No reino dos animais — [vertebrados e invertebrados]

20 08 2012

Ilustração de 1890, gravura.

No reino dos animais

Vovô Inácio e Julinho passaram a manhã inteira no fundo do quintal. Sabe o que estavam fazendo? Apanhando minhocas para pescar. Estes pequenos animais são ótimas iscas para peixe.  O terreno era mole e úmido, de modo que o menino e o avô conseguiram reunir grande quantidade de bichinhos.

Julinho arregalou os olhos quando vovô Inácio lhe disse que a minhoca era um animal invertebrado. Nunca tinha ouvido essa palavra. Por isso, não conhecia a sua significação. O bom velhinho então explicou ao neto:

— Chamam-se animais vertebrados, os que têm um esqueleto formado de ossos. No esqueleto existe uma coluna formada de pequenos ossos chamados vértebras. Daí serem chamados de vertebrados os animais que possuem esqueleto. E os que não o têm denominam-se invertebrados.

— Quais são os animais vertebrados?

— O boi, o cavalo, a galinha, o sapo, os peixes. Com os ossos desses animais fabricam-se pentes, botões, cabos de escovas, de facas e muitos objetos úteis.

— E quais são os animais invertebrados?

— A borboleta, a formiga a abelha, a mosca, a barata e milhares de outros animais.

Ouvindo isso, o menino começou a apertar, com força, os próprios braços, pernas e tronco.

— Que é isso, Julinho? Perguntou o avô, intrigado.

— Não é nada, vovô. Estou vendo se tenho esqueleto. Graças a Deus, sou um vertebrado!

Em: Criança Brasileira, Theobaldo Miranda Santos, 3º livro de leitura, edição especial para o Estado de Minas Gerais, Rio de Janeiro Editora Agir: 1952.





Palavras para lembrar — Sam Levenson

20 08 2012

Menino lendo na cama

Anni Matsick ( EUA, contemporânea)

www.annimatsick.com

“Qualquer criança que tenha dois pais interessados nela e uma casa cheia de livros não é pobre”.


Sam Levenson





Esse pequeno mundo, poesia de Pedro Bandeira

20 08 2012

Esse pequeno mundo

Pedro Bandeira

Sei que o mundo é mais que a casa,

Mais que a rua, mais que a escola,

Mais que a mãe e mais que o pai.

 –

Vai além do horizonte,

Que eu desenhei no caderno,

Como linha reta e preta,

Que separa azul de verde.

 –

Sei que é muito, sei que é grande,

Sei que é cheio, sei que é vasto.

 –

Me disseram que é uma bola,

Que flutua pelo espaço,

Atirada pelo espaço,

Atirada pelo chute

De um gigante poderoso;

Vai direto para um gol,

Que ninguém sabe onde é.

 –

Mas para mim o que mais conta

É este mundo que eu conheço

E que cabe direitinho

Bem debaixo do meu pé.

Em: Cavalgando o arco-íris, Pedro Bandeira, São Paulo, Moderna:1984.

 –








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