O Pavão, texto de Rubem Braga

18 01 2013

A figueira e o pavão, Walter Crane, 1895

A figueira e o pavão, 1895, ilustração de Walter Crane.

O Pavão

Rubem Braga

Eu considerei a glória de um pavão, ostentando o esplendor, de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros,e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

Em: Ai de Ti Copacabana! Rubem Braga, Rio de Janeiro, Sabiá: 1969, 5ª edição





Quadrinha do sonhar

18 01 2013

sonhando acordado

É feliz quem tem o dom
de sonhar a vida inteira.
Se não acha o mundo bom
faz um à sua maneira.

(Dimas Lopes de Almeida)





Imagem de leitura — George Roux

18 01 2013

Georges Roux (c.1850 – 1929)

Sem título

George Roux (França, 1855- 1929)

óleo sobre tela

Alexandre George Roux, nasceu em 1855 em Ganges, na França. Foi um pintor e ilustrador francês hoje lembrado por suas ilustrações dos livros de Júlio Verne; da Ilha do tesouro de R.L. Stevenson e de muitos outros livros de aventuras. Aluno de  Jean-Paul Laurens, expôs no Salon des Artistes Français a partir de 1880.  Morreu em Paris em 1929.








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