Brasil, trecho do poema de Humberto de Campos

31 08 2011

Bandeira do Brasil, feita com pintura de mãos de crianças do Instituto La Fontaine, Belo Horizonte, MG.

http://institutolafontaine.blogspot.com

Brasil

 –

                                                         Humberto de Campos

Verde pátria que, em sono profundo,

Escondias teu régio esplendor,

Vem mostrar, para espanto do mundo,

Teus tesouros de força e de amor.

Salve, terra dos rios enormes,

— Virgem berço da raça tupi!

Anda, acorda, desperta, se dormes,

Que teus filhos já chamam por ti!

Se teus rios que empolam as águas,

À distância as do Oceano comtêm,

Saberemos, poupando-te mágoas,

Repelir o estrangeiro, também.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Se nas cores que tremem nos mastros

As estrelas enfeitam teu véu,

Hás de tê-las bem alto, entre os astros,

Entre as outras estrelas do Céu!

Salve, terra dos rios enormes,

— Virgem berço da raça tupi!

Anda, acorda, desperta, se dormes,

Que teus filhos já chamam por ti!

Humberto de Campos Veras (Brasil, 1886 — 1934), também trabalhou com os psudônimos: Conselheiro XX, Almirante Justino Ribas,  Luís PhocaJoão Caetano, Giovani MorelliBatu-Allah, Micromegas e Hélios.  Foi jornalista, político, ensaísta, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Obras:

Poeira –  poesia- 1910

Da seara de Booz – crônicas – 1918

 Vale de Josaphat – contos – 1918

 Tonel de Diógenes – contos – 1920

 A serpente de bronze – contos – 1921

 Mealheiro de Agripa – 1921

 Carvalhos e roseiras – crítica – 1923

 A bacia de Pilatos – contos – 1924

 Pombos de Maomé – contos – 1925

 Antologia dos humoristas galantes – 1926

 Grãos de mostarda – contos – 1926

 Alcova e salão – contos – 1927

 O Brasil anedótico – anedotas – 1927

 Antologia da Academia Brasileira de Letras – participação – 1928

 O monstro e outros contos – 1932

 Memórias 1886-1900 – 1933

 Crítica (4 séries) – 1933, 1935, 1936

 Os países – 1933

 Poesias completas – reedição poética – 1933

 À sombra das tamareiras – contos -1934

 Sombras que sofrem – crônicas – 1934

 Um sonho de pobre – memórias – 1935

 Destinos – 1935

 Lagartas e libélulas – 1935

 Memórias inacabadas – 1935

 Notas de um diarista – séries 1935 e 1936

 Reminiscências – memórias -1935

 Sepultando os meus mortos – memórias – 1935

 Últimas crônicas – 1936

 Contrastes – 1936

 O arco de Esopo – contos – 1943

 A funda de Davi – contos – 1943

 Gansos do capitólio – contos – 1943

 Fatos e feitos – 1949

 Diário secreto (2 vols.) – memórias – 1954


Ações

Informação

6 responses

3 01 2013
Manoel Figueiredo do Nascimento

Fiquei muito feliz por rever o poema de Humberto de Campos o qual eu li em 1955. Procurei muito e não havia encontrado nada. Comprei livros de H. de Campos e não encontrei esse poema. Muito obrigado!

3 01 2013
peregrinacultural

Manoel foi uma prazer saber que os textos que tenho colocado por aqui ainda são apreciados! Um grande abraço e um ótimo 2013, repleto de satisfações. 🙂

23 05 2014
Antonio Jaime Meireles Nunes

O Brasil é uma grande terra! Se pudéssemos dar o respeito e o valor que nossa querida terra merece, seria uma das maiores nações mundiais, em termos de bem estar para todos! Orgulho-me de ainda ter um forte sentimento patriótico, o que significa honrar as boas tradições que aqui foram e têm sido cultivadas, respeitar nosso ambiente tão dadivoso como se fosse um tupi ( a terra é nossa mãe; temos que cuidar dela, dos oceanos, dos rios, da fauna e da flora…)
BRASIL!

23 05 2014
peregrinacultural

Concordo com você, plenamente! 😉

5 10 2015
Alice R de Souza

É com muita alegria que leio este poema. Foi vendo meu irmão copiá-lo
na escola, curiosamente cheguei perto e li: o “Salve terra dos rios enormes, virgem berço da raça Tupi… Cantávamos esse hino todos os dias ali há mais ou menos seis meses. Então agora já canto sabendo que sei ler. Que felicidade! saudades de dona Vindu (Benvinda) , aquela professora maravilhosa, que foi pra roça, no interior da Bahia, a mais de 40km da cidade dela onde o ensino era de difícil acesso. Mudou-se por um bom tempo e graças ela pude ter acesso a vários hinos e poemas que, num livro de Erasmo Braga, éramos orientados com muita compreensão e carinho. Fez festa em 15.11.1951 e todos recitamos poesias. Isso aconteceu quando eu ia completar 7 anos.

Há muito que procuro esse poema por aqui, sem obter o resultado de hoje. Estudei muito, sou professora também. Essa lembranças continuam emocionantes pra mim.

Agradeço de coração a quem postou esse trabalho educativo tão maravilhoso.

5 10 2015
peregrinacultural

Feliz de poder ter-lhe dado motivos para essas boas recordações. Um abraço

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