Imagem de leitura — Thomas Waterman Wood

6 03 2012

Negligenciando o trabalho, 1883

Thomas Waterman Wood (EUA, 1823-1903)

óleo sobre tela

Thomas Waterman Wood nasceu em Montpelier, no estado de Vermont, em 1823.  Morando numa pequeníssima comunidade, foi só já adulto, quando pode ir para Boston, que começou a estudar pintura, com o pintor retratista Chester Harding.  Já na década de 1850 conseguiu fundos suficientes para ir à Europa estudar os trabalhos dos grandes pintores europeus em Londres, Paris, Roma e Florença.  No seu retorno aos EUA, estabeleceu-se na cidade de Nova York.  Obteve bastante sucesso como pintor retratista e de gênero. Ficou conhecido pelos retratos de figuras na rua, tratando dos seus afazeres como o que aparece na foto acima. Faleceu em 1903.





Um novo Faraó aparece na história do Egito!

6 03 2012

Durante sua visita ontem ao Templo de Karnak, Dr. Mohamed Ibrahim (Ministro de Estado de Antiguidades) anunciou a descoberta do nome de um novo faraó que não era conhecido por egiptólogos.  Essa descoberta ajuda a revelar a ordem cronológica dos reis da XVII dinastia (1680-1580 a.C.).  Parece incrível, mas passaram mais de 3.600 anos para que o nome de um faraó egípcio, até agora desconhecido, viesse à luz.  Foi a missão IFAO liderada por Thiers Christophe que descobriu na cidade monumental de Luxor, no sul do Egito, o nome do faraó do qual nada se sabia como indica o relato pelo Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias (CSA).

O nome do rei é Sen Negt N Ra. Foi localizado em um cartucho real – medalhão de formato oval com o hieróglifo do faraó – incorporado à uma porta de pedra calcária durante escavações no Templo de Karnak, em Luxor, a 700 km ao sul do Cairo. Pelas inscrições na porta, este faraó dedicou em Karnak várias construções ao deus Amon-Ra, a principal divindade de Tebas, onde hoje fica Luxor.

Com essa descoberta, a história antiga egípcia acrescenta um novo faraó a XVII dinastia, cujos reis libertaram o Egito da ocupação dos hicsos, povo guerreiro semítico procedente da Ásia que dominou o país do Nilo durante 150 anos a partir de 1730 a.C.

Fontes: Delta World, Terra





Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha, texto escolar

6 03 2012

No tempo das diligências, 1971

Haydéa Santiago (Brasil, 1896 –1980)

óleo sobre tela, 48 x 55 cm

Uma boa ação do Presidente Nilo Peçanha

Seja sempre patriota

Nilo Peçanha foi um dos grandes vultos fluminenses. Natural de Campos, sua vida foi um exemplo de amor ao trabalho e de dedicação ao serviço da Pátria. De origem humilde, atingiu aos mais altos postos da política e da administração, pois foi deputado, senador, ministro, presidente do Estado do Rio, vice-presidente e presidente da República. E morreu pobre, mas cercado da admiração de seus conterrâneos.

Nilo Peçanha era um homem simples e bondoso. Vou contar-lhes um episódio, relatado por Assis Cintra, que bem exprime o quanto era generoso o seu coração.

“Indo ele, certa vez, presidir a uma solenidade, a sua carruagem atropelou um garoto imprudente, filho de uma lavadeira.

O presidente mandou parar a carruagem, desceu dela, apanhou o garoto nos braços, e deu ordens ao condutor que rumasse para uma casa de saúde. Lá chegando, entregou o pequeno ao gerente do Hospital e ordenou-lhe que chamasse com urgência um operador para cuidar da criança. Não poupassem despesas. E mandassem ao Palácio, diariamente, notícias do doente. Todas as despesas por sua conta.

Depois de curado, o menino foi com a mãe ao Catete.  Nilo Peçanha recebeu a lavadeira e o garoto:

— Este menino está na escola senhora?

— Não, Sr. Presidente.

—  E por que? É um garoto inteligente.  Deve ir para a escola.

— Sr. Presidente, o meu filho é que carrega a roupa que lavo, entregando-a aos fregueses.  Não o pus na escola por esse motivo.

— Pois o seu filho fica por minha conta.  O menino é vivo e aproveitável.

Assim, o Presidente pôs no Colégio Pedro II o garoto que muito prometia. Quando deixou a presidência da República, Nilo Peçanha continuou a custear a educação do filho da lavadeira. Terminados os preparatórios, já moço, o protegido de Nilo Peçanha procurou-o, pedindo que lhe indicasse uma escola superior: Direito, Medicina, Engenharia…

Nilo respondeu:

— Você escolha a carreira que quiser.  Não me deve nada.  Quis aproveitar a sua inteligência em favor da Pátria. Se me é grato, seja sempre patriota.”

Em: Vamos estudar? Theobaldo Miranda Santos, para a 3ª série do curso primário,Rio de Janeiro, Agir:1957.

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O texto acima vem acompanhado dos seguintes ítens, para uso na sala de aula:

Vocabulário:

Humilde = modesto

Postos = cargos, posições

Conterrâneos = pessoas que residem na mesma terra ou estado.

Episódio = fato, acontecimento

Relatado = narrado, contado

Solenidade = cerimônia

Vivo = esperto, inteligente

Em favor = em benefício

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QUESTIONÁRIO

Quem foi Nilo Peçanha? Que aconteceu quando ele ia presidir a uma solenidade? Que fez Nilo Peçanha?  Que aconteceu depois?  Que respondeu Nilo Peçanha ao seu protegido?

Retrato de Nilo Peçanha, 7º Presidente do Brasil

Auguste Petit (França, 1844 — Brasil, 1927)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, Niterói.





Palavras para lembrar — Jeremy Collier

6 03 2012

Alexandre lendo um livro, 1946

Zinaida Serebriacova ( Ucrânia, 1884- Paris, 1967)

óleo sobre tela

“Um homem pode muito bem esperar ficar mais forte por sempre comer e mais sábio por sempre ler”.

Jeremy Collier





Herança, poema de Gualter Cruz

6 03 2012

Natureza Morta com livros

Judith Gibson ( Reino Unido, comtemporânea)

Herança

Gualter Cruz

A Marcos Portugal

Quando eu morrer te deixarei, irmão,

Os livros todos que eu em vida amei,

Livros que ao lê-los eu sorri, chorei,

Sentindo-me pulsar o coração!

Queira guardar, irmão, este tesouro

Porque era tudo que na vida eu tinha,

O bem e o mal querer da minha vida,

A minha arca a transbordar de ouro!

São folhas gastas, lidas e relidas,

Que sempre me falaram bem à alma

E me trouxeram, pouco a pouco, a calma,

Páginas belas, ricas, coloridas!

Em cada autor eu tive um grande amigo,

Emoções belas, sentimentos novos.

Senti bater o coração dos povos

Como a este coração que está comigo!

Quando eu morrer, irmão, tu nunca os venda,

Embora não os queira como eu quero,

Pois são no mundo aquilo que eu venero,

A mais formosa, a mais ditosa prenda!

Tem pois, por eles, paternal cuidado,

E de uma mãe puríssima afeição;

Cuida bem deles, meu querido irmão,

Pois eles são o meu tesouro amado!

Em cada livro ficará meu ser,

Com um suspiro eterno de saudade,

Que cortará sentido a eternidade

Quando eu deixar na terra de sofrer!

E cada folha que rasgada for,

Qual um punhal o peito me ferindo,

Para minh’alma sofrimento infindo,

Reavivará no espaço a minha dor!

Tem mui cuidado! Ó, não os rasgues, irmão!

E nem sequer os vendas , por favor!

Seria por demais a minha dor

Vê-los correr ao léu, de mão em mão!

Quando leres, um dia, com carinho,

As mesmas linhas que eu em vida lia,

Grande no espaço, então, minha alegria,

E bem mais claro, pois, o meu caminho!

Quero levar daqui mil esperanças!

Quero deixar nos livros que te dei,

Nas páginas que em vida tanto amei,

A mais rica, talvez, dentre as heranças!

Em: Poesias completas, Gualter Cruz, Petrópolis, Editora do autor: 1983.

Gualter Germano Chaves da Cruz (Petrópolis, RJ, 1921, Rio de Janeiro, RJ 1978)








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