FELIZ ANO NOVO! Um bom 2013 para todos!

31 12 2012

# 38 Zhong Sheng  Phoenix Woman Conte

Mulher e Fênix

ZONG SHENG  (Yunnan, China)

Baseado no famoso quadro do mesmo nome

de TING SHAO KUANG

Aquarela sobre papel de arroz,  36cm x 36 cm

Este ano ao invés da tradicional imagem de fogos de artifício que costumo postar escolhi essa imagem de uma ave fênix.

A fênix é uma ave da mitologia grega.  Não só vive muito tempo, como tem a habilidade de se regenerar, de renascer ciclicamente, formando-se das cinzas da ave anterior. Tem uma enorme força o que a leva a transportar cargas pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Pode  também se transformar em uma ave de fogo.

Fênix, Bestiario, Manuscrito Aberdeen sec xii,

Fênix, entre duas árvores de mirra, século XII

Bestiário de Aberdeen

Manuscrito iluminado

Biblioteca do Palácio de Westminster

Inglaterra

Acredita-se que traga boa sorte, que viva eternamente pois renasce de suas próprias cinzas e que seja o mais belo pássaro conhecido.  Como ave mitológica tem a vida tão longa quanto a do ser humano na terra.  Em diferentes versões a fênix aparece nas culturas da antiguidade, mas sua origem deve estar no antigo Egito, ainda que esta teoria não tenha sido confirmada satisfatoriamente.

Aves míticas semelhantes à fênix existem na antiga China [fenghuang] no Japão [ho-oh], no mundo árabe [Anka], na antiga cultura indiana [ garuda e chiva], na Rússia [pássaro de fogo], na antiguidade persa [ simorgh] na Turquia [kerkes] assim como no Tibete [Me byi karmo].

No mundo cristão foi sempre associada à figura de Cristo por servir de metáfora à Sua ressurreição. Apesar disso, há poucas pinturas ou ilustrações desse pássaro na arte cristã, além de umas poucas iluminuras.  O tema só chega se fazer presente  no mundo das artes plásticas mais assiduamente a partir do século XIX e XX.

Todos os anos deveriam ser novas fênix!

Feliz 2013 a todos!





Quadrinha do meu canto

31 12 2012

cantoresIlustração Walt Disney.

Mato as tristezas cantando.
Curti-las não vale a pena.
Cantando vou me livrando
da mágoa que me envenena.

(Thalma Tavares)





Sobre o Ano Novo: Brooks Atkinson

31 12 2012

ANO NOVO CORNETA FUTURO JORNALCartão postal, EUA, sem data.

“Deixe o ano que passou cair no silencioso esquecimento do passado.  Abra mão dele, porque foi imperfeito, e agradeça a Deus porque ele se vai”.  

Brooks Atkinson





O relógio marca meia noite! Seleção de cartões postais.

31 12 2012

ANO NOVO, RELÓGIO, ELVOS

CALENDÁRIO newyear3

RELOGIO, ANO NOVO, MENINA VERMELHO

RELÓGIO CRIANÇAS, MEIA NOITE

RELOGIO MENINO CASACA

RELOGIO MENINA COM CHAPÉU ROSA

 

 

RELOGIO, MENINOS E MENINA, JORNAL

RELÓGIO MEIA NOITE, ANO NOVO BATENDO

RELÓGIO MEIA NOITE NEVE

RELOGIO VERMELHO AZEVINHO

RELOGIO, ANO VELHO, LIVRO, AZEVINHO

RELOGIO MENINA COM BOUQUET DE FLORES

RELOGIO, ANO VELHO, ANO NOVO

RELOGIO MENINA, CESTA FLORES AZEVINHO

relogio, marca meia noite,

relógio do ano novo





Quadrinha do pensador

30 12 2012

pensar, cabeça, inteligência, bolinha,Bolinha explica sua sapiência…  Ilustração Marjorie Henderson Buell.

Eu penso, portanto existo!
René Descartes escreveu.
Mas não creia, amigo, nisto,
pois pensando ele morreu…

(Renato Goulart da Silveira)





O Bonde de Burro, texto de Pedro Nava

30 12 2012

Bonde-movido-a-burro-1895-Rua15-de-Novembro

Bonde movido a burros, 1895, rua 15 de novembro, SP. Blog da garoa.

“Isso vem a propósito de minhas lembranças de bondes-de-burro.  Neles andei, talvez numa de nossas viagens ao Rio ou, mais certamente, depois de nossa vinda definitiva de Juiz de Fora. Quando? não posso dizer com exatidão, pois minhas recordações desse Aristides Lobo da infância surgem empilhadas e a fotografia positiva que delas obtenho resulta da revelação de vários negativos superpostos, cuja transparência permite que as imagens de uns se misturem com as luzes dos outros. O essencial é que me lembro dos bondes de burro com seus poucos bancos, com o condutor e o cobrador, os dois sem farda, de terno velho, colarinho duro, chapéu de lebre, ou chile, ou bilontra – e a bigodeira solta ao vento carioca. O primeiro governava os burros a chicotadas mais simbólicas do que propriamente para valer e principalmente, com a série de ruídos que tirava dos beiços, da língua, das bochechas, das goelas, e que eram muxoxos e chupões, assovios e estalos, brados monossilábicos e gritos churriados – a que as adestradas alimárias respondiam com o passo, a marcha, o trote, a andadura e a parada. De distância em distância as parelhas cansadas eram trocadas por outras mais frescas, nas mudas dispostas ao longo dos itinerários.  Uma destas perpetuou-se no nome que se estendeu a um bairro todo – o da Muda da Tijuca. Lembro-me bem da que ficava à esquina da Marquês de Sapucaí e Salvador de Sá, onde foi depois uma estação de elétricos – estação não no sentido de paragem, mas do local onde se recolhiam os bondes. Quem vinha de Aristides Lobo, era ali que trocava os burros. Eles eram soltos ao mesmo tempo  que as correntes que os prendiam à trave que era desengatada conjuntamente, do veículo. Quando eles se sentiam livres, empinavam as cabeças, zurravam e corriam, sem necessidade de serem conduzidos, para dentro da muda, para suas águas e seu capim.  Iam rebolando as ancas, repiqueteando os cascos ferrados, num tilintar de cadeias arrastadas. Compunham uma representação de movimento e som que vim a recuperar quando o cinema começou a explorar as dançarinas de rumba com suas bundas de potranca, suas caudas farfalhantes, seu agudo bater  de saltos e suas secas castanholas. Sempre que as via, reinundava minha alma do encanto infantil com que assistia à troca das bestas naquela esquina. E sempre que passo nesse cruzamento de ruas, reassumo meus cinco, meus seis anos e ouço o trincolejar de grilhões raspando no lajedo. Os bondinhos de tração animal seriam substituídos pelos elétricos, na Zona Norte, aí por volta de 1909.”

Em: Baú de Ossos, Pedro Nava, Rio de Janeiro, Sabiá: 1972, PP. 372-3





Sobre o Ano Novo: G.K. Chesterton

30 12 2012

ANJOS E CORAÇÔESCartão postal francês, 1909.

“O objetivo do ano novo não é que tenhamos um novo ano. É que  tenhamos uma nova alma”.

G.K. Chesterton








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