua primeira exposição em 1992, abriu as portas para uma nova fase em sua carreira que até então estava ligada à cartografia.  Hoje dedica-se quase exclusivamente à pintura.  www.boissonnault.com





Minha profissão: Lucas Melo, radialista

8 06 2011

Lucas Melo

Esta é a décima-primeira entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

Perfil

Sou formado em Audiovisual pela Eca-Usp. Sempre gostei de televisão e percebi que fazer programas, além da piadinha, podia ser legal. Trabalhei uns anos na Mtv e agora sou assistente de direção do Legendários, da Rede Record.

Que tipo de trabalho você faz?

Assistência de direção é uma função que varia muito dependendo de onde e com quem você trabalha. Eu participo do levantamento de pautas e do desenvolvimento do roteiro de um dos quadros do programa, acompanho as gravações, tomando conta para que tudo o que planejamos seja realizado, opero câmera e vou com a matéria para a ilha de edição. Em televisão, normalmente as equipes não são gigantescas e todo mundo precisa ter noção de diferentes funções.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Trabalho na mesma área. A formação é bem generalista, até porque o audiovisual é um campo que ganhou bastante espaço nos últimos anos. Você pode trabalhar  em cinema, em televisão, em publicidade, em videoclipes, em canais corporativos, em projetos de internet, em conteúdo para celular ou em várias dessas ao mesmo tempo. Cada vez mais se tenta adaptar o conteúdo às diferentes mídias e desenvolvê-lo de um jeito diferente para cada um delas. Então, um programa de tv quer também ter uma presença interessante na internet (conteúdo exclusivo, por exemplo) e potencializar os seus jeitos de contar as histórias e de se relacionar com seu público.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Se o curso é bem abrangente, é difícil se aprofundar em muitos assuntos. Minha faculdade foi bem técnica e voltada à produção, mas acho que faltou desenvolver o transmídia, a história que não se prende à um jeito de veiculação, e também faltou mais incentivo à produção independente. Hoje é muito fácil gravar, as câmeras não são mais equipamentos caríssimos, celulares já oferecem uma captação bem boa e estamos mais flexíveis quanto à qualidade de imagem. Sendo assim, gravar com câmera de brinquedo ou com a webcam é aceito com uma escolha de linguagem, o que é demais. Já rolou um aumento na produção de vídeo, captar e publicar no Youtube é um processo muito simples e deve ser incentivado.

O que você faz para continuar a se atualizar?

Um dos jeitos é tentar consumir o máximo de clipes, vídeos, filmes, programas, shows, vlogs, webhits e séries possível. Nada muito diferente, é um rolê frequente no Youtube e o Google Reader bombando. Quando você começa a produzir conteúdo, muda muito o seu jeito de assistir também, você tá o tempo todo na função de crítico.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Eu não preciso com muita frequência, só quando aparece uma viagem pra fora do país. Mas, sem dúvida, é importante pelo menos o inglês, porque vez ou outra essas situações acontecem. Quem precisa produzir convidados gringos ou trabalha em empresas multinacionais, por exemplo, usa mais outros idiomas.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Acho que temos que tirar esse peso do “carreira a escolher”, não dá para, antes da faculdade, ficarmos desesperadamente procurando o nosso dom que passou vários anos escondido. A noia do “tenho que descobrir” e do “tenho que acertar de primeira” não ajuda muito. A gente precisa dar espaço para pegar caminhos errados, mudar de ideia até descobrir o que mais interessa no momento, sem essa de previsão para o resto da vida. Quem pensa em produzir vídeo, para a inveja dos pretendentes a médico, tem a sorte de não esbarrar no “exercício ilegal da profissão”, dá pra criar e aprender pra caramba mesmo sem (ou antes de) entrar na faculdade.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

www.quasefilme.com

Projeto de pequenos documentários sobre pessoas, que fiz junto com meu amigo Fernando Garrido

@lucasmelo_

o traço no final é chato, mas é que já existem outros Lucas Melo por aí.








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