Imagem de leitura — Fulvio de Marinis

25 01 2012

Leitura, s/d

Fulvio de Marinis (Itália, 1971)

Fulvio de Marinis nasceu em Nápoles, na Itália em 1971.   Formou-se pela Academia de Arte de Nápoles.  Pintor de estilo clássico que de dedica à pintura de gênero e ao retrato,

 





Parabéns São Paulo, Parabéns Paulistanos, 458 anos!

25 01 2012

Pátio do Colégio como em 1858, 1918

José Wasth Rodrigues ( Brasil, 1891-1957)

óleo sobre tela, 100 x 66 cm

Museu Paulista, SP





A corrida, conto africano, Ibo

25 01 2012

Ilustração, autor desconhecido.

A corrida

Há muitos e muitos anos havia um cervo que sempre zombava dos pequenos animais silvestres, mas principalmente dos sapos. “Vocês são lentos, frágeis e pequenos,” o cervo costumava dizer, exibindo sua força e velocidade.   Um dia, um sapo o desafiou para uma corrida.  Antes da data combinada para corrida, o sapo, muito mais inteligente do que o cervo imaginava, planejou com seus amigos uma maneira de vencer o veado.  O grupo resolveu que cada um deles estaria esperando pelo cervo a intervalos regulares ao longo do traçado do caminho.  Cada sapo ficaria atento, então, para a chegada do veado nas proximidades de seu ponto.  O sapo que fez a aposta ficaria escondido próximo à linha de chegada.  O objetivo seria enganar o veado.  Quando a corrida começou, o veado pensou que assumia a liderança sem esforço, e logo chamou pelo sapo, ridicularizando o réptil, perguntando por onde ele andava. Mas para sua surpresa, o sapo respondeu “Estou aqui” de um local mais à frente, na direção oposta a que o veado imaginava encontrar o sapo. A corrida continuou e o mesmo aconteceu, mais de uma vez: o sapo aparecia sempre à sua frente.  Preocupado, o cervo acelerava e achava que conseguia assumir a liderança, mas logo adiante o sapo o alcançava de novo. Perto da linha de chegada, o cervo se cansou e acabou perdendo a corrida, sem saber que havia competido com muitas pequeninas e espertas rãs, que no final provaram que ele estava errado o tempo todo quando desdenhava de seu tamanho e lentidão.

Tradução e adaptação: Ladyce West

Em:  African Myths and Tales, Susan Feldmann, Nova York, Dell Publishing Company: 1963

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Essa fábula africana de origem Ibo também é encontrada no livro Histórias de Tia Nastácia, de Monteiro Lobato, com o título O veado e o sapo (página 89 dessa versão cujo link coloco aqui, em pdf).  Mas Monteiro Lobato realmente torna o texto seu:  acrescenta deliciosos detalhes e uma outra fábula como continuação, narrando a vingança do veado.








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