Palavras para lembrar — Edmund Burke

29 02 2012

A leitura, 1988-1990

José Manuel Merello (Espanha, 1960)

resina de poliéster sobre tela,  81 x 100 cm

www.merello.com

“Ler sem refletir é como comer sem digerir”.

Edmund Burke





Pássaro no espaço — poesia infantil de Maria Dinorah

27 02 2012

Bailarinas, ilustração Dorothy Grider.

Pássaro no espaço

Maria Dinorah

Piso num ponto

e me ponho

de pés em ponta

Estou pronta.

 –

Penso uma pauta

e me pinto,

pego um pente

e me penteio.

 –

Paro no pulo

e no prumo,

nego o nervoso

e me aprumo.

 –

Pronto.

Pisco,

apresto o passo.

 –

E na pausa

dessa pose,

sou um pássaro no espaço.

Maria Dinorah Luz do Prado (Porto Alegre, 1925 — Porto Alegre, 2007) professora e escritora de livros infanto-juvenis.  Escreveu aproximadamente cem títulos.

Algumas obras:

Alvorecer

Boi Boá

Bom-dia, Maria

A caranguejola do Zeca e outras estórias

O Cata-vento

Chapéu de vento

O coelho Dim-dim

Coração de papel

A coragem de crescer

Coragem de sonhar

O desafio da liberdade

Dobrando o silêncio

Dom Gato

Ensinando com poesia

A Fábrica das gaiolas

Felpudo e olhogrande

Festa no Parcão

A flauta do silêncio

A flautinha do Pirulin

O galo superdotado

A gaitinha do sseu Zé

Os gêmeos

Geometria de sombra

Giroflê giroflá

Guardados de afeto: repensando a alfabetização

Histórias de fadas e prendas

Hora nua

Iara Aruana

A lagoa encantada

O livro infantil e a formação do leitor

O livro na sala de aula

O macaco preguiçoso e outras estórias

Mata-tira-tirarei

A medida do sorriso

Menino na avenida

Meu verde mar azul

O ontem do amanhã

Um pai para Vinícius

Panela no fogo, barriga vazia

Piá também conta causo

Pinto verde e outras estórias

Pitangas e vaga-lumes

O poema da flor

Poesia Sapeca

Pra falar de amor

Quando explodem as estrelas

Que falta que ela nos faz

A Semente Mágica

Seu Zé

Simplesmente Maria

Solidão e mel

Tem que dar certo

O Território da infância

Três voltas de ciranda

Uma e una

O ursinho azul

Ver de ver

Verso e reverso: poemas de Natal

Vinte pontos de uma vez

O vôo do pássaro e  outras histórias





Palavras para lembrar — Umberto Eco

26 02 2012

A biblioteca de babale, ilustração de Erik Desmazieres, 1997.

“As bibliotecas são fascinantes: às vezes parece-nos estar sob a marquise de uma estação ferroviária e,  consultando livros sobre terras exóticas, tem-se a impressão de viajar a paragens longínquas”.

Umberto Eco





Quadrinha de mãe e filho

26 02 2012

Aos olhos cheios de afeto
da mãe que o viu pequenino
seja qual for sua idade
o filho é sempre um menino

(Soares da Cunha)





Imagem de leitura — Henk Maas

25 02 2012

Interior com senhora lendo, s/d

Maximilian Louis (Henk) Maas (1924-2005)

óleo sobre tela, 115 x 99 cm

Louis Maximilian (Henk) Maas foi criado em Roterdã, vivendo com sua mãe e o padrasto galerista. A  mãe era de origem judaica-portuguesa. Por isso Henk foi mandado para um campo de trabalhos forçados durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha.  Aprendera com o padrasto a profissão de restaurador e moldureiro.  Depois da guerra Maas foi estudar na  Academia de Arte de  Roterdã.  Dedicou-se a vida inteira à pintura e à restauração.  Mas nunca se preocupou na comercialização de seus quadros.  Foi só na segunda metade do século XX que Maas deixou a pintura acadêmica para entrar na fase abstrata, desenvolvendo logo em seguida um estilo próprio de colorido expressionista. Tornou-se um grande colecionador.   Morreu em 2005.





Quadrinha da bela manhã

25 02 2012

Ilustração Tibor Gergely.

Trinam pássaros nos galhos…

a brisa é leve e sombria;

a aurora sobre os orvalhos

abre as cortinas do dia.

(Manoel Cavalcante))





Imagem de leitura — Teodor Axentowicz

24 02 2012

Lendo, 1899

Teodor Axentowicz (Polônia, 1859-1938)

óleo sobre tela

Teodor Axentowicz foi um pintor armeno-polonês.  Nasceu em Brasov, em 1859,  na Hungria, naquela época parte da Romênia, numa família armena-polonesa.  Entre 1879 e 1882 estudou na Academia de Belas Artes de Munique.  De lá mudou-se para Paris onde continuoou sua educação artística até 1895. Começou suas atividades de pintor como um copiador de quadros de Ticiano e Botticelli. E fez seus primeiros retratos que mais tarde seriam uma de suas assinaturas.  Depois viajou bastante pela Europa, estabelecendo-se por algum tempo em Londres e Roma.  Foi um famoso pintor e professor, reitor da Academia de Belas Artes em Cracau.  Faleceu em 1938 nessa cidade.





As florestas 300 milhões de anos atrás… Como seriam?

24 02 2012

Desenho de como seriam as florestas de 300.000.000 de anos, ilust. Ren Yugao.

Uma descoberta na China, nos dá uma idéia da vida no passado longínquo da Terra.  Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, o  paleobotânico [paleontólogo-botânico] Hermann Pfefferkorn e seus colegas de trabalho  anunciaram, no início da semana,  a descoberta de uma floresta fossilizada que ficou enterrada sob uma mina de carvão há 300 milhões de anos.  A floresta foi preservada pelas cinzas de um vulcão, numa área que faz parte hoje do norte da China.   Os pesquisadores apresentaram uma reconstrução da floresta fossilizada, dando idéia sobre a ecologia e clima da época, e a ilustração acima nos ajuda a imaginar como seria a Natureza de então.

O impressionante é que com essa descoberta pode-se agora ter um olhar mais preciso sobre a vida vegetal, o clima e a ecologia de aproximadamente 298 milhões de anos atrás. A floresta, descoberta perto de uma mina de carvão na cidade de Wuda, na China, foi coberta por cinzas vulcânicas durante um período de poucos dias e assim se preservou praticamente intacta, de uma maneira semelhante a que preservou a cidade de Pompéia, na Itália em 79 dC.  Esse evento dá um instantâneo de um momento preciso no passado longínquo: plantas foram preservadas como caíram, em muitos casos nos locais exatos onde cresciam.

Asterophyllites longifolius (A) e associado Paleostachya tipo estróbilos (B); Sphenophyllum oblongifolius (C) e associado estróbilos (D); Sigillaria cf. ichthyolepis folha (E)

Samambaias: (A) Pecopteris cf. candolleana; (B) feminaeformis Nemejcopteris; (C) Pecopteris orientalis; (D) Pecopteris sp

Terra no período Permiano.

Talvez seja interessante lembrar que estamos falando de uma era anterior à dos dinossauros na Terra.  O nosso planeta ainda não tinha os continentes de hoje.  Nem Pangeia ainda existia.  A Terra estava no início de um período geológico chamado Permiano, durante o qual as placas continentais ainda estavam se movendo em direção umas  às outras para formar o supercontinente Pangeia, onde se formou numa única massa continental circundada por um único oceano, a que chamamos Pantalassa.   Veja a ilustração abaixo de Pangeia, que em grego quer dizer toda a Terra, depois da junção da América do Norte e da Europa.  Enquanto que na China existiam dois continentes menores. Tudo sobreposto ao Equador e, portanto, uma área com clima tropical.

A formação dos continentes como eles existem hoje.

Ilustração de provável aparência da floresta de 300.000.000 de anos. Ilust. Ren Yugao.

Tudo está maravilhosamente preservado,” disse Pferfferkorn, “podemos encontrar um ramo com folhas presas e então, encontrar o ramo seguinte, e o próximo galho e o próximo.  E depois encontramos o toco da mesma árvore.  É impressionante.

O local têm extensa atividade de mineração de carvão próxima. Isso propiciou a descoberta de grandes extensões de rocha, que mostraram sinais da floresta.  Por causa disso, os pesquisadores foram capazes de examinar 1.000 m² da camada de cinzas vulcânicas, em três locais diferentes, próximos entre si.  Isso permitiu que se caracterizasse o ecossistema de maneira bastante precisa.

(A e B) Pecopteris sp. com esporângios do tipo Asterotheca; hemitelioides (C e D) Pecopteris com esporângios do tipo Eoangiopteris; (E e JK) Sphenopteris (Oligocarpia) gothanii

A base de tronco de árvore grande, após a escavação.

Pfefferkorn disse que “esta será agora a linha de base. Quaisquer outros achados, que são normalmente muito menos completos, terão que ser avaliados com base no que foi determinado aqui …. Esta é a reconstrução da primeira floresta, na Ásia,  em qualquer espaço de tempo, é a primeira com Noeggerathiales como um grupo dominante. ” A descoberta será apresentada na próxima semana na publicação a Academia Nacional das Ciências.

[NOTA: Noeggerathiales é uma ordem de plantas vasculares, extinta.  A faixa geológica dessa ordem se estende desde o Carbonífero Superior ao Triássico.  Até hoje, um grupo mal conhecido com  seu lugar na taxonomia e posição no reino vegetal incertos].

Naquela época, o clima da Terra era comparável ao que é hoje.  Isso é de especial interesse para interesse para pesquisadores como Pfefferkorn que olham para os padrões climáticos antigos na tentativa de ajudar a entender variações climáticas que temos hoje.

(E) Pecopteris lativenosa; (F) Pecopteris arborescens com anormal pinna (Aphlebia) na base

Ao todo, foram identificados seis grupos de árvores. Samambaias formavam a cobertura vegetal de menor altura,  enquanto as árvores altas – Sigillaria e Cordaites –  muito altas, subiam até 80 metros acima do solo.  Além do Professor Pfefferkorn,  do Departamento de Terra e Ciências Ambientais, da Universidade da Pensilvânia, colaboraram nas pesquisas três colegas chineses: Jun Wang, da Academia Chinesa de Ciências, Yi Zhang, da Universidade Normal de Shenyang e Zhuo Feng Universidade de Yunnan.

Localização da floresta no mapa da China, na Mogólia, próximo a Wuda.

Fonte e mais fotos: The Daily Mail.





Viagem, poesia de Cleonice Rainho — uso escolar

24 02 2012

Viagem 

Cleonice Rainho

Lá vai o navio,

cortando o mar.

Lá vai o avião,

furando o ar.

É azul o céu

e verde o mar.

E eu fico pensando

na cor da saudade

que os viajantes levam

da terra e do lar.

Cleonice Rainho Thomaz Ribeiro, (Angustura, MG, 15/3/1919), mudando-se para Juiz de Fora. Premiada poetisa e trovadora conhecida, professora de Letras Portuguesas, formada pela PUC Rio de Janeiro.  Fundadora da Associação de cultura Luso-brasileira de Juiz de Fora.

 

Obras:

 

Poesias, 1956

Sombras e sonhos, 1956

O chalé verde, 1964

Ternura páginas maternais, 1965

Terra Corpo sem Nome, 1970

Varinha de condão: poesia infantil, 1973

O Galinho azul; A minhoca mágica, 1976

Vôo Branco, 1979

Parabéns a você, 1982

João Mineral, 1983

O castelo da rainha Ba, 1983

Torta de maçã, 1983

Uma sombra nas ruas, 1984

Intuições da Tarde, 1990

Verde Vida; poesia, 1993

O Palácio dos Peixes, 1996

O Linho do Tempo, 1997

Poemas Chineses, 1997

Liberdade para as Estrelas, 1998

3 km a picos, s/d

La cucaracha, s/d





Palavras para lembrar — Provérbio chinês

23 02 2012

Mulher lendo, s/d

Shen Ling ( Província Liaoning, China, 1965)

óleo sobre tela

Shen Ling

“Um livro é como um jardim levado dentro do bolso”.

Provérbio chinês








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