4.000.000 de visitantes únicos a este blog!

8 06 2012

Visitas, ilustração de J. H. Wingfield.

Uma pausa para agradecer!

Hoje chegamos ao marco de 4.000.000 – quatro milhões de acessos únicos a este blog.

Não sei bem o que pensar ou dizer.

Você é responsável por essa contagem, que nos coloca entre um dos blogs no Brasil de maior visibilidade no campo da cultura.  A você que apoia, que prestigia, que divulga;  a você que é seguidor diário, aos leitores que me mandam ideias, que respondem, que comentam, que param por um minuto para pensar e me incentivam participando comigo nessa “loucura” coletiva de pensar a cultura brasileira, aqui fica o meu agradecimento.

ESTATÍSTICAS PARA QUEM QUER SABER O QUE SE PASSA POR TRÁS DAS TELAS:

São 4.000.000 de visitas em 4 anos, nosso  aniversário é no dia 16 deste mês.

Primeira postagem: 16/06/2008.

Para um total de 2.367 postagens.

Comentários aprovados: 3.934

Comentários rejeitados: 362

Comentários em SPAM: 7.643

Atual média de visitas diárias: 6.500

Dia com maior nº de visitas: 13 de março de 2012 = 10.412. (Desconheço o motivo)

Durante a semana o blog recebe entre 7.500 a 8.000 visitas de 2ª a 5ª.

As visitas caem consideravelmente de 6ª até domingo à noitinha, quando começam a subir assustadoramente, nas últimas horas do fim de semana.

Dezembro e janeiro são os meses com menor número de acessos.

A grande maioria dos meus visitantes acessa o blog dos seguintes estados: SP, RJ, RS, GO, MG.

90% das visitas diárias são do Brasil.  Seguidas por Portugal, em diversas centenas de visitas diárias; Estados Unidos e França, cada qual com quase uma centena de visitas diárias.  Outros países que nos acessam regularmente incluem: Alemanha, Argentina,  Espanha, Japão e Rússia, em ordem alfabética.

Minha intenção é a divulgação de aspectos da cultura brasileira, um trabalho voluntário. Mostrar a arte brasileira, os textos e poemas brasileiros para aqueles que ainda não tiveram acesso a esses meios de expressão.  Em geral algo que me caia nas mãos.  Gosto de incentivar  a leitura, porque valorizo a educação.  Mas, posto o que quero, quando quero. Apesar do sucesso esse é meu espaço.  Sou seletiva quanto aos comentários. Mão de ferro, mesmo!  Não permito que o blog sirva de plataforma para posicionamentos religiosos ou políticos.  Palavras de baixo calão, nem pensar!  Tampouco gosto de comentários que visam aumentar a visita a outros blogs. Não faço isso com o espaço de ninguém e não permito que queiram fazer com o meu.

Gostaria  agradecer aos professores que selecionaram algumas postagens desse blog para ilustrar suas aulas, sobretudo aqueles que usaram os textos sobre o símbolo das Olimpíadas, os textos sobre as obras de Vik Muniz, e o texto sobre indumentária como processo de individualização na Renascença, todos de minha autoria.

Às crianças: aqui vai um beijinho especial para elas que adoram dinossauros, platipus e poesias.  Gostam também dos Filhotes Fofos, postagens que foram feitas com elas em mente.  Há um grande carinho também associado às quadrinhas, que na sua maioria são trovas, de conhecidos trovadores brasileiros, mas que parecem mais accessíveis com o nome de quadrinhas.  Essa é uma manifestação poética muito nossa [ibérica] que precisa e deve ser incentivada.

Quero também mencionar algumas pessoas que através dos anos têm mostrado apoio a esta peregrina, com comentários, opiniões, acenos de amizade e muito mais ( só o fato de estarem presentes é fenomenal!) Em ordem alfabética, Alexandre Kovacs, Letícia Alves, Lígia Guedes, Luca Bastos, Maria de Fátima Moraes Rodrigues, Nanci Sampaio, Paulo Araújo de Almeida, Regina Porto Valença, Ricardo Antonio Alves, Vera Regina Bastos.  E todas as outras pessoas que passam por aqui, muitos dos meus amigos do Livro Errante.

Meu marido precisa de um agradecimento especial: procura erros, dita textos, ajuda muito.

A todos o meu sincero agradecimento.  Registro também a grande surpresa pelo sucesso dessa empreitada. Sinto que minha responsabilidade aumenta a cada postagem.

Sigamos em frente ao marco de 5.000.000!




Quadrinha do beija-flor

8 06 2012

Um beija-flor em voo, ilustração autoria indecifrável.

Treme o beija-flor risonho

Numa galha perfumada;

Toda flor nasce do sonho

Nas cores da madrugada.

(J. Lucas de Barros)





Os três companheiros, conto folclórico brasileiro

8 06 2012

Três homens num bote, ilustração Paul Rainer.

Os três companheiros

Conto folclórico, texto de Luís da Câmara Cascudo

Um bombeiro, um soldador  e um ladrão eram muito amigos e resolveram viajar por esse mundo para melhorar a vida. Tinham eles um cavalo encantado que respondia todas as perguntas. Chegaram a um reinado onde toda gente estava triste porque a princesa fora furtada por uma serpente que morava no fundo do mar.  Os três companheiros acharam que podiam fazer essa façanha e consultaram o cavalo.  Este mandou o soldador fazer um bote de folhas de Flandres. Meteram-se nele e fizeram-se de vela.

Depois de muito navegar deram num ponto que era o palácio da serpente. Quem ia descer? O bombeiro não quis nem o soldador. O ladrão agarrou-se na corda que os outros seguravam e lá se foi para baixo. Pisando chão, viu um palácio enorme guardado por uma serpente que estava de boca aberta. O ladrão subiu depressa, morrendo de medo. Voltaram para casa e foram perguntar ao cavalo o que era possível fazer. O cavalo ensinou que a serpente dormia de boca aberta e quando estava acordada ficava com a boca fechada. Debaixo da cauda tinha a chave do palácio. Quem tirasse a chave, abrisse a porta, encontrava logo a princesa.  Os três amigos tomaram o bote de folha de Flandres e lá se foram para o mar.

Chegando no ponto os dois não queriam descer. O ladrão desceu e, como estava habituado, furtou a chave tão de mansinho que a serpente não acordou. Abriu a porta, entrou, foi ao salão, encontrou a princesa, disse que vinha buscá-la e saíram os dois até a corda. Agarraram-se e os dois puxaram para cima. Largaram vela e o bote navegou para terra.

Quando estavam no meio dos mares a serpente apareceu em cima d’água, que vinha feroz. Que se faz? Era a morte certa. – Deixa vir, disse o bombeiro. Quando a serpente chegou mais para perto, o bombeiro tirou uma bomba e jogou em cima da serpente. A bomba estourou e a serpente virou bagaço. Na luta, o bote fura-se e a água estava entrando de mais a mais, ameaçando ir tudo para o fundo do mar.

Que se faz? Morte certa! Deixe comigo – disse o soldador. Tirou seus ferros e soldou todos os buracos e o bote navegou a salvamento até a praia.

Chegaram no reinado recebidos com muitas festas pelo rei e pelo povo. O rei deu muito dinheiro aos três mas o ladrão, o bombeiro e o soldador queriam casar com a princesa.

— Se não fosse eu a princesa estava com a serpente! Dizia o ladrão.

— Se não fosse eu a serpente devorava todos, dizia o bombeiro.

— Se não fosse eu iam todos para o fundo do mar! Disse o soldador.

Discute, discute, briga e briga, finalmente a princesa escolheu o ladrão, que era seu salvador e este pagou muito dinheiro aos dois companheiros. O ladrão casou e mudou de vida e todos viveram satisfeitos.

Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967








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