Palavras para lembrar — Ray Bradbury

7 05 2012

Um conto de fadas

Léon Herbo (Bélgica, 1850-1907)

óleo sobre tela

“Não se queima livros com a intenção de destruir uma cultura. É bastante fazer o povo deixar de lê-los”.

Ray Bradbury





Quadrinha para o Dia das Mães

7 05 2012

O conto de fadas, mãe e filho, ilustração autoria desconhecida.

Neste domingo de maio,

A ti, querida Mãezinha,

Ofereço com ternura,

Esta singela quadrinha.

(Walter Nieble de Freitas)

 





Conto acumulativo folclórico: O Macaco perdeu a banana

7 05 2012

Macaco no balanço com banana, ilustração H.A. Rey.

O Macaco perdeu a banana

 –

O macaco estava comendo uma banana num galho de pau quando a fruta lhe escorregou da mão e caiu num oco de árvore.  O macaco desceu e pediu que o pau lhe desse a banana:

— Pau me dá a banana!

O pé de pau nem-como-cousa.  O macaco foi ter com o ferreiro e pediu que viesse com o machado cortar o pau.

— Ferreiro, traga o machado para cortar o pau que ficou com a banana!

O ferreiro nem se importou.  O macaco procurou o soldado a quem pediu que prendesse o ferreiro.  O soldado não quis.  O macaco foi ao rei para mandar o soldado prender o ferreiro para este ir com o machado cortar o pau que tinha a banana.  O rei não prestou atenção. O macaco apelou para a rainha.  A rainha não o ouviu. O macaco foi ao rato para roer a roupa da rainha. O rato recusou. O macaco recorreu ao gato para comer o rato. O rato nem ligou. O macaco foi ao cachorro para morder o gato. O cachorro recusou. O macaco procurou a onça para comer o cachorro. A onça não esteve pelos autos. O macaco foi ao caçador para matar a onça. O caçador se negou. O macaco foi até a Morte.

A Morte ficou com pena do macaco e ameaçou o caçador, este procurou a onça, que perseguiu o cachorro, que seguiu o gato, que correu o rato, que quis roer a roupa da rainha, que mandou o rei, que ordenou ao soldado que quis prender o ferreiro, que cortou com o machado opau onde o macaco tirou a banana e comeu.

 

Recolhido por Benvenuta de Araújo, em Natal no Rio Grande do Norte.

Em: Contos tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Edições de Ouro:1967.

 

Como o autor exemplifica nesse livro os contos acumulativos são muito comuns nas Américas.  E Câmara Cascudo  relaciona alguns contos semelhantes a este, em que a Morte é chamada no final e todos correm a fazer o que a morte pede, por medo do que possa acontecer.  O mais semelhante ao nosso é de origem espanhola.








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