Göbekli Tepe: a descoberta do Jardim do Éden?

18 06 2011

 

Göbekli Tepe, Turquia

A minha geração estudou história sob a influência do arqueólogo  V. Gordon Childe, responsável pela teoria da Revolução Neolítica, que explicava que a civilização, como a conhecemos, havia sido consequência da agricultura.  De bandos de nômades havíamos passado a uma vida mais sedentária, reunida à volta de vilarejos e cidades, cultivando trigo, cevada e domesticando animais.  A razão para o aparecimento de aglomerados urbanos era simples: precisávamos tocar quintas, plantações, e garantir comida o ano inteiro.   Os ajuntamentos facilitavam a defesa dos interesses grupais:  garantir que  colheitas não fossem parar em mãos inimigas ou roubadas por bandos famintos, ainda nômades, que cruzavam a terra.

Parte do estabelecimento dos seres humanos em cidades e aldeias justificaria assim o aparecimento da hierarquia de comando, de principados, reinos, de classes sociais dominantes e da religião organizada.  Essa visão antropológica do nosso desenvolvimento era abrangente o suficiente para que não a questionássemos.  Além disso ela explicava muito do que não conseguíamos explicar de outra forma.  Foi só na década de 1990, com as primeiras descobertas arqueológicas em Göbekli Tepe, na Turquia, que evidências de outra possibilidade começaram a surgir.   E vieram tão numerosas e de tantas formas diferentes, que a necessidade de revermos de maneira drástica o que imaginávamos ser o desenvolvimento dos seres humanos no Neolítico se fez necessário.  A revista The National Geographic Magazine deste mês foca nas consequências das descobertas de  Göbekli Tepe:  a organização religiosa dos seres humanos talvez não tenha vindo como consequência da Revolução Neolítica, mas ao contrário:  a  necessidade de uma religião organizada pode ter dado origem à agricultura.



Stonehenge, Inglaterra

É uma reviravolta inesperada e fascinante.

Até evidência em contrário, o aparecimento da religião organizada entre os homens aconteceu na Turquia, em Göbekli Tepe, mais ou menos há 11.000 anos atrás.  As fundações desse templo religioso no topo de uma montanha, a 15 km de Şanlıurfa, no Sudeste da Turquia, são incontestáveis.  Haveria outros templos mais antigos?  Não sabemos.  Por ora, a civilização começou aí.  Göbekli Tepe é um templo extraordinário.  Ou melhor, uma série de templos dos quais muito pouco está escavado.   Inicialmente havia sido comparado a Stonehenge, na Inglaterra, por causa de seu desenho quase circular de pedras variadas.  Mas a semelhança com o sítio na Inglaterra para na forma circular.  Göbekli Tepe  foi construído muitos milênios antes de Stonehenge [que foi construído por volta de 2.500 anos aC, ou seja há 4.500 atrás].  Além disso, o complexo arqueológico turco é mais sofisticado.  Suas pedras gigantescas são cortadas com precisão e apresentam baixo-relevos de animais variados:  cobras, raposas, escorpiões, javalis e bandos de gazelas.  Construído uns há 11.600 anos, e 7.000 anos antes das pirâmides do Egito,  Göbekli Tepe  prima por maior sofisticação na construção do que se imaginava para a época, quando comparamos este a outros sítios posteriores.  Hoje, é considerado o primeiro grande monumento arquitetônico da humanidade.

Ilustração de bandos de nômades, como seriam os homens do neolítico.

Como então Göbekli Tepe se encaixa na chamada Revolução do Neolítico, proposta por Childe?  Não se encaixa.   Aquela época importante quando a agricultura tomou conta da nossa vida no planeta, aqueles milênios em que as culturas nômades dedicadas à caça e pesca passaram a plantar e cultivar os animais, não parece se refletir no primeiro grande templo da humanidade.  E isso é só uma das partes desse quebra-cabeças.

Mas o que foi achado em Göbekli Tepe para nos fazer questionar o que parecia certo e lógico?  Localizado na maior colina em toda área, por quilômetros e quilômetros, esse templo consiste de 20 câmaras no subsolo que têm um grande número de pedras de calcário em forma de T.  Muitas dessas pedras e pilares foram decorados com o desenho de animais do campo, em relevo, cinzelados.  As pilastras estão organizadas em círculos de pedras, — quatro foram escavados até agora.  Cada círculo tem não mais do que 30 m de diâmetro.  As pedras que os formam são de aproximadamente 6 metros de altura, pesando entre 12 a 18 toneladas.

Göbekli Tepe, Pedra do sol  [nome dado pelos arqueólogos para distinguí-la de outras pedras].

No entanto, não há vestígios de habitação permanente de seres humanos no local.  Nem mesmo rastros deixados por acampamentos de longa duração, já que nessa época não existiam ainda vilarejos, nem cidades, nem aglomerados humanos de maior complexidade.  Os seres humanos eram nômades, sobrevivendo da caça e pesca e de colheita de frutos da natureza.  Então como construir um monumento desse porte, se era preciso um grande número de pessoas, organizadas, que  exercessem diferentes tarefas?    As pedras da construção de Göbekli Tepe  são encaixadas precisamente, têm formas específicas e eram transportadas de longe, para este local pesando em média 15-16 toneladas cada.  Só isso exigiria uma organização muito mais complexa do que creditamos nossos antepassados de poderem ter exercido, porque tudo isso foi feito numa época em que os seres humanos não conheciam a escrita, o metal, a cerâmica ou a roda.

O que causaria esse grande esforço para se construir um templo, num lugar de tão difícil acesso?  O que havia levado esses povos a construir algo tão ambicioso?  E mais estranho ainda:  a enterrá-lo propositadamente depois de algum tempo e abrir um outro  templo circular um pouco mais adiante, e ao fim de um determinado tempo, enterrá-lo e assim por diante?  Acredita-se haver uns 20 a 40 templos circulares em volta de Göbekli Tepe.   Como o arqueólogo responsável Klaus Schmidt do Instituto de Arqueologia da Alemanha imagina: “bandos de caçadores teriam se juntado no local esporadicamente, através das décadas de construção, vivendo em tendas feitas de peles de animais e caçando os animais locais para alimento”.

Göbekli Tepe, vista de cima.

Os pilares, as colunas de pedra, foram colocados em círculos, num desenho comum a todos.  São pedras de calcário, como grandes colunas, ou grandes Ts.  No meio de cada círculo dois pilares.  As pedras podem ou não ser decoradas com animais estilizados, grande parte deles animais perigosos:  escorpiões armados para o ataque,  javalis agressivos,  leões ferozes.   Não se sabe ainda a razão, mas após uma ou duas décadas, essas construções eram regularmente enterradas, com todos os pilares sob terra, e novos círculos eram construídos dentro do círculo que foi enterrado, com novas pedras.  Às vezes até um terceiro círculo era organizado.   Aí então o grupo todo era enterrado, e um novo círculo, mais adiante era construído.  O local foi construído e reconstruído com círculos de pedras por séculos e séculos.  E ainda mais intrigante: a medida que os séculos passavam as construções  ficaram cada vez piores.  As pedras menos decoradas, com corte mais rústico, e tudo organizado de uma maneira menos cuidadosa.  Ao longo dos séculos o povo que construiu esses templos se tornou cada vez menos apto a fazê-lo.  Os esforços de construção pararam finalmente por volta do ano 8.200 aC.

Göbekli Tepe

Porque nenhuma habitação foi encontrada, o templo parece ter sido construído com um único objetivo: um centro cerimonial.  Os ossos achados nos canteiros arqueológicos, que mostram o que era consumido durante a construção desses círculos, são ossos de gazelas e outros animais caçados muito longe dali e mandados para o local para servirem de alimento.  Não havia nenhuma fonte de água natural no lugar.  Evidentemente havia necessidade de uma boa organização para que essa construção fosse feita e, no entanto, não foram achados ainda quaisquer vestígios de alguma estrutura social com mandantes e mandados.  Quem organizava essas centenas de pessoas necessárias para cinzelar, erguer e arranjar as pedras necessárias?  Klaus Schmidt lembra de maneira bastante enfática o que é tão intrigante:  “Descobrir que povos de caçadores, pescadores e apanhadores de frutos foram capazes de construir Göbekli Tepe  é como descobrir que alguém havia construído um avião 747 com um estilete”.  E no entanto, lá está, o templo fora do contexto temporal a que lhe atribuímos.

Câmara em Göbekli Tepe.

Mesmo que V. Gordon Childe tivesse sido abrangente demais nas suas teorias sobre a Revolução Neolítica, é preciso não descartarmos  o fato de que foi a agricultura que nos permitiu viver agrupados em  aglomerados, aldeias, cidades, reinos.  Com a agricultura também conseguimos prolongar as nossas vidas e chegar a um grande crescimento populacional.  E  poder plantar para colher não é um passo pequeno de desenvolvimento.  Mesmo que os homens neolíticos conseguissem proteger um pedacinho de terra em que o trigo ou cevada selvagens estivessem crescendo, suas sementes quando maduras se comportavam de maneira diferente das sementes dos grãos domesticados.  Isso só foi conseguido milhares de anos  mais tarde.  Os grãos das espécies selvagens se soltam da planta e caem no chão tornando uma tarefa quase impossível coletá-los no ponto preciso de amadurecimento.   Em termos de genética, a verdadeira agricultura de grãos só se deu quando uma área bastante grande de terreno pode ser dedicada ao cultivo de plantas que já haviam sofrido alguma mutação, deixando que os grãos maduros permanecessem nas plantas para a colheita.

Agricultura demanda organização, perseverança, disciplina e estratégias de longo prazo com relação ao retorno sobre o investimento do trabalho.  Como é um passo complexo aconteceu através de milhares de anos, quando povos nômades co-existiram com os sedentários.  Para que se tenha sucesso na agricultura  é necessário defender o investimento  contra a invasão territorial de animais e de outros seres humanos.  O trabalho se torna cooperativo e relativamente complexo, envolvendo um grupo social que exige uma estratificação, uma hierarquia social. Era muito maior o trabalho envolvido no cultivo de qualquer grão e na domesticação de animais  do que simplesmente colher, caçar e pescar.  No entanto, o sedentarismo prevaleceu.  Mas por que?  As vantagens são: pode-se plantar mais do que se consome; pode-se estocar comida para o período de inverno; pode-se trocar o excedente de um alimento de um grupo pelo excedente de alimentos de um outro grupo.   Mais pessoas comem.  O grupo, permanecendo num único lugar pode viver de maneira mais confortável, sem ter que carregar tudo o que lhe pertence.  Pode ter abrigo permanente contra as intempéries climáticas.

Mas nem tudo são flores.  Quando se fez a troca de uma vida de caça, pesca e colheita para uma agrícola, sedentária, o esqueleto humano mudou.   Temporariamente os homens ficaram menores, porque a dieta a que eles estavam acostumados, rica em proteína, também mudou.  Além do que, os animais domesticados também tiveram mudanças radicais sendo menos musculosos, oferecendo menos carne a ser degustada.  Mas, mesmo assim, insistiu-se na agricultura.  Por que?  É uma daquelas perguntas que ainda não pode ser bem respondida.  Há muitas teorias, entre elas a da extinção de animais selvagens pela caça generalizada, pressões populacionais…

Sabemos que a agricultura começou no que chamamos de Crescente Fértil: uma região  de clima temperado, do Oriente Médio irrigada pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo.  Uma área muito fértil, que é o lugar de nascença da história, da nossa história, da história da humanidade.   Foi aí que mais ou menos a 14.000 anos aC  os homens começavam a ter algum controle sobre a natureza, antes mesmo de conseguirem plantar para comer, antes mesmo de terem domínio sobre plantas e a domesticação de animais.   Foi aí que o mundo despertou.  Dá-se o nome de Crescente Fértil porque essa área, em que diversos povos chegam à agricultura, se desenhada sobre um mapa do mundo, formaria um arco, um crescente, sobre os atuais países: Egito, Israel, Cisjordânia, Líbano, partes da Jordânia, da Síria, do Iraque, da Turquia e do Irã.  É daí, nessa região, nas colinas suaves de Anatolia, que nasce a agricultura e consequentemente a civilização.  A uns poucos passos  de Göbekli Tepe. 

Localização de Göbekli Tepe, na região mais ao norte do Crescente Fértil.

É a proximidade entre o templo de Göbekli Tepe com primeiro cultivo proposital da agricultura que deixa alada a imaginação dos historiadores.  O que fez a população de Göbekli Tepe se organizar para construir um templo antes de mesmo de se organizar para a agricultura?  Obviamente havia uma necessidade emocional, interna, uma necessidade comum aos homens, de reverenciar um deus ou muitos, de idolatrar as forças que os governavam, para cultuar os favores: da caça e pesca abundantes, do renascimento constante de frutos e folhas.  Com a consciência de sua insignificância, de sua pequenez frente à natureza que os dominava, instalou-se  a precisão de um culto, dedicado a um ou mais seres, algo que aliviasse a angústia da incerteza da vida.

Área onde foram encontradas aldeias natufianas, desaparecidas por volta de 10.000 aC.

Antropólogos há muito assumem que a religião organizada surgiu como maneira de resolver problemas entre grupos à proporção que os nômades tiveram que conviver com outros grupos, quando todos se tornavam vizinhos sedentários, usufruindo das mesmas fontes de água limpa, de campos adjacentes, transformados em pequenos fazendeiros, responsáveis pela alimentação de seu grupo tribal.   Vilarejos surgiram, imaginava-se, da necessidade de estruturar as ações comuns que melhoravam a vida do individuo: enterro dos mortos;  abrigo à prova de animais para os membros do grupo,  o uso de plantas medicinais, e assim por diante.  E assumiu-se que só quando um uma visão de ordem celestial comum a um grande grupo apareceu, aí sim, vieram os templos, nas aldeias e nos vilarejos, um sistema religioso capaz de unir esses novos grupos.  Mesmo assim, já havia alguns indícios, raros é verdade, de que talvez essa ordem não estivesse correta: há resquícios de aldeias  datando de 13.000 anos aC , chamadas de Aldeias Natufianas [do período neolítico] que surgiram no Oriente médio, particularmente nas áreas que hoje cobrem os estados de Israel e Palestina,  Líbano, Jordão e oeste da Síria.  Os habitantes dessas aldeias, que viviam em lugar permanente, não eram agricultores, eram colhedores de sementes, de trigo, cevada e centeio, assim como caçadores de gazelas.  Como o professor Ofer Bar-Yosef,  da Universidade de Harvard apontou, a descoberta dessas aldeias foi “um grande sinal  de aviso que deveríamos mudar nossas idéias”. Mas essas aldeias neolíticas começaram a desaparecer por volta de 10.200 aC, quando houve uma pequena idade do gelo, com a queda da temperatura local por mais ou menos 11º centígrados.  As aldeias Natufianas certamente sugerem que a organização em aldeias veio anterior à agricultura.

Beidha, aldeia netufiana, no sul do Jordão, perto de Petra.

À medida que Karl Schmidt organiza e reflete sobre suas escavações em Göbekli Tepe também imagina as causas do aparecimento da agricultura antes mesmo da residência sedentária dos povos nômades. Talvez o templo tivesse sido construído por tribos das áreas ao entorno, num raio de 150 km, que tiveram como objetivo se agruparem, trazerem presentes e dádivas aos deuses, ou a um sacerdote. Certamente haveria alguma ordem social, que nos escapa hoje, que seria responsável pela construção do local e também pela organização dos fiéis. Haveria rituais, cantos, tambores, festas. E com o passar do tempo, da própria necessidade de alimentar os visitantes, agrupados ali para as cerimônias, houvesse aparecido a necessidade de garantir uma certa quantidade de comida. Teria nascido dessa maneira a agricultura nesse canto da Anatolia, sul da Turquia, com o cultivo mais intenso dos melhores grãos? Além das primeiras evidências de domesticação de plantas virem de Nevalı Çori, a 30 km de Göbekli Tepe, há muitos outros indícios deste início de tentaivas agrícolas, na mesma região. Os porcos domesticados pelo homem primeiro aparecem em Cayounu, a 100 km de Göbekli Tepe; gado bovino, caprino e ovino foram domesticados pela primeira vez no leste da Turquia. Todas as sementes de trigo existentes hoje no mundo inteiro são descendentes do einkorn kernel [Triticum boeoticum] cuja evidencia de DNA sugere ter sido domesticado próximo a Karaca Dağ , no sudeste da Turquia.

A visão que temos hoje da região é muito diferente daquela de então. O deserto do Curdistão era, naquela época, um lugar fértil, coberto de vegetação. Os relevos de todo tipo de animal nas pedras no templo atestam sobre esta abundância. Tudo indica que foi o homem, justamente através da agricultura do período neolítico que levou à desertificação: árvores derrubadas, o solo escorrendo com as chuvas, a terra exposta, sem plantio. Tudo o que mantinha verde esse grande oásis à beira de uma região de equilíbrio delicado, foi modificado e acabou sendo devastado. Teria sido esta a primeira grande perda ecológica que tivemos?

O Jardim do Éden, 1612

Jan Brueghel ( Holanda, 1568-1625)

óleo sobre placa de cobre,  50 x 80 cm

Galeria Doria-Pamphili,  Roma

São os contrastes entre esta visão paradisíaca da região — quando Göbekli Tepe foi construído, época em que grupos nômades se saciavam com o que apanhavam na natureza —  e a introdução da agricultura na área, com a devastação do meio ambiente em seguida, que têm levado alguns historiadores a se perguntarem se não seria justamente sobre esses eventos, a descrição da Expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden no Paraíso e sua subseqüente punição: serem obrigados a colher o fruto de seu trabalho, como descrito no primeiro livro do Gênese da Bíblia.  Adão, o caçador, foi levada a arar o solo de onde havia vindo.

Adão e Eva depois da Queda, 1818

Johann Anton Ramboux (Alemanha, 1790-1866)

óleo sobre tela,  115 x 139 cm

Museu Wallraf-Richatz,  Colônia

Que muitos dos relatos bíblicos vez por outra parecem ser comprovados, é fato.    Uma das publicações mais populares  de meados do século passado, que comparava  textos bíblicos às descobertas arqueológicas é o clássico E a Bíblia tinha razão, de 1955, do escritor alemão Werner Keller, um grande best-seller universal.  Muitos outros estudos desde então já apontaram diversas vezes para a área do Curdistão na Turquia como a provável localização do Éden: a oeste da Assíria, exatamente onde se encontra Göbekli Tepe.  Além disso, o Jardim do Éden bíblico está situado entre quatro rios incluindo o Tigre e o Eufrates.  Tom Knox, autor do romance de suspense The Genesis Secret, [Harper Collins: 2009] aponta para seus leitores  outros detalhes interessantes, entre eles, textos sírios, escritos na antiguidade, onde há a menção da Casa do Éden [Beth Eden], como um reino pequenino,  localizado a 75 km de  Göbekli Tepe. Outras referências  sobre a localização de um possível lugar chamado Éden [que na língua da Suméria significa “planalto” ] auxilia na localização do paraíso justamente no planalto de  Haran.

Angelus, 1857-59

Jean- François Millet (França, 1814-1875)

Óleo sobre tela, 55x 66 cm

Musee d’Orsay, Paris

Quando juntamos essas referências,  vem a vontade de dizer que as construções encontradas no sítio arqueológico de Göbekli Tepe, poderiam apontar para um templo localizado dentro do Jardim do Éden.    Mas ainda é muita especulação.  No entanto o que sabemos é que o local foi considerado santo há muitos e muitos milênios.  Inspirou o ser humano à introspecção, ao sagrado, à aceitação do divino em suas vidas.  Templo foi, sem dúvida.  Por si só expressa a necessidade humana de ir ao encontro de um poder maior,  de reconhecer suas próprias limitações e de apelar aos poderes que têm controle sobre nós.  Göbekli Tepe mostra que a necessidade de se agradecer dádivas, de se admitir o que é santo, de se confirmar em grupo a união com o Criador é inerente ao homem e como tal mais antiga do que imaginávamos.  Parece apontar, de fato, para o local do nascimento da religião.

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Esta postagem foi um sumário das idéias demonstradas nos seguintes artigos:

The Birth of Religion, de Charles C. Mann,  The National Geographic Magazine

Göbekli Tepe, em  Ancient Wisdom

Do these mysterious stones mark the site of the Garden of Eden? de Tom Knox,  The Daily Mail

E auxílio dos seguintes blogs: Hubpages; Essay Web; Hubpages (2);  Paleo Playbook, Mr.Guerriero



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79 responses

19 06 2011
galileu

Ao serem expulsos do Jardim do Éden, Adão e Eva ficaram impedidos de retornarem a ele, pois poderiam comer do fruto da árvore da vida e adquirirem a vida eterna. Quem sabe essa descoberta nos revelará a árvore da vida.

19 06 2011
peregrinacultural

Quem sabe? Isso mesmo, é esperar para ver o que acontece quando o resto do terreno e todos os círculos forem escavados.

26 06 2011
carlos

Primeiro, só sobra o que resiste, no caso pedras. Quem garante ou não uma cidade de barracos de madeira e palha ao redor? Isso não deixaria rastros. Mas e quanto a perfeição dos cortes e as figuras de animais desconhecidos da região? Já aos bíblicos fica a lembrança: segundo as “sagradas escrituras” o mundo tem cerca de 5700 anos. Como pode construções anteriores ao próprio mundo? Muito a conhecer, ou não?

12 06 2012
Juliete

No livro de Gênesis não é citado a data da criação do mundo, os historiadores que calcularam através da árvore genealógica dos personagens bíblicos a suposta data da criação. As pessoas que gostam de se limitar, é o mal do brasileiro nunca lê e quando lê acredita em tudo. Isto é uma grande descoberta pois muda a ordem da teoria da evolução humana. Historia é muito linda…rsrsrs. Não estou te criticando só respondi a sua pergunta com a minha opinião.

7 03 2015
daniel

De fato a bíblia não conta em detalhes a criação do mundo, universo da humanidade etc. Apesar de mesmo assim a bíblia dar detalhes interessantes (o que me prende a ela), não só no Livro do Gênesis (Bereshit) mas ao longo de outros Livros da bíblia, como o Livro de Jó. Mas o crer ou não crer é individual e não quero entrar em detalhes sobre isso. De qualquer forma não podemos descartar a bíblia já que ela também é antiga o quanto. Com certeza de alguma forma as coisas surgiram, assim como o universo, a humanidade etc.

26 06 2011
Petrus

E aqui no Brasil só se pensa em plantar cana, o que causa num primeiro momento a extinção de plantas e animais e num segundo momento a desertificação do terreno. Quem sabe no futuro quando tudo isto aqui for um deserto alguém achará algumas ruínas no grande deserto chamado Brasil e irá comparar a Gobleki Tepe onde não existe mais nada a não ser deserto e algumas ruínas.

8 07 2011
Júlio Dalcin

O matéria remete o leitor a uma época enigmática na história da humanidade, onde gravuras em baixo relevo e pedras pesando toneladas aparecem milimetricamente cortadas, surgindo como uma obra de engenharia no período em que o homem era apenas um caçador-coletor. Quem conhece as Crônicas da Terra, do historiador (autoridade em cuneiforme) Zecharia Sitchin, vê com outros olhos o que a arqueologia tem trazido a luz. Confirmada a datação, Göbekli Tepe se encaixa na tese do historiador, podendo ser Templo e Observatório Astronômico ao mesmo tempo, segundo ele, os sumérios (4.000 a.C) atribuíam todo seu conhecimento aos anunnaki, que vieram de um planeta chamado Nibiru, que fez o abismo descer lá por 11.000 a.C., cuja tradução significa um degelo brusco que ocorreu na Antártida no fim da última era glacial, causado por uma das passagens de Nibiru, ocasionando ondas com mais de 50 metros de altura que varreram a Terra. Evento citado também na Epopéia de Gilgamesh (rei de Uruk), onde Utnapisthin (Ziusudra) é avisado por Enki-Ea que o ensinou a construir uma embarcação onde salvaria animais e familiares. Esta história tem paralalelo com a versão bíblica do dilúvio, sendo na versão de Sitchin, Enki-Ea (deus de Eridu), o pai de Noé, que após as águas baixarem começou a repovoar a Terra que teve surtos de desenvolvimento a cada 3600 anos (órbita de Nibiru), o que explica o declino de Göbekli Tepe lá por 8000 a.C. alavancando outro local mais abaixo ainda não descoberto, até desembocar nos sumérios. O formato de um T das pedras também é entendido como sendo um dos símbolos de Nibiru, o planeta da travessia. Mesmo estranha, a tese explica os mistérios que envolvem a humanidade, foi Enki quem construiu Stonehenge.

Júlio Dalcin
Parnamirim/RN

6 03 2015
Tchelo Seabra

Excelente observação. Tb havia pensado nisso…

8 07 2011
Júlio Dalcin

A mitologia vira realidade no sitchin.com

20 07 2011
Júlio Dalcin

Correção: revendo datas, verifiquei que não existe outro local onde houvesse tido um surto de desenvolvimento a ser descoberto, com o declínio de Göbekli Tepe, o próximo surto de desenvolvimento foi mais abaixo, na Suméria, impulsionado pela primeira visita de Anu, o governante de Nibiru, após o Dilúvio.

1 08 2011
peregrinacultural

Júlio, obrigada pela correção. Um abraço, Ladyce

15 08 2011
rone

mas voce olha somente para o oriente e sobre tiwanaku puma punku sao cidades muito mais antigas que isto aprox 17000 anos e aqui nas americas

15 08 2011
peregrinacultural

Rone, obrigada pela leitura do artigo no blog.

Você está se confundido quanto as cidades que mencionou. Na verdade não há lugar nas Américas — conhecido — tão antigo quanto os sítios arqueológicos na Turquia.

Tiwanaku, ou Tihuanaco data de no máximo 1.500 anos antes de Cristo ou seja, 3.500 anos atrás. Mas o seu período de maior produção realmente começou por volta do ano 200 da nossa era, ou seja 1800 atrás.

Puma Punku tem realmente construções em pedras que lembram as de Göbekli Tepe, mas há diversas teorias sobre sua verdadeira idade. Não acredite em tudo que você venha a ler na internet pois há muito pseudo-arqueólogo tentando demonstrar idade e maneiras de construir, que inda não foram provadas cientificamente. Além do que a idade máxiam atribuida a Pumapunku é de 15.000 anos, ou seja 2.000 anos a menos que os sítios arqueológicos em questão.

Obrigada pela visita, um abraço, Ladyce

29 07 2011
carlos eduardo pazini

em Urantia, Globekli tepe seria o 2° jardim do eden, sendo quu por perto, deve haver outro no caso Vimoni çoci, o 1° jardim foi construido numa ilha que ficava no golfo persico, esse é o segundo jardim…. quanto ao sumeritas, não sei, pois depois da morte do Adão, diversos povos ocuparam o templo, cada povo com suas ideologias, ou seja, gobekli tepe seria um palco para varias “apresentações” criados por diversos povos que ali passaram

1 08 2011
peregrinacultural

Interessantíssimo! Obrigada pela contribuição. Ladyce

27 08 2011
Trengo

Excelente! Grato pela súmula!

28 08 2011
peregrinacultural

Obrigada Paulo, volte sempre!

30 08 2011
Jeferson

Assiti á documentário detalhado sobre Göbleki Tepe e pude constatar que a lavra e colocação das pedras utilizadas nas construções beiram a impossibilidade mesmo hoje, claro, se utilizarmos apenas os recursos que julgamos disporem os humanos da época.
Poderíamos chamar o local de Stonehenge Refinado, mas esta palavra denota algo como cultura superior, conhecimento superior, e o local é milênios mais antigo que Stonehenge, ou seja, um enorme paradoxo.
Quanto a existência de algo semelhante nas Américas; Acredito que até possa ter havido, mas não teríamos como saber, já que o clima desta parte do mundo não permitiria a sobrevivência de tais estruturas por períodos tão longos de tempo.

30 08 2011
peregrinacultural

Oi, Jeferson, obrigada pela visita e pela contribuição. Você tem razão o clima tropical colabora para uma detetriorização mais veloz. É concordo com você que poderáimos até ver algo semelhante nas Américas. Hoje, acredita-se que o desenvolvimento da civilização deve ter aparecido em diversos lugares ao mesmo tempo. Um grande abraço, e volte sempre. Ladyce

1 09 2011
Onir Francisco Damas

Tomei conhecimento sobre Gobekli Tepe este mês e pesquisando sobre o Assunto fui inspirado a escrever um Artigo dando minha interpretação Bíblica;

O Artigo está postado no meu Site cujo endereço eletrônico segue abaixo:

http://www.assuntospolemicosdabiblia.com/artigos/gobekli-tepe-e-o-jardim-do-eden/

22 09 2011
hikaru-san

Seu Onir, após responder esse artigo pesquisei mais na net e não demorei muito lhe encontro aqui. Vejo que não es o único com idéias fantasiosas para explicar o assunto. O interessante é que nenhum dos que pensam assim, o senhor está incluso, tem respaldo bíblico ou arqueológico para isso.

11 10 2011
Onir Francisco Damas

Quanto ao aspecto da visão espiritual existem três tipos: os que não enxergam; os que vêem; e os que não querem enxergar.

Fique na Paz de Jesus

Onir

13 10 2011
regina mesquita neiva de melo

se adão e eva não foram seres de outro planeta para povoar a terra e desenvolve-la geneticamente, …então o que fez caim quando foi expulso do paraíso e ninguem podia lhes fazer mal, na BÍBLIA diz que ele casou com uma mulher de uma tribo , fundou uma cidade. prá quem? prás formigas?………..

11 04 2016
Luciferiano

Éden, como citado na matéria acima, era uma região abrangente e próspera, a expulsão de Adão e Eva foi do jardim situado nessa região. Que por sua vez tiveram que arar a terra para obterem seu sustento.
Quanto ao Caim, ele se casou com uma irmã (sim com uma irmã), e foi constituir sua família como nômade já que a Escritura diz que ele andaria errante na terra. Ele temeu por sua vida na possibilidade de vingança. Então o Criador lhe pôs um sinal para que ninguém o matasse premeditadamente como ele havia feito com Abel.
Sobre alienígenas. É vaga essa definição. Logo se tomarmos esse termo na sua total literalidade, o próprio Criador deve ser considerado como um. Lembrando que há uma citação do Messias que ele diz:
“Meu reino não é deste mundo.”
Se houve alienígenas aqui?! A resposta é sim (a própria escritura atesta isso). Mas de onde eles vieram, isso já requer um estudo mais analítico.

24 11 2011
Sagan

Chegará o dia em que as “autoridades ” da arqueologia que teimam em ignorar as maiores descobertas arqueológicas serão caladas para sempre.A descoberta de Gobekli Tepe foi mais uma lição para eles, que, não podendo contestar o óbvio, se remetem ao silêncio.
A nossa verdadeira história é mais fantástica do que alguém poderia supôr, descobertas como Glozel, as piramides submersas em Cuba, as piramides da Bósnia, a coleção de Klaus Donna, com esqueletos de Nephilim com 7 metros de altura, artefactos com 17000 anos absolutamente incriveis, que desafiam todas as leis fisicas.
A existência humana é como tudo o resto no universo: ciclica, estando deste modo, sujeita a uma evolução histórica não ascendente.

3 03 2015
Ana leme da silva

Acho que não podemos descartar tão facilmente algumas visões mais transcendentes. Na verdade, não sabemos quase nada do universo e até mesmo do nosso planeta. Existem arqueólogos com ideias de ameba, que defendem o indefensável! E existem os extremistas da fantasia! Saibamos que muito ainda temos a descobrir…e que bom! Mantenhamos a mente lúcida e aberta! De uma coisa não tenho dúvidas: seres muito mais evoluídos que no, hoje, estiveramaqui e deixaram maravilhas para admirarmos e quebrarmos a cabeça! Abraço a todos!

29 12 2011
Eder Luiz

os Cientistas tentam explicar a evolução e os cristãos a fé. Todos com seus ponto de vista sem encontrar um ponto de fusão. Parece q esquecem q a terra é um pontinho perdido no meio do espaço e que existe muito a ser descoberto. Pesquisando descobri q estruturas megalíticas tmbm foram encontradas submersas na costa do Japão com +ou – a mesma idade. Vi num documentário q foi encontrada numa pedra com milhões de anos uma ferramenta parecida com uma “marreta”. O Vaticano mudou de conversa e disse q sim; q pode ter vida em outros planetas. Acho q Deus nos reserva muitas outras surpresas num futuro muito próximo.

6 02 2012
Onir Francisco Damas

Quanto a achados arqueológicos que retrocedem a milhares ou milhões de anos, não tem nada a ver com extraterrestres, bem como a esqueletos que ultrapassem a normalidade humana;

Precisa ficar entendido que existiram dois “Éden”;

O Éden de Lúcifer há milhões de anos, e o Éden de Adão há milhares de anos, cujos Períodos foram encobertos pelo transcendentalismo que os envolve;

Tudo isso eu explico no meu Site em Livro e Artigos;

Onir

10 03 2012
Hugo Leal

Interessantissimo, muito completo, óptimo auxiliar académico devido às referências.
Muito obrigado. Voltarei.

Hugo Leal, Lisboa

10 03 2012
peregrinacultural

Obrigada, volte sempre. Um abraço, Ladyce

7 05 2012
Jeferson Ghisio

Não tem como não se apaixonar pelas teorias, histórias e enigmas que envolvem o inicio da humanidade. Texto muito bem escrito!!
Vou dar mais uma passeada pelo seu Blog para ver se encontro outras matérias tão interessantes quanto esta!!
Um abraço!

7 05 2012
peregrinacultural

Obrigada Jeferson pelo caloroso entusiasmo quanto ao texto. Concordo com você sobre as diversas teorias, são apaixonantes. Um grande abraço,

28 05 2012
Reynaldo Ansarah

Quando vc respondeu ao Rone, levou em consideração as civilizações existentes no Piauí (PN da Serra da Capivara), onde a Niède Guidon afirma que estamos lá há mais de 50.000 anos?

29 05 2012
peregrinacultural

Prezado Reynaldo, não, não levei em consideração essas hipóteses por desconhecê-las. Obrigada!

29 05 2012
edison

Nossa!!! Muito interessante.

22 09 2012
Carlos Araujo

Um ponto interessante que precisa ser observado é que, com o passar do tempo, a qualidade das construções foram piorando. Por que isso aconteceu? Não é muito lógico. Porque indivíduos com séculos de antecedência teriam condições de fazer obras com mais qualidade que outros séculos após? Qual a causa desse “desaprendizado”?
Parecer que houve uma “idade média ” neolítica.

23 09 2012
Salvio

Muito interessante! Obrigado pelo texto.

Quando se fala sobre civilizações antigas e/ou míticas, Atlântida é muito lembrada e talvez estas ruínas de Göbekli Tepe tenham relação com uma possível migração dos atlantes após o cataclisma que os atingiu.

Isto explicaria a gradativa deterioração na capacidade dos seus construtores , na medida em que as gerações se sucediam, foram perdendo o conhecimento que vieram com seus ancestrais atlantes.

E pegando gancho na teoria do colega aí de cima de 2 Edens, se o 1º Eden era em uma ilha, esta “Ilha”, segundo o prof. Arysio dos Santos, estava na atual Indonésia . (As ruínas submersas de Yonaguni , entre Japão e Taiwan, descobertas nos anos 80 são datadas com cerca de 11.000 anos…)

O cientista mineiro Prof. Arysio Nunes dos Santos ( Falecido em 2005) propõe uma verdadeira revolução no local de onde estaria localizada e no próprio conceito do representou “Atlântida” na história da humanidade.

O prof. Arysio possui um curriculum acadêmico invejável.

Físico nuclear, engenheiro eletrônico e professor de engenharia nuclear na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutor (Ph. D) e livre docente em físico-química e inventor, com várias patentes, nas horas vagas. Informa ainda o prof. Arysio que nos últimos 17 anos esteve em lua-de-mel com as ciências ocultas, tendo publicado diversos artigos e dois livros: um sobre alquimia e outro sobre a Atlântida.

Além dessa formação nas ciências exatas possui também sólidos conhecimentos em mitologia, religião, antropologia, lingüística, geologia e arqueologia. Seu curriculum pode ser acessado no endereço http://www.atlan.org/info/about/ary/.

Vale a pena ler seu livro: “Atlantis – The Lost Continent Finally Found”

15 10 2012
magno

acho a descoberta incontestavel do ponto de vista cinentifico e historico.. Tudo que aprendemos desmoronou dado o fato de que nossa civilizaçao teria tido inicio a 5 ou 6 mil anos.. Ai vem esse lugar… Com 12 mil anos de idade… Fantastico! Mais nao se trata em minha opiniao de jardim ou berço da raligiao e sim de que estamos errados sobre quase tudo que se refere a historia e a propia religiao

16 10 2012
peregrinacultural

É surpreendente não é mesmo como conseguimos descobrir coisas novas mesmo quando já achávamos que sabíamos bastante! Sim, a idéia do Jardim do Éden é debatível. Concordo. Mas uma bela metáfora. Obrigada pelo comentário!

21 10 2012
Rui Ferreira

Os meu parabéns pelo blog,.. julgo até que estas novas descobertas obrigam a reescrever inumeros livros de história.Já tinha lido e visto até um doc no national geographic sobre este site arquelógico. A minha questão vai no âmbito do foco religioso que se atribui a gobleki. Dado que as representações de animais serem frequentes no local, estaremos aqui a observar não uma religião pp dita mas sim uma representação da união do homem com a natureza, de algo mais próximo do xamanismo, do que a adoração de uma ou mais entendidades ou deuses? As próprias figuras humanas representadas aparecem sem face ou características próprias. No caso dos animais aparecem exemplarmente esculpidos, com detalhes muito precisos…
Fica a questão.
Obrigado desde já
Rui

23 10 2012
peregrinacultural

Obrigada Rui,boas observações e muito pertinentes. Realmente há a forte possibilidade de que não seja uma religião como nós entendemos hoje. Xamanismo é uma boa escolha para descrever o que poderia ser. É esperar para ver o que aparece em termos de pesquisas. Tudo isso ainda está muito no início das pesquisas científicas. Obrigada, quem agradece sou eu. Ladyce

21 10 2012
Rui Ferreira

Depois de lhe escrever deparei-me com esta info tb na net! Julgo que vai um pouco mais além nas descobertas efectuadas. O próprio arqueólogo alemão que estuda o site de globeki vem alterar algumas das suas opiniões iniciais.

Cumps.

23 10 2012
peregrinacultural

tem o linK? Obrigada!

23 10 2012
Rui Ferreira

http://www.quora.com/G%C3%B6bekli-Tepe/How-does-the-G%C3%B6bekli-Tepe-find-change-our-view-of-human-history

Desculpe Ladyce, a minha intenção era deixar-lhe o link mas não ficou!
Obrigado e até breve
Rui

24 10 2012
peregrinacultural

Obrigada! 🙂

2 11 2012
Ernesto Villafuerte

As praças circulares também foram uma característica da civilização de Caral no Perú, cuja antiguidade se remonta a 5.000 anos de antiguidade e é considerada a cidade mais antiga das Americas, contemporânea das pirâmides de Egito. Vejam um exemplo de uma praça circular em http://www.arqueologiadelperu.com.ar/caral_e.htm

2 11 2012
Ernesto Luis Villafuerte Oyola

Sobre Puma Punku o que existe no Wikipedia: “Determinar a idade do complexo de Puma Punku tem sido o foco de pesquisadores desde a descoberta deste sítio arqueológico. O especialista andino, o professor de antropologia W. H. Isbell, determinou através de testes com rádio carbono que a construção da camada mais antiga ocorreu entre os anos de 536 a 600 d.C.”

4 11 2012
lordtux

Nossa, belo artigo, muito elucidativo e informativo. Acabei encontrando ele porque estou assistindo a série Ancient Aliens onde Gobekli Tepe é citado.

5 11 2012
peregrinacultural

Obrigada! 🙂

24 01 2013
Antonio

Não tenho certeza se entendi corretamente, mas os circulos concentricos foram construídos em épocas distintas, de fora para dentro, os mais externos sendo enterrados antes de construídos os mais internos? É isso?
Porque olhando simplesmente para a formação em circulos concentricos, onde a entrada do circulo mais externo e a entrada do círculo seguinte é separada por uma distãncia que simula um labirinto, e assim sucessivamente até se alcançar o centro; enfim, essa formação em setores mais e mais secretos me lembrou o tabernáculo do santo dos santos hebraico – e depois o templo – onde até se alcançar o cerne (o santo dos santos) se passava por compartimentos sucessivos. Como existe a correlação como o jardim do éden, essa minha observação talvez não soe inteiramente descabida.

25 01 2013
peregrinacultural

Antonio, obrigada mais uma vez pela sua consideração quanto a este artigo. Não posso — por não saber — responder a você como esses círculos foram construídos: se de entro para fora ou ao contrário.

Quanto ao Jardim do Éden é uma suposição.

Quando tratamos de arqueologia, temos que ter muito cuidado em nos limitarmos exclusivamente ao que foi encontrado, estudar o que foi encontrado e aos poucos irmos fazendo conexões. Ainda há muito a ser contextualizado em Göbekli Tepe.

Um grande abraço,

25 01 2013
Antonio

Peregrina, em seu texto está escrito: “Não se sabe ainda a razão, mas após uma ou duas décadas, essas construções eram regularmente enterradas, com todos os pilares sob terra, e novos círculos eram construídos dentro do círculo que foi enterrado, com novas pedras. Às vezes até um terceiro círculo era organizado.”
Foi esse trecho que me deixou a impressão de que os circulos eram construídos – e agora que reli parece bem claro – de fora para dentro, em circulos concentricos, mas em tempos diferentes.

7 05 2013
29 08 2013
Caio Giordano

Pelas fotos que vi de Gobekli Tepe acredito que naquele local havia uma sociedade composta de clãs. Os animais representavam os clãs. Há casos semelhantes já estudados. Quanto aos lugares que parecem altares de sacrificio, podem ser simples cozinhas ou podem ser mesmo altares. Sobre Jardim do Éden, acredito não ser esse o caso. Tomando por base a Bíblia, o caso mais próximo seria a sociedade formada pelos que sairam da Arca de Noé. Os animais seriam companheiros representativos da nova oportunidade para viverem suas vidas. O fato de terem enterrado suas construções, talvez como indicio de uma migração condicionada por um evento climático. Enterraram pensando em voltar e ocupar de novo seu lugar próprio. Quanto aos clãs, esses teriam migrado para locais diferentes, pensando que algum dia retornariam e se encontrariam em Gobekli Tepe. É claro que tinham agricultura. E possivelmente gado e arado.

11 04 2016
Luciferiano

Muito boa sua lógica!
Pode não ser isso, mas essa idéia deve sim, ser inserida no contexto.
Mas esse parecer me fez pensar na possibilidade de esses desenhos serem um guia astrológico/astronômico. Com algum um tipo de marcação zodiacal, já que a turma de Samyaza ensinou uns truques legais em troca de casamento.

29 08 2013
peregrinacultural

Interessantes as suas observações, Caio. Obrigada pela continuação dessa conversa… Vamos ver o que o resto do pessoal acha. Um abraço,

4 11 2013
Luciano

As colunas em forma de “t” parecem colunas que sustentam telhados. Ou seja, não seria possível a estrutura tivesse uma cobertura (madeira e palha) que não deixaram rastros para a história?

5 11 2013
peregrinacultural

Luciano, esta é uma boa ideia. Realmente casas nessa época — e até recentemente na Europa — tinham telhados de produtos vegetais. Não posso informar se essa hipótese já foi considerada e aprovada ou descartada. Simplesmente não tenho a informação. Obrigada por sua contribuição,

25 07 2014
Diogo

Muito bom seu material!

26 07 2014
peregrinacultural

Obrigada Diogo!

27 08 2014
Josué

Gente, muito se tem discutido sobre fé, religião, teoria e outras coisas mais. Será que que descobertas como a arca de noé, encontrada na turqiua, no monte ararat como diz a biblia, a epopéia de Gilgamesh, escritos que datam de 2750 anos antes de Cristo contendo registros de um grande dilúvio e um herói, Noé, e agora Gobekli tepe, exatamente onde a biblia diz que era o éden, tudo isso não nos faz refletir nem um pouco na existencia de um Deus criador de todas as coisas? e não uma “evolução” que não passa de (Teoria)? Como diz o Onir F Damas, se nessa época o homem, como dizem não sabia trabalhar a pedra, quem teria construido tudo aquilo? Gente! Mas é muuuuiiiita falta de fé!!!!….. Para e pensa gente! reflete só um pouquinho!

27 08 2014
Josué

As pessoas costumam associar a historia bíblica com religião, não faça isso pois não tem nada a ver, existem inúmeras religiões que sequer sabem da existência da bíblia e mesmo assim são religiões então, não tem a ver uma coisa com a outra. Quando se associa Gobekli tepe à narrativa bíblica do éden está se falando da criação do ser humano e não de religião, muito menos da evolução de Darwin.

26 09 2014
James

Muito intrigante a descoberta de Göbekli Tepe. Nos faz pensar em todo tipo de coisas.

27 09 2014
peregrinacultural

Concordo. É intrigante e também demonstra o quanto não conhecemos…

22 02 2015
Felipe

Creio que a resposta está justamente aonde poucas pessoas questionam. O templo é fora do seu tempo. Não existem meios possíveis (ao nosso ver) de um povo caçador e sem conhecimentos construir algo desse tipo.

Como então, resolver essa questão?

Existem diversos artigos e estudos que questionam a datação via carbono em diversos quesitos, inclusive dinossauros. É possível sim datar objetos e o carbono é preciso em objetos, utensílios mas nunca foi precisamente exato quanto se trata de rochas. Temos exemplos de lavas sedimentadas durante nosso tempo, que após análise de estudos com carbono, dataram-na de milhões de anos! Se não sabemos a idade de pedras que sabemos a idade, imagine as pedras que não sabemos a idade.

Quanto a Bíblia, é importante mencionar que todos os povos da região do Oriente e inclusive das Américas tem lendas similares de um dilúvio global com apenas uma família sendo salva num barco. Seria muita coincidência se todos esses povos – que nem se conheciam – atestar a mesma origem com detalhes referentes a Bíblia, se o mesmo não fosse um evento real, como eu creio que foi.

Concluindo, creio que esse templo esteja datado errado. E deva ter sido construído sim logo após o Dilúvio, daí vem o tanto de animais de diversas regiões gravadas nas pedras.

Um abraço

13 07 2015
daniel x.souza

o que me intriga, é que: se adão foi expulso do éden porque poderia comer, o fruto proibido, e ter assim a vida eterna, o que Deus não queria, então ele não comeu o fruto, pois teria sido expulso, mas com a vida eterna. Se não comeu o fruto, porque foi expulso ?

13 07 2015
peregrinacultural

Daniel, verifique os seus dados… volte a ler a história. Adão provou do fruto da árvore do conhecimento, que lhe havia sido proibida. E por isso ele e Eva foram expulsos do paraíso.

15 07 2015
margaretevillanovav

Republicou isso em margaretevillanovave comentado:
Cultura…

15 07 2015
peregrinacultural

🙂

24 08 2015
Martin Juan (@Darth_Sarrah)

Lendo a opinião (e pergunta) de Luciano (19:59:22) :
“As colunas em forma de “t” parecem colunas que sustentam telhados. Ou seja, não seria possível a estrutura tivesse uma cobertura (madeira e palha) que não deixaram rastros para a história?”
Sou obrigado a concordar. Já tinha pensado nisso.
Quanto aos construtores, são partidário da teoria cíclica, ou seja de que grandes e poderosas civilizações nasceram, cresceram e desapareceram várias vezes antes da nossa (que segundo alguns estudiosos, um dia declinará e morrerá, dando lugar a outra que ao ver nossas ruínas, elaborará teorias e se questionará sobre nós, como nos questionamos sobre o Éden, a Atlântida, a Hiperbórea, etc.)
Claro que não veremos isso, seremos apenas mitos, para eles…
É meio deprimente, eu sei.
Parabéns pelo post. Excelente estudo.

24 08 2015
peregrinacultural

Excelente resposta. Também acho que pode ser que tenham tido telhados de material orgânico.

Tenho a impressão, e isso é totalmente sem qualquer conhecimento científico que sim um dia seremos mitos… E sabe uma coisa que preocupa? Pouco da nossa Civilização Ocidental está gravada em algo que permanece por muito, muito tempo. Pedra. Bronze… algo assim.

Há tempos está tudo gravado em papel que não resiste por muito tempo dependendo das condições climáticas. E agora que tudo está se transformando em ebits tudo se evapora ainda com mais rapidez.

Consequentemente seremos lembrados pelas esculturas dos presidentes americanos em Mount Rushmore entre outros poucos monumentos…

Sim, não faz sentido, mas às vezes paro diante de uma obra e me pergunto: quantos anos isso vai sobreviver? O que pensarão as gerações futuras quando virem isso?

Obrigada pela contribuição, um abraço

11 04 2016
Luciferiano

Analisai as Escrituras. Saberás quanto tempo durarão esses monumentos.
Confia naquele que morreu por nós, sê tu perseverante nos caminhos que levam à sabedoria, à justiça e ao amor.
Não te aflijas com o que há de vir, ainda que tenhas pouco, pois, se estiver bem com o Altíssimo, será o suficiente.

24 11 2015
Marcelo Machado

É engraçado, com algumas tantas evidências à cerca dos relatos bíblicos, para alguns é mais fácil crer em conjecturas céticas advindas de suposições e “achismos”, e outros ainda pior, querem crer que tudo isso é obra de alienígenas avançados, fala sério…

11 01 2016
Haroldo C. Penedo

Acho que na verdade que todos os relatos deixados por religiões antigas são duvidosos, principalmente os relatos bíblicos, pois hoje em dia já está provado que a bíblia foi manipulada por interesses eclesiásticos e políticos com o intuito de terem o controle das massas. Não sei como pode acreditar em um livro tão manipulado. Acho que estamos em uma nova era em que a verdade dos fatos com o apoio da ciência começa a iluminar as mentiras e as idéias apoiadas por verdades que não mais se sustentam. Somente os cegos e surdos não podem ver ou escutar, ou os orgulhosos senhores de pseudos conhecimentos que estão se desmoronando com as novas descobertas arqueológicas.
Há uns 20 anos quem acreditava em planetas fora de nosso sistema solar era taxado de maluco, porém vemos neste momentos um número cada vez maior de planetas e alguns parecidos com a Terra, Portanto quanta ignorância avassaladora cegava os astrônomos e cientistas até que o primeiro planeta fora de nosso sistema solar foi descoberto. Temos que para de nos apoiar de forma irredutível aos relatos religiosos como se fossem a verdade absoluta. O ser humano tem que aprender que não samos os únicos num universo que possui bilhões de galaxias como a nossa sendo que cada galaxia possuem bilhões de sois com outros bilhões de planetas e com certeza alguns milhões de planetas como o nosso onde pode haver com certeza civilizações mais evoluídas e menos.
Portanto peço a todos tentem ser seres de mente aberta e acreditem que tudo o que aprendemos sobre a história de nosso planeta e das civilizações que o habitaram vai mudar, com a ciência mostrando a verdade nua e crua mesmo para o horror dos fanáticos. Sim acredito que houveram civilizações mais evoluídas que a nossa e os cientistas em sua maior totalidade como não conseguem explicar inventam estórias que a evolução da ciência e da arqueologia irão mostrar a verdade em breve. Como já estão admitindo, devido a achados como os de Tobleke Tepe na Turquia isto faz com que cientistas e arqueólogos mudem suas opiniões, Mais não muito longe a ciência também provará que megas construções como as que existem na Bolivia, Peru e no Egito já existiam milhares de anos antes que o homem civilizado aprendesse a escrever e a manipular o ferro.
Caros amigos meditem um pouquinho só voltemos no tempo uns 50 anos e vejam como era primitiva a nossa medicina e seus conceitos e metodologias.
Então voltem para o dias de hoje e vejam o que se aprendeu em 50 anos.
Então se realmente pararmos para refletir sobre os inexplicáveis monumentos megalíticos que nossos ignorantes sábios não conseguem explicar são tão ignorantes que não possuem a humildade de dizer que eles hoje em dias não conseguem verbas e tecnologias para construir esses megalíticos de incrível perfeição que se espalham por nosso planeta

11 04 2016
Luciferiano

Será que não conseguem?…

25 01 2016
IVAN HAUPTMAN

Escrevi um livro “Os Guardiões da Pedra Filosofal” onde explano tudo que aprendi com escolas esotéricas, espiritismo, descobertas científicas e arqueológicas.
Neste livro em uma parte volta no tempo 15.000 anos atrás, contando a história referente ao livro dos Sumérios que descreve a origem da humanidade.

Deus ainda é totalmente desconhecido a nós.

6 11 2016
Marcos Nogueira de Lima

Bom dia, pela minha cosmovisão, o fato de que não haviam fontes de água nas redondezas, já deixa claro que não ficava aí o Jardim do Éden, pois do J.E. conforme está escrito na Bíblia, saíam quatro braços de rios, a partir de uma nascente presente no J.E. Porém em algo essa matéria acerta, em relação ao J.E. e digo isso, de acordo com minhas pesquisas: ficava (ou fica) na Turquia mesmo.

Obs: é só uma opinião minha.

19 10 2017
Saides Gimenez

Eu posso parecer louco, mas eu imagino que esses tais “templos” seriam, na verdade, “escolas”. Tal povo primitivo jamais obteria os conhecimentos adquiridos subsequentemente por si mesmos se não houvessem sido doutrinados por alguma inteligência muito superior.

Além disso, a contínua INVOLUÇÃO da qualidade das estruturas construídas, que foram ficando supostamente cada vez mais rudimentares, parece sugerir uma quebra deliberada do conceito temporal, quase como a sugerir que tais construções foram feitas em saltos temporais inversos justamente para evidenciar sua construção por alguma inteligência incomensuravelmente superior a da civilização humana vigente.

O principal erro do ser humano é fazer análises baseadas em suas próprias parcas experiências, sendo que ignora vulgarmente a assombrosa e imensa porção do universo de que ele desconhece, e nem sequer pode supor que qualquer outra forma de inteligência nâo precisa necessariamente existir nas dimensões físicas em que ele habita, e nem galgá-la seguindo o mesmo padrão na linha do tempo.

19 10 2017
peregrinacultural

Muito interessante sua ideia. Gostei.

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