Os relógios, poema de Décio Valente

26 09 2012

Ilustração Kaili.

Os relógios

Décio Valente

Sempre andando,

sem parar um segundo,

vão eles,

em monótono tique-taque,

levando o Tempo

nos finos braços,

que se enlaçam

em contínuos abraços

e marcam,

minuto a minuto,

a pontualidade

das horas tristes e alegres,

que passam…

Em: Cantiga Simples: poesias, Décio Valente, São Paulo:1971








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