Imagem de leitura — Georgina de Albuquerque

5 03 2012

Duas amigas, c. 1930

Georgina de Albuquerque ( Brasil, 1885-1962)

óleo sobre tela, 108 x 98 cm

Georgina Moura Andrade de Albuquerque nasceu em Taubaté, São Paulo em 1885.  Ainda jovem estudou em Taubaté com o pintor italiano Rosalbino Santoro. Entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1904, onde estudou com Henrique Bernardelli.  Em 1906 casou-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viajou com ele, que ganhara o prêmio de viagem, à Europa.  Passaram cinco anos na França e viajando através do continente.  Aproveitou para estudar na Escola de Belas Artes de Paris e na Academia Julian. O casal retornou ao Brasil em 1911.  Logo, Georgina começou a ensinar na Escola Nacional de Belas Artes de onde foi diretora a partir de 1950.  Morreu no Rio de Janeiro em 1962.





Auto-definição de Villa-Lobos no dia do seu 125º aniversário!

5 03 2012

Banda de música, 1956

Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela

Coleção Particular, São Paulo

“Sim sou brasileiro e bem brasileiro. Na minha música deixo cantar os rios e os mares deste grande Brasil. Eu não ponho mordaça na exuberância tropical de nossas florestas e dos nossos céus, que transporto instintivamente para tudo que escrevo”.

Heitor Villa-Lobos





A raposa furta e a onça paga, fábula brasileira, texto de Câmara Cascudo

5 03 2012

Ilustração de uma outra fábula da coletânea de Perry.

A raposa furta e a onça paga

A raposa viu que vinha vindo um cavalo carregado com cabaças cheias de mel de abelhas.  Mais que depressa deitou-se no meio da estrada, fingindo-se de morta.  O tangerino parou e achou o bicho muito bonito.  Não tendo tempo de esfolar, para aproveitar o pelo, sacudiu a raposa no meio da carga e seguiu viagem.  Vai a raposa e se farta de mel, pulando depois para o chão e ganhou o mato.  O homem ficou furioso mas não viu mais nem a sombra da raposa.

Dias depois a raposa encontrou a onça que a achou gorda e lustrosa.  Perguntou se ela descobrira algum galinheiro.

— Qual galinheiro, camarada onça, minha gordura é de mel de abelha que dá força e coragem.

— Onde você encontrou tanto mel?

— Ora, nas cargas dos camboeiros que passam pela estrada.

— Quer me levar, camarada raposa?

— Com todo gosto.  Vamos indo…

Levou a onça para a estrada, depois de muita volta, e ensinou a conversa.  A onça deitou-se e ficou estirada, dura, fazendo que estava morta.  Quando o comboeiro avistou aquele bichão estendido na areia, ficou com os cabelos em pé e puxou logo pela sua garrucha.  Não vendo a onça bulir, aproximou-se, cutucou-a com o cabo do chicote e gritou para os companheiros:

— Eh lá!  Uma onça morta!  Vamos tirar o couro.

Meteram a faca com vontade na onça que, meio esfolada, ganhou os matos, doida de raiva com a arteirice da raposa.

Em: Contos tradicionais do Brasil (folclore), Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Edições de Ouro: 1967

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Como Câmara Cascudo lembra essa fábula é muito conhecida na Europa, tanto na península ibérica como no norte da Europa, como na Rússia.  A versão mais popular no entanto é da raposa e do lobo.  A raposa faz o mesmo, finge-se de morta e é jogada numa carroça de peixes.  Farta-se com os peixes…  Daí por diante segue exatamente igual só que no lugar da onça brasileira, temos o lobo, que imita as ações da raposa e se dá mal.





Palavras para lembrar — Anatole France

5 03 2012

A andorinha, s/d

Vladimir Dunjic (Sérvia, 1957)

óleo sobre tela

www.vladimirdunjic.com

“Nunca empreste livros, porque ninguém nunca os devolve; os únicos livros que tenho na minha biblioteca são os que outras pessoas me emprestaram”.

Anatole France





Quadrinha com a lição das rosas

5 03 2012

Rosas na caixa, cartão postal.

Disfarça as falhas teimosas

fazendo o bem nos caminhos;

quando a roseira tem rosas

ninguém percebe os espinhos!

(Pedro Ornellas)








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