Pintor Rafael Falco, ilustrador da Revista Caça e Pesca

9 07 2012

Jaguatirica na árvore, Capa da Revista Caça e Pesca de abril de 1943, ilustração de Rafael Falco.

Quando hoje fazemos uma pesquisa sobre qualquer assunto, a primeira ideia que nos chega é consultar a internet.  Lá, deve haver alguém que se preocupou com o assunto que nos aflige.  Nem sempre é o caso.  Principalmente quando tratamos das artes visuais no Brasil. Há pouca informação. Não é de todo culpa daqueles que usam a internet, nem é  por falta de interesse. É que temos que nos reeducar.  Aprender a dividir conhecimentos, algo raro num país em que por tantos séculos o saber, o conhecimento eram a maneira de se manter classes sociais distintas.  Somar forças ainda é a melhor maneira de se combater um mal. Ainda bem que a internet chegou, democratizando a cultura.  Sem ela, a postagem de hoje não existiria não fossem os esforços de muitos e principalmente de duas pessoas: 1) do artista plástico, arquiteto, mestre em arqueologia pelo MAE/USP, Paulo Araújo de Almeida.  Dele são todas as fotos das capas das revistas Caça e Pesca.  2) ao médico e cirurgião Benedito Martins de Lacerda, descendente de Rafael Falco, cujas pesquisas sobre a família e o paradeiro das obras de Falco contribuíram para essa postagem e ainda irão aumentar o nosso conhecimento sobre esse pintor brasileiro no futuro. Dele são alguns dados pessoais sobre a famíia do pintor.  A minha pesquisa se resumiu até hoje a uma ida à Biblioteca Nacional onde minhas esperanças de maior informação não foram de todo vãs, mas ficaram aquém do esperado.  De qualquer maneira, segue aqui o que já se conseguiu a respeito.  Aqueles que estão pegando esse bonde andando, sugiro que leiam as postagens sobre o pintor Rafael Falco nesse blog.

Pesca de rio, Capa da Revista Caça e Pesca de janeiro de 1943, ilustração de Rafael Falco.

Rafael Falco nasceu em Oran, na Argélia em 1885 [Dicinário de Pintores Brasileiros, Walmir Ayala, 2 volumes, Rio de Janeiro, Spala: 1986]. Filho de Gaspar Falco e de Antonia Falco Jaén, ela de família originária de Alicante na Espanha, [informações da família de Rafael Falco]. A família diz que o pai de Rafael foi um soldado Zuavo, do exército francês.  Os zuavos eram soldados da infantaria da Argélia, a serviço do exército francês, desde 1830.  Tinham um uniforme diferenciado e eram todos nascidos na Argélia.  Eram comandados por um militar francês, mas eram argelinos – que na época era território francês.  Como Oran também era uma cidade com grande população de espanhóis – até hoje a influência espanhola pode ser sentida na cidade em sua Plaza de Toros, entre outras construções típicas da região – é possível que tanto o pai como a mãe de Rafael Falco fossem realmente naturais da Argélia, trazendo a cidadania francesa por terem nascido em território de domínio francês. [No entanto, veja ao final do parágrafo a informação que sua neta conseguiu na documentação de imigração.] Se o casal sempre residiu em Oran, ou não, ainda está para ser documentado.   O casal teve seis filhos entre eles Rafael.  A família emigrou para o Brasil a tempo de Rafael Falco passar a infância em Taubaté, onde fez seus primeiros estudos.  Sua neta Isabelle, que generosamente dividiu conosco algumas informações, pesquisou e encontrou documentação em São Paulo sobre a data de chegada da família no Brasil: 1890.  Nesses documentos a família consta como de origem espanhola. Por esses documentos sabemos que Rafael Gaspar Falco tinha cinco anos quando chegou ao Brasil.

Pesca noturna, Revista Caça e Pesca, novembro de 1943, ilustração de Rafael Falco.

“Transferindo residência mais tarde para São Carlos (SP) passou a lecionar na Escola Normal dessa cidade.  Sua tela, ‘Tiradentes ante o carrasco’, exposta no XVI Salão Paulista de Belas Artes, recebeu o Prêmio Prefeitura de São Paulo, e depois de passar alguns anos no Palácio Tiradentes, foi transferida para o Palácio do Planalto, em Brasília, tendo sido aproveitada para ilustrar as notas novas de cinco mil cruzeiros, emitidas pelo Tesouro Nacional.”  [Dicinário de Pintores Brasileiros, Walmir Ayala, 2 volumes, Rio de Janeiro, Spala: 1986].  A família de Rafael Falco menciona que foi um familiar, Emmanuel, sobrinho de Rafael Falco, quem serviu de modelo para Tiradentes nessa obra.

Caça, Revista Caça e Pesca, abril de 1944, ilustração Rafael Falco.

Walmir Ayala em seu Dicinário de Pintores Brasileiros lista as principais coletivas do pintor:

1939 – Salão Paulista de Belas Artes, medalha de bronze, São Paulo (SP)

1940 – Salão Palista de Belas Artes, pequena medalha de prata, São Paulo (SP)

1951 – Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo (SP)

1960 – Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Assembléia Legislativa, São Paulo (SP)

1961 – Salão Paulista de Belas Artes, medalha de prata, São Paulo (SP)

1965 – Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo (SP)

Caça à onça pintada, Revista Caça e Pesca, junho de 1943, ilustração Rafael Falco.

Já Theodoro Braga, no livro de referências bibliográficas, Artistas Pintores no Brasil, São Paulo, Ed. São Paulo, 1942. lista as seguintes fontes bibliográfcas para Rafael Falco.  Isso quer dizer, para quem não está acostumado com esses termos, ele lista os seguintes artigos que se referem à obra de Rafael Falco.

Catálogo do VII– 1940, Salão Paulista de Belas Artes

Diário Popular, São Paulo, 20 de dezembro de 1939.

Revista da Semana, Rio de Janeiro, 8 de abril de 1939.

Belas Artes, Rio de Janeiro, abril de 1938, nº 35-3, página 3

O Estado de São Paulo, São Paulo, 12 de fevereiro de 1941, página 8

O Revelador, São Paulo, Janeiro de 1942, Ano IX, nº 1

Diário Popular, São Paulo, dezembro de 1941

Grupo Escolar em Taubaté, (São Paulo), 1904

Escola Normal Secundária de São Carlos, SP, 1911

Catálogo VIII — 1942, Salão Paulista de Belas Artes, página 39

Catálogo do V e do VI, 1938-1939, Salão Paulista de Belas Artes

Pescador, Revista Caça e Pesca, agosto de 1943, ilustração Rafael Falco.

A família de Rafael Falco encontrou uma foto do pintor ainda jovem, de 1904, do Clube Taubateense. Mas ainda não a recebi.  A família também já entrou em contato com a escola em São Carlos, que confirmou possuir algumas obras de Rafael Falco, todas no momento em estado precário, necessitando restauro.  Assim, aos poucos talvez possamos reconstituir parte da trajetória desse artista que como muitos outros, foi um competente pintor, que caiu no esquecimento por não estar entre os mais inovadores. No entanto, a nossa história cultural deve uma grande porção a esses artistas que estabeleceram para muitos, alguns princípios estéticos rudimentares.  O caso de Rafael Falco é emblemático de muitos outros artistas que se dedicaram à ilustração para ajudar nas contas do fim do mês. Sua obra talvez tenha sido a única forma de arte que muitas pessoas, menos ligadas aos movimentos artísticos, tenham conhecido, entre elas caçadores e pescadores que viram, que entraram em contato, mês após mês, com as capas bem feitas, ilustrativas da época.

Já está mais do que estabelecido, fora do Brasil, que foram ilustradores — aqueles responsáveis pelas capas de revistas de grande circulação —  que acabaram estabelecendo uma linguagem estética que aproximava a pessoa comum das obras de arte.  Exemplos existem às centenas desses “educadores visuais”: Norman Rockwell, William Morris, Beatrix Potter, George Barbier, entre muitos e muitos outros.  Alguns, como o pintor surrealista belga René Magritte, dedicaram-se não só às páginas de revistas, mas às capas de partituras musicais, folhinhas, rótulos de bebidas, cartazes e assim modificaram, ajustaram, formaram o gosto do público à sensibilidade estética da época.

Ataque de porcos do mato, Capa da Revista Caça e Pesca, setembro de 1941, ilustração de Rafael Falco.

Falta no Brasil um levantamento dedicado a esses trabalhadores incansáveis.  Falta reconhecimento de sua importância como linha de frente na batalha da educação estética.

Não dá para sabermos ainda as técnicas de trabalho de Rafael Falco.  Muitos de sua geração usavam a aquarela sobre papel — que melhor se ajustava às necessidades de impressão a cores das capas de revistas.  Grande parte dos ilustradores em outros países usam a aquarela.  Mas recentemente tive acesso aos trabalhos do ilustrador Henry [Hy] Hintermeister, nascido na Suiça, que tendo emigrado para os Estados Unidos, fazia algumas cenas quase cômicas de suas ilustrações bastante divulgadas nos anos 1920 a 1950 — como capas de revistas — em óleo sobre canvas.  Isso não é tão comum.  Qualquer informação sobre a técnica de Rafael Falco será bem-vinda e eventualmente partilhada por aqui.

Agradeço mais uma vez a Paulo Araújo de Almeida, a Benedito Martins de Lacerda e a Isabelle Polz que generosamente dividiram suas informações para que essa postagem ficasse mais completa.

Partida, Revista Caça e Pesca, janeiro de 1943, ilustração Rafael Falco.

—–

NOTA: O nome do pintor pode aparecer como Rafael Falco, Raphael Falco ou Raphael Gaspar Falco.  Para quem quiser aprofundar a pesquisa essas três variações precisam ser testadas.  Como todos os documentos de época também eram na sua maioria escritos à mão há que decifrá-los.  Também há possibilidade de erros na transcrição de um documento para outro pode gerar diferenças em como se escreve um nome ou sobrenome.


Ações

Information

32 responses

11 07 2012
Elaine Falco

Lindo!
Isso foi um presente, obrigada!

11 07 2012
peregrinacultural

Elaine, que bom que você gostou! A união faz a força e vamos em frente. Um beijinho,

11 04 2014
Eradia Falco

Li sua reportagem e gostaria de saber o que vc é do meu avô?
Gostaria de informar que quem posou para a obra Tiradentes ante o carrasco foi meu pai Javert Halley Falco em Serra Negra SP e a pessoa que está de camisa verde e calça vermelha era morador de Serra Negra.
Eu tinha 9 anos naquela época.

11 04 2014
peregrinacultural

Eradia, não sou nada do seu avô. Sou uma historiadora da arte que pesquisa artistas brasileiros. 🙂 Obrigada pelas informações.

11 04 2014
Paulo Araujo de Almeida

Eradia Falco. Vc. sabe com que materiais de pintura (inclusive os suportes, tela, papel) o seu avô fazia as pinturas das capas da Revista Caça e Pesca? Esses originais ainda existem com alguém da sua família?

14 04 2014
Eradia Falco

Paulo Araujo de Almeida

Como sou de 1939 era muito pequena nessa época, por isso não tenho conhecimento dessas revistas. Se houver estão com outros familiares.

14 04 2014
Eradia Falco

peregrinacultural

Gostaria de saber quem passou essas informações para vc, pois sei de outras tais como: Minha bisavó era realmente espanhola loira de olhos verdes e se casaram na França e vieram para a Argélia porque o irmão dele Gaspar, morava lá, por isso meu avo nasceu em Oran. Meu avô era ruivo, tenho fotografias de vovô.

3 06 2013
Silvio Florio

Meu pai colecionava essa revista. Eu amava as ilustrações da capa. até que numa mudança roubaram tudo. Se alguém souber quem possui essas revistas e queira vender profquimsilvio@gmail.com

9 02 2014
Artur Udelsmann

Meu avô, caçador de onças no Mato Grosso na década de 30 do século passado, companheiro de Sasha Siemel, colecionava a revista Caça e Pesca. “Limpando” meus arquivos encontrei vários números dos anos 50, se alguém se interessar por elas será só pegá-las comigo em Campins-SP onde moro. Contato e-mail: au1849@gmail.com
Artur Udelsmann

9 02 2014
peregrinacultural

Obrigada pela oferta, espero que alguém se interesse, porque vale a pena… Um abraço,

9 02 2014
Artur Udelsmann

Meu avô, caçador de onças no Mato Grosso na década de 30 do século passado, companheiro de Sasha Siemel, colecionava a revista Caça e Pesca. “Limpando” meus arquivos encontrei vários números dos anos 50, se alguém se interessar por elas será só pegá-las comigo em Campinas-SP onde moro. Contato e-mail: au1849@gmail.com
Artur Udelsmann

9 02 2014
Paulo Araujo de Almeida

Ladyce. Fico muito feliz de ver que sua pesquisa sobre o Rafael Falco continua. Algumas das capas que Vc. postou eu ainda não conhecia ou são de exemplares que não possuo porque não faziam parte da coleção que meu pai me deixou. Todavia informo aos interessados que a Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo tem a coleção completa da Revista Caça e Pesca à disposição para consulta. As imagens pintadas além de seu valor estético, formam um conjunto do imaginário que se constituiu dos anos 1930 até os 1960 sobre as relações entre ruralidade e urbanidade em São Paulo e no Brasil. A Revista Caça e Pesca se insere nessa perspectiva dentro da chamada “Mitologia Bandeirante” tendo congregado e representado parte das novas classes urbanas em ascensão e com raízes rurais e/ou vinculadas à tradição europeia da caça, atividade que lhes atribuía um sentido de “nobreza”. Vários grupos de expedicionários praticantes do então chamado “Esporte da Caça e Pesca” se formaram em São Paulo após a Revolução de 1932 e tomaram para si uma certa “função civilizatória” de levar as novidades do consumo nascente e dos artefatos importados de Europa (principalmente da Inglaterra) e Estados Unidos para o interior do Estado e do Brasil. Inúmeras eram as lojas e magazines existentes na cidade de São Paulo que vendiam objetos de uso para essas expedições ao interior, de grupos de amigos caçadores e pescadores, utensílios, automáticos e portáteis, os “artigos de campanha” como se dizia na época, que inclusive ajudaram a compor o imaginário das pessoas “da roça” (interior) consideradas mais simples e que viriam migrar para as cidades em busca do “sonho da cidade grande”, de ficar rico, acreditando e fazendo o Brasil acreditar na ideia de que “o de fora é melhor do que o daqui”. Uma mentalidade é formada e essas imagens além de ilustrarem os ideais da “mitologia bandeirante”, vendendo a imagem dos paulistas como trabalhadores incansáveis e São Paulo como a “locomotiva do Brasil”, também constituem instrumentos do interesse internacional industrial na formação do mercado consumidor no Brasil. Nos 1960 quando os latifúndios se tornam “empresas rurais”, os antigos colonos vão morar nas cidades,ali se estabelecendo, passam a formar as periferias tornando-se “boias-frias”. Muitos ainda seguem migrando para o trabalho operário nas cidades grandes. Mais tarde com a mecanização do campo no sudeste e sul (principalmente) esse “exercito de mão de obra” vai se distribuir na indústria e depois nos serviços urbanos.
A função da arte e da ilustração dentro desse processo histórico que pode ser denominado neobandeirantismo fica patente na obra de Rafael Falco e por isso considero seu estudo muito importante.

9 02 2014
peregrinacultural

Paulo, mais uma vez só posso lhe agradecer pela generosidade das informações com que você nos presenteia. Muito, muito interessante essa avaliação sobre a ruralidade e a urbanidade que afetou todo o Brasil. Conheci bem essa “mitologia bandeirante”. A família de minha mãe é de Mato Grosso (de antes da divisão do estado) e tive um tio matogrossense, que morava no Rio de Janeiro mas ia caçar em Mato Grosso nas férias… Vamos ver onde toda essa pesquisa nos levará, como você sabe a minha perspectiva é mais de natureza estética, mas a parte da História não pode ficar de lado. Um grande abraço e a minha sincera gratidão pela sua contribuição.

12 04 2014
Ana Maria Falco Moghrabi

Concordo plenamente com o comentário de Erádia Falco e acrescento que meu avó Rafael Falco também traduziu o livro do autor filósofo e mentalista Paul Brunton ( 1959) , A Sabedoria do Eu Superior,editora Pensamento S.P.

12 04 2014
Paulo Araujo de Almeida

Nossa! que surpresa! Li alguns livros do Paul Brunton nos anos 1970, quando comecei a praticar o Yoga no Instituto Narayana de SP! Nos anos anteriores a isso fazia pesquisas no armário de caça e pesca do meu pai (um móvel incrível feito pelo Liceu de Artes e Ofícios de SP). Foi nesse armário que encontrei a coleção da Revista Caça e Pesca com as capas desenhadas pelo Rafael Falco.

11 05 2014
Júlio Falco Castello.

Foi o meu bisavô, meu avô foi Rafael Falco Filho (também pintor e escritor) que teve um casal de filhos Sergio Oliveira Falco , e sou filho de Elizabeth Falco Castello, embora eu tenha 50 anos, sou o mais novo dessa ramificação da família que ainda carrega o nome Falco, achei interessantíssimo esse blog. Grande abraço Júlio Falco Castello.

11 05 2014
peregrinacultural

Que bom que você gostou, Júlio. Você tem alguma história relacionada ao seu bisavô? sabe de alguma coisa mais? Você viu que esta postagem não é a única sobre ele aqui no blog? Ele ilustrou mais alguma revista? Enfim, alguém da família pode colaborar com os métodos usados na pintura, com informações que possam completar um estudo sobre a obra dele? Agradeço desde já, um grande abraço, Ladyce

11 05 2014
Paulo Araujo de Almeida

Boas informações, obrigado!

2 09 2015
wenilton luís daltro

O Rafael, pelo estilo, me parece que fez ilustrações de capas de livros para a popular “Coleção Saraiva”. Estou certo, amigos?

2 09 2015
peregrinacultural

Não. Nico Rollo fez as capas da Coleção Saraiva. O estilo é mais de época… Obrigada pela contribuição, é sempre interessante se ver que outros apreciam o trabalho. Um abraço,

10 10 2015
Fabiano A.L. Wolff

Fabiano A. L. Wolff

Conheci Rafael Falco e possuo três de suas obras. Meu tio, Emílio Wolff, também pintor, foi aluno dele no curso de Desenho, em São Carlos.

Responder

19 11 2015
peregrinacultural

Que beleza, que taç nos mandar uma foto de cada obra? Obrigada.

19 01 2016
FABIANO A L WOLFF

Providenciarei as fotos que você solicitou. Para qual endereço devo enviá-las ?

19 11 2015
Paulo Araujo de Almeida

Muito bom! Mantenho um arquivo de imagens e materiais de um grupo de neobandeirantes aficionados da caça e pesca dos anos 1930-50. Estamos desenvolvendo um projeto sobre a ideologia bandeirante que inclui vídeo documentário e exposição de arte sobre o tema. Conhecer mais sobre Rafael Falco será muito positivo.

20 11 2015
Wenilton Daltro

O Emílio Wolff, pintor e escritor, morou e acho que nasceu aqui em Araras-SP, e escreveu diversos livros (história, memórias, folclore e poesia) sobre minha cidade e tenho vários deles. Suas pinturas com motivos históricos feitas de cidades do interior do Estado de São Paulo precisariam ser identificadas e catalogadas, por seu valor. Algumas delas estão em mãos de particulares em Araras.

20 11 2015
peregrinacultural

Obrigada pela informação.

19 01 2016
FABIANO A L WOLFF

Wenilton.
Os livros com o registro das 3052 obras de Emílio Wolff estão comigo. Desse artista, tenho muitos quadros a óleo, desenhos e aquarelas. Do pintor Rafael Falco, possuo três quadros. Um deles é exatamente o retrato do Emílio!
Um abraço.

20 01 2016
Paulo Araujo de Almeida

Muita curiosidade! Gostaria de ver essas imagens! Acompanho os trabalhos do Rafael Falco publicados na Revista Caça e Pesca desde muitos anos, mas nunca vi uma obra original dele. Gostaria de conhecer também a obra de Emílio Wolff!!!Qual o título, editora e ano de publicação do livro com o registro das 3052 obras?

20 01 2016
FABIANO A L WOLFF

Paulo.
Inicialmente, devo informar que o registro das obras de Emílio Wolff está condensado em dois cadernos de capa dura e foram assim nomeados pelo pintor:
ARTES PLÁSTICAS – De n. 1 a 2081 – Livro N.1
ARTES PLÁSTICAS – De n. 2081 a …- Livro N. 2
Neles, o artista anotou, de próprio punho, as obras por ele produzidas.
Vale lembrar que, em setembro de 1960, apresentou 308 quadros na Galeria Prestes Maia, em São Paulo – uma valiosa documentação de importantes aspectos da vida paulista no passado!
Uma obra de Rafael Falco muito conhecida é intitulada “Tiradentes Ante o Carrasco”, e está impressa na nota de 5000 cruzeiros, circulada em nosso País na década de 50.

20 01 2016
peregrinacultural

Sim, sim… já postamos nesse blog algo sobre essa obra do Tiradentes…

21 01 2016
wenilton luís daltro

Obrigado, Fabiano Wolff pelas informações. Aqui na biblioteca municipal de Araras havia um caderninho (ou livro) com capa acho de couro, com o registro de uma exposição dele listando as obras e não me recordo se tinha as imagens. Há um ou outro quadro dele ali, mas muito mal conservados. Acho que você já sabe, mas a casa da cultura aqui da cidade tem o nome dele; aliás, ele foi um dos que mais lutou para que o antigo prédio do fórum/cadeia fosse restaurado e transformado em espaço cultural. As pinturas que ele fez da Primeira Festa das Árvores, realizada aqui em Araras e, 7-6-1902, estão expostas em algum lugar da Prefeitura Municipal de Araras. Se fosse possível postar as fotos que tenho dos quadros aqui eu postaria. Obrigado pelas informações!

21 01 2016
peregrinacultural

Wenilton suas fotos são de qualidade? Você tem as informações sobre a técnica e tamanho, etc… Pode me mandar que eu posto no blog. Seria interessante, vou contatá-lo por email. Um abraço,

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