Modelos de comportamento nas ilustrações de livros infantis

31 07 2013

ajudando a consertar a cercaConsertando a cerca, Ilustração de J. H. Wingfield (Inglaterra, 1910-2002).

Uma nova pesquisa sobre livros infantis ilustrados, feita nos Estados Unidos, constatou que os estereótipos de gênero, como as mães dando carinho e os pais sendo responsáveis pelo sustento da família, continuam teimosamente persistentes até os dias de hoje.

Os livros continuam retratando o que hoje pode ser considerada uma ficção dando preferência a uma realidade incompatível com o presente, no dia a dia da criança.  Os livros infantis nos EUA  estão com ilustrações anacrônicas, com papéis sexuais das histórias ilustradas estagnados a décadas atrás.

A pesquisa se baseou em uma amostra aleatória de 300 livros infantis “fáceis” de mais de 1.400 listados no catálogo de livros infantis, usado para ajudar bibliotecas escolares e comunitárias na escolha de livros de qualidade.  Os livros foram então divididos de acordo com a data de publicação, começando com um grupo de 50, publicados entre 1900 e 1959. Grupos adicionais de 50 foram escolhidos a partir de cada uma das últimas quatro décadas do século XX. Os últimos 50 foram escolhidos dentre os livros publicados no ano de 2000.

ajudando a fazer a camaFazendo a cama, ilustração de J. H. Wingfield (Inglaterra, 1910-2002)

Os pesquisadores procuraram por atitudes específicas dos pais representados, observando o comportamento de pais e mães nas ilustrações. Dividiram em comportamentos de afeto  ou conforto à criança;  comportamentos de prestação de cuidados (como preparar refeições ou limpar a criança); comportamentos disciplinares (como repreensão), companheirismo (como brincar com a criança ou dar um passeio), e o trabalho fora de casa.

Ninguém se surpreendeu de ter encontrado uma grande quantidade de estereótipos de gênero. Mas ao contrário das expectativas, esta tendência não diminuiu significativamente com o passar do tempo.  Pais em geral sendo retratados trabalhando fora e as mães sendo as principais cuidadoras das crianças. Os pesquisadores relatam esses estereótipos têm suavizado ao longo das décadas, mas apenas ligeiramente e de forma esporádica. Houve  um pico de de ilustrações de comportamentos mais modernos,  em 1970, mas desde então tudo permaneceu no mesmo patamar até o ano 2000.

“Os pais, em livros publicados em 2000, se mostraram, nas ilustrações como capazes de  maior prestação de cuidados e carinho do que em  períodos anteriores, e as mães foram representadas em maior número trabalhando fora de casa”, sugeriram os pesquisadores. “Mas falta significância nos resultados estatísticos para que isso seja considerado uma tendência.  O exemplo de 1970 mostra que pode haver picos de mudanças e depois as coisas darem para trás.  Há evidentemente uma teimosia cultural que não deixa o retrato da vida no presente.  Há uma idealização de papéis? .

FONTE: PS MAGAZINE





Curso de História da Arte: Obras Primas da Arte Ocidental

30 07 2013

Edgar Walter,Pinacoteca - MNBA – RJ,1945,ost,90 x 117

Pinacoteca do Museu de Belas Artes no Rio de Janeiro, 1945

Edgar Walter (Brasil,  1917-1994)

Óleo sobre tela, 90 x 117 cm

Início: 14 de agosto de 2013
Todas as 4ªs feiras das 15 às 17 horas.
Onde: Auditório Helena Lodi
VOZ PLENA
Rua Djalma Ulrich 134, 5º andar
Copacabana,  Rio de Janeiro
Historiadora da arte: Ladyce West

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A imaginação é a solução: “O Sr. Pip” de Lloyd Jones

29 07 2013

Aldemir Martins (1922-2006) - Paisagem com sol amarelo - Acrílica sobre tela - 18,5 x 22,5 cm - 2000Paisagem com sol amarelo, 2000

Aldemir Martins (Brasil, Brasil, 1922-2006)

acríica sobre papel, 18 x 22 cm

Coleção Particular

Não me surpreende que este romance tenha levado o prêmio  de melhor livro em 2007, dentre os Escritores da Commonwealth, e que nesse mesmo ano tenha sido um dos finalistas do Man Booker Prize. O Sr. Pip, já nasceu um clássico.  E gerações futuras irão se encantar, aprender e se alimentar nessa surpreendente fonte de sabedoria elaborada por Lloyd Jones.

A história se passa em Bourgainville, arquipélago de Papua-Nova Guiné.  O enredo, entrelaçado com eventos reais durante a guerra civil de 1991, chega até nós através dos olhos de Matilda, uma menina-moça.  Lloyd Jones foi muito feliz na voz que encontrou para Matilda, a pré-adolescente, que encontramos com aproximadamente 13 anos e que nos seduz por sua candura e inteligência.  Seguimos seu crescimento até a idade adulta, físico e emocional. Mas é  o tom encontrado para ela, uma harmoniosa combinação da inocência da criança com a voz que amadurece por necessidade, que torna o livro sedutor.

O_SR_PIP_1255702135P

Inicialmente Matilda não tem meios de entender o mundo que a rodeia; a realidade da guerra civil é incompreensível. Despojadas dos confortos cotidianos, as crianças da ilha encontram em um de seus habitantes, Sr. Watts, uma maneira de se preservarem.  Ele se torna professor da criançada, quando já quase nada mais resta no local além da escola vazia, abandonada, cheia de lagartixas e trepadeiras crescendo de encontro às paredes.

Sr. Watts têm métodos diferentes de ensinar e com ele as crianças adquirem meios para lidar com a devastadora realidade que as cerca. Matilda segue seu professor passo a passo e acaba se apaixonando pelo personagem Pip, do livro Grandes Esperanças de Charles Dickens, o livro que todos lêem e relembram.

lloyd_jonesLloyd Jones

Com essa simples e transparente narrativa Lloyd Jones nos entrega uma pequena obra prima sobre o poder da imaginação, sobre as funções da literatura, sobre justiça e dignidade. Tudo através da metodologia de  Sr. Watts que seduz com sua paixão tanto seus alunos na ilha, quanto nós  leitores mesmerizados.  Como subtexto, temos uma vigorosa defesa do papel da literatura na vida de quem a ela se dedica, leitor ou escritor.  Através do Sr. Watts aprendemos também que temos diversas vidas, diversos papéis, que vão sendo adaptados às diferentes situações, de acordo com as nossas  necessidades.  Um saudável e belíssimo manual de sobrevivência através da criação literária.





Natureza Maravilhosa — sapo dos olhos grandes

29 07 2013

576px-Leptopelis_vermiculatus2

O sapo de olhos grandes (Leptopelis vermiculatus) é uma espécie encontrada em áreas de floresta na Tanzânia, na África. Foto: wikipedia.





Quadrinha do criminoso

29 07 2013

Ladrão, batendo no ladrãoMonica faz justiça, ilustração de Maurício de Sousa.

Neste mundo de cobiça,

o criminoso se esquece

que embora falhe a justiça,

sempre a verdade aparece.

(Simeão Cohen)





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

28 07 2013

???????????????????????????????Praça Santos Dumont, em frente ao Jóquei Clube, 21/07/2013.




Palavras para lembrar — Rubén Darío

28 07 2013

Daryl Zang (EUA, conte,porary) Second ReadingLendo outra vez, s/d

Daryl Zang (EUA, 1971)

óleo sobre teal, 80 x 80 cm

zangstudios.com

“Os livros não foram feitos para servir de enfeite; no entanto, nada como eles para embelezar o interior de uma casa.”

Rubén Darío








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