Imagem de leitura — Aurélio d’Alincourt

6 06 2012

Figura, s/d

Aurélio d’Alincourt (Brasil, 1919-1990)

óleo sobre tela, 56 x 46cm

Aurélio d’Alincourt Fonseca nasceu no Rio de Janeiro em 1919. Pintor. Participou por diversas vezes do Salão Nacional de Belas Artes, e recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro em 1951 com o quadro Crítica Sentimental.  Mais tarde recebeu diversas melhadas de ouro  nas décadas de 50 e 60, no mesmo Salão Nacional de Belas Artes.  Retratista. Como ilustrador contribuiu para a revista Opinião, durante a Segunda Guerra Mundial, com cenas de guerra e a bravura dos nossos soldados e mais tarde na década de 50 ilustrou contos para a revista O Cruzeiro.  Foi aluno de Osvaldo Teixeira e Carlos Chambeland. Faleceu no Rio de Janeiro, sua cidade natal, em 1990.





Uma seleção: melhores frases de abertura de romance em língua portuguesa

6 06 2012

Habitante de Patópolis, lendo na biblioteca, ilustração Walt Disney.

No dia 29 de abril publiquei aqui uma listagem, por voto popular das melhores frases de abertura de romances em lingua inglesa, como saiu publicado no jornal The Guardian:

As melhores frases de abertura de romance em língua portuguesa? Dê o seu palpite!

Logo amigos e conhecidos do blog deram alguns palpites e hoje posto essa listagem.  Gostaria de ressaltar, no entanto, que os autores teriam que ser de língua portuguesa.  Alguns se lembraram de obras de Camus e de Flaubert.  Já mais alguém reclamou da lista original não incluir a frase de abertura de Moby Dick, de Herman Melville: “Chamai-me Ismael“.  Mas a brincadeira foi justamente para livros na nossa língua para que pensássemos naquilo que lemos de literatura em português.  A grande surpresa foi o número de autores não brasileiros listados e sobretudo a popularidade dos autores africanos na nossa pesquisa que não tem nada de científica.  Então sem mais delongas, aqui vão as sugestões, lembrando que estarei sempre à disposição de aumentar essa lista a qualquer momento.

Alice sugeriu:

As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem.

Em: Milagrário Pessoal, de José Eduardo Agualusa.

A minha vida se resume a uma larga e sinuosa curva para o amor”.

Em O Planalto e a Estepe, de Pepetela

Elizete sugeriu:

‎”Quem és tu que danças descalço na noite escura?”

Em: Não Te Deixarei Morrer David Crockett, de Miguel Souza Tavares.

‎” Não basta morrer para conhecer o sorriso de Deus – mesmo que, como foi o meu caso, se tenha vivido abismada nele uma vida inteira.”

Em: Fazes-me Falta de Inês Pedrosa.

Hira sugeriu:

A morte é como o umbigo: o quanto nela existe é a sua cicatriz, a lembrança de uma anterior existência.

Em: Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, de Mia Couto

Ladyce sugeriu:

 “Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte”.

Em:  Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis.

“Embora os descaminhos futuros, Sandro Lanari nasceu pintor.”

Em: O pintor de retratos, Luiz Antonio de Assis Brasil

Luca sugeriu:

Tudo no mundo começou com um sim“.

Em: A hora da estrela, de Clarice Lispector

Marilda sugeriu:

“Era uma noite fria de lua cheia.”

Em: O Continente, de Érico Veríssimo.

Nonada”.

Em: Grande Sertão:Veredas, de Guimarães Rosa.

Nanci

A TUA CABEÇA RODOU na direcção do meu rosto, os teus olhos fecharam-se e a tua boca avançou para a minha, através de uma lenta rota de luz, risos e lágrimas”.  Em: Nas tuas mãos, de Inês Pedrosa

Ricardo, do blog O Último Abencerragem:

Arcóbriga e Meríbriga são cidades mortas desde que os habitantes foram obrigados a descer para o vale”.  Em: A Voz dos Deuses — Memórias de um Companheiro de Armas de Viriato, de João Aguiar.

“(Sei que andas por aí, oiço os teus passos em certas noites, quando me esqueço e fecho as portas começas a raspar devagarinho, às vezes rosnas, posso mesmo jurar que já te ouvi a uivar, cá em casa dizem que é o vento, eu sei que és tu, os cães também regressam, sei muito bem que andas por aí.)” Em: Cão como Nós, de Manuel Alegre.

Sempre que do portão se avizinhava mero turista ou descobridor de mistérios e o sino ficava longo tempo a retinir pela ribeira, ouviam-se pesados bate-lajedos de caseiro em movimento”. Em: A Torre de Barbela, Rubem A.

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NOTA:  As citações acredito que estejam todas corretas.  O que estava a meu alcance verifiquei, mas não tenho acesso a todos esses romances.





Quadrinha infantil do enriquecer pela leitura

6 06 2012

Ilustração Maurício de Sousa.

A maneira mais segura,

De a gente enriquecer

É procurar nos bons livros

O tesouro do saber.

(Walter Nieble de Freitas)








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