Palavras para lembrar — Christopher Morley

27 06 2012

Homem lendo, s/d

André Deymonaz (Marrocos/França, 1946)

óleo sobre tela

“Não há erro quando se encontra um livro de verdade. É como amor à primeira vista”.

Christopher Morley





Quadrinha da avó

27 06 2012

Histórias da vovó, ilustração Rachelle Anne Miller.

Minha netinha embalando,

da alegria sigo os passos.

Julgo-me o Inverno cantando

com a Primavera nos braços.

(Lilinha Fernandes)





Imagem de leitura — Samuel Baruch Halle

27 06 2012

Primeira lição, s/d

Samuel Baruch Halle (Alemanha, 1824 -1889)

Óleo sobre tela

Samuel Baruch Halle nasceu na Alemanha em 1824.  No entanto viveu e trabalhou na França por toda sua vida, falecendo em 1889.





Trova (Quadrinha) da minha sombra

26 06 2012

Minha sombra, ilustração de Margaret Tarrant.

No meu humilde viver
a solidão é tamanha,
que só me falta perder
a sombra que me acompanha…


(José Carlos Lery de Guimarães)





Pensando o espaço urbano verde: o ACROS em Fukuoka, no Japão

26 06 2012

O edifício Acros Fukuoka.

Um dos edifícios mais interessantes visualmente que integram o verde com arquitetura está no Japão na cidade de Fukuoka.  É o edifício ACROS, mais comumente chamado de Acros-Fukuoka, construído em 1994.  Ele é um oásis, de aproximadamente 5.400 m², construído pelo homem na forma de meio-zigurate.  Tem terraços enormes em que foram plantadas incialmente mais de 35.000 plantas de 76 espécies  — e que hoje incluem 50.000 plantas de 120 variedades — que parecem cascatear dos 60 m de altura do edifício até encontrar o parque ao nível térreo. Visualmente unidos pela vegetação, esses terraços  dão continuidade ao parque como se fossem uma elevação natural.  Isso porque no lugar de vegetação rasteira, comum no paisagismo combinado à arquitetura, os terraços têm árvores, arbustos, plantas de diversas alturas,  que acentuam a percepção de uma composição mais natural à medida que o jardim cresce morro acima.

Vista aérea do edifício ACROS-Fukuoka e seu parque.

O edifício tem duas fachadas diferentes.  Do lado norte,  ele é semelhante a outros edifícios comerciais para escritórios.  Tem uma longa e alta fachada de vidro e uma entrada elegante,  como caberia a uma construção desse porte, na rua de maior prestígio no setor financeiro da cidade.  Do outro  lado e escondido de quem vem pela rua, o edifício  se abre para um paraíso verde com jardins suspensos.  Cada andar pode desfrutar de vista com densos jardins, repletos árvores e plantas que dão flores em diferentes épocas do ano:  uma natureza em festa.   O edifício permite, dessa maneira, que se desfrute das quatro estações, em qualquer andar, mesmo que se trabalhe em um escritório.

Vista lateral do Acros-Fukuoka, com lateral do canal para o porto.

Projetado pela firma do arquiteto argentino Emilio Ambasz and Associates, Inc. o edifício incorporou, ao lado sul, sem que isso tivesse sido requisitado, o parque Tenjin [ Tenjin Central Park] no terreno ao lado, preservando o único espaço verde, público, remanescente na cidade de Fukuoka.  Com terraços que vão até o topo do edifício, culminando num belvedere de onde se pode observar o porto e a cidade, a construção leva em consideração além do bem-estar de quem ali trabalha, aspectos de conservação do meio ambiente, através de seus telhados verdes – em cada andar – que reduzem o consumo de energia porque mantêm a temperatura do interior do prédio mais constante e confortável.  Esses telhados também captam água da chuva e servem de habitação para centenas de espécies de insetos, pássaros e outros pequenos animais.  Os jardins também são utilizados para lazer, exercícios físicos, meditação, além de  descortinar uma bela vista do porto de Fukuola e terras adjacentes. O paisagismo dessa construção ficou a cargo do engenheiro Nihon Sekkei Takenaka Corporation.

Vista do alto de uma das plataformas do jardim do edifício Acros-Fukuoka.

O lado sul também é o que exibe uma curiosa fachada: um plano inclinado de jardins em terraços que é quebrado no meio por uma torre de vidro gigantesca.  Isso não só traz à fachada uma dimensão escultórica como serve plenamente para trazer interesse aos espaços exterior e interior do edifício. a coluna de vidro permite que a luz difusa do dia penetre nos quatorze andares do edifíco trazendo ainda maior bem-estar aqueles que trabalham lá.

Vista lateral dos andares superiores, lado sul.

São 97.252 m² de espaço funcional nesse edifício.  Neles estão incluídos uma sala de exposição, um museu, um teatro para 2.000 pessoas, instalações para conferências, escritórios do governo e particulares, e diversos níveis de estacionamento subterrâneo além de lojas.  A estrutura de aço e concreto armado é composta de 14 andares acima do nível térreo e 4 andares abaixo da terra.

Vista do espaço interior do Acros-Fukuoka.

O exterior do edifício é sem dúvida impressionante, mas o espaço interior também é muito bem desenvolvido: um grande átrio semicircular e um saguão com pórtico triangular criam uma espaçosa entrada que desliza para a vegetação no lado de fora.

Interior do Acros-Fukuoka.

O cuidado com o bem-estar de quem ali trabalha também pode ser observado na construção de espelhos d’água nos terraços.  Conectados por pulverização ascendente de jatos de água, eles criam uma falsa cachoeira, que disfarça o ruído da cidade. Estas piscinas ficam acima do átrio de vidro no interior do edifício central, trazendo luz difusa para o interior.

Vista dos caminhos no jardim do Acros-Fukuoka.

Vista do edifício Acros-Fukuoka do lado oposto ao jardim.

Entrada pelo jardim.

Vista para o teto do saguão no térreo.

Vista vol d’oiseau.





O cartógrafo, poema de José Paulo Moreira da Fonseca

26 06 2012

Mapa antigo, Janssonius, América do Sul.

O cartógrafo

José Paulo Moreira da Fonseca

No azul desse mar distante

Porei uma nau feito as que de lá me trouxeram novas

De serpentes entre as algas

Que à sombra dos mastros igualmente vou desenhando

E ainda uma diurna costa com verdes palmas,

Flores rubras, pássaros e lagartos

Que sejam ornamento e nos fale da estranheza.

E porei, além, uma póvoa de aborígenes

E mais além, porque tudo ignoramos,

Cumpre-me deixar a carta em branco,

Sem palavras nem contornos,

Tão-só indagação, casta e silenciosa,

Como a do papel em que escrevo.

Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968





Palavras para lembrar — Dr. SunWolf

25 06 2012

Mãe do pintor na hora do chá, 1945

Frank Mason (EUA, 1921)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm

www.frankmason.org

“Uma das vantagens de se ler um livro é que você pode brincar com os amigos imaginários de outra pessoa, a qualquer hora da noite”.

Dr. SunWolf








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