Imagem de leitura — René Exumé

31 10 2011

Mãe e filho lendo, 1958

René Exumé (Haiti, 1929)

Óleo sobre tela, 51 x 89 cm

René Exumé nasceu em Petion-Ville em 1929.  Foi aluno de Cedor no Centro de Arte, no Haiti, a partir de 1948.  Em 1950 juntou-se a outros pintores para formar os Foyer Des Arts Plastiques, de onde mais tarde foi diretor.  Bastante influenciado pela pintura francesa, principalmente pelos pintores Camille Corot e Manet.  Pinta sobretudo a vida diária do Haiti.





Filhotes fofos — girafa

31 10 2011

Lindane, a girafinha.  Foto Efe

Aqui está Lindani, a girafinha do zoológico de Duisburgo, na Alemanha, logo depois que nasceu em maio.

As girafas são os animais mais altos do mundo, podendo um macho adulto medir cerca de 6 m de altura e pesar mais de 1 t. Estes animais vivem aproximadamente 25 anos. A principal curiosidade acerca das girafas é que, para se defender, o animal aplica um coice mortal.





Quadrinha dos bons livros

31 10 2011

Cascão lê Robin Hood, ilustração de Maurício de Sousa.

Se queres vencer na vida,

Desenvolver, prosperar,

Procura sempre bons livros:

Quem lê aprende a pensar!

(Walter Nieble de Freitas)

 





Imagem de leitura — Renata Domagalska

30 10 2011

Leitura, 2010

Renata Domagalska (Polônia, conteporânea)

acrílica sobre tela, 50 x 50 cm

www.renatadomagalska.pl

Renata Domagalska nasceu na Polônia.  Trabalha com pintura figurativa.  Seu principal objetivo é retratar a figura humana, princiaplemnete em movimento como na dança.  Vive e trabalha na Polônia.

 





As ilustrações de LeBlanc para Fábulas de Monteiro Lobato

30 10 2011

Página de frente do livro Fábulas de Monteiro Lobato.

Continuando a nossa coletânea da memória visual brasileira, hoje damos uma olhadinha nas ilustrações de André LeBlanc, para as Fábulas de Monteiro Lobato.  André LeBlanc tem melhor chance de ser estudado porque fez carreira não só aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos também.  Nascido no Haiti em 1921, LeBlanc, estudou nos Estados Unidos.  Apaixonado pela brasileira Elvira Telles acabou trabalhando tanto aqui no Brasil quanto nos EUA.  Lá, foi assistente de Will Eisner no The Spirit, e trabalhou com Sy Berry na revista O Fantasma.  Também contribui para as tirinhas diárias dos jornais, das histórias de Flash Gordon, Apartmento 3-G e Rex Morgan. LeBlanc também foi professor na Escola de Artes Visuais de Nova York.  Faleceu em 1998. As ilustrações de André LeBlanc para Fábulas de Monteiro Lobato se restringem ao texto.

A capa dessa edição é de autoria do ilustrador e artista plástico Augustus, [Augusto Mendes da Silva] nascido em 1917, em Santos, SP; estudou desenho com Máximo de Azevedo Marques.   Responsável por grande parte das capas dos livros de Monteiro Lobato, Avgvstvs [assinado como em Latim] era um artista plástico dedicado principalmente ao retrato, mesmo tendo trabalhado com desenho  gráfico para propagand [foi o responsável pelos anúncios do Biotônico Fontoura].   Faleceu em 2008, em Florianópolis, deixando não só mais de 1000 retratos de personalidades, na sua maioria paulistanas, mas os protótipos de Narizinhos, Pedrinhos, Emílias, Dona Bentas e demais personagens de Lobato, que permanecem até hoje nas imaginações de milhares e milhares de brasileiros.

Capa da frente e de trás, de Avgvstvs

Ilustrações de André LeBlanc, texto

A cigarra e a formiga

— Que quer?  — perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.

O reformador do mundo

— Eu trocaria as bolas, passando as jaboticabas para a aboboreira, e as abóboras para a jaboticabeira.

O rato da cidade e o rato do campo

No melhor da festa, porém, ouviu-se um rumor na porta.

O velho, o menino e a mulinha

— Carreguemos o burro às costas.  Talvez isso contente o mundo…

O pastor e o leão

Apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados.

A assembléia de ratos

— Acho — disse um deles, que o meio de nos defendermos de Faro-fino é lhe atarmos um guizo no pescoço.

O galo que logrou a raposa

Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de por-se ao fresco.

Os dois viajantes na Macacolândia

E o viajante neurastênico, arrastado dali por cem munhecas, entrou por ali numa roda de lenha que o deixou moído por uma semana.

A menina do leite

Treque, treque, treque, lá ia Laurinha para o mercado com uma lata de leite à cabeça.

O burro na pele do leão

Firmou a vista e logo notou que o tal leão tinha orelhas de asno.

A raposa sem rabo

A raposa finalmente conseguiu fugir, embora deixando na ratoeira a sua linda cauda.

O leão, o lobo e a raposa

— Diga lá o que é — ordenou o leão, já calmo.

Qualidade e quantidade

Disse asneiras como nunca, tolices de duas arrobas, besteiras de dar com um pau.


O cão e o lobo

— Fique-se lá com a sua gordura de escravo que eu me contento com a minha magreza de lobo livre.

O corvo e o pavão

— Repare como sou belo!  Que cauda, hem?

O macaco e o gato

— Amigo Bichano, você, que tem uma pata jeitosa, tire as castanhas do fogo.

A mosca e a formiguinha

— Ora, ora! — exclamou a mosca.  Viva eu quente e ria-se a gente.

Os dois burrinhos

— Socorro, amigo!  Venha acudir-me que estou descadeirado…

O cavalo e as mutucas

Volta e meia, plaf!  uma lambada e era um inseto a menos.

O ratinho, o gato e o galo

O ratinho por um triz que não morreu de susto.

Os dois pombinhos

O pombinho assanhado beijou o companheiro e partiu.

Os dois ladrões

Enquanto isso um terceiro ladrão surge, monta no burro e foge de galope.

O lobo e o cordeiro

— Que desaforo é esse de turvar a água que venho beber!

Segredo de mulher

— Pois então ouça:  meu marido esta  noite botou dois ovos…

A galinha dos ovos de ouro

João Impaciente descobriu no quintal uma galinha que punha ovos de ouro.

O leão e o ratinho

Atraído pelos urros, apareceu o ratinho.

O burro sábio

— Grande pedaço d’asno!  Roubaste o tempo, a nós e a ti…

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Editora Brasiliense, s/d [1960s], 20ª edição.





Quadrinha da ovelha e da lã

30 10 2011

Ovelhinha, MW Editora e Ilustrações

Quero saudar a ovelhinha

Da qual eu sou grande fã.

Sem ela eu nunca teria

Meus agasalhos de lã.

(WNF)





Imagem de leitura — Pierre Cornu

29 10 2011

A leitora de meias vermelhas, 1970

Pierre Cornu (França, 1895-1996)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Pierre Cornu nasceu na Provença, na França em 1895, filho de uma família próspera de negociantes em óleos e sabões.  Seus pais lhe deram apoio para as artes desde que demonstrou aptidão para o desenho.   Suas duas maiores características são o uso das cores quentes — talvez de influência provençal — e a paixão pela beleza feminina.  Dedicou-se também à naurezas mortas e a paisagens.  Obteve grande sucesso com sua pintura alegre.  Faleceu em 1996.








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