Imagem de leitura — Pierre Cornu

29 10 2011

A leitora de meias vermelhas, 1970

Pierre Cornu (França, 1895-1996)

óleo sobre tela, 46 x 55 cm

Pierre Cornu nasceu na Provença, na França em 1895, filho de uma família próspera de negociantes em óleos e sabões.  Seus pais lhe deram apoio para as artes desde que demonstrou aptidão para o desenho.   Suas duas maiores características são o uso das cores quentes — talvez de influência provençal — e a paixão pela beleza feminina.  Dedicou-se também à naurezas mortas e a paisagens.  Obteve grande sucesso com sua pintura alegre.  Faleceu em 1996.





Valsa, poema dissílabo de Casimiro de Abreu

29 10 2011

Fim de baile

Rogelio de Egusquiza Barrena (Espanha 1845-1915)

óleo sobre tela

VALSA

Casimiro de Abreu

Tu, ontem,

na dança

que cansa,

voavas

c’as faces

em rosas

formosas

de vivo,

lascivo

carmim;

na valsa

tão falsa,

corrias,

fugias,

ardente,

contente,

tranqüila,

serena,

sem pena,

de mim!

Casimiro José Marques de Abreu (Barra de São João, 4 de janeiro de 1839 — Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860) poeta brasileiro da segunda geração romântica. Foi a Portugal com seu pai em 1853, onde permaneceu até 1857. Morreu aos 21 anos de idade de tuberculose. Deixou um único livro de poesias publicado em 1859, Primaveras, mas foi o suficiente para se tornar um dos mais populares poetas brasileiros de todos os tempos.

Obras:

Teatro:

Camões e o Jaú , 1856

Poesia:

Primaveras, 1859

Romances:

Carolina, 1856

Camila, romance inacabado, 1856

A virgem loura,

Páginas do coração, prosa poética,1857





Quadrinha infantil da alimentação: o bolo da mamãe

29 10 2011

Tia Nena, a maior doceira do mundo, ilustração Maurício de Sousa.

Com as gemas de seis ovos

Da galinha carijó,

A mamãe fez,  outro dia,

Um gostoso pão de ló.

(Walter Nieble de Freitas)





Palavras para lembrar — Richard Steele

29 10 2011

Joseph Lorusso (Chicago, EUA 1966)_InBetweenChapters

Entre capítulos, s/d

Joseph Lorusso ( EUA, 1966)

gravura

www.josephlorussofineart.com

” A leitura é para a mente o que o exercício é para o corpo.”

Richard Steele





Lenda brasileira do diamante — Theobaldo Miranda Santos — uso escolar

29 10 2011

Índia Amazônia, s/d

Luciana Futuro ( Santos, Brasil, contemporânea)

acrílica

www.lucianafuturo.com.br

Lenda do Diamante

Theobaldo Miranda Santos

Há muito tempo,  vivia à beira de um rio uma tribo de índios brasileiros.  Dela fazia parte um casal muito feliz: Itagibá e Potira.  Itagibá, que significa braço forte, era um guerreiro robusto e destemido.  Potira, cujo nome quer dizer flor. era uma índia jovem e formosa.

Vivia o casal tranquilo e venturoso, quando rebentou uma guerra contra uma tribo vizinha.  Itagibá teve de partir para a luta.  E foi com profundo pesar que se despediu da esposa querida e acompanhou os outros guerreiros.  Potira não derramou uma só lágrima, mas seguiu, com os olhos cheios de tristeza, a canoa que conduzia o esposo, até que a mesma desapareceu na curva do rio.

Passaram-se muitos dias sem que Itagibá voltasse à taba.  Todas as tardes.  Todas as tardes, a índia esperava, à margem do rio, o regresso do esposo amado.  Seu coração sangrava de saudade.  Mas permanecia serena e confiante, na esperança de que Itagibá voltaria à taba.

Finalmente Potira foi informada de que seu esposo jamais regressaria. Ele havia morrido como um heroi, lutando contra o inimigo.  Ao ter essa notícia, Potira perdeu a calma que mantivera até então e derramou lágrimas copiosas.

Vencida pelo sofrimento, Potira passou o resto de sua vida, à margem do rio, chorando sem cessar.  Suas lágrimas puras e brilhantes misturaram-se  com as areias brancas do rio.  A dor imensa da índia impressionou Tupã, o rei dos deuses.  E este para perpetuar a lembrança do grande amor de Potira, transformou suas lágrimas em diamantes.

Daí a razão pela qual os diamantes são encontrados entre os cascalhos dos rios e regatos.  Seu brilho e sua pureza recordam as lágrimas de saudade da infeliz Potira.

Em: Vamos estudar? — 3ª série primária – de Theobaldo Miranda Santos, Edição especial para os estados Goiás e Mato Grosso,  Rio de Janeiro, Agir: 1961








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